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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Aviltamento


Enquanto portuguesa, cidadã, professora de Português e grande apreciadora do poeta dos vilancetes cem glosados, das cantigas de filigrana, dos sonetos perfeitos e da grande, enorme, luminosa epopeia portuguesa, sinto-me dececionada (não com o presidente que esse nunca nem por um dia me criou ilusões), humilhada, aviltada pela escolha que o atual presidente fez para presidir à celebração do Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades. 

Camões deve estar "aos saltos na tumba"! E qual é o português, quais são as comunidades que se reveem em alguém que nunca deu provas em nenhum campo da ciência, da escrita ou do conhecimento em geral, alguém sem qualquer tipo daquela grandeza necessária para nos representar, num simples fazedor de palhaçadas de mau comediante (sem ofensa para os palhaços nem  para os comediantes de profissão, naturalmente!)?



Recolhendo as sempre bem escolhidas palavras do escritor Mário de Carvalho, transcrevo a sua opinião expressa na sua página de facebook, com a qual não podia concordar mais.

«Admitindo que o actual Presidente da República visse conveniência em nomear para o 10 de Junho, Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, uma personalidade de direita, não lhe faltariam, em alto nível, cientistas, médicos, professores, arquitectos, artistas, escritores dessa tendência... Assim evitaria o desprestígio do acto. O achincalho. O desconforto do popularucho.»

Tenho para mim que, numa febre de popularidade, Marcelo está a perder o auto controlo...


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Do Dia das Bruxas




Desengane-se quem, com algum desdém, afirma que os festejos do dia 31 de outubro foram importados da América. Errado! É uma tradição celta e os celtas também andaram por cá pela Península. Só não se chamava Halloween, que é, de facto, um termo celta, inglês, que foi importado e popularizado pelos países americanos.

E eu, que já vou na sétima década de vida, sempre me lembro de se falar no Dia das Bruxas, em véspera do Dia de Todos-os-Santos.

Se tiverem paciência, leiam este textinho que transcrevo do DN.


Esconjurar o mal

A culpa é do Mago Merlin. Ou, se quisermos viajar para ainda mais longe no tempo, talvez mesmo dos antigos egípcios que tentavam apaziguar os espíritos dos mortos com requintadas oferendas de bens terrenos. Esperava-se que, assim, devidamente saciados, chegassem e bom destino e não votassem para infernizar os vivos.

O Halloween, que hoje se vende nos hipermercados para deleite dos miúdos e angústia suplementar dos adultos, tem as suas origens no riquíssimo manancial das tradições celtas pré-cristãs. No final do verão, encerrado o ciclo das colheitas, celebrava este povo o festival de Samhain, durante o qual eram levantadas, em cada aldeia, enormes fogueiras. Acreditava-se que na noite que corresponde sensivelmente ao nosso 31 de outubro os espíritos dos mortos visitavam quem tinham deixado por cá. O fogo, bem como as celebrações dos sacerdotes, os famosos druidas, servia para exorcizar quaisquer espíritos malignos que se dispusessem a acompanhar as boas almas nessa “peregrinação” anual.

O culto dos mortos e o ritual de sazonalmente lhes apaziguar a “inveja” pelos que vivem e a saudade do que deixaram e, no entanto, tão universal quanto a espécie humana. Não admira, por isso, que quer os invasores romanos (que também erguiam altares domésticos aos antepassados) quer os cristãos tenham assimilado essa tradição celta, em detrimento de outras (como a crença em fadas ou nos espíritos da natureza, como das árvores) que foram perseguidas com furor. O cristianismo primitivo passou, assim, a festejar o All Hallow’s Day (também conhecido por Dia de Todos-os-Santos), destinado a recordar os mártires sacrificados em nome da Igreja. Originalmente celebrado a 13 de maio (curiosa coincidência com a festa de Nossa Senhora de Fátima), foi transferido, no século VIII, por determinação papal, para o final de outubro, de modo a coincidir com o Samhain que continuava a celebrar-se, aqui e ali, na Grã-Bretanha, Irlanda, França e no norte da Espanha. Devidamente cristianizada, a data continuava a evocar os santos mártires da Igreja, mas mantinha a crença de que essa era uma noite especa, em que, por artes mágicas, se abria um canal de comunicação entre vivos e mortos. Chamaram-lhe All-hallows-even, mais tarde Hallow Eve [véspera dos Santos], depois Hallowe’en e, finalmente, Halloween.

(Texto de Maria João Martins in DN 1864)



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Viva a República!

5 de Outubro de 1910. 

Viva a República!!




Ai, pobre Zé Povinho, que tanto te engana(ra)m!

(imagens do Museu da República, Troviscais, Pedrogão Grande)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Viva a República!

Viva a República!!

Viva a República?! Ou talvez não! Em que estado está a República, sem alegria, sem feriado, nem presidente?

Se bem que haja Repúblicas para todos os gostos...









(imagens existentes no Museu Republicano e Maçónico de Pedrogão Grande)


E que tal esta versão? Jovem e fresca...



Viva a República!!

domingo, 22 de junho de 2014

Celebrando o solstício de Verão

Volto uma vez mais a Vila Isaura, em Troviscais, Pedrogão Grande, ali no Norte do distrito, onde, desta vez se celebrou o solstício de Verão.

