segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pedidos a Santo António





Faz hoje (123) anos que nasceu o grande, o nosso maior poeta do século XX, Fernando Pessoa.
Também se festeja o dia da freguesia de Leiria e, por coincidência, é também o dia do Agrupamento D. Dinis - vulgo, a "minha" escola.

Mas, mais que tudo, é Dia de Santo António. Dia de feriado em Lisboa, de marchas e bailaricos, de sardinhas assadas e de manjericos enfeitados de quadras populares. 




E, desta vez, também me atrevi a escrever algumas quadras populares - ou popularuchas! - com alguns pedidos ao Santinho milagreiro.

A ver se tenho sorte!

Ó meu rico St.º António,
Meu santinho milagreiro,
Traz alegria p´ra gente
E também algum dinheiro!


Se lá do alto avistares
Este blogger com seus autores,
Diz-lhes que mandem de volta
Todos os meus seguidores.


Tira o paleio aos políticos,
A fanfarra ao FMI;
Manda a troika arejar
Para bem longe daqui.


Nem Merkel, nem Sarkozy
Nos levam mais ao engano!
Temos o bom do Paulinho
Mais um Coelho africano.


Por isso, Santo Antoninho,
Meu pezinho de açucena,
Já estamos no bom caminho
De nós não há que ter pena...

domingo, 12 de junho de 2011

Adivinha


Hoje deixo aqui uma adivinha infantil para ver se os meus especiais amigos conseguem descobrir. Fácil de mais, como de costume, para amigos tão perspicazes...



Neste bairro nasci
nesta cidade cresci.
Mais tarde saí
Viajei.
Procurei.
Em muitas terras vivi
Numas destas morri.
Em todos os momentos o Amor aprendi.

Quem sou eu?


sábado, 11 de junho de 2011

Estamos quase lá!





Ontem de manhã, como habitualmente, enquanto tomava o pequeno almoço, tinha a televisão acesa no Canal 1 e, como os festejos do dia de Camões (e de Portugal) se realizavam em Castelo Branco, o apresentador do programa fez uma chamada para o repórter a fazer serviço na capital da Beira Baixa para saber o que se passava por lá no que tocava à organização dos espaços e dos tempos, sobre a chegada do Presidente da República, se havia muita gente por lá.

Não queiram saber! Apresentou-se um senhor de fato e gravata, com um ar muito circunspecto, extremamente contido, seráfico mesmo, a falar muito baixinho e muito pausadamente, deslocando-se quase a medo entre as pessoas a quem ia fazendo perguntas decoradas – ou devo dizer descoradas? – que previam as respostas politicamente correctas, como se diz agora. E, o que mais me incomodou foi o modo assaz subserviente como se referia ao Senhor Presidente da República e à hora da sua chegada, e das pessoas que, ansiosas o esperavam, e das enormes expectativas com que aguardavam o seu discurso – como se falasse da própria Divindade que estivesse para descer dos Céus ali de Castelo Branco!

Não era sequer o tom com que eram, em tempos, feitas as transmissões televisivas das peregrinações de Maio à Cova de Iria. Aquele tom sussurrado, provinciano e servil transportou-me, de imediato, para o tempo em que, na televisão e na rádio, os apresentadores tinham de se comportar como se estivessem na Igreja, escolhendo umas palavras e silenciando outras para não serem eles próprios silenciados.

Veio-me à cabeça o que a avó de um colega lá da escola disse quando se deu o 25 de Abril: “O tempo que vamos ter de esperar para voltar a pôr tudo na mesma!” Estamos quase lá!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dia de Camões





Para mim, o 10 de Junho foi sempre o dia de Camões. Foi assim que me ensinaram lá em casa, já que fora decretado nos primórdios da jovem República Portuguesa. Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente municipal de Lisboa.

Com Salazar o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional, passando a ser conhecido como o dia de Camões, de Portugal e da Raça. Este último epíteto, da Raça,  foi criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional no Jamor em 1944. (Quem não se lembra da gaffe do actual Presidente da República, no ano passado, quando se referiu a este dia como o dia da Raça? ... Confusões lá da cabeça dele!)  A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial.

Depois da Revolução de Abril, mas apenas em 1978, o 10 de Junho passou a ser chamado dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Deixou de se assistir ao folclore das festividades fascistas apresentadas no Estádio Nacional à boa maneira hitleriana, para passarmos a ter outro tipo de folclore distribuído, em cada ano, pelas diversas cidades do país, com discursos de Estado e  imposição de insígnias a figuras que os vários Presidentes da República entendem que devem homenagear.

Folclore por folclore, eu prefiro dizer que é apenas do Dia de Camões, o grande poeta da Língua Portuguesa.

Assim, deixo aqui dois ou três poemas da sua vastíssima e riquíssima lírica.

Um dos seus muitos e belíssimos sonetos:

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança ainda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais
E, se torna, não tornam as idades.


Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.


Aquilo a que já quis é tão mudado
Que quase é outra cousa; porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.


Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.

Uma cantiga:

Mote


De que me serve fugir
da morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?


Voltas


Tenho-me persuadido,
por razão conveniente,
que não posso ser contente,
pois que pude ser nacido.
Anda sempre tão unido
o meu tormento comigo
que eu mesmo sou meu perigo.


E se de mi me livrasse,
nenhum gosto me seria;
que, não sendo eu, não teria
mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assi passe,
ou com desgosto comigo,
ou sem gosto e sem perigo.


E ainda o mais belo de todos os seus sonetos "Amor é fogo que arde sem se ver"  nesta engraçada versão figurativa que encontrei num blog chamado textos-e-reflexoes 




(informações sobre o Dia de Camões retiradas da Wikipédia)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Geração do Basta!

Oiçam com atenção! Está muito bom!



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Feira Tradicional


Como não podia deixar de ser, lá fui espreitar a Feira anual da "minha" escola. Grande animação! Muitas banquinhas e tendinhas com produtos de toda a ordem. Vendia-se de tudo: desde ovos e coelhos vivos até marcadores de livros e copinhos de cheiro. Ah! E havia pão com chouriço cozido por lá. Jogos, exposições, música ao vivo, teatro e Mimos. Daqueles que se movem atrás de nós, no maior silêncio, fazendo os gestos e os movimentos mais elegantes e expressivos que se possa imaginar.

Deixo aqui algumas imagens que podem falar por mim.






Tenda das flores e dos legumes

...onde não falta o bom pepino

Tenda de bolos


Tenda das frutas e do chocolate

Às compras

As crianças do 1º ciclo

E música!

Jogos de concentração

e jogos populares - o jogo do rato (que estava bem assustado, coitadinho!)


Uma mesa de Legos


E as senhoras do Lar com quem uma turma tem uma parceria
também estiveram presentes




E professoras vestidas a rigor!

Grandes alunos! Grandes professores!


terça-feira, 7 de junho de 2011

Tocante...





Não acham mesmo tocante? O olhar ternurento com que o PR abençoa o "pupilo"...
Vem-me à cabeça uma frase que a minha avó (espanhola) usava muito: "Deus os cria e eles se juntam..."

E penso, cá no meu íntimo, que o F. Sá-Carneiro, lá onde estiver, é capaz de estar a pensar: "Oh meu Deus, não era estes que eu queria para a minha maioria, o meu governo, o meu presidente..."