sábado, 20 de maio de 2017

Claridade segundo Almada

«Imaginava eu que havia tratados da vida das pessoas, como ha tratados da vida das plantas, com tudo tão bem explicado, assim parecidos com o tratamento que há para os animaes domesticos, não é? Como os cavalos tão bem feitos que ha!

Imaginava eu que havia um livro para as pessoas, como ha hostias para cuidar da febre. Um livro com tanta certeza como uma hostia. Um livro pequenino, com duas paginas, como uma hostia. Um livro que dissesse tudo, claro e depressa, como um cartaz, com a morada e o dia.»

(Almada Negreiros, in “Invenção do Dia Claro”, 1921)



Bom que assim fora!!

10 comentários:

  1. Respostas
    1. São fragmentos poéticos, Elvira. Todos muito belos. Vale a pena para quem gosta de poesia - prosa poética.

      Beijinho.

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  2. Claro! Disseste tudo com duas florinhas...
    Continuação de dias primaveris descomplicados e descontraídos.
    ~~~ Beijinhos claríssimos ~~~

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    1. Oxalá, Majo!
      Obrigada.

      Beijinho descomplicado...

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  3. É minha amiga, viemos ao mundo sem bula...
    Abraço.

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  4. Que bom seria se a vida fosse assim clara e simples.

    Quem sabe um dia...

    Beijinho e boa semana Graça

    O Toque do coração

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  5. Não conhecia mas deve ser bom de se ler!!!
    Gosto do olhar ... bj

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