sábado, 27 de agosto de 2016

Música para o fim de semana

Oh como eu gosto de «dar música ao pessoal»!! Esta é dos anos 50 e serviu de tema musical ao filme «A Volta ao Mundo em 80 Dias».

Gosto especialmente desta interpretação na voz do doce Nat King Cole de 1950. Mas não posso deixar de trazer aqui a versão de Frank Sinatra. (1958)

É que ... gostos não se discutem!







Ambos canta(va)m maravilhosamente, mas eu cá... prefiro o Cole. E os meus amigos?


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Hablando espanholês...

É sempre bom terminar (e começar e mear) a semana a rir. E se for a rir de nós próprios, então o gozo ainda é maior…

Sabemos como os espanhóis, especialmente os do Sul, são duros de ouvido para as línguas e que, se lhes falarmos em português, não entendem palavra! Se calhar por isso é que nós, portugueses, espertos que nem alhos, caímos na tentação de lhes falar em espanholês – que eles ainda percebem menos…

Eu tenho algum pudor em fazer isso pelo ridículo que é. E como fui nada e criada em casa da minha avó espanhola, que nunca falou português, até conheço muitas palavras e expressões daquele idioma.

Ora no outro dia, lá em Mijas, havia uma mini feira de artesanato e, uma das banquinhas tinha uns quadros, postais e magnetes muito lindos e muito simples que utilizam apenas o desenho e pedras. Como tinha magnetes representado gatinhos, tratei de comprar para mim e para a minha neta Elisa. 



Depois lembrei-me que o meu neto José tem uma cadela e quis trazer-lhe um magnete com a imagem de um cão. Ora no meu português mais límpido perguntei: «E haverá  um cão?» Mas o senhor olhou para mim com o olhar mais opaco que se possa imaginar. Ai, e sem pensar, eu tentei: «Un can?…» A opacidade agravou-se nos olhos do senhor. Ato contínuo, saiu-me «A dog, please?» Abençoada língua inglesa que abriu um sorriso luminoso na cara do jovem artesão… e logo me apareceram magnetes com cães orlados de todas as cores…

Fiz as minhas compras continuando a usar o inglês e, quando cheguei a casa tratei de chamar todos os nomes ao homem que não percebera o que era “un can”…. Mas aí foi em mim que se fez luz!! Vergonha das vergonhas, os nomes que chamei ao homem caíram diretos e com força sobre mim! Em espanhol, cão diz-se «perro» - como haveria o senhor de perceber o meu bom espanholês?

(Desta vez podem rir de mim à vontade, que mereço…)

(Poderão ver mais artefactos destes em  www.hecilarte.com/ )



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

«Praia de Cascais»



Esta aguarela, com o nome de «Praia de Cascais» foi pintada em 1906 pelo Rei D. Carlos e foi adquirida em 1933 pelo médico oftalmologista António Anastácio Gonçalves, grande colecionador de arte. Por essa altura comprou também a Casa Malhoa, mandada construir pelo pintor José Malhoa no início do século XX para funcionar como seu atelier. Este edifício foi distinguido com o Prémio Valmor 1905.



Anastácio Gonçalves mudou-se para a sua nova casa onde viveu até à sua morte (1965) organizando a sua enorme coleção de arte. Por sua vontade, a casa foi legada ao Estado Português para aí se criar um museu que abriu ao público em 1980. Foi ampliada e melhorada tendo reaberto em 1997. 

A casa é linda por fora e por dentro e o acervo é riquíssimo: são cerca de três mil obras de arte que abrangem pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, mobiliário português e oriental e porcelana chinesa. Existem ainda importantes núcleos de ourivesaria civil e sacra, pintura europeia, escultura portuguesa, cerâmica europeia, têxteis, numismática, medalhística, vidros e relógios de bolso de fabrico suíço e francês.

Vale bem a pena uma visita!

































A aguarela da autoria do Rei D. Carlos nem sempre está exposta dado ser muito frágil, mas no próximo outono vai ser possível admirá-la.

Uma boa razão para ir até à Casa-Museu Dr Anastácio Gonçalves. É já ali, na 5 de Outubro, em Lisboa...

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Red Roses for a Blue Lady

Não é novidade para ninguém que gosto - sempre gostei - de canções românticas.

Hoje, que me sinto particularmente «blue» porque estou farta de Verão quente e de férias em casa,  lembrei-me - lembro-me muitas vezes - desta canção linda que se ouvia muito nos idos de 60, mas que, curiosamente nasceu em 1948 - como eu... 

Esta é a versão de que me lembro, embora tenha sido tão popular que foi interpretada por cantores como Pat Boone, Andy Williams, Paul Anka, Dean Martin, Frank Sinatra e por grandes orquestras de música de dança.

Quem se lembra?



Mas não resisto a deixar aqui esta delícia de interpretação de Jimmy Osmond, o irmão mais novo dos The Osmond, quando ainda era muito, muito pequeno.

Ora vejam só a maravilha...




terça-feira, 23 de agosto de 2016

Hilariante, ou talvez não...

Quando, no ano da Revolução, mudei a minha vida toda aqui para Leiria, lisboeta bem habituada a Lisboa, senti falta de muitas, muitas coisas (acho que até falta de ar senti…) Porém, aquilo de que mais me senti foi mesmo a quase inexistência de transportes públicos.

