Este ano deixo-vos um Coelhinho da Páscoa diferente...
Mostrar mensagens com a etiqueta Páscoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Páscoa. Mostrar todas as mensagens
sábado, 11 de abril de 2020
sábado, 20 de abril de 2019
domingo, 14 de abril de 2019
Domingo de Ramos
E uma vez mais, um trecho de um dos filmes da minha vida, hoje que a Igreja celebra o Domingo de Ramos.
(pena a má qualidade da imagem...)
(pena a má qualidade da imagem...)
Etiquetas:
Filmes,
Gostos,
Música Americana,
Páscoa
quinta-feira, 29 de março de 2018
Os Ovos Fabergé
Em 1855, o Czar Alexandre III, em
comemoração da Páscoa, pediu ao joalheiro Peter Karl Fabergé, que fizesse uma
joia em forma de ovo para presentear a esposa, a czarina Maria Feodorovna. A
tradição russa de trocar ovos de galinha decorados na Páscoa é comum aos
cristãos ortodoxos. Inspirado na decoração milenar dos ovos, Fabergé e os seus
artesãos criaram uma joia única, de rara beleza, que viria a ser o primeiro ovo
imperial. A joia parecia um pequeno ovo, lavrado em ouro e platina, esmaltado, e,
ao ser aberto, apresentava uma gema de ouro, que dentro trazia uma miniatura em
forma de galinha, com olhos de rubi e uma réplica em diamante da coroa
imperial.
Assim nasceu a
tradição dos ovos imperiais Fabergé,
verdadeiras obras de arte da joalharia universal, peças únicas de uma beleza incrível
e de valor exorbitante.
Os ovos Fabergé foram todos
criados para os czares Alexandre III e Nicolau II, pai e filho respetivamente,
no período entre 1885 e 1917, sendo oferecidos durante a Páscoa entre os membros
da família real. As joias representam o último esplendor da dinastia czarista,
então já decadente.
![]() |
| Coroação, 1897 |
Ano após ano, Fabergé e os seus
artesãos surpreendiam com obras únicas com motivos temáticos inesgotáveis de
genial criatividade e talento. Os ovos Fabergé passaram a ser cobiçados por
toda a corte czarista.
![]() |
| Pedro, O Grande, 1903 |
Os ovos imperiais Fabergé, foram
mostrados ao mundo, pela primeira vez, em 1900, na Exposição Universal de Paris.
A exuberância e beleza das joias fascinaram os europeus, fazendo com que as joias
Fabergé alcançassem prestígio e fama por todo o continente.
![]() |
| Palácio de Alexandre, 1908 |
Com a Revolução Russa, de 1917,
Fabergé exilou-se na Suíça. Após os conflitos revolucionários, os cobiçados
ovos foram expropriados à família imperial, alguns foram perdidos durante as
pilhagens aos palácios.
![]() |
| Fabergé |
Estimativas históricas registam
que, entre 1885 e 1917, 56 ovos imperiais Fabergé teriam sido confecionados. No
fim do século XX, até 1998, 44 exemplares tinham sido localizados
Decorridas muitas décadas sobre a
Revolução Russa, os ovos Fabergé passaram a fazer parte do imaginário, dos
mistérios e lendas que foram criados em torno dos malogrados Romanov. Não só a
beleza estética das peças, como o significado histórico que representam e a
tragédia que permeiam misticamente, fizeram dos ovos imperiais tesouros
exorbitantemente valiosos, disputados por colecionadores de todo o mundo.
Enquanto admiram estas preciosas obras de arte, entretenham-se a debicar uns ovinhos de chocolate - dos verdadeiros...
Etiquetas:
Arte,
Gulodices,
História Mundial,
Páscoa,
Tradições
quinta-feira, 13 de abril de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
A Páscoa da Pascoínha e da Pascoela
À procura da receita do folar transmontano que a minha mãe fazia por esta
altura (que vinha numa «Lusitas» (alguém sabe o que é?... Não tenham
preconceitos!) de 1953, encontrei estes versinhos para a infância da autoria da
escritora infantojuvenil (como se diz agora) Maria Isabel Mendonça Soares.
Vejam só a doçura! (Atenção à data em
que foram escritos!)
A Páscoa de Pascoínha e Pascoela
Pascoínha
e Pascoela
Duas
lindas borboletas
Andavam
pelo jardim
Às
voltas, às piruetas.
