sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Festas

Estou aqui cheia de dúvidas sem saber se hei de falar das festas da Senhora da Agonia que começam hoje em Viana do Castelo, se hei de falar da festa do Pontal que também acontece hoje mas é na Quarteira. 

Eu por mim acho Viana bem mais bonito que a Quarteira e as suas festas muito mais típicas e cheias de história (se bem que o "animador" da festa do Pontal também deve ter boas histórias para contar! Mas isso é outra história...)

E como as dúvidas são tantas, deixo aqui algumas imagens de cada uma das festas e os meus queridos leitores ou quem, inadvertidamente, por aqui passar dará a sua sincera opinião sobre qual das festas acha mais interessante. 

(As imagens da festa da Senhora da Agonia foram surripiadas ao meu facefriend Ribeiro Francisco)















Agora imagens da festa lá do Pontal.


Eh pá! Agora não sei se estes fantoches/gigantones são do Pontal se de Viana...

Quanto aos seguintes, não há dúvidas: são mesmo da festa lá do Sul!








Uma verdadeira festa de vampiros!!!


Fico à espera da manifestação sincera das vossas preferências...
Bom fim se semana!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Feriado é com música

Foi uma alegre surpresa ouvir logo de manhã esta bela canção de 2010 que me encantou desde a primeira vez que a ouvi passar na rádio. Nessa altura nem sabia que a cantora era portuguesa, ali mesmo de Santiago do Cacém. Mas que bela voz! Que bela letra! Que bela melodia! 

Querem ouvir?



O encantamento por esta música veio do facto de me fazer lembrar a voz e as canções lindas da cantora Brenda Lee dos idos de 50/60.

Quem se consegue lembrar  daquela  canção "I'm sorry" de 1960 que Branda Lee cantava e que fazia os meus encantos? 

E, sabem?... quando alguma coisa faz os meus encantos, eu fico - sempre assim foi - um bocado para o obsessivo. Ora um dia, estava eu numa aula de Ciências no meu 3º ano do Liceu (que agora é 7º ano), e certamente porque também ouvira a "minha" canção logo pela manhã,  pus-me a cantar baixinho: «I'm sorry! I'm sorry...» repetindo sempre a mesma coisa porque não sabia o resto da letra. Ora a minha querida amiga e colega de carteira A. P. Marrazes, fartinha de me ouvir a cantarolar sempre a mesma toada, levantou-se muito expedita e disse: «Ó Soutor, aqui a Graça não se cala I'm sorry!, I'm sorry!...» E o professor, jovem estudante de medicina e pouco mais velho do que nós, e para grande risota dos colegas, mandou que me levantasse e pôs-me de castigo virada com o nariz para o canto por trás da porta da sala de aula...

Bom, mas agora, se quiserem, oiçam a canção que é linda por de mais.

Depois querem dizer qual delas preferem?




Histórias da minha rua (4)



Sempre se matou a trabalhar. Casou nova mas o marido nunca foi pessoa de se matar a trabalhar. Dois filhos de seguida que ela deixava de manhã, quase madrugada, numa vizinha, correndo ladeira abaixo para apanhar a carreira que a levava à cidade onde trabalhava em casa das senhoras. À noite o regresso. Os filhos à espera na sogra que a maldizia pela luta, pela força, pela vivacidade. Depois ainda nasceu a menina, com uma deficiência física que a obrigou a correr para casa da irmã em Lisboa por causa das operações a que a criança teve de se submeter…

Mais tarde a separação do homem influenciado pela mãe, as relações cortadas com a sogra que continuou a maldizê-la e a canseira dos filhos todos para cima dela. E sempre a matar-se a trabalhar em casa das senhoras para onde corria a apanhar a carreira manhã bem cedo. Anos a fio. Passou mal. Passou fome. Passou frio. Privações de toda a ordem.

Calculista, porém, resolveu tomar conta dos pais, velhos e doentes, mas com alguns bens. Tratou-os com o esmero de uma filha dedicada usando para isso o dinheiro que os pais tinham arrecadado durante uma vida cheia da dureza do campo, atraindo para cima dela as desconfianças e as invejas de alguns dos irmãos. Depois da morte dos pais vieram as zangas com aqueles, o caso decidido em tribunal. Que ganhou. Mas sempre na ideia de uma premeditada vingança se não tivesse sido aquele o desfecho.

Com a instrução primária inacabada, mas com a “educação religiosa” toda completa, a sua formação pessoal ficou muito aquém o que, de algum modo, a desculpa daquela arrogância de quem se pensa, por falta de saber e de vivências, detentor dos valores absolutos do Bem, da Verdade, da Sageza, da Justiça. E por isso, como todas, as muitas pessoas deste povo do seu nível etário e de educação, sempre “avaliou” o seu próximo criticando, maldizendo, opinando, “aconselhando”. Mas sempre por Bem!


