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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Da emoção em política

São apenas dois minutos. Convido-vos a ouvir este excelente discurso sobre o que de facto é - ou deveria ser - a Europa.

Curto, simples, franco, sentido.




quarta-feira, 7 de março de 2018

Ano Europeu do Património Cultural

Por proposta da Comissão Europeia aceite pelo Parlamento Europeu, o ano de 2018 foi declarado Ano Europeu do Património Cultural. O AEPC 2018 «é enquadrado pelos grandes objetivos da promoção da diversidade cultural, do diálogo intercultural e da coesão social, visando chamar a atenção para o papel do património no desenvolvimento social e económico e nas relações externas da União Europeia.»

Ao abrir oficialmente este Ano Europeu, o comissário europeu para a Educação e Cultura que «não estamos apenas a falar de literatura, arte, objetos, mas também de competências aprendidas, de histórias contadas, de alimentos que consumimos e de filmes que vemos.»

A propósito, o Professor Guilherme de Oliveira Martins, Coordenador Nacional do AEPC 2018, escreveu que «precisamos de preservar e apreciar o nosso património, como realidade dinâmica, para as gerações futuras. Compreender o passado, cultivá-lo, permite-nos preparar o futuro.» (…) «Procuramos, assim, sensibilizar a sociedade e os cidadãos para a importância social e económica da cultura - com o objetivo de atingir um público tão vasto quanto possível, não numa lógica de espetáculo ou de superficialidade, mas ligando a aprendizagem da História e o rigor no uso e na defesa das línguas, articulando educação e ciência, numa perspetiva humanista, aberta e exigente.» (…) «O conceito moderno de património cultural, definido na Convenção de Faro do Conselho da Europa de 2005, valoriza a memória e considera-a fator de cidadania, de dignidade e de democracia - eis o que está em causa.»

A RTP2 – “culta e adulta” como eles gostam de dizer – apresentou ontem, integrada no jornal das nove, uma longa reportagem ligada ao património com centro na belíssima Torre dos Clérigos, passando à respetiva Igreja e à Casa da Irmandade e falando largamente do seu arquiteto, Nicolau Nasoni (1691-1773), um toscano fixado em Portugal, no Porto mais propriamente, onde casou e realizou vários trabalhos de arquitetura e de pintura, acabando por ser sepultado na cripta da Igreja dos Clérigos.

Sobre este artista italiano chamado para proceder a melhoramentos na Sé do Porto, escreveu o Cabido da Sé o seguinte:

«Para se fazerem logo com perfeição e acerto todas as obras, e se evitar o perigo de se desmancharem e fazerem 2ª vez por falta de preverem os erros, vieram não só de Lisboa, mas de outros reynos, arquitectos e mestres peritos nas artes a que erão respectivas as obras. Veyo Niculau Nazoni arquitecto, e pintor florentino exercitado em Roma, donde foi chamado a Malta para pintar o pallacio do Grão M(estre)…» (in Wikipedia)

(Deixo aqui algumas fotografias retirada da Wikipedia que ilustram um pouco o excelente património mostrado no programa que refiro acima.)


(Conjunto dos Clérigos)





(Interior da Igreja)

(Capela-Mor)

(Retábulo de Nº Sº da Assunção)

(Urna do Santíssimo Sacramento)

(Órgão da Igreja)

(Cadeiral da Igreja)

(Edifício da Irmandade, grande mesa de reunião dos mesários)

(Vista do Porto da Torre dos Clérigos)


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Terrorismo

Nunca suportei a política de «punhos de renda» ou do «politicamente correto». Seja em que circunstância for. É uma verdadeira hipocrisia. Por isso gostei de ler o texto «Tolerância zero» de Paulo Baldaia – se bem que nem sempre goste de o ler – no DN de ontem.

«Se queremos vencer esta guerra onde estamos metidos, temos de nos deixar do politicamente correcto e usar as palavras certas quando relatamos crimes praticados em nome da religião e de Deus. Uma criança de 10 anos que é dada pela família para casamento é pedofilia, não é uma tradição ancestral. Um irmão que mata a irmã porque ela quer viver em liberdade não é um crime de honra, é um assassinato. Uma criança que é mantida em casa e proibida de ir à escola é um rapto.

De igual forma é tão terrorista um muçulmano que mata na Europa como um muçulmano que mata no Iraque ou um cristão que se arma até aos dentes e mata nos Estados Unidos. Não são terroristas os dois primeiros e maluco o norte-americano. Ainda assim, há um problema grave com o islamismo. E não, não tem que ver com o que defende esta religião em comparação com as outras, tem muito mais que ver com a tolerância com que olhamos para os crimes praticados. A começar pelos que são praticados lá longe.

Ninguém pode ser feminista na Europa e não ter tolerância zero em relação ao islamismo. Sou agnóstico e, mesmo que acreditasse em Deus, não seria capaz de viver com a minha racionalidade em nenhuma igreja. Mas, por ser racional, sei que a história nos dá conta de que, enquanto a maioria das religiões se tornou mais humanista, o islamismo teima em tolerar que se cometam crimes em seu nome e em nome de Deus.