Bailava
em redor dos goivos
A
Menina Pascoínha
Muito
gentil, muito leve,
E toda
ela branquinha.
Mais
desenvolta e arisca
A
menina Pascoela
Gostava
de andar ao sol
Luzindo
a cor amarela.
Certa
manhã, Pascoínha
E a
amiga Pascoela
Ouviram
tocar os sinos
Uma
canção muito bela
- «Manhã
de Páscoa!» - diziam
-
«Manhã de Ressurreição!»
E outros
sinos respondiam:
Dlim,
dlim, dlim! Dlim, dlim! Dlim, dlão!
Uma menina
risonha
Passou
muito carregada
E foi
bater numa porta
Já velha
e desconjuntada.
Curiosas
como são
Pascoínha
e Pascoela
Assim que
a menina entrou
Entraram
logo atrás dela.
|
-
«Páscoa feliz, avozinha!»
(disse
a menina risonha,
A uma
velhinha que estava
Sentada
ao canto tristonho)
-
«Trago-lhe um bolo… um casaco …
E umas
luvinhas de lã;
Mesmo
sendo Primavera
Inda
faz frio de manhã.»
Isto
dizia a menina
Arrumando-lhe
as gavetas
Enquanto
de roda dela
Voavam
as borboletas.
Até
que estas descobriram
Sobre
a cómoda pesada
Uma
jarrinha de vidro
Bonitinha,
mas quebrada.
Então as
duas amigas
Pascoínha
e Pascoela
Foram pousar
de mansinho
Mesmo no
rebordo dela.
E decerto
não houvera
Em nenhuma
Primavera
Uma flor
igual àquela!
Para a
jarrinha enfeitar
Desistiram
de brincar
Pascoínha
e Pascoela.
|
Curiosamente, a autora destes versinhos morreu em Lisboa no passado mês de
Janeiro, aos 95 anos de idade. Começou a escrever nos anos 40. Fundou as
Bibliotecas Infantis "A Descoberta", da Associação de Pedagogia
Infantil, e dedicou-se durante várias décadas à formação de educadores de
infância e ao ensino de Literatura para a Infância e Cultura Portuguesa.
Etiquetas:
Autores Portugueses,
Páscoa,
Versos
sexta-feira, 25 de março de 2016
Gethsemane ou no Monte das Oliveiras
Desde os idos de 70 que para mim não há Semana Santa sem o Jesus Christ Superstar. Por isso aqui fica mais um dos poderosos quadros daquele fabuloso musical, no qual o Cristo questiona o seu Deus, o seu Pai (?) sobre o benefício da sua morte.
«Why should I die?» (porque tenho eu de morrer?) - pergunta ele. E termina num desespero, quase numa ameaça ao seu Deus, o seu Pai (?), dizendo:
Nail me to
your cross and break me
Bleed me,
beat me
Kill me,
take me now
Before I change my mind
(Prega-me na tua cruz e quebra-me
Fere-me, bate-me
Mata-me, leva-me já
Antes que eu mude de ideias)
Muito bom! Vale a pena recordar.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Tempo de comer fruta
Segundo a religião católica, amanhã não se deve comer carne.
Ora o que que comemos do peixe é a sua carne, pelo que não se deveria comer peixe.
Resta-nos os vegetais e a fruta.
Mas cuidado quando comprarem a fruta...
Ficarão nesta figura...
Boa Páscoa!!
domingo, 5 de abril de 2015
Ainda o coelhinho
No último dia de mandato do coelhinho (da Páscoa, naturalmente...) ainda deixo aqui mais um dos seus sapientes recados.
(Restinho de) Boa Páscoa!
sábado, 4 de abril de 2015
E ontem comeu carne?
| (daqui) |
Nados e criados a ouvir dizer que na sexta-feira santa não se pode comer carne, grande parte de nós continua a cumprir este preceito como se de lei se tratasse e a passá-lo com toda a firmeza aos nossos mais jovens.
Fazemo-lo mais por tradição do
que propriamente por convicção religiosa e também daí não vem mal nenhum ao
mundo. Se bem que sempre me tenha feito muita confusão o facto de não se poder comer
carne mas de se comer peixe e bacalhau, sabendo-se que de estes animais
marinhos tal como dos mamíferos e das aves lhe comemos a carne… Mas é como
comecei por dizer: faz parte das nossas tradições.
