quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ainda e sempre a nossa Língua

Reparem bem, meus amigos, no título deste desenho que descobri numa exposição de trabalhos antigos ali na galeria do antigo Banco de Portugal.

Viaducto no Valle d'Alcantara



Não estava datado, mas, pela ortografia usada, é com certeza anterior ao acordo ortográfico de 1911.

Imagine-se o que os contemporâneos desse acordo tiveram de gritar e barafustar quando se passou a escrever Viaduto do Vale de Alcântara...

Se não houvesse reformas ortográficas ainda estaríamos a escrever em galaico-português...

Boa noute... :)))



24 comentários:

  1. Eu não quero usar o NAO mas não ando a clamar contra ele!
    Vou passar a anotar no fim dos meus escritos que não escrevo de acordo com o NAO! :)
    Se estivesse no activo lá teria que ser mas tenho muita preguiça para me pôr a isso embora ache que têm lógica algumas mudanças!

    Abraço

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    1. Claro! Ninguém te obriga (agora) a usá-lo, mas quem estudou um bocadinho de linguística não pode, não deve andar aí a carpi-lhe as mágoas...

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  2. Gostei de ler. Não gosto do novo acordo ortográfico.:))


    Bjos
    Votos de uma óptima noite.

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    1. Ainda não se habituou a ele e não é fácil habituarmo-nos... Foram muitos anos a usar aquela código mais antigo.

      Beijinho.

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  3. A Teté citava os mesmos argumentos para defender o novo acordo ortográfico.

    Eu não sou contra, só que ainda não estou bem dentro do assunto e, penso mesmo, que quando escrevo na língua de Camões, faço uma salada russa.

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  4. Há um momento histórico na nossa literatura, em que Fernando Pessoa desabafa contando da infelicidade de escrever Farmácia sem o Ph...
    Lamento não terem abolido os acentos inúteis que nem se usam nas línguas europeias... por que razão são acentuadas as sílabas nasais formadas com um 'an'?
    Beijinhos ortográficos.
    ~~~~

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    1. Terá erros, incorreções e omissões, mas há que andar para a frente. A ortografia é apenas um código de letras...

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  5. Eu não me importava de falar galaico-português ! :)
    Se quiserem fazer alterações na língua, eu acho muito bem, mas que seja feito por especialistas da língua, que não foi o caso do último AO !

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    1. Essa crítica também já a ouvi muitas vezes, Ricardo.

      Sinto-me como uma tola no meio de uma ponte.

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    2. Ai este Ricardo é tão teimoso!...Não há nada a fazer com ele... Mas é bom rapaz... :))

      Beijinho, Ricardo!

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  6. Os teus gatos são tão engraçados, Graça!

    Este ri com ou sem acordo?

    Beijinho

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  7. “Os cultismos que Camões utiliza são já correntes em castelhano”, conhecidos na época por qualquer português instruído. “Camões não parece acreditar num português castiço, autónomo, irredutível.” Empenha-se “numa modernização do português culto”, mas “com recurso a criações castelhanas e ao latim do castelhano”. E isso é “uma absoluta novidade, que desautoriza os nossos mitos criados à volta de uma ‘língua de Camões’, um mantra sem base material”.

    Achei este parágrafo do texto que li há tempos (e que guardei), muito interessante.
    Já alguma vez disse que gosto e adotei o novo acordo?! : ))

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    1. Belíssimo texto, Catarina! Vou guardá-lo!

      Velhos do Restelo?! No, thank you! :)))

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  8. Ainda não estou convencido.
    Beijinhos, bfds

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  9. :))) Ainda me lembro de muitos dos termos, linguagem e modo de escrever, usados pelos meus pais ! ... Agora rimo-nos disso ! ...
    O mesmo irá acontecer com os nossos netos, certamente ! :)

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades . Todo o mundo é composto de mudança.

    Um Grande abraço, Graça :)

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    1. Exatamente, Ruizinho, meu querido amigo!

      Beijinhos para vós ambos.

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