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sábado, 26 de novembro de 2016

Opereta Alentejana

Muito divertida mas de qualidade esta «opereta alentejana» para ajudar a passar este tempo de estar em casa.




A dita opereta inicia-se com o Jorge de Palma ao piano a tocar a encantadora Ária para a 4ª Corda, de Bach, que é, desde que me lembro, a ária mais bonita, mais repousante, mais melodiosa que já ouvi.. 

Deixo-a aqui para o caso de se quererem maravilhar.





sábado, 15 de outubro de 2016

O mê pai foi a Évora




Um abastado lavrador da Amareleja meteu-se no seu jeep e foi a um monte vizinho. Bateu à porta.

Um miúdo de cerca de 9 anos vem abrir.

- O teu pai está em casa?

- Nã senhori, foi a Évora.

- Bem, e a tua mãe está em casa?

- Nã senhori, ela também não está. Foi com o meu pai.

- E o teu irmão Manel? Ele está?

- Nã senhori, ele também foi com a mãe e com o pai.

O lavrador ficou ali sem saber muito bem o que fazer.

- Posso ajudá-lo em alguma coisa - pergunta o rapaz delicadamente. - Eu sei onde estão as ferramentas; se quiser alguma emprestada; ou talvez o possa ajudar..

- Bem - diz o lavrador, com cara de chateado - realmente queria falar com o teu pai, por causa do teu irmão Manel... Ele engravidou a minha filha Raquel

O rapaz pensou por uns momentos..

- Lá disso não sêi, terá de falar com o meu pai. Se lhe servir de alguma ajuda para ir fazendo contas, eu sei que o pai cobra 500€ pelo touro, 100€ pelo cavalo e 50€ pelo porco, mas realmente não sei quanto é que ele lhe vai levar pelo Manel...


 É fim de semana - há que rir e divertir...


sábado, 23 de julho de 2016

De volta a casa

Hoje, de volta a casa, Alentejo acima. 
Aquela intensa imensidão amarela, azinheiras torcidas ao sol, o verde redondo dos pinheiros mansos, campos de arroz alagados em verde vivo.
E a presença constante dos aloendros. 



A beleza acústica da palavra - aloendro - a lembrar-me a leveza do poema «Canto Franciscano» do inesquecível Ary dos Santos tão bem cantado pelo Tordo.

«Por onde passaste tu
que me ficaste cá dentro
tenaz do fogo divino
irmão pinho ou aloendro?
Por onde passaste tu
que me ficaste cá dentro?»

Corria o ano de 72. As (poucas) maravilhas que nos eram permitidas à época.




O poema completo (de uma beleza de veludo...)

Por onde passaste tu
que não soubeste passar?
Pela sandália do tempo
pelo cílio do luar
pelo cílio do vento
pelo tímpano do mar?
Por onde passaste tu
que não soubeste passar?

Por onde passaste tu
que me ficaste cá dentro
tenaz do fogo divino
irmão pinho ou aloendro?
Por onde passaste tu
que me ficaste cá dentro?

Pois bem: nos campos da fome
ou nos caminhos do frio
se eu encontrasse o teu nome
lançava-te o desafio:
por onde passaste tu
pétala viva dos cerdos
rei das chagas e dos podres
- por onde passaste tu
não passaram as minhas dores!

Nasci da mãe que não tive
do pai que nunca terei
e aquilo que sobrevive
é o irmão que não sei:
uma espécie de fogueira
de corpo que me deslumbra.
Tudo o mais à minha beira
é uma réstia de sombra.
- Por onde passaste tu
com artelhos de penumbra?

Eis-me. Eis-me incendiado
por não saber perdoar.
Meu irmão passa de lado
- Eu sei como hei-de passar.



domingo, 3 de julho de 2016

Chaminés alentejanas

Ao contrário do que aconteceu nos dois últimos anos, este Verão não vai haver Melides para nós. O Alentejo e até mesmo Melides, a Vila, está a praticar os preços elevados do Algarve e, se bem que as suas praias na chamada Costa Vicentina sejam lindas, lindas, a neblina faz a sua aparição de tule sobre os areais enquanto a água do mar fica fria e revoltosa com o vento que muitas vezes sopra de Norte.

