Mostrar mensagens com a etiqueta Ano Novo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ano Novo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Dia de ouvir Mozart

Viena não dispensa ouvir Mozart no início do ano. Nós que não estamos em Viena, vamos iniciar o ano divertindo-nos com o MozART Group que é uma pequena maravilha.




Votos de Bom Ano 2018 para todos!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Muito original...

Tal como me apetece sempre editar a «Manhã de Carnaval» em todos os carnavais, assim acontece com o «Happy New Year» dos ABBA de cada vez que o ano muda. Por isso, uma vez mais aqui fica com toda a alegria, com toda a sinceridade este


Happy New Year!





... e como sou uma avó - como todas as outras avós -  aqui fica o mesmo voto pela imagem dos meus pequeninos.





sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Votos de Fim de Ano



E ela pensa que quando todas as sirenes
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
- Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…


(Mário Quintana)







quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Wish you a rainbow!

Com os mais sinceros votos de Bom Ano - Melhor Ano, e Wishing you all a rainbow and a star and roses,  aqui deixo o belíssimo tema do trágico filme dos anos 60, «Flor à Beira do Pântano», com a lindíssima e malograda Nathalie Wood e o meu querido Robert Redford.

Desejo-vos mesmo um arco-íris, uma estrela e rosas para o Novo Ano que se inicia dentro de poucas horas.

Querem ouvir/ver?





«Wish me a rainbow and wish me a star,
All this you can give me wherever you are;
And dreams for my pillow, and stars for my eyes,
And a masquerade ball where our love wins first prize.

Wish me red roses and yellow balloons,
And carousels whirling to gay dancing tunes;
I want all these treasures, the most you can give,
So wish me a rainbow as long as I live.

All my tomorrows depend on your love,
So wish me a rainbow above.

Wish me red roses and yellow balloons,
And carousels whirling to gay dancing tunes;
I want all these treasures, the most you can give,
So wish me a rainbow as long as I live.

All my tomorrows depend on your love,
So wish me a rainbow above.»

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mau começo

Nunca pensei vir a dizer isto, mas felizmente terminaram as festas. E não terminaram lá muito alta para mim.




A noite de 31, como de costume desde que há pequeninos, foi cá em casa com aquela folia relativa de quando há pequeninos em casa: tudo, ou quase tudo, se gira em volta deles e depois dos brindes e dos beijinhos e dos abraços da meia-noite e de espreitarmos os foguetes de lágrimas, as flores e os pompons que por aqui atiram para o ar em grande estrépito, são as despedidas e toca, cada um para as suas casas porque as crianças estão com sono. 

Até aqui tudo bem! O pior veio depois! A uma família da extinta classe média já não deveria ser permitido pôr na mesa entradas variadas, marisco, um assado recheado, fritos, doces, bolos, vinhos, vodka, champanhe e sei lá o que mais! Por isso, e decerto por castigo dos deuses (que estão feitos com a situação política) pelos excessos a que já não devíamos ter direito, levei toda a noite de levante e a vomitar. No dia de Ano Novo, enquanto todos se alambazavam com o cabritinho assado com batatinhas e castanhas e o esparregado que ainda consegui cozinhar, estive tão-somente a vê-los comer e depois espetei-me na cama de cabeça à roda! E pior ainda, é que até hoje, ainda não consegui ingerir mais nada que não fosse chá com alguma torradinha e caldo de cenoura. Dores e tonturas…

Entretanto, como já aqui disse, avariou-se-me a aparelhagem de som com o meu bom gira-discos e no próprio dia 1, a placa gráfica do meu portátil «pifou», enquanto a televisão da cozinha – que é bem do século passado – começou a emitir em azul-escuro, rosa-choque e verde antes de conseguir fixar as cores todas… Parece conspiração!

Não é boa forma de se entrar num ano novo, pois não? Isto para não falar no negrume e o verdete com que este “governo” continua a cobrir os reformados (e os trabalhadores) da função pública fazendo-os responsáveis por todos os males que desde há uns anos para cá vieram ao mundo, fazendo cair sobre eles todo o seu génio de vingança do TC, a curto prazo, e do próprio 25 de Abril, a longo prazo.

