segunda-feira, 3 de agosto de 2020
sexta-feira, 31 de julho de 2020
E agora o oposto: «o que importa é não ter medo»
Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de
arte nem a câmara escura
Afinal o que
importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que
importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que
importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não
é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal
o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal
o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal
o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora!
– rir de tudo
No riso admirável
de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny
quinta-feira, 30 de julho de 2020
Congresso Internacional do Medo
domingo, 26 de julho de 2020
Ídolos do "nosso tempo"...
quinta-feira, 23 de julho de 2020
terça-feira, 7 de julho de 2020
A maldição da formiga e da cigarra
Que fique desde já muito claro que eu sempre fui pela cigarra e que a sonsa da formiga sempre me enervou...
Trouxe a ideia do blog do Centro Nacional de Cultura que tem sempre textos muito bons e depois lembrei-me que o poema do nosso excelente surrealista Alexandre O'Neill foi cantado pela Amália, cujo centenário de nascimento está a celebrar-se.
Por isso, aí vai:





