domingo, 27 de janeiro de 2013

Marcas do vendaval

Com a rapidez com que as coisas acontecem e são transmitidas e dadas a conhecer, pode parecer extemporâneo mostrar imagens do vendaval do sábado atrás, mas como não tive oportunidade de o fazer antes, aqui ficam algumas fotos tiradas no próprio dia.

Na estrada para S. Pedro de Moel

O rio Lis aqui bem perto da minha casa

Na confluência do Lena e do Lis

A sede do futebol dos Marrazes

Na Escola do 1º Ciclo de Marrazes

Ainda a Escola do 1º Ciclo

Na Escola 2/3 de Marrazes

A bela e frondosa Mata dos Marrazes tem dezenas de árvores partidas, inclinadas, arrancadas pela raiz, um espetáculo que mostra bem que...

«as forças da natureza nunca ninguém as venceu»  (A. Gedeão)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Já fui muito feliz aqui...




Hoje não havia areal e a piscina era constantemente varrida pelas ondas, mas acreditam que cheguei a tomar belos banhos naquele espaço? Com o mar mais calmo, naturalmente... Atualmente não seria capaz de repetir a façanha...

«Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.»

Sophia

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Que semana!




Durante esta minha semana incomunicável foram tantas as ideias que me afloraram à mente para escrever aqui mas, como quase me desabituei de escrever à mão, como sempre fiz, para depois dactilografar, confiei na minha memória. Só que agora, se calhar atordoada pela intensidade da luz elétrica de que já quase me desabituara, parece-me que esses assuntos estão já ultrapassados e portanto desinteressantes. Mesmo assim vou atrever-me a deixar aqui alguns apontamentos.

Em primeiro lugar quero registar aqui a excelente iniciativa do ciclo de Debates “Estado Social – que futuro?” da Antena 1 em parceria com a Universidade de Lisboa que fui ouvindo no rádio do carro… Falhei o debate de 2ª feira sobre a Saúde por desconhecimento, mas tive a sorte de ouvir quase completamente os debates sobre a Educação e sobre o Estado Social e parte dos debates sobre a Justiça e sobre a Segurança Social. O da Justiça foi o que me pareceu menos interessante; o de hoje, sobre a Segurança Social, foi aquele a que dediquei menos tempo, mas dizem-me que foi muito esclarecedor sobre os ataques aos dinheiros daquela área do Estado, estando atualmente quase exangue. De encher as medidas foi ouvir entidades tão diferentes como Freitas do Amaral e Francisco Louçã discorrerem sobre o Estado Social, balançando nós, simples ouvidores, entre a elegância e a sageza moderada de um e a sagacidade atenta, concisa e avançada do outro. Excelente, porém, o debate sobre a Educação! Desde Aveiro (onde fiz a minha primeira e mais rica pós-graduação em administração escolar) e subsequentes conferências na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação em Lisboa que não ouvia falar tão bem sobre estas coisas da Educação. Que bom foi voltar a ouvir dizer coisas boas sobre o que fiz durante quarenta anos – já que nos últimos tempos apenas temos tido direito a ouvir bacoradas do tipo do «eduquês» daquele ministro quadrado que até começou por prometer fazer «implodir» o ministério que dirige (mal) e pelo qual os «distraídos» dos professores se deixaram hipnotizar com o seu sereno linguajar e aquela «cativante» barba de dois dias, e dos seus pequenos sequazes, o maior dos quais é aquele professor(zinho) do Profblog! Que bom foi voltar a ouvir a palavra segura e informada dos Professores João Barroso e António Nóvoa e aquele que me pareceu o melhor de todos e que apenas no fim vim a descobrir ser o Professor Jorge Pedreira, um dos “inimigos públicos” do ministério da educação do governo anterior… Pessoas que sabem muito da História da Educação deste país e de todo o processo diacrónico e do esforço ingente que se fez ao longo dos anos desde o tempo do ministro Veiga Simão (aos quais eu tive a honra de pertencer e participar) para virem agora estes pertinazes atacantes do «eduquês» mas acérrimos defensores de um aberrante e nojento «economês» e destruírem tudo num simples estalar de dedos… E – desculpar-me-ão muitos – o que eu exultei quando ouvi o Professor Jorge Miranda referir-se a Maria de Lurdes Rodrigues como a melhor ministra da Educação de sempre!...

Bom, chega de falar dos debates sobre o Estado Social senão não tenho tempo, ou espaço, para falar dos restantes acontecimentos da semana …

O alvoroço em que os nossos jornalistas ficaram por Cavaco ter promulgado a lei do recebimento do subsídio de férias às pinguinhas no privado! Como se fosse uma coisa inesperada, Deus do céu! Ele promulga todas as leis que lhe apresentem debaixo da barba! Está lá só para isso, não é verdade?!

E como todos os telejornais abriram embandeirando em arco por termos "voltado aos mercados”?! como se disso dependesse a felicidade deste povo! Isto e, não sei por acinte, no mesmo dia foi noticiado com grande estrondo o cumprimento pelo governo dos 5% do deficit! E como foi mostrada a figurinha ridícula do ministro Gaspar como se fosse o herói nacional do momento não havendo outro maior desde o tempo d’Os Lusíadas! Maravilha! Temi, garanto que temi, que se nesse dia houvesse eleições, este governo que baixou drasticamente o nível de vida e a vontade de viver de todos os portugueses, aumentou o desemprego até níveis nunca vistos, baixou ordenados e pensões, sacou os subsídios que pode e não pode, etc. etc. era capaz de ganhar com maioria absoluta!