Vale a pena contar aqui, a
propósito, um episódio que por aqui aconteceu há muitos anos e que é bastamente
recordado cá em casa.
A mãe e a avó do meu marido tiveram
aqui na rua principal, perto da estação de caminhos-de-ferro, uma pequena
pensão onde também serviam refeições. Ora uma bela sexta-feira santa nos idos
de 60, chegou no comboio, já depois de os almoços terem sido servidos, um padre
cansado e afogueado de calor e de sede que entrou na «loja» - assim chamavam à entrada
do estabelecimento – e perguntou se ainda podia comer alguma coisa. A avó,
mulher determinada e conhecedora da vida, de pequenos e vivos olhos azuis que,
depois de fixados no interlocutor, logo perscrutavam o que lhe ia dentro, disse
ao padre que, infelizmente já nada restava dos menus do almoço e que apenas
tinha bifes no frigorífico sempre prontos a saírem para uma emergência, mas
como era sexta-feira santa, o senhor padre certamente não iria comer carne …
Aí é que a avó se enganou! O
padre, dentro daquela bonomia que se conhecia nos velhos padres que ainda
caminhavam nas ruas de sotaina, respondeu indulgente que comia sim o bife até porque
vinha muito cansado e cheio de fome e já tinha pago as devidas bulas…
Não assisti ao quadro – nesse tempo
ainda não me movia por estes lados – mas imagino a expressão brilhantemente zombeteira
(que depois tão bem conheci) que avó deve ter feito ao senhor padre antes de se
dirigir para a cozinha para pôr tudo em marcha para servir o bifinho com as
belas batatas fritas rijinhas e estaladiças (descascadas na altura, não das
pré-fritas que agora se usam) e a respetiva saladinha de alface com bastante
vinagre…
sábado, 19 de abril de 2014
Boa Páscoa!
«Doutor, por vezes penso que sou o coelhinho da Páscoa. Outras vezes tenho a sensação de que sou o primeiro-ministro de Portugal...»
(...)
Como o coelho anda problemas de identidade e precisa de consultas de psicanálise, vi-me forçada a recorrer a outro para vos desejar uma...
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Sexta-feira Santa
Sexta-feira Santa, dia de não
comer carne. E assim foi hoje, uma vez mais: nada de carne! Um hábito, uma
tradição que herdámos de outros tempos, que já disse aqui que pouco ou nada
tenho a ver com as regras e dogmas da Igreja. Deve ser o único sinal que resta –
e não para todos – daquilo que era a Sexta-feira Santa no tempo da minha
juventude. Era o dia mais cinzento, mais bisonho, mais enfadonho do ano. E tudo
decorrente de uma forma de infundir a superstição, o medo, o terror por parte
de um regime clerical e ditatorial a que tínhamos todos de curvar a cerviz.
Toda a gente se vestia de luto
carregado: os homens punham gravata preta e até um fumo preto na manga e até as
crianças se vestiam de escuro. Todo o comércio estava fechado, os cinemas
encerravam, as estações de rádio transmitiam música de câmara todo o dia e,
quanto à RTP, o único canal de televisão, só neste dia do ano é que não tinha
programação. Um exagero, um verdadeiro fundamentalismo. E, por ironia ou sei lá
por que força física ou metafísica, normalmente chovia todo o dia.
O dia em que fiz 18 anos
coincidiu com uma Sexta-feira Santa e, como o meu pai nessa altura trabalhava
em Sevilha, levou-nos, à minha mãe e a mim, a passar lá uns dias. Sabe quem já assistiu
que a Semana Santa em Sevilha é dose e, por isso, o meu pai que não era homem
de se meter em apertos, resolveu que iríamos passar o dia dos meus anos que,
como já disse, calhou na sexta-feira santa, a Ayamonte, atravessando o Guadiana
para o lado português, o que para mim foi uma grande novidade porque nunca antes
tinha posto os pés no Algarve.
