quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Solidariedade


Amigos, a Turista e a Miss Scarlet lançaram uns belos de uns leilões solidários para discretamente ajudarem umas famílias que estão em sérias dificuldades.

Se puderem dêem lá um salto, pode ser?

Aqui fica o link


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Avril au Portugal

A invenção do Allgarve não foi de todo inovadora. Quando nos idos de 50/60 o SNI pensou em promover o nosso belo país, o seu clima ameno e as suas praias paradisíacas no estrangeiro, resolveu transformar o fado Coimbra na canção Avril au Portugal e difundiu-a pela Europa. Eu, que nunca fui fá de fados, até preferia a versão francesa. Mas não conhecia a versão cantada e tocada por Louis Armstrong em 1953, segundo dizem, e que me chegou por mail.

Querem ouvir?



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Grande regabofe!


Às vezes tenho notícias sobre o que vai acontecendo pelas escolas em que movi e com que convivi durante toda a minha vida profissional. Foram muitos anos e muita a energia que lhes dediquei por isso não faço o mínimo esforço para deixar de me interessar por essa ambiência. Garanto que já não sofro (muito) com as novidades, mas não posso dizer que não fico surpreendida, ou direi mesmo espantada, senão mesmo embasbacada e de boca aberta com algumas coisas.
É preciso ver que tudo isto acontece tendo como pano de fundo um ministério da Educação «implodido» - saiba-se ou não o que isto quererá dizer – por um ministro de falinhas mansas que muito encantou os professores e por uma DRE(C) moribunda que, tal como antes de estar moribunda, decide, ou melhor, não decide, aconselha e não aconselha, mas antes pelo contrário. 

Então fiquem a saber que:

  • Uma escola secundária A lançou um convite à escola secundária B para formarem um mega agrupamento e assim evitariam o incómodo de se ligarem a qualquer EB 2/3. Naturalmente A manteria a direção sobre B…
  • Em finais do 1º período os Agrupamentos C, D, E, F … foram informados pela moribunda DREC que no início de Janeiro estariam formados todos os mega das redondezas. Pânico! Desorientação! Incerteza! Entretanto Janeiro chegou e apenas um Agrupamento foi mega agrupado…
  •   Face a estes avanços e recuos (que até nem são costumeiros neste “nosso” governo!) um Agrupamento X dirigiu-se a uma secundária Y pedindo para ser mega agrupado por ela. Resposta do brilhante e secundário diretor: que nem pensassem, que não queriam receber os alunos daquele Agrupamento X; ainda se fosse para receberem os alunos dos Agrupamentos W ou Z, vá que não vá, agora de X, nem pensar!
  •  Outro reluzente diretor que, não sei por que plano de melhoria que assinou, quer a todo o custo reduzir o insucesso escolar, chama os alunos de cada turma que tiveram mais de X negativas e confronta-os com o elevado custo para o orçamento público de cada aluno que fica retido, depois diz-lhes que só pode ficar retido um aluno por turma e pergunta-lhes quem quer ficar retido. Então assina com cada um deles um «contrato» em que os miúdos se comprometem a subir os níveis nesta e naquela disciplina. Os papelinhos ficam guardados e registados para depois serem mostrados às ridículas equipas que fazem aquelas ridículas avaliações externas às escolas e cujos resultados são dados em proporção direta ao número de papeis apresentados… Entretanto os miúdos devem gozar à brava com os contratos do senhor diretor…
  •  Uma empresa de catering que fornece os almoços às escolas de quase todas as letras do alfabeto aqui da zona apresenta uma alimentação de duvidosa qualidade e que mal chega para todos os alunos que se apresentam no refeitório; as direções e os pais queixam-se à DREC e voltam a queixar-se. Mas a dita empresa só é chamada a prestar contas e a arrepiar caminho depois de uma estação televisiva ser metida ao barulho…
  •  Um Agrupamento J, para fazer a contratação de professores, definiu uns quaisquer subcritérios em que só faltava dizer que não queriam contratar o candidato X; depois  atabalhoou e salganhou o concurso de modo a contratar no mínimo espaço de tempo o candidato que interessava. