terça-feira, 23 de maio de 2017

Morreu O Santo!

Já toda a gente sabe, mas não quero deixar de aqui a minha modesta homenagem a Sir Roger Moore que me habituei a ver nos idos de 60, ainda a branco e preto, na série de televisão O Santo, atrevido, vaidoso e ... lindo!!




Deixem-me recordar-vos uma ou outra cena.




O seu grande papel foi, porém, o desempenho da personagem Bond, James Bond, o 007, tendo sucedido, neste papel, ao famoso e, a todos os níveis, grande Sir Sean Connery (que eu sempre preferi a todos os outros atores que se lhe seguiram incluindo Roger Moore).




Sir Roger Moore morreu hoje, na Suíça, aos 89 anos, após uma "curta, mas corajosa batalha contra o cancro", nas palavras dos seus três filhos. 

De referir ainda o seu empenho e entusiasmo como embaixador da boa vontade da UNICEF, uma função para a qual fora nomeado em 1991.

Usando as palavras de um amigo: O século XX insiste em desertar à força toda.

Lembremo-lo senhor de todo o seu charme.








segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dia de...

Deus do céu!!! Fiquei agora a saber que o dia de hoje é, para além (da pepineira) do Dia do Abraço – o facebook e os telejornais estão cheios de pessoas a darem abraços apenas porque é o dito dia deles – é também o Dia do Autor Português (o que me parece bastante louvável, se servir para celebrar os autores portugueses) – e é também do Dia da Biodiversidade – não me perguntem porquê.

Será que os dias do ano já não chegam para comemorar mais Dias de? Ou foi só porque sim, porque calhou? Será que não há nada de mais importante e substancial para entreter o pessoal ou assim fica mais barato e ajuda a manter-nos levezinhos e simples (leia-se simplórios…)?

Sei, não! O que sei é que o facebook e os telejornais bem se encheram com imagens tolinhas de pessoas a correr com cartazes no ar a pedir e a querer dar abraços, mas quanto aos Autores Portugueses e à Biodiversidade, nem palavra! – É que essas realidades não são divertidas, nem servem para manter o pessoal levezinho e simplório… (Ui, o que eu vou levar na cabeça pelo que estou para aqui a dizer! Mas é assim que penso, que se há de fazer?!)

Lembram-se do fado do Zé Cacilheiro (1966) cantado pelo José Viana, ator do teatro de revista, cantor e desenhador? Pois veio-me à memória parte da letra que dizia qualquer coisa como:
«eu vi ou então sonhei
que os braços do Cristo-Rei
estavam a abraçar Lisboa»

que é uma imagem lindíssima da nossa lindíssima Lisboa.

E assim dá para celebrar o Abraço (a Lisboa), os Autores Portugueses (que escreveram a canção: César de Oliveira e outros) e a Biodiversidade (com todos os seres vivo, micro e magro organismos que se adivinham no Tejo e nas lindas margens que o abraçam…





Ah! Mas há mais: é que hoje é também o Dia da cidade de Leiria, toda ela abraçada pelo Lis, sob o olhar vetusto e atento do Castelo…











domingo, 21 de maio de 2017

Selfie valiosa...

Assim vale a pena ir ao museu!...



sábado, 20 de maio de 2017

Claridade segundo Almada

«Imaginava eu que havia tratados da vida das pessoas, como ha tratados da vida das plantas, com tudo tão bem explicado, assim parecidos com o tratamento que há para os animaes domesticos, não é? Como os cavalos tão bem feitos que ha!

Imaginava eu que havia um livro para as pessoas, como ha hostias para cuidar da febre. Um livro com tanta certeza como uma hostia. Um livro pequenino, com duas paginas, como uma hostia. Um livro que dissesse tudo, claro e depressa, como um cartaz, com a morada e o dia.»

(Almada Negreiros, in “Invenção do Dia Claro”, 1921)



Bom que assim fora!!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

«Il faut savoir»

Se calhar foi por ter sido educada para a contenção das emoções e dos sentimentos que sempre gostei tanto desta canção!




Muito linda e muito forte, não acham?


quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Museu do Brinquedo de Sintra

Hoje, Dia Internacional dos Museus, relembro aqui o Museu do Brinquedo de Sintra, que esteve instalado no antigo quartel dos bombeiros no chamado centro histórico da vila, desde 1997 e que, infelizmente, encerrou no fim do verão de 2014 por forte quebra no número de visitantes e consequente falta de verbas.

