terça-feira, 7 de junho de 2011

Feira Tradicional



Amanhã, lá na "minha" Escola, volta a haver, como nos últimos anos, a Feira franca de alimentos frescos e artefactos feitos por alunos e professores, de ateliers, de exposição de trabalhos e mostra de actividades.

Costuma ser uma iniciativa muito conseguida pelo que fica aqui o convite para irem dar uma espreitadinha - pelo menos os meus queridos leitores qque moram por aqui.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

O ano do Coelho




 


Esta é a era do Coelho. O horóscopo chinês 2011 em Coelho traz-nos um ano calmo que, atendendo a que vem após o ano de 2010 gerado por Tigre, que é muito mais cheio de mudanças e alterações em nossas vidas, não deixa de ser uma boa alternativa para reflectir, para descansar, para reforçar ideias ou seguir com calma nas metas empenhadas no ano passado.

O bom gosto e refinamento brilharão em tudo e as pessoas reconhecerão que a persuasão é melhor do que a força. Uma época harmoniosa em que a diplomacia, as relações internacionais e a política darão um grande passo outra vez. Agir-se-á com discrição e far-se-ão concessões razoáveis sem demasiada dificuldade.


A lei e a ordem serão as máximas deste ano; as regras e os regulamentos deverão ser cumpridos. No entanto, ninguém parece incomodar-se muito com estas realidades desagradáveis. Estão mais ocupados em se apreciar ou simplesmente a fazer coisas fáceis. O cenário é quieto e calmo, deteriorando-se ao ponto de provocar sonolência. Nós todos teremos uma tendência para pôr de lado as tarefas desagradáveis por um período o mais longo possível.

Pode ganhar-se dinheiro sem muito trabalho. O nosso estilo de vida será lânguido e cheio de lazer. Pode parecer-nos possível ser feliz sem demasiados cuidados. Será ganho dinheiro sem muito esforço.

Foi o que eu li nas previsões da Maya. E deve ter havido muito mais gente a ler também...

domingo, 5 de junho de 2011

Escolhas por imagens



A querida Tite desafiou-me a deixar aqui expressas por imagens 10 coisas de que eu realmente gosto e eu lembrei-me destas. Se calhar, se fosse noutro dia lembrar-me-ia de outras. Mas hoje são estas e não vão por ordem porque isso seria uma (outra) dor de cabeça. Dou-me um bocado mal com escolhas abolutas. Sou algo volúvel...

A família, antes de tudo!

A nossa "casucha"

Ir de férias para a praia

Gatos - especialmente os meus!


Sintra - a minha terra do coração.


 The Beatles e a música de raiz anglo-saxónica


 Hummm, o Natal!


Gosto de livros e de ler


Ir às compras (a Lisboa...)


... e de viajar!


Agora vou passar esta brincadeira para a Casa da Mariquinhas, para Tinta com Pinta, para Horizonte sem Horas, para o António do Dispersamente, para a Sonhadora dos enigmas,  e para as Chicas de Mamãe. Ah! E para a Portuguesa mais canadiana do Canadá, a Contempladora Ocidental.

Vamos ver as surpresas que eles nos reservam...


Em dia de reflexão




Para distrair da desastrada campanha eleitoral e das injustiças da vida, meti-me, logo de manhã na livraria grande do shopping para bisbilhotar sem horas todo o recanto da literatura portuguesa. É que lá posso ver e mexer e tirar os livros que muito bem me apetece e sentar-me a folhear, a ler e a magicar sem ter nenhuma daquelas jovens simpáticas (ou não) atrás de mim a perguntar se me podem ajudar.

A intenção era procurar o que havia da obra do discreto Manuel António Pina que discretamente recebeu há dias o Prémio Camões e que eu – ignorante e inculta – apenas conhecia das belíssimas crónicas dos jornais. Lá encontrei a colectânea das ditas crónicas algumas das quais fui lendo ou relendo, apreciando-lhes a sintaxe e a fina ironia. Quanto à poesia que desconhecia por completo e de que, quanto sei, há mais do que uma antologia, nada encontrei. Compreendo, porque a poesia custa mais a “sair” do que qualquer outro género literário, mesmo assim, depois de consultada uma das tais jovens simpáticas, que nesta livraria, para meu agrado, se apagam a um canto, lá encontrei um livrinho de 1999 da Assírio & Alvim chamado “Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança” com uma vintena de poemas e alguma prosa – que será de certo poética – sempre, ou quase, subordinados à(s) palavra(s) que me parece ser o leit motiv deste autor. Tive de o trazer...