Mas faz pena não voltar a ver aquela paisagem plana e loira, aquela luz de brilho contundente que se nos reflete na alma, aquelas casas brancas de cal debruadas de azul que aparecem atarracadas por debaixo daquelas enormes, largas e pesadas chaminés com a data da construção. Muito típicas, muito caraterísticas.

Deixo aqui algumas da zona de Melides.




















E que me dizem destas que encontrei mais tarde?



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ruínas

O poeta francês Chateaubriand «afirmou que todos os homens têm uma secreta adoração por ruínas. (…) O nosso fascínio pelas ruínas não se explica apenas pelas lições existenciais e históricas que encerram ou pela sua fealdade bela; […] não nos servem apenas de medida do tempo, como defendia Chateaubriand; […] contam mais do que a brevidade certa da existência. Haverá um núcleo secreto que nos atrai irresistivelmente para as ruínas e nesse núcleo encontraremos as histórias. (…) Estas histórias que só as ruínas podem contar dizem-nos que é possível reconstruir o mundo a partir dos escombros. Ao tempo do lamento e da meditação melancólica pelo que se perdeu, sucede-se o tempo da certeza feliz de que depois de nós virão outros, depois das nossas histórias outras histórias, depois das ruínas um mundo novo.»

(Bruno Vieira Amaral, in Ler, Verão 2015, pp 44-45)

Também eu sinto um enorme fascínio por ruínas. Antigas e menos antigas. Encantaram-me desde sempre as ruínas que se encontram nos jardins de Monserrate em Sintra – que trarei aqui proximamente.

Encantada fiquei quando, por mero acaso, encontrei as ruínas de uma velha igreja junto ao cemitério de Melides.


Sem qualquer placa identificativa, fiquei depois a saber que se trata das ruínas da igreja de Santa Marinha, de finais do século XV, inícios do XVI.















A fotografia abaixo foi encontrada na net decerto tirada quando a igrejinha não estava tão degradada como a encontrei em Agosto passado.




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Gatinhos de Melides

Bem podemos afirmar que Melides é terra de gatos. Parece que toda a gente os alimenta: há comida de gatos e recipientes de água por todo o lado.

No ano passado registei dezenas de fotografias de gatos que se espreguiçavam por todos os lados aqui na aldeia. 

E este ano, vou pelo mesmo. 

Ora aqui estão alguns.





















Tantos e tão fofos e eu cheia de saudades das minhas...







quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Fonte dos Olhos

A aldeia de Melides é atravessada pela Ribeira de Melides onde encontramos um recanto encantador onde decerto em tempos as mulheres iam lavar a roupa e onde nos podemos refrescar da calma alentejana. Tem o nome romântico de Fonte dos Olhos.













Até apetece!!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Sugestões para férias

Está a entrar Agosto, o mês de férias por excelência. Por isso não posso nem quero deixar de apresentar algumas belas sugestões de férias ao alcance de pessoas como reformados, funcionários públicos e outros contribuintes sérios... 

Espero que gostem ...

Madeira



Açores



Cabo Verde



Canárias



Las Palmas



Cuba




Ilhas Virgens



Malta



Rhodes



Barbados



Eu cá vou voltar a Melides para andar de novo às voltas pelas lindas praias da costa alentejana...



Até breve!

Fiquem bem!

domingo, 1 de março de 2015

O Alentejo estava lindo!

O Alentejo já está lindo! Os campos, verdes, já estão cobertos de florzinhas brancas. Agora só faltam vir as amarelas e as roxas. Uma beleza. E nem chovia, nem nada. 













Nem faltou belo peru....



... nem o galaró de crista...



E aqui todos gozando a liberdade...


Boa semana!!