O museu expunha mais de 60.000 exemplares de diferentes brinquedos, uma das maiores coleções do mundo.

Deixo aqui algumas fotos de uns tantos dos brinquedos pela objetiva do meu amigo blogger Pedro Macieira do Rio das Maçãs.






























Uma pena que tenha fechado!

Atualmente, naquele espaço, está sediado o Museu da Notícia, de que falei aqui.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Compras em Macau




Um casal está de férias em Macau . Passeando pela zona do mercado, a ver as coisas que por lá se vendem, passam por uma pequena loja de calçado, mais propriamente de sandálias, e ouvem uma voz lá de dentro num linguajar meio por meio, a dizer: 

 - Vocês, estlangeilos! Entlem, entlem na minha humilde loja!  
  
O casal entra na loja e o chinês diz-lhes: 

- Tenho aqui umas sandálias especiais que penso que estalão intelessados.   Elas fazem ficale selvagem no sexo que nem um glande camelo do deselto,  quem as calçal   ficalá  maluco. 

A esposa mostra-se curiosa e interessada. O marido não se interessa nada por elas, mas por descargo de consciência pergunta ao homem:   

- Como é que estas sandálias nos tornam muito mais ativos sexualmente?    

O Chinês explica:    

- É só explimentale...    

O marido depois de discutir um pouco com a mulher, cede e displicentemente  experimenta-as. Calça as sandálias e imediatamente ganha um olhar selvagem, algo que a mulher não via há muitos anos. Era o poder sexual cru e nu! Num piscar de olhos, o marido corre para o Chinês, atira-o para cima da mesa rasga-lhe as calças e... o Chinês começa a berrar:   

- Calçou ao contlálio!!! ... Calçou ao contlálio!! ! .... Calçou ao  contlááááááliio!!!!!!  


(Cuidado, Pedro Coimbra, quando decidir ir comprar sandálias...)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Eu fiz um bolo e...

Nada de mais. Como quase todos os fins de semana, fiz um bolo para a sobremesa do almoço de família de domingo. 

Coisa simples e prosaica. Foi ao forno numa daquelas formas chamadas de chaminé e cresceu, cresceu, cresceu, até que ficou assim.




E aí pensei: «Enganei-me na forma! Usei a mais pequena! Agora como é que o tiro dali? Vai "estrampalhar-se" todo...»

O certo é que saiu direitinho, direitinho e lindo!!



E delicioso, também!
Um simples bolo de iogurte...

6 ovos
1 iogurte de aromas
3 medidas (da embalagem do iogurte) de açúcar
3 medidas de farinha
2 colheres de café de fermento em pó
1/2 medida de óleo.

Batem-se as gemas com duas medidas de açúcar. De seguida junta-se o óleo, a farinha com o fermento e o iogurte batendo sempre muito bem. Por fim, misturam-se as claras batidas em castelo firme com uma medida de açúcar.

Deita-se o preparado numa forma (GRANDE) barrada com margarina e polvilhada com farinha e vai ao forno na temperatura 180/190º, durante 30/40 minutos.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

O escultor Fernando Marques

Morreu ontem, aos 82 anos, o escultor leiriense Fernando Marques, mais conhecido como o criador das estátuas dos Pastorinhos na rotunda de Fátima.



Nasceu em Cortes, Leiria, em 1934, cursou Artes Plásticas- Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e foi professor do ensino secundário. Viveu longos anos em Angola, onde executou dezenas de trabalhos oficiais e particulares. A sua obra e multifacetada, estendendo-se desde a ilustração de livros, até à azulejaria, aos vitrais em Igrejas e, naturalmente à escultura.

(O escultor no seu atelier)

Recebeu dezenas de prémios ao longo da sua vida. Foi autor de algumas das estátuas mais emblemáticas da cidade de Leiria.

(estátua de Luís de Camões, no Jardim)

(estátua de D. Dinis, à entrada de Leiria)


No mês de Maio do ano passado, a Câmara Municipal de Leiria organizou uma exposição em sua homenagem que teve lugar na Biblioteca Municipal. Dessa exposição deixo aqui algumas fotografias.


