O pior é que, entretanto, os olhos não paravam de varrer todo aquele espaço de autores portugueses e (re) encontrei o livro “Rever Portugal” de Jorge de Sena com aqueles “textos políticos e afins” que ele escreveu entre 1959 e 1978 e, como eu que dou tudo para esquadrinhar o meu querido século XX – o melhor de todos os séculos! – especialmente quando descrito por autores que reverenciam a nossa língua, não resisti!

E aquelas mil e tal páginas que a Maria Teresa Horta – grande senhora da língua portuguesa – escreveu sobre a Marquesa de Alorna e que chamou “As luzes de Leonor”? Lá que se trata de um romance, não há dúvida – está lá escrito na capa. Mas o de história, de filosofia, de poesia, de conhecimentos, de sentimentos filtrados, que nos serão transmitidos por toda aquela miríade de palavras e de frases que não sei como há talento e arte para serem escritas!

Agora o que me encantou ainda mais – ou não, sei lá! – foi (mais) uma obra do Professor Carlos Reis que, por acaso, já é de 2008, mas que eu – ignorante e inculta – ainda não tinha visto e que se chama Introdução aos Estudos Literários, da Almedina. Trata da literatura como instituição e da linguagem literária, da criação poética, dos géneros literários e eu sei lá o que mais! O que eu gostava de ler esse estudo! Mas a esse, resisti! (Por enquanto...)

Lembrei-me da minha mãe há uns – muitos – anos atrás, quando em tempo de “vacas magras” cá por casa, me ralhou, uma vez que comprei mais uns dicionários de inglês, dizendo no tom autoritário que lhe era característico: “Não tens um casaco comprido de jeito e foste comprar mais dicionários!”

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sondagens



Não gosto de sondagens nas campanhas eleitorais. Mesmo quando elas favorecem o meu partido. São altamente manipuladoras e enganadoras e acho-as mesmo desnecessárias. Para mim, fazem apenas parte do folclore eleitoral tal como os panfletos, os cartazes e a distribuição das bugigangas pelos partidos.

Desta vez e porque esta campanha eleitoral não me apeteceu nada – aliás só apeteceu ao partido que estava cheio de vontade de “ir ao pote”, como foi afirmado – as sondagens voltaram a parecer-me altamente influentes, para não repetir o termo manipuladoras. Ou melhor, não foram bem as sondagens, mas os seus pseudo-comentadores. Porque, sinceramente, um comentador que seja convidado por um canal de televisão para comentar as sondagens durante o Telejornal não deve, parece-me, ir para lá dizer mal dos políticos do partido com que ele embirra. Admito que as pessoas embirrem com o político A ou com o partido B, mas irem fazer passar a sua birra como comentador pago por todos nós, no espaço noticioso, não me parece curial.

Foi a figura que o sr. João Marcelino, que até é director do Diário de Notícias, jornal que muito prezo desde muito jovem, fez esta semana, no Telejornal do canal dito público, ao comentar as últimas sondagens, destilando todo o seu ódio contra o candidato José Sócrates, enquanto estimulava o voto no partido que as sondagens prevêem que ganhe mais votos.

Será para isso que o canal público lhe paga? A mim não me parece, até porque para isso servem os próprios políticos que têm participado nos imensos debates e mesas redondas que as televisões não se têm cansado de organizar.