Mas, de facto, o que me perturbou mais que tudo e me tirou o sono e a alegria foi mais uma notícia preta e injusta recebi no final do ano que toca alguém muito próximo e que não quero, não posso comentar aqui.


A minha avó espanhola dizia muitas vezes «os ciganos não querem bons começos», por isso…

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Happy New Year...

Apesar desta nova versão do Euro,


Desejo-vos/nos um ...



Cheio de...


Bom Ano!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bom fim de ano!

Como se dizia antigamente:«Boas saídas e melhores entradas!!!»
Tchim! Tchim!...



domingo, 1 de janeiro de 2012

Far from the madding crowd...

 

E que tal entrar em 2012 a sonhar? 

Longe da multidão e sem saberem das desventuras que nos foram prometendo para o Ano Novo e desdenhando de votos de "muita alegria, saúde e paz"... foi assim que os nossos gatos entraram em 2012.











«Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura

Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.»
 
Charlie Chaplin 


domingo, 2 de janeiro de 2011

Sonata para um menino que está a chegar



("Feliz 2011" deseja-vos o Ralph)


Vens juntar-te nós e, em si mesma, a tua vinda é já um acto de comovente beleza. Há muito que te esperávamos, provindo dessa interminável sequência na qual se tecem os fios da nossa condição. As coisas não estão boas, por aqui. Mas os tormentos que nos assolam não calam a voz das nossas esperanças. Vem, menino. Pertences a uma estirpe que acendeu o seu lume em muitos campos alheios e fez um leito de nações num concerto de poesia que dura há séculos. Que quer, rigorosamente, dizer isto? Que o parágrafo das nossas vidas tem sido extenso e que, no encontro com os outros, alargámos os laços da nossa pessoal intimidade.

Vem, menino. Menino novo, cujo coração unânime vai bater como o coração de um anjo que sorri e nos acena. Sei que vais ser um menino feliz, como eu sou feliz ao escrever esta afirmação pausada. Menino feliz porque te espera um coro de risos, de faces radiantes; a paixão de quem quer dar tudo pela fortuna de te ter consigo e o regozijo de nos pertenceres para te pertencermos.

Há muito que te esperávamos. Há muito que te esperava, como o louvor de uma boa nova ou o sinal de uma luz rigorosa para a festa de todas as festas. E aí vens.

Já se sabe como é o mundo: sombrio e venal, cobarde e duro, obscuro e triste, glorioso e valente, tímido e arrogante, calado e grosseiro. Já se sabe. Mas a qualidade áurea das criaturas que o habitam e que o moldam, com a argila das suas individuais deficiências, faz com que, todos os anos, continuemos a acreditar. E assim nascem meninos como tu, produtos dessa crença confusa na concórdia que nos impele para todos os recomeços.

Em cada ano que atravessa outro ano renovam-se os risos, remoçam os alvoroços, renascem os velhos no olhar dependente dos meninos, porque os velhos são meninos que se prolongam na pontualidade e no espanto das coisas permanentemente inauguradas. A vida, como é hábito.

Espero-te com a emoção de quem viajou por muitos bares, muitas cartografias, por muitas palavras, por muitos socalcos. Mas não quero dar-te conselhos. Os conselhos são o modo de os antigos imporem uma ridícula superioridade. A expressão: "No meu tempo..." é o início de algo de enfadonho; a fastidiosa e inútil frase que pretende doirar o passado de misérias e afrontas. Como se isso fosse possível. O tempo é todo nosso, o teu e o meu, pode levar tudo, mas nunca lava tudo.

O mundo anda atrapalhado e aflito. Há quem pense que deixou de haver lutas e que a nitidez do entendível perdeu-se no opaco e na desistência. Vais ver que as realidades não são bem assim e que as razões da existência dispõem de argumentos poéticos com os quais se pode enfrentar a manipulação, a omissão, o medo e a mentira.

Não te demores.

(Baptista-Bastos,  in DN 29/Dez/2010)

Quem me dera saber escrever assim!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo!




Sem querer "abusar" da sabedoria do poeta Carlos Drummond de Andrade, deixo aqui a sua Receita de Ano Novo que considero muito inspiradora. 

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Passagem de Ano






O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.


O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...


Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.


O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.


(Carlos Drummond de Andrade
in Poesia Completa, Rio de Janeiro, 2002)


BOM ANO aos Amigos, todos!