Se a atitude passiva que se vê na grande maioria dos líderes muçulmanos tivesse perdurado na história do cristianismo, a Inquisição teria durado muito mais tempo e feito muito mais vítimas. No século da globalização, não é tolerável que uma determinada religião olhe para os crentes das outras religiões como infiéis. Como não é tolerável que considere a mulher um ser inferior.

Na questão do uso das palavras é igualmente um erro, quando falamos do islamismo, falar de líderes moderados em contraponto aos radicais. Não haverá paz enquanto a maioria for radical e os moderados não deixarem de ser moderados. Não chega não advogar a guerra, os moderados têm de se radicalizar, dentro da sua religião, para combaterem os crimes de ódio, os crimes de honra, a escravidão das mulheres. Utilizamos o termo moderado como um elogio e o que ele revela é uma fraqueza.

Vivemos numa sociedade livre, onde até os ateus e os agnósticos são aceites como fazendo parte do reino de Deus. Não podemos aceitar viver com religiões que aceitam todo o tipo de discriminações. E não, não é apenas para nos defendermos, é também para defender os milhões de pessoas que vivem sob o jugo da intolerância religiosa. Contra esta barbárie temos de ter tolerância zero, na Europa e no resto do mundo. Professem a religião que entenderem, mas isso não lhes dá o direito de não respeitarem os outros seres humanos.»


(daqui)


sábado, 27 de junho de 2015

Je suis grecque!

Aujourd'hui moi, je suis grecque!




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Alemanha




Difícil confiar numa nação que, no espaço de menos de 50 anos, provocou duas sangrentas Guerra Mundiais.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A baderna

«... Os funcionários para aqui mandados são fiscais de contas, sem poder decisório porque esse pertence ao FMI, ao Banco Central Europeu e à Comissão Europeia. (...) os burocratas que nos visitam, a fim de verificar se obedecemos às regras impostas, são paus-mandados, e eles próprios atendem ao que lhes impõem os directores daquelas três instituições, as quais são coordenadas friamente pela Alemanha.

Ignoram a História, a cultura, as características, as idiossincrasias dos povos por onde passam, em curto ou ampliado tempo. Pouco se importam se humilham ou desdenham das nações em que foram encarregados de proceder aos seus varejos. Os vexames a que têm sujeitado o povo grego são das situações mais ignóbeis verificadas no nosso tempo, e possuem as distintivas particulares de um sórdido ajuste de contas. O que a Alemanha não conseguiu, com duas guerras mundiais, está a obtê-lo agora, com a mediocridade ultrajante, a cumplicidade servil e a sevandijice nojenta dos dirigentes políticos europeus.»

Baptista-Bastos

A baderna a que o escritor-jornalista se refere na crónica da passada 4ª feira, inclui, para além dos funcionários da troika, o chefe deste "governo", todo o executivo, «o dr. Cavaco, dito Presidente da República» a, acrescento-lhe eu agora a senhora Merkel depois da retumbante vitória nas eleições de ontem no seu país. 




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Es tut mir Leid...



Oh que pena! Os alemães foram eliminados do Europeu de futebol!... E ainda por cima por uma equipa de PIGS!... Que pena, mesmo! A formiguinha organizada e trabalhadora do Norte “batida” por uma das cigarras cantadeiras e gastadoras do Sul!

É claro que os jovens atletas não podem levar com o “ódio” que grande parte dos europeus sente atualmente pela governação alemã, mas… lembram-se da fábula do lobo e do cordeiro: «Se não foste tu, foi o teu pai, ou o teu avô!» 

Assim estamos nós todos! 

À exceção do Sr. Platini, claro, que deve estar cá com uma birra!...

sábado, 21 de abril de 2012

Moi, je vote Hollande!


Não voto porque não posso! Mas só de pensar que poderá ser o princípio do fim daquele duo deprimente chamado Merkozy, dá-me cá um ânimo que nem vos passa!

Sim porque desânimo desânimo mesmo é dizerem-me nos telejornais que se as legislativas fossem hoje, ou melhor, ontem, 35% deste povo votava PSD! É pior que desânimo, é vergonha, é tristeza, é uma dor no peito, é vontade de emigrar nem que seja para Badajoz. 

Afinal temos aquilo que merecemos.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sarkel et Merkozy





















Será? Oxalá!


quinta-feira, 1 de março de 2012

A crise na Grécia


Os nossos amigos gregos ainda têm os deuses da Antiguidade para porem a render... Mas, e nós, que temos?

(Zeus em consílio no Olimpo)

1. Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.

2. Aquiles vai tratar do calcanhar num hospital público.

3. Eros e Pan inauguram um prostíbulo.

4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.

5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.


6. O Minotauro puxa carroças para ganhar a vida.


7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus
.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na cabeça".


9. Sócrates inaugura o Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.

10. Dionísio vende vinho à beira da estrada de Marathónas.

 11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.

12. Afrodite aceita posar para a Playboy.


(Afrodite despedindo-se do pai...)
  
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para trabalharem na Eurozona.

14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.


15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.

16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.

(Oráculo de Delfos)

17. Áries, deus da guerra, é apanhado em flagrante a desviar armamento para a guerrilha síria.

