terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A ressonância magnética

Sabe quem já experimentou como é desagradável fazer uma ressonância magnética. A barulheira é de tal ordem que parece que estão a britar as paredes ali mesmo em cima de nós; depois vem o som de fortes marteladas por cima da nossa cabeça, tudo isto acompanhado por aquele som trepidante dos martelos pneumáticos. Tudo isto connosco deitadinhos dentro de um exíguo tubo branco com a recomendação de que não nos movamos sob pena de se ter de começar o exame de início. Até nos põem uma campainha na mão para interromper o exame em caso de emergência.

Hoje tive de fazer um desses exames e, como não foi a primeira vez, mantive-me calma, e tentei pensar em coisas agradáveis e leves.

Foi quando, face à barulheira do “martelo pneumático” a “rebentar o chão” ali mesmo juntinho a mim, me lembrei de uma anedota muito, muito velha, do tempo do liceu que se contava assim:


Um fulano todos os dias passava por uma obra e via um operário de martelo pneumático na mão a perfurar o solo fazendo as fundações. Como era muito gozão, todos os dias lhe dizia:

- Então? A andar de lambreta?

O outro ficava furibundo mas nada podia fazer. Até que um dia pensou esperá-lo com um tijolo na mão para lho atirar em cima.

No dia seguinte, lá estava ele preparado com o tijolo junto à cara para atirar em cima do provocador.

Quando este chega e o vê naquela posição, diz com o ar mais escarnecedor:

- Então? Hoje a ouvir rádio?...


15 comentários:

  1. Nada como pensarmos em coisas divertidas quando nos encontramos em situações incómodas, Graça. Remédio santo!
    Ultimamente, fiz uma TAC, nada que se compare, com a ressonância magnética, que nunca fiz.
    Beijinhos

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  2. ah ah ah!

    E nao apanhou com o tijolo na cabeca! : )

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  3. TAC já fiz várias. Ressonâncias até hoje nunca fiz.
    Muito gira a anedota.
    UM abraço

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  4. Afinal... com certeza vontade não lhe faltou em atirar "um belo tijolo" no encarregado desse bendito exame!
    Abraço e saúde, ok?

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  5. É de rir!
    Fiz três, eu, como agente passivo.
    Na primeira ficou-me a recordação da novidade: a aventura do tremor de terra. Na segunda deparei-me com uma bela "superfície frontal" e, por isso mesmo, o exame (que fiz) nem me foi desagradável (antes pelo contrário).
    O terceiro levou-me à realidade: fui tomado por uma vontade súbita de fugir daquela clausura torturante.
    Por estas e por outras é que eu acho acertado o aforismo "no meio é que está a virtude".
    Bj.

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  6. Nunca fiz nenhuma ressonância, mas acho que não deve ser nada agradável. Estás bem?
    Para contrabalançar com a parte séria, veio o momento do riso, ainda bem.

    Beijinhos Graça

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  7. Já fiz uma dezena de RM crâneo encefálicas.
    A primeira foi quase uma tortura. Os tais barulhos, a obrigação de permanecer inamovível, a sensação de falta de ar, enfim, algo muito estranho.
    A partir da segunda, consegui uma táctica que repito a cada vez que lá vou: acompanhar mentalmente o ritmo das 'músicas' e simular que estou a construir uma canção.
    Como imaginarás, hoje faço uma RM 'com uma perna às costas. Mesmo quando é necessária a aplicação de uma inejecção com produto de contraste.

    Beijinhos

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  8. Carlos Barbosa de Oliveira


    Eu, que as faço de 3 em 3 meses, sei bem quão incómodo isso é...

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    1. Graça, o CBO, comentou este post? Ou confundiste com o Observador?...

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  9. Felizmente nunca fiz nada disso.

    Mas sofrendo de claustrofobia como sfro é melhor mesmo não fazer!!

    Tudo de bom, linda.

    Agradeço as idas ao meu blogue, pois como fiquei sem acesso aos links é a maneira de eu te poder visitar

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    1. Ai não faças, não! Da 1ª vez que fiz uma - eu que sofre de ataques de pânico - a minha médica aconselhou-me a tomar uma xanax. Mesmo assim foi mauzito...

      Vou lá ao teu espaço sempre que posso, sempre que vejo o aviso aqui na banda lateral direita.

      Beijinhos.

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  10. eheheheh... A imaginar a anedota só me consigo rir, Graça ! rsrsrs
    Quando à ressonância, também já fiz e é que é mesmo isso ! eheheh
    Só fico a imaginar como te conseguiste não mexer a rir ao pensar na anedota ! :))

    Bjs :)

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