sábado, 6 de junho de 2015

A "nossa" Justiça

Mais uma absolvição - por nada se ter provado - para outros elementos deste laranjal à beira-mar plantado! Mais uma vergonha por que nos fazem passar estes "nossos" juízes que, no meu modesto entender, ou não conseguem desligar-se da educação clerical e subserviente que receberam em pequeninos ou então baixaram completamente a cerviz ao poder político. O que, em qualquer das hipóteses é muito mau.

Isto vem a propósito da notícia (mais uma «bomba») de ontem. 

«João Rendeiro, antigo presidente do BPP, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital foram hoje absolvidos da acusação de burla qualificada em co-autoria. Rendeiro nem se deu ao trabalho de ir ao Campus da Justiça. Está em Miami, como confirmou o seu advogado, José Miguel Júdice.» - escrevia ontem Eduardo Pitta na sua página do facebook.

Absolvidos por um coletivo de juízes liderado por Nuno Salpico. Em comunicado, João Rendeiro fez saber que, "neste momento de satisfação", o seu pensamento "vai para os clientes do BPP" que, diz, "felizmente, em mais de 90 % dos casos já receberam a totalidade dos seus patrimónios". Além disso, afirmou ainda que o Estado "tem coberto o seu crédito de 450 milhões na massa insolvente do BPP. “. [PAGA, ZÉ!!! - digo eu!]

Grande amargo de boca nos deixam estas e outras (in)Justiça(s). Amargo de boca muito bem descrito por um sempre atento facefriend meu  e cujo texto passo a transcrever.


«O Rendeiro que faz parte dos grandes burlões do país e deixou centenas ou mais de um milhar de clientes sem nada, enquanto fazia uma vida faustosa numa vivenda de grande luxo e área coberta e de jardim na antiga quinta do Patinho, foi ilibado de qualquer crime de burla. Roubou centenas de milhões de euros e ficou livre, podendo gozar o produto do roubo nas Caraíbas ou noutro lugar paradisíaco.

O dono de uma pensão no Porto ASSASSINOU um cliente com facadas no pescoço e na cabeça seguido de profanação de cadáver levou apenas 12 anos de prisão que poderá ser reduzida para metade se tiver bom comportamento prisional.

O Godinho das sucatas que não matou nem feriu alguma pessoa, mas deu uns robalos ao Varas do PS e qualquer coisa ao filho do Peneda, tendo sido provado que uma primeira acusação de oferecer viaturas Mercedes de luxo era mentirosa, não adquiriu, não ofereceu e as viaturas referidas não saíram nunca da Mercedes, mas como estava ligado ao PS levou 17 anos de prisão, mais que o Vitor Jorge que matou sete pessoas na praia do Osso da Baleia, incluindo a sua própria mulher e a filha, tendo ficado apenas 14 anos na prisão e hoje é criado de restaurante em Nice.

Há juízes que deviam ser condenados a penas de prisão por falta de imparcialidade e equilíbrio que roça a patologia neuronal. A esquizofrenia anti-PS é tal que leva aos maiores absurdos jurídicos nas sentenças lavradas.

E não esqueçamos que enquanto uns são ilibados, outros condenados a penas menores por crimes gravíssimos, há um preso sem acusação e que não é arguido há quase sete meses, José Sócrates.»

(DD, in facebook,ontem)

(


17 comentários:

  1. Uma pessoa sente-se desiludida...
    xx

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    1. Pior que desiludida. Uma pessoa sente-se derrotada, amarfanhada, desrespeitada e sei lá o que mais!

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  2. Infelizmente, a "nossa" (in)justiça é assim mesmo.

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  3. Isto é de bradar aos céus !!!! O que iremos ver mais?

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  4. Tudo que escreve é verdade e de bradar aos céus. As leis , diz-se por aqui , são consoante os reis...a cara das pessoas , a carteira , a filiação partidária , o avental , a opus-dei, os amigos ou inimigos que têm , a inveja que causam etc etc., digo eu. Já agora , o espírito mesquinho de suas excelências , os meretíssimos.
    M.A.A.

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  5. O pior amiga Craça, é que tudo "isto" se repete e se vai repetir e nós pacóvios vamos assistindo sem nada fazer para alterar estes absurdos.

    Um beijinho e boa semana

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  6. Completamente de acordo com o que escreves! Lamentavelmente é esta a justiça do nosso país.

    Beijinho Graça tem um bom restinho de domingo.

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  7. Eu sinto-me envergonhada, Graça...
    Um beijo.

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  8. Gracinhamiga

    Esta farsa da Justiça à portuguesa faz-me lembrar o velho poema (???) protagonizado por D. Martinho de Aguiar do qual (poema) só me permito transcrever um passo pois os outros a publica-los, além de excomungado, seria ostracizado por ti deste blogue. Assim:

    Truz truz truz
    _Quem é?
    -Justiça de Castela!
    -Ora merda porra e piça para ela


    No caso vertente:

    Truz truz truz
    _Quem é?
    -Justiça de Portugal!
    - Cuidado qu'isto cheira muitíssimo mal!


    Bjs da Raquel e qjs do

    Pernoca Marota

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  9. Desilusão, revolta, impotência, outra vez revolta, raiva...
    Não é possível numa só palavra nem numa só frase transmitir o que sente uma pessoa quando situações destas acontecem.
    E no entanto são tantos, mas tantos, os que continuam à solta apesar das irregularidades e "esquemas" que engendraram, em benefício próprio; continuam impunes e vivendo "à tripa fôrra". Até são elogiados por governantes, imagine-se...
    Beijos e sorrisos, legalizados!

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    1. Uma vergonha sem tamanho a que se vive no nosso país!!

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  10. Vou tentar de novo.
    As leis são feitas pelos deputados na Assembleia da República e pelo Governo - assim por exemplo as molduras penais para os crimes (se nos parece que um crime contra o património é punido com grande severidade é porque o limite máximo da pena é alto e estará em causa mais do que um crime);
    - O caso do Senhor que matou a família é um caso diferente porque ele foi considerado inimputável, na altura em virtude de problemas de ordem mental estava incapaz - é diagnosticado por peritos médicos e os juízes têm de respeitar este exame - foi-lhe aplicada uma medida de internamento enquanto os peritos médicos concluíam que se mantinha perigoso.
    Depois há a questão da prova - podemos até todos saber que alguém será culpado porque por exemplo veio no jornal - mas é preciso que a prova seja feita em audiência. Se não houver testemunhas que o afirmem em julgamento, documentos de que tal resulte, gravações ou outro meios de prova, não se pode condenar, mas apenas absolver.
    O nosso ex-primeiro Ministro foi constituído arguido, por isso é arguido - tem direitos inerentes a esse estatuto.
    Os juízes e os magistrados do Ministério Público têm de obedecer à lei.
    Eu não sei o que está no inquérito, não sei que indícios existem, mas o facto de eu não saber, não quer dizer que não existam - somente se vier a constatar-se que não existem é que será uma vergonha - agora não me parece bem é que tantos de nós, criticamos, julgamos, condenamos, sem sabermos o que está nos processos, muitas vezes só com base em opiniões e no que aparece em jornais.
    É como o que acontece com os professores - muitas vezes a opinião pública é manipulada pelo que sai nos jornais, são apresentados como privilegiados e não se procura sequer ouvir o que têm para dizer, saber o que se passa realmente nas escolas.
    Eu tento lembrar-me que há um outro lado - assim por exemplo no caso da menina Esperança em que no início todos falavam no pai do coração e só depois se percebeu que o pai - que tantos primeiro atacavam - era um jovem que logo que soube que a filha era sua a quis assumir e não desistiu mesmo quando o pai do coração fugia com ela e tantos o atacavam.

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