E agora, já na terceira parte da vida, uma vida de muito trabalho, de muita dor, de muitos maus-tratos, aceitou – calculista de novo, mas quem lhe pode levar a mal? – receber em casa e tratar da sogra, aquela sogra que lhe fez a vida negra, agora velha e um pouco deslembrada mas que continua com o seu mau feitio de sempre. E trata-a com o desvelo de uma (quase) filha na esperança, quase com a certeza de que Deus – aquele Deus que dá de acordo com o que recebe – lhe dará uma boa velhice e uma morte santa.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Hoje não há post

Peço desculpa pela utilização do empréstimo post que nunca ou muito raramente uso porque há montanhas de palavras na nossa língua pelo que não vejo razão (a não ser a petulância, a saloiice ou até a ignorância) para terem de se usar empréstimos do inglês. Mas é que para título não ficava nada apelativo dizer: «Hoje não há entrada» ou «Hoje não há verbete»…

Mas, pronto! Hoje não há post porque estou por de mais chateada.

Estou chateada porque Agosto já vai a meio e os dias estão mais pequenos;

porque está muito calor aqui na cidade e quando chegamos à praia está nevoeiro e frio;

porque as “férias” já terminaram;

porque me vão voltar a cortar (ou devo dizer: roubar) na pensão de reforma;

porque o país está na mais pura miséria que não se via desde os anos 60 e os fulanos dos telejornais moem-nos o juízo com o fim da recessão e com os aumentos dos lucros e com a luz ao fundo do túnel;

porque o (C)rato vai instituir o chamado cheque-ensino (outra invenção daquela luminária como foram a do «Eduquês» ou a da implosão do ME);

porque o PR e alguns membros do “governo” não são pessoas de bem;

porque este “governo” é tão irrevogável que não cai;

porque os que roubaram o dinheiro do Estado aos milhões não são obrigados a devolvê-lo – é que neste país o crime compensa;

porque já não estou com os meus netos há quinze dias;

porque nesta terra não há nada para fazer e estar sempre no Facebook também cansa…

porque o Seguro não presta…

porque este povo não reage…

E depois de tudo isto, nem me posso queixar de nada porque há milhares de pessoas no meu país que estão bem pior que eu!

E por isso estou chateada!

E por isso hoje não há post!




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mimalhices

Regressados a casa depois de uma escapadinha lá para as bandas da capital e arrumada a bagagem - ou parte dela... - há que ligar o computador e saber dos nossos amigos virtuais. 

Mas não houve muito tempo para estar descansada porque logo, logo, a Clio saltou para cima da mesa e deitou-se calmamente sobre o teclado, começando a lamber-se toda como é habitual nos gatos prontos a dormir. 





É que a menina preparava-se mesmo para dormir ali mesmo debaixo dos meus olhos...



As saudades que eles sentem quando nós saímos não são menores que as que eu sinto deles... Mimalhices!

domingo, 11 de agosto de 2013

Que calor!

Bom, amigos, tem feito cá um calor!!!


Fiquem bem! Boa semana!


sábado, 10 de agosto de 2013

Pela costa saloia...

Depois de ver no blog Rio das Maçãs as belíssimas fotografias que o meu amigo Pedro mostrou da minha querida Praia Grande de outros tempos, cheia de lagoas verdes esmeralda para podermos tomar banho sem o pavor das ondas do Atlântico - que no Oeste é um bruto! - meteu-se-me em cabeça que havia de as ir ver o vivo e a cores.

E aí viemos de fim de semana alargado para (re)visitarmos a dita praia e mais umas "coisinhas" que havia para espreitar na capital - a Cidade Grande, como lhe chama um amigo do tempo da escola quando me quer gozar por eu ter desaguado em Leiria... 

Ora hoje lá nos decidimos a dar uma volta pela costa saloia - isto é para me vingar de quem fala da Cidade Grande... - e toca de rumar a Sintra, Galamares, Colares, sempre ao lado da linha do elétrico (se bem que de elétrico nem pó...) Hotel Miramar, Rodízio, Praia Pequena... E a partir daí as filas de carros estacionados seguiam-se de um lado e de outro da estrada. A dita Praia Grande, atual paraíso dos miúdos do surf estava à cunha. E quanto a lagoas, nem vê-las porque a maré estava baixa...



Sem lugar para largar o carro, toca a zarpar! 

Passámos à Praia das Maçãs, sem parar que nunca foi das favoritas...




Azenhas e o seu belo mar.




Uma incursão por Fontanelas a ver os moinhos de vento.



Diretos à Praia de Magoito, esta sim, cheia de lagoas verde musgo para se tomarem belos banhos!




Amanhã, logo se vê!

Bom domingo!