Por último, em grande golpe de mágica e no estilo de avanços e recuos a que já nos vem habituando, o governo veio anunciar que afinal já não vai privatizar a RTP. Claro! Tem de a “guardar” para no final do ano a vender como fez com a ANA, para «equilibrar» o deficit que combinar com a troika…

Que semana! O que vale é que amanhã vou a Sintra à festa dos 49 anos dos "meus" Diamantes...
                                                                                                                            

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Vivendo como os Amish



 Ora eis-me de volta! Nunca, nem nos meus treze anos, estive cinco dias sem escrever no meu diário. E, desde que iniciei estas minhas lides bloguistas, nem quando vou de férias para o sul onde não tenho tantas possibilidades de usar a net estou cinco dias sem passar cavaco (credo, desculpem o termo, que isto de cavacadas tem muito que se lhe diga…)

Mas voltando à minha inusitada ausência: o certo é que estivemos sem luz desde sábado de manhã, pelo grande vendaval, até à hora do almoço de hoje. Ah! Mas desde domingo à tarde até segunda-feira à hora do jantar acumulámos com uma completa falta de água. 

Não! Ao contrário do que diz o “nosso” primeiro e a minha filha mais velha, eu não sou uma piegas! Por isso não venho aqui queixar-me nem exortar a vossa compaixão, mas ver, a partir de domingo a meio da tarde, todas as casas da minha rua, de toda a área residencial da zona com luz e até a iluminação pública ligada e ser a única casa completamente às escuras é dose! Naturalmente ligámos para os serviços de atendimento da edp que… não atendiam. Eu sei, eu compreendo que as avarias foram imensas e mais que muitas na zona centro. Depois, perto da noite, lá nos atendeu a senhora do call centre que, superdelicada e cheia daquelas mesuras que aprendem naquelas formações do tipo americano que agora estão na moda, registou o nosso ansioso pedido de ajuda.


Na segunda-feira, logo às nove, recebemos a chamada de um diligente funcionário da nossa elétrica a perguntar onde era a minha casa. Fiquei nas nuvens como se, adolescente tonta, estivesse a receber um telefonema do primeiro namorado e, ato contínuo, comecei a dar as indicações de como chegar até cá. Mas logo percebi que o senhor não entendia nada do que eu dizia e foi quando ele me disse que estava em Oliveira de Frades e tinha uma morada completamente diferente da nossa. Engano! Frustração… Toca de voltar à saga de ligar para a senhora do call centre (desculpem, não há designação em língua portuguesa para estes serviços) e fazer novo pedido de ajuda.

Depois, dia após dia à espera de uma chamada de esperança, corridas para a edp, pedidos especiais (cunhas…) a este e àquele, funções básicas à luz de velas, mudança de alimentos para o frigorífico da casa ao lado e para a arca congeladora de uma das filhas, acampar à noite na casa ao lado que, para nosso bem, é apenas casa de férias da cunhada mais nova, voltar ao passe-vite, lavar à mão as roupas mais íntimas e mais leves, ausência de máquinas, ausência de televisão, de telefone, de música, de net, autêntica vida de Amish…



E eu, citadina até à medula, absolutamente apaixonada por este “admirável mundo novo”, pelas maravilhas do século XX e expectante das maravilhas (ou não!) do século XXI que já não verei, obrigada a tradicionalismos anacrónicos e retardados…

Enquanto isto, ontem à noite, o falacioso (ou direi mesmo mentiroso?) senhor António Mexia, industrioso presidente da edp, afirmava, impante, na televisão (que vi na casa da vizinha como boa Amish…) que no primeiro dia depois do vendaval 90% das casas que tinham ficado sem luz estavam servidas, que ontem era de 99%, que o número de casas sem luz era residual e apenas em locais de muito difícil acesso. É o nosso caso: nós vivemos na zona urbana de Leiria – que é, de facto, de muito difícil acesso… Nem queiram saber o que eu vociferei!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Preparados?

Estão preparados para o temporal anunciado?
Estes dois já se estão a ambientar...



Bom fim de semana!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Os cinco cirurgiões



Cinco cirurgiões discutiam sobre quais os melhores pacientes para operar.

O primeiro cirurgião diz: «Eu gosto de ter Contabilistas na minha mesa de operações porque quando se abrem tudo está numerado.»

O segundo responde: «Sim, mas devias experimentar com os Eletricistas! Dentro deles tudo tem código de cores.»

O terceiro cirurgião assegura: «Não, eu cá acho que os Bibliotecários são os melhores. Lá dentro está tudo por ordem alfabética!»

O quarto interrompe e afirma: «Sabem, eu gosto é de Trabalhadores da Construção. Esses compreendem sempre que sobram partes no fim e quando o trabalho leva mais tempo do que o acordado

Mas o quinto cirurgião calou a boca aos companheiros quando observou: «Vocês estão todos enganados. Os Políticos é que são os mais fáceis de operar. Não têm tripas, não têm coração, nem miolos, nem coluna. Têm apenas dois órgãos: a boca e o olho do cu – e são permutáveis…»

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Chuva


Farta, fartinha de chuva!
E não só...