domingo, 25 de setembro de 2016

Leiria Sobre Rodas

Começou aqui há uns anos a com a adesão de Leiria ao movimento das Cidades Europeias sem Carros. O dia 22 de Setembro. Uma completa ironia porque os leirienses abominam andar a pé - a não ser agora com a moda das caminhadas - e, muito mais abominam utilizar os transportes públicos que, diga-se de passagem, nunca prestaram para nada aqui - exatamente por isso!

Quando Leiria aderiu a esse movimento europeu, a "minha" escola entrou de imediato ao desafio - aliás como sempre nesse tempo entrávamos em todos os projetos inovadores - e pusemos algumas turmas na rua com os professores a desenvolver atividades e a fazer visitas a pé.

Com o passar dos anos e dada a inércia desta gente, a moda da Cidade sem Carros esmoreceu e acabou por cair. Agora celebra-se mais a Semana Europeia da Mobilidade que faz um apelo muito mais gritante à vaidade dos leirienses.

Foi nesse âmbito que a edilidade entendeu realizar uma enorme exposição de automóveis, motas e bicicletas. Foi este fim de semana no Estádio (sempre há que lhe dar utilidade e movimento...)

Claro que estavam lá representadas todas as marcas de renome que fizeram questão de apresentar as suas máquinas últimos modelos. Mas não foram esses que me interessaram.
Gostei mais de ver os mais antigos, os mais emblemáticos.

Deixo-vos aqui uma pequenina amostra das centenas de veículos apresentados.










































(As emblemáticas Joaninhas... Imaginam o que era ir de Sintra a Minde nos anos 50
numa Joaninha?! Pois... Nem queiram saber...)










(O Anglia Fascination - o carro dos meus sonhos nos idos de 60...)


(Igual ao nosso primeiro carro, em inícios de 70)


(Igual ao nosso segundo carro mas em azul escuro, em meados de 70. Era LINDO!!)

E destas duas, qual escolhiam?...





sábado, 24 de setembro de 2016

«Pelo Tejo vai-se para o Mundo...»

Hoje foi dia de passear junto ao Tejo.
Ao contrário de Caeiro, eu, nada e criada em Algés, posso dizer que «o Tejo é o rio que corre pela minha aldeia» ... e que belo é «o rio que corre pela minha aldeia»...













«O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.»

(A. Caeiro)






sexta-feira, 23 de setembro de 2016

E já só falta um mês!







Bloggers  inscritos:
(lindos meninos!!)
  

       Rui e Maria Helena Espírito Santo - Porto

   Graça e Sidónio - Leiria

   Clara - Braga

  Maria Araújo – Braga

   Ricardo Santos - Lisboa

   Gabi e Paulo - Porto

    Henrique e Raquel - Lisboa

  Luís Coelho e esposa - Leiria

      Adélia e Rodrigo - Marinha Grande

  Kok - Lisboa

   Teté e marido - Lisboa


Indecisos com quem é preciso "apertar":

Rui e Ana Pascoal (de Leiria) - diz que já é só meio blogger...

São Banza (do Barreiro) - diz que não tem transporte...

Heretico, o poeta (de Lisboa) - diz que está à espera das últimas modas...

Isabel Pires (a menina do Entroncamento que nos ofereceu o seu livro) - não me responde ao convite...

Manu (das Caldas, que anda sempre em viagem) - diz que talvez venha...

E a Janita, sabem se vem?

E o Rafeiro Perfumado, quem o contacta?

E a nossa novelista Elvira Carvalho (do Barreiro que diz que não sabe se estará lá ou em Lagos) quem conversa com ela e lhe oferece transporte?

E outros e outros - toca a contactar!!

São Pedro é lindo e a vista do Hotel sobre o Atlântico (normalmente em fúria...) é soberba!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Outono

Tenho andado a contar os dias até chegar o Outono para (voltar a) pôr aqui as minhas canções de fim de Verão que me acompanham desde a minha doce adolescência... Canções de amor e de adeus. Não saberia dizer quantas vezes ouvi Summer's gone pelo Paul Anka. Ainda guardo o single e não está riscado...







quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Desolação

Poema de um “retornado” muito anterior à saga dos “retornados” de África.


LISA

«Amor, que resta dos nossos sonhos?
Das lindas ilusões que criámos, que nos ficou?
Roubaram a nossa casa, estamos na rua, sem lar.
Quem cuida das tuas flores, quem dá esmola aos teus pobres?
Que vai ser dos nossos filhos?
… … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …
«Não sei, amor, não sei nada… mas não chorem
teus olhos por nós… juntos, choraremos por GOA».

                                                                              Teu
                                                                              Arnaldo

n/m Searaven, 18-12-1961

(epígrafe do livro “Tempo de falar – Diário da Invasão de Goa”, Bastos Martins)






(Vassalo e Silva, o último Governador de Goa, despede-se das gentes daquela colónia)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Da resiliência

Há palavras e expressões com que embirro solenemente! Nem consigo dizer se embirro mais com a palavra ou com o conceito que ela suporta. Por exemplo: não me falem em «bom senso» nem em «cultura geral» que são expressões/conceitos que eu não suporto e nego à partida por serem vazias, por serem completas generalidades. Isto da psicolinguística tem muito que se lhe diga…

Uma palavra com que embirro solenemente é a palavra «resiliência». Aliás com todas as palavras/conceitos que se têm importado do âmbito da gestão. Também passei a embirrar solenemente com a gestão em geral desde que se tornou moda, pelo menos aqui entre nós, sempre tão abertos a receber e adotar tudo quanto vem dos States, a gestão de tudo! Desde 80, tudo se passou a gerir seguindo os passos da gestão de empresas: desde a vidinha do dia-a-dia até às emoções! Como se houvesse programação exata daquilo que se passa entre o cérebro e o coração! Como se houvesse gestão com programação e previsão de lucros no que nos pode acontecer nas simples 24 horas do dia!

Nem queiram saber o que eu «ralhei e barafustei» quando veio aquela moda apresentada por alguns professores das Ciências da Educação mais quadrados que defendia que «a Escola é uma empresa e como tal deve ser gerida»! E depois mais avaliações internas e mais análises SWOT, e mais benchmarking, e mais coaching, e mais o clima organizacional, o mais a assertividade e mais sei lá o que mais e lá vinha a bendita resiliência!

Falácias, quanto a mim e que me desculpem os modernaços que possam por aqui passar. Dirigi e vi dirigir escolas de grande prestígio sem nos atermos a estas pepineiras! Mas enfim! (A minha segunda pós-graduação, pelo ISCSP, foi toda ela neste âmbito mas olhem que me  foi bem penosa de fazer! Que seca!)

Ora tudo isto vem ao caso por causa de umas flores muito bonitas que a minha avó, que adorava plantas e tinha imenso jeito para elas, trouxe quando íamos de férias ao Algarve nos idos de 70. Não sei como se chamam, só sei que todos os invernos as arranco porque crescem como loucas e todas as primaveras elas renascem cheias de força e de viço e até, por vezes, com cores diferentes.

De dia fecham-se para se protegerem da intensidade do Sol que lhes bate em cheio; e, quando o calor aperta, quase murcham e desfalecem. Mas com o fresco do fim da tarde e o cair da noite, elas resplandecem, abrem-se e formam uns tufos de cor e de perfume maravilhosos.

Por tudo isto chamei-lhes flores resilientes…

Ora vejam! 








segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Poesia alentejana

Hoje deu-me para isto...