 18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-abrigo.


(O desespero de Zeus...)

 19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!



segunda-feira, 25 de julho de 2011

Notícia preocupante





A propósito do massacre recentemente perpetrado na Noruega  pelo assassino norueguês Anders Breivik conotado como tendo fortes ligações à extrema-direita, o DN de ontem traz uma pequenina notícia numa das páginas centrais que considero muito preocupante. Diz assim:

Países nórdicos apostam na extrema-direita
«Na Escandinávia regista-se uma forte subida das formações populistas, que contestam a generosidade dos sistemas de segurança social m relação aos emigrantes. Na Suécia, o partido de extrema-direita dos Democratas Suecos elegeu 20 deputados e poderia ter sido um dos fiéis da balança na formação do Governo.

Nas recentes eleições finlandesas, o partido dos Verdadeiros Finlandeses (PS), também do tipo populista, aumentou a sua votação de 4,1% para 19% embora tenha ficado fora do Governo. É, aliás, a maior formação da oposição no país. Na Dinamarca, o Partido Popular, de extrema-direita, teve 13,9% e ficou em terceiro lugar.»


Porém os avanços dos partidos de extrema-direita não se registam apenas nos países escandinavos, mas  na Europa em geral. Em França, a Frente Nacional do sr. Le Pen, agora liderado pela sua filha Marine Le Pen, registou “resultados históricos nas recentes eleições cantonais onde alcançou 15% dos votos numas eleições em que normalmente tem resultados residuais. Na Holanda, o Partido da Liberdade de Geert Wilders obteve 15,5% dos votos nas eleições de 2010. Na Áustria, o partido de extrema-direita SPÖ ficou com 27% dos votos das municipais de Viena em Outubro de 2010.

Como começou a escalada fascista e nazi nas primeiras décadas do século XX?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Marionetes





Tenho o hábito de ler a breve crónica que o jornalista Ferreira Fernandes assina diariamente na contracapa do DN. E a de ontem – que transcrevo abaixo – voltou a trazer-me à cabeça esta ideia que ando a remoer há algum tempo.

Não dá para entender como é que a Europa e (quase) o resto do mundo se deixam assim manipular pelos Estados Unidos. De onde lhes vem o direito de intervirem e decidirem o destino dos países? O Bush sonhou que o Saddam Hussein tinha armas nucleares escondidas e lá foram pôr o Iraque a ferro e fogo, matar a torto e a direito, sem deixar pedra sobre pedra para procurarem as ditas que, afinal, nunca apareceram. Agora é o Kadafi. Ah! porque são ditadores e opressores do povo! E vai daí invadem-se ao países, deixam-se em ruínas, ameaçam-se e matam-se as pessoas destroem-se cidades e campos deixa-se tudo de pantanas, mas acabou-se com o ditador!

Na Europa como a arma nuclear se chama euro, cria-se um exército de agências de rating, invadem-se as finanças dos países, ditam-se-lhes umas novas leis económicas e enquanto não estiverem de joelhos, não saem de lá.

E eu pergunto-me de novo: de onde lhes vem o poder, a permissão para manobrarem e pretenderem mandar em todos arvorando-se em senhores do mundo? Têm mais poder económico? Parece que não. Têm uma posição histórica que lhes permita ver mais além? De todo, não! Podem “dar cartas” ao mundo em termos civilizacionais e de cidadania? É que nem pensar. Então?! Por brincadeira costumo dizer que já realizaram tantos filmes em que se põem no papel de salvadores da humanidade que acreditam mesmo que o são.

Olhem lá, Bruxelas não era para unir?

“Uma cidadezinha no calcanhar da bota italiana, onde o Adriático começa a transformar-se em mar Jónico, Trani. Esquecida, usada só em paragem breve para quem desce de Bari, mas querendo agora reerguer-se como a torre formidável da catedral de San Nicola Pellegrino. Aqui foi o porto de embarque preferido dos Templários, os religiosos guerreiros que foram, nos tempos medievais, os cavaleiros da Europa. É com essa tradição que Trani quer reatar: defender a Europa. Com as armas modernas da lei e contra os infiéis do momento: a agência de rating americana Moody's. No ano passado três analistas desta pandilha fizeram relatórios sobre a dívida italiana e a estabilidade do sistema bancário italiano que causaram um terramoto na Bolsa. O assunto era de toda Itália (aliás, não, era europeu), mas a pequena Trani armou-se em cavaleira por todos. O seu Ministério Público investigou os três analistas (é assim que se agarram os desembestadas, um a um), pediu pareceres a economistas prestigiados (um deles foi Mario Draghi, que acaba de tornar-se o presidente do Banco Central Europeu) e concluiu que os propagadores do bacilo E. coli nas finanças europeias "não se basearam em dados reais". O próximo passo, caso a Moody's continue "sistematicamente incorrecta", é propor a sua expulsão de Itália. Será conseguido? Só se a Europa ouvir. Que Tomar, que foi sede dos Templários portugueses, se junte a Trani. E mais e mais.”

(Ferreira Fernandes, DN, 26/06/2011)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010