segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O estado da nação

A publicação "Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspetivas" apresenta os resultados do projeto de investigação que a sociedade de consultores Augusto Mateus & Associados realizou para a Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre o desenvolvimento de Portugal ao longo das primeiras três décadas de integração na União Europeia.

De acordo com este estudo, o nível de vida dos portugueses recuou, em 2013, para valores de 1990, ficando 25% abaixo da média europeia.

No panorama europeu atual, Portugal é incluído num segundo patamar de convergência, composto por países com um nível de vida 20 a 30% abaixo do padrão europeu, incluindo a Eslovénia, República Checa, Eslováquia, Lituânia, Grécia e Estónia, destaca o estudo, indicando que, desde 1999, Portugal apenas se aproximou da média europeia em 2005 e 2009.

Entre 2010 e 2013, o PIB 'per capita' português caiu 7% face ao padrão europeu e o nível de vida das famílias regrediu mais de 20 anos, refletindo a crise económica, a aceleração do processo de globalização, o alargamento da União Europeia a Leste e a aplicação do programa de resgate.

Portugal foi o país europeu que registou maior aumento na fiscalidade entre 2010 e 2013, com a carga fiscal a subir mais de 11%.

O aumento das receitas do Estado ficou a dever-se sobretudo aos impostos diretos, em particular o IRS, que aumentou mais de um terço entre 2010 e 2013, tendo os impostos e contribuições sociais absorvido em 2013, mais de um terço da riqueza criada em Portugal, totalizando cerca de 60 mil milhões de euros.

Entretanto, nos últimos anos Portugal reverteu o processo de generalização do acesso a bens e serviços culturais, afastando -se cada vez mais do padrão europeu.

Depois de tudo isto, você acha que dá para voltar a votar nos mesmos?!



13 comentários:

  1. Nem nos mesmos nem nos anteriores - apesar da alternativa - Graça!

    Doa a quem doer, desta vez, há que saber escolher!!

    Beijinhos! Boa semana.

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    1. Se leu bem
      o que no relatório vem
      atão...
      vai votar em quem?

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    2. Querido Rogerito,
      os extremos põem-me
      um pouco para o aflito...

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  2. Gracinhamiga

    Nestes nãooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Mas há alternativa: reveja-se o debate Costa-Coelho...

    Janitamiga

    No LIVRE/Tempo de Avançar? No MRPP? Pelo AGIR? Abre os olhos, menina, abre os olhos...

    Para as duas: Bjs da Raquel e qjs do Leãozão

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    1. Beijinhos, Henriquamigo. E... vote bem!!

      Beijinhos

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  3. Tenho um asco visceral pela dupla Paulo e Pedro.
    Conscientemente sei em quem votar.
    M.A.A.

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  4. Portugal, cada vez mais, nos cuidados intensivos... Votos/aspirinas, para quê?

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    1. Votos SEMPRE, caro anónimo! Votar foi um direito que ganhámos com o 25 de Abril e é um dever de cidadão.

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  5. Nos causadores da ORIGEM desta situação é que NUNCA, Graça !

    Um doente está quase a morrer por tantas asneiras ter feito ; vai ao médico, é submetido a uma cirurgia, tem que fazer uma convalescença quase a pão e água e a culpa é do cirurgião que salvou o doente ?! ...
    Não podemos ter memória curta ! ... é como quem mata o mensageiro !!!
    .

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    1. Não podemos mesmo ter memória curta, caro Rui! Memória de quem estava desejoso de «ir ao pote»; de quem chumbou as alternativas apresentadas por terem austeridade a mais; de quem mentiu descaradamente durante a campanha eleitoral e durante todo o seu triste mandato; de quem aumentou o nº de ricos e arrasou com os menos favorecidos; de quem arrasou a classe média; de quem alimentou os bancos e os seus apaniguados; de quem vendeu o país aos angolanos e aos chineses; de quem tentou vender as conquistas básicas - Saúde, Educação e Segurança Social aos privados; e de quem, mesmo assim, aumentou a dívida desmesuradamente.

      Não podemos mesmo ter a memória curta. E, por favor,não me venha com a falácia do buraco descomunal que o anterior governo deixou. Porque a que este governo vai deixar é bem mais descomunal.

      Beijinhos

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  6. Se o médico continuar no poder há-de matar o doente de vez. Ou seja, hospitais educação e educação hão-de ser espaço para a continuação da negociata. Enquanto isso, os impostos e alcavalas irão aumentar para pagamento dos tributos ao sistema financeiro.

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