quinta-feira, 21 de junho de 2018

Canção de Verão

Quem se lembra dos Roupa Nova?
(conheci-os pela minha filha mais velha...)

Já do Verão ninguém de esquece...

Vamos (re)lembrar?




quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ao Verão

Na passagem de 22 anos sobre o desaparecimento do grande poeta David Mourão-Ferreira e celebrando a chegada do Verão (o solstício ocorrerá amanhã, pelas onze horas e poucos minutos) transcrevo o poema

Ao Verão

De frutos e de azul, que doirada mistura!
Eu já vira este corpo… Aonde, se não fora

A minha juventude? Assim eu a sonhara:
quisera, em sua face, a minha trasmudada!

Quão errado cresci! Outra foi a escultura
que o destino preferiu…  – Mas o Verão continua

e a criança que fui, paciente, a exumar
o tempo da Beleza, oculto ao pé do mar.


David Mourão-Ferreira

Obra Poética, Editorial Presença





domingo, 17 de junho de 2018

Para começar bem a semana

Conversa interessante






Boa semana!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O estranho caso da gata que afinal era gato



A gatinha apareceu aqui pelo quintal – como tantas outras têm aparecido – linda, toda preta, pelo luzidio, alta, elegante, olhos dourados, coleirinha com pedras brilhantes. Perdida. Dois dias esteve escondida no vão da escada que vai para o terraço. Mas a fome apertou e, com miados muito doces, atreveu-se e entrar para roubar uns secos.



Pânico! Não posso ficar com mais uma gata! Já são três as que andam cá por casa e mais o Mimo, o gatão amarelo que não é residente, é apenas comensal…

Toca de pôr anúncios no facebook e de avisar os veterinários da zona. «Espalhem a notícia/Do mistério da delícia/Desse ventre…» Nada! Ninguém se acusou, ninguém se queixou, ninguém apareceu a reclamar a gatinha.

Pânico! Lágrimas e ranger de dentes… Não posso ficar com mais gatas em casa! Vamos ao gatil municipal – cheio e sem as condições mínimas. Associação Zoófila – muito amáveis, mas respostas, nenhumas. E a gata foi ficando – meiguinha, meiguinha, habituada a estar em casa, a dormir nas almofadas, a saltar para o colo.




O pior e o perigo que são os gatos que a queiram namorar – Miau! Miau! Tenho de a mandar esterilizar. E, ao fim de dois meses de “adoção” forçada, operação marcada para a passada 2ª feira.

Dez da manhã, lá deixei a gatinha na clínica, depois de um jejum forçado de oito ou mais horas. Miau! Miau! A doutora logo contacta consigo para dar notícias.

E a doutora contactou. À hora do almoço, telefona a doutora: que já estava; que correra tudo muito bem. Ah! Mas tenho uma surpresa para si! Oh, meu deus! Será que a gata estava prenha? Surpresa, doutora? Sim! É que não é uma gata! É um gato. Como?! E como é que não demos conta dos distintivos masculinos?

Então veio a explicação científica: “a gatinha” tinha testículos intra-abdominais; não tinham descido da bolsa escrotal. Acontece…

O que vale é que lhe tinha dado o nome de Pantera que, felizmente, é um substantivo epiceno que tanto dá para macho como para fêmea…

E agora estou com três gatas e um gato residentes e um outro comensal. «Help!!! I need somebody…!»




terça-feira, 12 de junho de 2018

Cantigas a Santo António



Santo António, Santo António,
Às moças estende a mão:
Corram moças, vão depressa
Façam-lhe uma petição.

Ó moças, andem ligeiras,
Vão pedir a Santo António
Que as ponha todas em linha
No livro do matrimónio.

São Gonçalo casa as velhas
Santo António as raparigas
Cantai, moças, ao santinho
As vossas belas cantigas.

Ó moças, se querem noivos
Vão esta noite à ribeira,
Que os moços, louvando ao Santo
Vão armar uma fogueira.

Santo António de Lisboa,
Espelho de Portugal,
Ajudai-nos a vencer
Esta batalha real.

A treze do mês de Junho
Santo António se demove,
São João a vinte e quatro
E São Pedro a vinte e nove.

(in Cantares de Todo o Ano, 
Júlio Evangelista)




Viva o Santo António!

domingo, 10 de junho de 2018

O amigo que eu canto - Portugal

Ainda o Dia de Portugal

A letra é do poeta José Carlos Ary dos Santos e a música de Fernando Tordo.


Desde quando nasci
Que o conheço e lhe quero
Como a um irmão meu
Como ao pai que perdi,
Como tudo o que espero.

É um homem que tem o condão da doçura
No sorriso de água, nos olhos cansados,
É metade alegria, é metade ternura
Nas palavras cantadas, nos gestos dançados,
Nos silêncios magoados.

Tem um rosto moreno
Que o inverno o marcou
E apesar de ser forte,
É um homem pequeno
Mas maior do que eu sou.

Tem defeitos, é certo. Como todos nós.
Sonha, às vezes demais,
Fala, às vezes no ar
Mas quando dentro dele a alma ganha a voz
É tal como se fosse o som do nosso mar,
Se pudesse falar...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Foi capaz de sofrer,
Foi capaz de lutar,
È capaz de ganhar
E perder.

É um amigo meu que às vezes me ofende
Mas que eu sei que me escuta,
Que eu sei que me ouve
E também compreende.
Quantas vezes lhe digo que tenha juízo,
Que a mania dos copos só lhe faz é mal,
Que a preguiça não paga e que o trabalho é preciso.
Ele encolhe-me os ombros num desprezo total,
Este tipo é assim, mas...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Qual o nome final
Deste amigo que eu canto?
Pois é claro que é
Portugal.





sábado, 9 de junho de 2018

Dia de Portugal - Açores

Este ano, o Dia de Portugal é celebrado a partir de Ponta Delgada, Açores - uma daquelas terras encantadoras e mágicas como são o Gerês e Sintra (no meu modesto entender...). 

Por isso trago aqui algumas fotografias a lembrar  a ilha de São Miguel.


Ponta Delgada








Lagoa das Sete Cidades


Lagoa das Furnas

Ribeira Grande

Furnas







Ribeira dos Caldeirões

Ribeira dos Caldeirões

Despe-te que suas

Despe-te que suas

Ponta do Sossego

Ponta da Madrugada

Vila Franca do Campo

A caminho de Povoação









Não é mesmo uma maravilha?