Enquanto portuguesa, cidadã, professora
de Português e grande apreciadora do poeta dos vilancetes cem glosados, das cantigas
de filigrana, dos sonetos perfeitos e da grande, enorme, luminosa epopeia
portuguesa, sinto-me dececionada (não com o presidente que esse nunca nem por
um dia me criou ilusões), humilhada, aviltada pela escolha que o atual
presidente fez para presidir à celebração do Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades.
Camões deve estar "aos saltos na tumba"! E qual é o português, quais são as comunidades que se reveem em alguém que nunca
deu provas em nenhum campo da ciência, da escrita ou do conhecimento em geral,
alguém sem qualquer tipo daquela grandeza necessária para nos representar,
num simples fazedor de palhaçadas de mau comediante (sem ofensa para os
palhaços nem para os comediantes de profissão, naturalmente!)?
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Recolhendo as sempre bem
escolhidas palavras do escritor Mário de Carvalho, transcrevo a sua opinião expressa na sua página de facebook, com
a qual não podia concordar mais.
«Admitindo que o actual Presidente da República visse
conveniência em nomear para o 10 de Junho, Dia de Portugal, Camões e das
Comunidades Portuguesas, uma personalidade de direita, não lhe faltariam, em
alto nível, cientistas, médicos, professores, arquitectos, artistas, escritores
dessa tendência... Assim evitaria o desprestígio do acto. O achincalho. O
desconforto do popularucho.»
Tenho para mim que, numa febre de popularidade, Marcelo está a perder o auto controlo...