O tempo até nem esteve mau! Entrou bem o Verão lá para o interior!


Houve que deixar os carros à sombra - abençoadas árvores!





Encantos do Verão














E depois de se celebrar o Verão em plena natureza, houve que ir almoça ali à barragem do Cabril sobre o rio Zêzere.






sábado, 1 de dezembro de 2012

O 1º de Dezembro

A rapaziada da minha idade lembrar-se-á, sem dúvida, do Hino da Restauração que se aprendia nos corais dos Liceus (eu, pelo menos, aprendi, que remédio!) lá pelos idos de 50/60.


«Portugueses celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.»

(etc. etc. que o resto da letra era por de mais salazarista…)




Era um dos hinos que os rapazes cantavam no 1º de Dezembro, marchando pelas ruas das cidades e das vilas, fardados com o uniforme da Mocidade Portuguesa, celebrando assim o Dia da Restauração da forma que mais convinha ao sistema totalitário e fascista que se vivia.

É, de facto, o feriado civil mais antigo da nossa cultura mas nem por isso resistiu à sanha destruidora destes “nossos” (des)governantes em nome do falacioso aumento da produtividade…  Hoje é a última vez que o 1º de Dezembro é celebrado com feriado. E, por ironia é sábado. Mas, por ironia também, no próximo ano calhará num domingo e, por isso não irá contribuir para criar mais riqueza…

 Como estes “filipinos” (des)governantes nos consideram e nos acarinham!  Chamam-nos preguiçosos, piegas, cigarras, destratam os “velhos”, os reformados e as crianças e mandam emigrar os mais jovens e os desempregados… E, enquanto obedecem cega e indiscutivelmente às ordens  – sejam elas quais forem – dos “nossos” colonizadores alemães, vendem símbolos aos chineses, aos colombianos, aos angolanos… 

Estamos mais colonizados que no tempo dos Filipes, quanto a isso não há dúvida. Então para quando o aparecimento de 40 “valentes guerreiros” para nos darem “livre a nação”? Para quando alguém com coragem para defenestrar (é feio dizer “atirar pela janela fora”, não é?) o Miguel Vasconcelos da atualidade e correr com a Duquesa de Mântua Portas fora?

É que com cartas abertas a Cavaco subscritas nem que seja pelo Papa e com manifestações espontâneas não vamos lá!

(Em Lisboa Story Centre)

sábado, 6 de outubro de 2012

Ícones

Ícones da minha adolescência que já fazem cinquenta anos!






O James Bond meu preferido - Sean Connery




A primeira Bond-girl - Ursula Andress




50 anos que se passaram também sobre a edição do primeiro disco dos "meus" Beatles - Love me do!




Não era um espanto o "meu" George?


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Apontamentos sobre umas comemorações do 5 de outubro





     Absolutamente insólito!

         1. Primeiro foi o anúncio de que o 5 de Outubro deixaria de ser feriado a bem da produtividade nacional! Nem Salazar que de republicano nada tinha se atreveu a retirá-lo da lista dos feriados.

              2. Depois foi o anúncio, feito à última da hora para tomar todos de surpresa, de que, pela primeira vez as comemorações não seriam realizadas na Praça do Município onde o povo de Lisboa sempre se reuniu para assistir e aplaudir a festa da República para serem realizadas no espaço bem fechado de um tal Páteo da Galé porque o senhor presidente estava cheio de medo que os cidadãos revoltados e cansados de tantos desmandos que têm sofrido graças a um governo apadrinhado por este senhor presidente lhe estragassem a festinha.

       3.Apesar de estarem a coberto, o aparato policial e as ruas fechadas ao público foram uma demonstração de força ditatorial que é sinal de medo.
  
       4.Lamentavelmente, os lisboetas não tiveram tempo ou não tiveram uma liderança que os mobilizasse para rodearem o dito Pátio para intimidarem – sim, intimidarem – o medo demonstrado pelo senhor presidente.

            5. Os chefes do governo fugiram para uma reunião importantíssima algures na Europa desdenhando das comemorações republicanas ou, melhor, escondendo-se também do povo. 

          6. Como que por ironia do destino, quando o senhor presidente foi simbolicamente proceder ao içar a bandeira, esta subiu de cabeça para em baixo, sabe-se lá sinal de quê!

             7.   Depois aquele discurso absolutamente anódino e fora do contexto imediato da situação do país em que o senhor presidente, acossado que tem sido de todos os lados por tudo o que tem dito nos últimos tempos, resolveu – para dar ideia, só para dar ideia que quer equilibrar os dislates afirmados pelos vários elementos deste governo que nos caiu em cima – dar “graxa” aos professores – que ele sabe bem serem o elo mais fraco logo que lhes tentam polir o ego – falando da importância da educação e de como os professores são importantes… Ah! E dos jovens! Também falou dos jovens! Hipocrisias!

        8. Entretanto, duas mulheres – tinham de ser mulheres! – tiveram a coragem de interromper aquele discurso patético: uma completamente destroçada pela vida decorrente das (des)medidas de um governo que, malgrado ter sido democraticamente eleito, governa contra o próprio povo; a outra, cheia de coragem e de pundonor, cantou alto e com a sua voz clara o Acordai, novo “hino” da multidão dos descontentes, dos desiludidos, dos desesperados que todos os dias cresce em tamanho e em clamor.