domingo, 20 de maio de 2018

Bucolismo à beira rio

Novo passeio até às Fontes, onde nasce o "formoso rio Lys". Mas enquanto no passado mês de março a água brotava em força, com estas amenidades de primavera bem azul, a nascente estava seca e a água rebentava um pouco mais à frente por debaixo das margens. Muito lindo.







































Muito bucólico, não vos parece?

Não admira que Rodrigues Lobo, que por qui poetou, tivesse escrito aquelas éclogas e pastorais tão bucólicas...


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Dia Internacional dos Museus

Gosto muito de visitar museus e exposições. Por isso não posso, nem quero deixar de fazer aqui a minha humilde celebração do dia.

Desta vez, convido-vos a visitar comigo o Museu de Ferreira de Castro que está situado em Sintra, terra da escolha do autor de A Selva e onde viveu, no Hotel Netto, ali na área da Vila Velha, a caminho dos feéricos jardins de Monserrate, um pouco antes de se chegar à Quinta da Regaleira.










Busto do escritor


Mobília do seu escritório

Mobília do seu escritório

A sua máquina de escrever





























Desenho do escritor por Júlio Pomar

Caixa que o escritor deixou fechada por conter escritos
pessoais que poderiam comprometer algumas senhoras
e que não deverá ser aberta antes de passarem 50 anos...

https://www.ebiografia.com/ferreira_de_castro/ 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Até já

Sem tempo para parar - muito trabalho, alguma preocupação, bastante falta de imaginação, alguma culpa assumida por não estar convosco como merecem e outras coisas mais fazem-me sentir assim:

«O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.» (...)

(Fernando Pessoa)

Por isso, sinto que devo dizer-vos um breve 



sexta-feira, 11 de maio de 2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dia da espiga

Quinta-feira da Ascensão - dia de ir à espiga! 

(daqui)


Não sei porque dizem “Que espiga!” duma contrariedade.
A espiga é o símbolo da nossa esperança no porvir.
No raminho que dantes se apanhava neste dia
havia também a papoila, a risada da alegria,
e o raminho de oliveira, para que a luz nunca falte.
Irei ao campo em pensamento apanhar esses símbolos
para os pendurar por cima da lareira
que não tenho.
Vivemos quase todos longe do que é natural
a que a poesia nos regressa.

(Teresa Rita Lopes, in facebook)



“Se os passarinhos soubessem que era quinta feira da Ascensão, não comiam nem bebiam, nem pousavam os pés no chão.” (ditado popular muito antigo)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Für Elise, a minha neta

A minha neta Elisa fez hoje onze anos. Na escola e a estudar para o teste de Ciências que tem amanhã lá se lhe passou o dia.

A prenda da avó lá lhe foi ter e no fim de semana iremos às compras - vaidosices de mulheres...

Entretanto, aqui fica uma prenda "cultural" para a homenagear, explicando que foi por isto (e pela Eliza Doolittle do filme My Fair Lady) que ela tem o nome que tem - Elisa.







terça-feira, 8 de maio de 2018

Não bata em quem está em baixo

Em inícios dos anos 60, o meu pai foi a Nova York - não sei bem porquê, mas foi; nunca parava quieto e foi o que fez de melhor porque partiu cedo, muito cedo. 

Nessa altura eu era uma daquelas «teenagers inconsssientes», no meu 4º ou 5º ano do liceu, já encantada com a língua inglesa (de que era feita a música dos Beatles e do Elvis e do Cliff e do Little Richard e do Paul Anka e sei lá de quem mais) e meu pai - que me trazia sempre de onde ia os singles mais atuais - dessa vez trouxe-me um pesa-papéis em forma de poliedro com inscrições de frases populares. Em inglês, claro! 

Foi daquelas lembranças de que nunca me separei (até porque ele viria a morrer pouco tempo depois). 

Hoje lembrei-me (sabe-se lá por que motivo...) de o trazer aqui por causa de um dos ditos lá inscritos que diz assim:

Never hit a man when he is down he may get up

que o mesmo é dizer: Nunca batas num homem que esteja em baixo; ele pode levantar-se.


(Para de falar enquanto eu estou a interromper)

Entretanto aqui ficam outros ditos que possam achar divertidos e... certeiros.


Silêncio! O génio está a trabalhar
Se és tão esperto porque é que não és rico?
Há uma coisa que o dinheiro não pode comprar - a pobreza


(Não sejas escravo do ordenado; arranja um emprego para a tua mulher)


(Para matar o tempo tenta trabalhar para a morte dele)


Eu gosto da minha profissão: odeio é o trabalho!
Trabalho: o flagelo da classe bebedora.
PEMSA!!