As últimas sondagens prevêem os seguintes resultados:




E, a confirmarem-se estes resultados ou outros semelhantes, os meus comentários vão neste sentido:

1. O PSD reunirá o maior número de votos – foi para isso que forçaram a eleições – não conseguindo porém atingir a maioria que lhe permitira formar o governo de base alargada pedido pelo Sr. presidente;

2. Para formar governo, portanto, terá de fazer uma coligação com o CDS, partido com quem, pelo menos durante a campanha eleitoral, não tem mostrado grande entendimento;

3. Conhecendo-se o que se conhece do candidato Paulo Portas – que pessoalmente considero uma pessoa muito culta, muito inteligente e um político brilhante e experiente – o oposto do candidato Passos Coelho – não auguro grande futuro para a dita coligação e prevejo a convocação de novas eleições para antes dos quatro anos constitucionais;

4. O PS ficará a 5 ou 6 pontos percentuais do partido vencedor e, naturalmente derrotado. Mas vejamos: será aquela derrota demolidora que todos os partidos, sem excepção, lhe desejaram e ominaram? É que o PS foi o partido que esteve no governo por seis anos, tendo sido derrubado por toda a oposição desde a direita mais à direita até à esquerda mais à esquerda; é que este governo do PS tem contra si as “corporações” – os professores, os juizes, os polícias, os funcionários públicos, e mais sei lá quem (quem faz reformas não ganha eleições!); é que este governo do PS tem tido contra si aqueles jovens comentadores e “fazedores de opinião” que apregoam aos quatro ventos que o governo fez uma “governação calamitosa”; é que este governo teve um primeiro ministro a quem apodaram de tudo e de mais alguma coisa, desde homossexual até corrupto e nazi e a quem, muito convenientemente colaram o rótulo de mentiroso. E, mesmo assim, fica a 5 ou 6 pontos de distância do partido vencedor?

A verificar-se o que nos querem dizer as sondagens, onde está a estrondosa derrota que todos querem infligir ao PS?

Derrota, derrota, foi quando aquele presidente e mais uns tantos visionários de um olho só inventaram aquele partido novo que rapidamente se desvaneceu em cinzas. E delas renasceu, como sempre renasce, o PS qual Fénix renovada...


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Call me



Hoje deu-me para cantarolar esta cançãozinha romântica, simples e doce do bom ano de 1966 - ano em que conheci o meu último namorado (e actual marido...), ano em que alegremente entrei na Faculdade de Letras - e que eu trauteava a par da canção "The more I see you" também de Chris Montez - aliás faziam ambas parte do mesmo single. Lembram-se da ternurinha de voz do Chris Montez?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

No Dia das Crianças




Às quartas-feiras, cabe-nos a nós ir levar a nossa neta Elisa ao Jardim-de-infância. Ora hoje calhou ser o Dia Mundial da Criança. Ela já saiu de casa excitadíssima porque sabia ser um dia especial em que estava lá na Escola a Inês que lhes ia pintar a cara... Mas nem queiram saber o que lá fomos encontrar! No pátio, já estavam montados os insufláveis de saltar e escorregar; a pintora de caras  tinha também o seu material disposto; e sabem que mais estavam a montar? O que nunca me passaria pela cabeça: um karaoke! As crianças do 1º ciclo já andavam por lá acomodando-se o mais próximo possível dos entretenimentos. Tudo em franca alegria e saudável excitação a que nem era alheio o Sol que brilhava forte logo de manhã. E a Educadora lá estava, profissional mas maternal, recebendo os pequenos quase tão radiante como o Sol!

Como aprecio o trabalho e a paciência e a dádiva pessoal das Educadoras! Naquela, porém, para além de tudo isso, admiro a ternura, a segurança e a alegria que diariamente  imprime ao seu trabalho. E nestes dia ainda mais!

Tudo isto no ensino público! Que diferença do que era e do que havia há uns tantos anos atrás! E, se retrocedermos ao meu tempo de criança...  não passa sequer pela cabeça dos pais destes meninos como era!


Para estas crianças e todas as outras, deixo aqui, escrito pela Luísa Ducla Soares, o poema do Miguel, o menino tolerante que deu a volta ao mundo e voltou ainda mais tolerante.

Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:



É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce
porque é branco o leite, tão saboroso
porque é branca a neve, tão linda.


Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos.


Arranjou uma amiga, chamada Flor de Lótus que, como todos os meninos amarelos, dizia:


É bom ser amarelo
porque é amarelo o sol
e amarelo o girassol
mais a areia amarela da praia.


O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.


Fez-se amigo de um pequeno caçador, chamado Lumumba que, com os outros meninos pretos, dizia:


É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam a toda a parte.


O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu, para brincar aos índios, um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:


É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.


O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Bábá, que dizia:


É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como o chocolate.


Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:


É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras
castanho da cor do chocolate.


Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.