Que descanse em paz!

domingo, 14 de maio de 2017

Finalmente deu-se!

No tempo em que por cá pouco ou nada havia, o Festival da Canção era um acontecimento. Havia que, depois do jantar, tratar da cozinha o mais rapidamente que se podia, porque tínhamos de nos postar em frente do aparelho de televisão para não se perder pitada. Isto desde 1964, que foi a primeira vez que Portugal se apresentou na competição musical europeia. Toda a gente via atentamente e discutia-se o assunto dias a fio.

Nesses anos de 60 e 70, concorremos com boas canções, bons poemas, boas orquestrações, boas vozes, mas limitávamo-nos a receber os pontos que a Espanha, simpática e quase obrigatoriamente, nos dava. Isto porque estávamos ainda – e estivemos – mergulhados naquele cinzentismo fascista que a Europa derrotara anos e anos atrás.

Começámos por apresentar a música própria da nossa “austera, apagada e vil tristeza”. Depois tentámos seguir uns ritmos mais ao gosto festivaleiro e, na chamada “primavera marcelista” [a triste ironia com que se chama “primavera” aos ventos de pretensa mudança! A desconsolada lembrança da das “primaveras árabes”!] lá avançámos com a frescura das canções do Tordo, do Carlos Mendes, do Ary.

Lembro com especial carinho as prestações de Carlos Mendes – “Verão” e “A Festa da Vida” – do Fernando Tordo, com a Tourada, das Doce, do simpático mas infeliz Carlos Paião, da Dora, da Maria Guinot…

Nesse tempo, eu gostava de dizer que mesmo que concorrêssemos com uma canção dos Beatles, nem assim conseguiríamos ganhar!

Depois da Revolução, continuámos a levar algumas boas canções, mas continuávamos a ser tão pequeninos!

Os festivais foram alterando as regras de participação e de votação, tornando-se, na minha modesta opinião, mais circenses e de qualidade musical cada vez mais fraca. Por lá e por cá.

Há anos que me desinteressei completamente de os ver pelo aborrecimento das suas longuíssimas apresentações.

Este ano não foi para mim diferente. Francamente depositei tantas esperanças no nosso representante como nos anos anteriores. De modo que foi com enorme espanto mas com muita alegria, diga-se, que soube, esta manhã, que a canção portuguesa, cantada em português, fora a vencedora por larga margem!

Finalmente, deu-se! Ainda custa a crer!

O poema é muito bonito. O rapaz tem à vontade no palco. É simpático, de uma simplicidade algo afetada e exprime-se muito bem num inglês corrido e lindo!


A canção não faz o meu género, não senhores. Mas gostei que a Europa tivesse gostado tanto dela!



sábado, 13 de maio de 2017

Che Papa!

Que não acredito na história dos pastorinhos - é uma verdade. Que não acredito em aparições, nem em visões - é igualmente uma verdade. Que não acredito no milagre dos ditos pastorinhos - é também uma grande verdade. E que estranho bastante a dita canonização - ah isso é que é uma grande verdade! 

Mas que este Papa é uma personagem espantosa de alegria, de simpatia e de luz - isso é que ninguém pode negar!












Che Papa!!


Che Papa e che presidente!! 




Che Papa e che vescovo!! 

O Bispo de Leiria não conseguiu tirar aquele sorriso de orelha a orelha durante todo o tempo em que o Papa esteve em Fátima!!


(fotos retirada do facebook)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Meados de Maio

Chuvoso Maio!

Deste lado oiço gotejar
sobre as pedras.
Som da cidade ...
Do outro via a chuva no ar.
Perpendicular, fina,
Tomava cor,
distinguia-se
contra o fundo das trepadeiras
do jardim.
No chão, quando caía,
abria círculos
nas pocinhas brilhantes,
já formadas?
Há lá coisa mais linda

que este bater de água
na outra água?
Um pingo cai
E forma uma rosa...
um movimento circular,
que se espraia.
Vem outro pingo
E nasce outra rosa...
e sempre assim!

Os nossos olhos desconsolados,
sem alegria nem tristeza,
tranquilamente
vão vendo formar-se as rosas,
brilhar
e mover-se a água...   

Irene Lisboa, in 'Antologia Poética'