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domingo, 17 de abril de 2016

Habilidades

Para quem gosta de trabalhos manuais - eu gosto de os ver, mas tenho pouco jeito para os executar  - hoje deixo aqui imagens de uma exposição de artefactos feitos de papel pelos alunos do Atelier de Papel a que deram o título de...
























Pode seguir a obra do Atelier do Papel no facebook:

https://www.facebook.com/at.papel/?fref=ts 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vilarinho da Furna



Andávamos a passear por lá num dia de Setembro numa volta grande que fizemos pelo Minho nas férias de 74. A barragem apareceu-nos depois da curva da estrada, imensa, fria e cinzenta. E, lá do outro lado do rio, alargado por força do paredão da barragem, via-se um conjunto de paredes de pedra e de telhados sem telhas que, solitários e silenciosos, imergiam das águas paradas. Foi o encantamento! Sabiamos que havia uma aldeia que fora inundada quando construíram a barragem, mas vê-la ali, na nossa frente, despida, abandonada, imersa num silêncio que parecia gritar-nos: “Olhem! Ainda estamos aqui! Ainda existimos!” foi de mais. A aldeia – fora uma aldeia comunitária de cerca de 250 habitantes a quem deram uma ninharia pelas suas casas e haveres e que tiveram de se mudar para aldeias e cidades vizinhas – tinha sido alagada em 71, tinha passado muito pouco tempo e tudo parecia ainda muito vivo, muito presente. Aquelas imagens nunca mais me saíram da cabeça. Informação escrita sobre o assunto só mais tarde, nos anos 80 por Manuel Azevedo Antunes, professor e sociólogo, filho da terra, uma das últimas pessoas a andar por lá antes da grande inundação.


Este fim-de-semana voltámos lá, mas não deu para (re)ver ruínas míticas. Mas deu para vermos e visitarmos o Museu Etnológico de Vilarinho da Furna no Parque Natural da Peneda-Gerês onde pudemos ver uma impressionante exposição de fotografias e de mobiliário e utensílios da velha aldeia.

Deixo aqui algumas fotografias (peço desculpa pela evidência nas minhas fotos dos focos luminosos sobre as fotografias expostas nas paredes) e o sítio da net onde encontrei mais informação sobre Vilarinho: http://www.serra-do-geres.com/












(O quarto com a  arca do enxoval)



(O berço)


(A lareira)


(O forno com o capote de palha à esquerda)


(A arca do pão)


(O tear)


(O arado)


(Utensílios vários)


(Um capote de palha)


(Brinquedos)


(Mais brinquedos)


E, a finalizar, o poema que Miguel Torga escreveu sobre a morte de Vilarinho da Furna.

Requiem


Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado.
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
aprendiam a ler
O alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados.
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.

Miguel Torga
Barragem de Vilarinho da Furna
18 de Julho de 1976

domingo, 10 de outubro de 2010

Aniversário de Casamento






Ganhámos das filhas a oferta de uma estadia numa Pousada de Portugal para irmos comemorar o nosso 39º aniversário de casamento (?!) e escolhemos ir (re)visitar a Pousada da São Bento da Porta Aberta no Gerês. Tínhamos passado lá em 74 e lembro-me que fiquei absolutamente rendida à vista que da esplanada da pousada se estendia sobre o  rio Cávado que, apesar de sinuoso naquela fatia de água, segue como que parado até se ie encontrar com mar ali junto a Esposende.







No dia em que fomos para cima, o tempo estava absolutamente miserável, com muita chuva, muito vento e ameaça laranja de temporal. Mas como contávamos com o burguês conforto da pousada, nem por isso nos passou pela cabeça desistirmos da escapadinha.





O Minho está belíssimo em tons de amarelo, castanho e vermelho e a serra regorgita em cascatas que se desprendem das alturas correndo pelos montes em fios de água nuns sítios, em grandes cachões que se ouvem à distância noutros.


(Ribeira da Freixa)


(Rio Arado)


(Rio Homem)


(Outra cascata na Mata de Albergaria)



(Cores de Outono no Parque  Peneda-Gerês)


(Fetos "com cabelos ruivos")


domingo, 4 de julho de 2010

Porque hoje é Domingo


(St. James's Park)

Hoje é Domingo e está um calor incrível. Finalmente está bom para ir para a praia aqui na costa oeste onde as manhãs têm acordado húmidas e cheias de nevoeiro e em que o Sol faz a sua aparição breve lá para o meio-dia.

Somos um país de praias e cultivamos e bem essa tendência. Não temos a tradição de ir para o parque. Aí os ingleses são exímios e que belos parques eles mantêm no meio das cidades e por todo o lado e que bem os aproveitam em todos os momentos livres que têm, para ler, para descansar, conversar, descontrair,  admirar os esquilinhos aos saltos...

Deixo aqui algumas fotografias tiradas em parques de Londres.






(brincando nos relvados de Westminster Abbey depois da chuva)

(foto cedida pelo F. Mendes)

(foto cedida pelo F. Mendes)


(foto cedida pelo F. Mendes)


(Hyde Park)