Não tendo sido talhada para a condução automóvel (sim, a carta lá está numa qualquer gaveta no seu tom rosa forte e com a fotografia dos meus vinte anos) e morando na periferia da cidade(zinha) a três quilómetros da escola onde trabalhei sempre, tive enormes amargos de boca  para me fazer transportar dado que havia uns raros autocarros que faziam (e fazem) mal a ligação dos arredores a esta capital(zinha) de distrito. Além disso, o que não era melhor, é que nunca houve nesta terrinha (nem há) a noção do que era fazer uma bicha (desculpem a minha rudeza, mas recuso-me a dizer «fila») para apanhar um autocarro (carreira, como diziam…) de modo que era «tudo ao monte e fé em Deus», empurrões com cestas e as mãos das mulherzinhas nas nossas costas para nos empurrarem para dentro…

De facto, mesmo morando em Algés ou em Sintra, e naqueles tempos cinzentos de 50/60, sempre me movi para todo o lado utilizando transportes públicos. Aqui, penso que, somadas todas as horas e minutos que passei à espera do dito autocarro, daria uns belos meses senão mesmo anos… (Culpa minha, eu sei…) Uma coisa é certa, porém: nunca cheguei atrasada a nenhuma aula ou reunião de trabalho!

Ao longo destes anos todos, a situação dos transportes feitos pela mais que limitada Rodoviária do Tejo não se alterou em muito. Os autocarros passaram a ter uma frequência de 40 minutos, mas sem qualquer obrigação de cumprir horários, ou de fazer todas as carreiras. Aos sábados e domingos não havia autocarros e grande parte das redondezas continuaram sem ligação à cidade. Os alunos do meu local de habitação continuam ainda hoje sem autocarro para a EB2,3 que está situada a mais de dois quilómetros das suas casas…

Bom, mas aqui há uns quatro ou cinco anos, a nova autarquia resolveu criar uma carreia nova de ligação mais rápida e mais frequente dos locais da área urbana ao centro da cidade, a que chamou Mobilis. Muito bem, mas, hélas!! Apenas fazia a ligação da área “mais urbana”, que o resto da dita zona urbana ficou de fora. Gritos e barafustos das populações e dos autarcas das freguesias!! E, ao fim de muitos gritos e barafustos (e de alguns anos mais), finalmente a edilidade, cheia de boa vontade, lá alargou mesmo as voltas do Mobilis, chegando a locais mais «recônditos» do concelho e, pasme-se! até ao subúrbio onde moro que é, repito, a três quilómetros da «civilização»…

Ontem, resolvi-me a ir experimentar o Mobilis. Andei por Leiria (a ver as lojas e o castelo) e, depois de muito procurar, lá encontrei uma paragem da dita 8ª maravilha. Depois de muito esperar que o motorista convencesse (de forma irritantemente brincalhona) uma velha senhora que aquele carro era o que ela queria apanhar, lá consegui entrar e pagar o bilhete. Entraram mais pessoas e o motorista ia dizendo aos brados: «Vamos lá. Vamos lá, que quanto mais depressa entrarem, mais depressa partimos!». Só que alguém lhe ligou para o telemóvel e aí ele diz: «Desculpem lá, mas temos de esperar pelo Jorge! Se quiserem sair, estejam à vontade porque aqui dentro está muito calor!» 

Passado algum tempo, lá percebemos que o Jorge era o motorista do outro Mobilis que entretanto chegou com o carro e tivemos ordem de partida. E volta o motorista à carga: «Importam-se que leve a porta aberta porque está muito calor?». Vento a entrar, que bom, fresquinho, que ar condicionado não há! A senhora de idade, que ia sentada no lugar da frente, só não foi aspirada pela porta aberta porque era um bocado pesada… Uma senhora levanta-se e toca a campainha para sair; o motorista apercebe-se e pergunta no seu tom pseudo-brincalhão: «Quer sair? Tem de dizer, porque a campainha não toca! Mas quer sair onde? Aqui?» Que era ali atrás, na paragem, diz a senhora… Travagem a fundo e lá sai a senhora. «Até é bom a campainha não tocar! Assim há comunicação entre os passageiros e o motorista…» diz ele!

Aí lembrei-me que bom seria o vereador, vice-presidente, que conheço desde quando usava calções, viajar ali, disfarçado, claro, para ver funciona esta sua jóia da coroa…

E quer ele, e não só, que Leiria seja Capital Europeia da Cultura num destes anos… Ai, ai!


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

E, em cada viela, damos com ele...

Em cada viela, ao virar de cada esquina, por cima do casario, damos sempre com ele... e é sempre lindo. O Castelo.


















Lembro a propósito uns versinhos que escrevi aquando da minha primeira visita a Leiria depois de conhecer aquele que viria a ser o meu marido.


O castelo iluminado
O castelo enluarado
O castelo esverdeado
O castelo à luz do dia.
Visto de frente o castelo,
de baixo, de cima, de lado,
de perfil perspectivado,
visto ou não em simetria,
não tem noutro paralelo
o teu castelo de Leiria. 

(quanta ingenuidade há na paixão...)



domingo, 21 de agosto de 2016

Coveiros e assessores

Realmente, à partida, nada têm a ver. Para já vejamos como são recrutados uns e outros... E depois atentemos nas definições avançadas para cada um das profissões.


No aviso nº ----     (2ª Série) do D. R, declara-se aberto concurso no I.P.J.
Para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à roda de 3500 euros).

Na alínea 7:... "Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na
"... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."

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Já no aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 450 euros mensais.

Método de selecção:

Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
A prova consiste no seguinte:

1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
4. - Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
5. -Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
6. - Os cemitérios fornecem documentação para estudo.
Para rematar, se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
7. - No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.

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Por estas e por outras, é que em Portugal existem Coveiros Cultos e Assessores de ….


Definição de funções

- COVEIRO - Homem ativo que enterra os mortos;
- ASSESSOR - Homem passivo que ajuda a enterrar os vivos;​