Tudo bem! O problema é que a minha
mãe, ao contrário do meu pai, dava tudo para se meter no meio da multidão e
queria muito assistir às procissões. De modo que, regressados a Sevilha e
deixado o meu pai descansadinho no apartamento, lá fui atrás da minha mãe
meter-me no meio das procissões. Nem quero que me lembrem o de gente nas ruas, a
confusão, o movimento, o luxo dos trajes e dos penteados das sevilhanas, o
brilho e até uma certa alegria que desconhecia das sextas-feiras santas do
nosso país. Agora o que mais me assustou – sério, assustou-me mesmo! – foram as
confrarias dos nazarenos (a que sempre chamei de “bicudos”) com as caras e as
cabeças tapadas por aqueles carapuços altos e bicudos do tipo Klu-Klux-Klan que
se amontoavam na Catedral para saírem
pelas ruas atrás dos andores. Horrível!
(Mas o caricato foi ver alguns
deles, certamente atacados pelo calor e pelo cansaço, sentados nos bancos da
entrada da igreja, com a cabeça descoberta, o carapuço posto de lado e a fumarem
um cigarro…)
(imagens retiradas da net)
sábado, 30 de março de 2013
Feliz Páscoa!
Eu podia desejar uma Boa Páscoa aos meus amigos virtuais (e não só) com um postalinho destes...
Mas como o Coelho está em baixa, prefiro apresentar-vos este outro postal.
Porém... para aqueles/as que não gostam de «comer gato por lebre», digo, coelho, deixo este outro bem mais, digamos, plural?...
Ah! E não se esqueçam de mudar para a hora de verão! Não há nada que enganar...
segunda-feira, 25 de março de 2013
Oremos
Como estamos na semana da Páscoa, deixo aqui uma oração deveras original, muito, muito atual e muito, muito abrangente - é para a família toda...
Oremos!
Escolham o vosso caso...
domingo, 8 de abril de 2012
Ainda a Páscoa
Na sequência do texto de ontem, em que eu apelava ao nosso amigo que vive dividido entre Macau e a Tailândia por não ter encontrado postais de Páscoa em chinês, não posso deixar de mostrar aqui os exemplares que ele, amavelmente, me enviou por mail. E, como ainda estamos em tempo de Páscoa, aqui ficam para conhecimento e com um agradecimento muito especial ao Amigo Cambeta.
Boa semana!
sábado, 7 de abril de 2012
Boa Páscoa!
Mercê da minha fraca educação religiosa, a Páscoa pouco ou nada me diz. Mas não posso deixar de desejar a todos os meus amigos virtuais e não só uma Boa Páscoa!
Só não encontrei em chinês, mas talvez o nosso amigo Cambeta possa dar uma ajuda...
(imagens retiradas da net)
domingo, 24 de abril de 2011
Boa Páscoa!
Outros blogs apresentam belíssimas imagens de lindos ovinhos de chocolate, coelhinhos e patinhos embrulhados em pratas e fitinhas, doces amêndoas coloridas que nos fazem crescer água na boca.
Para variar, escolhi a receita do folar transmontano que a minha mãe - que era de São João da Pequeira, lá longe no Douro já bem encostado a Trás-os-Montes - fazia pela Páscoa para delícia de todos nós cá em casa. Eu nunca me atrevi a fazê-lo talvez por preguiça já que puxa bem pelos braços, talvez por receio da comparação...
Trata-se de uma receita muito antiga que eu copiei tal qual consta no original.
Folar de Páscoa
(tradicional de Trás-os-Montes)
5 pães em massa (crua; encomenda-se ao padeiro)
9 ovos
100 g. de banha de porco
100 g. de manteiga
1 dl de azeite
Várias carnes (frango, vitela, paio, chouriço, presunto, fritada de porco, coelho, etc.)
Cozem-se, assam-se, fritam-se ou estufam-se as carnes e tiram-se-lhes os ossos.
Colocam-se num alguidar os cinco pães em massa e amassam-se com a banha, a manteiga e o azeite. Juntam-se depois os ovos, um a um, batendo muito bem com as mãos. Quando a massa faz bolhas grandes, está pronta.
Tem-se uma forma grande de alumínio bem untada com manteiga. Coloca-se no fundo uma camada de massa; em seguida uma camada de carnes sortidas, outra de massa, outra de carnes e, por fim outra de massa.
Vai para o forno até a massa estar bem cozida e loira por cima. Se o folar for grande, coze melhor em fogão de lenha.
Esta receita dá bem para doze pessoas. Come-se ao almoço do dia de Páscoa. Está claro, é preciso fazê-lo de véspera.
Março de 1953
Subscrever:
Mensagens (Atom)














































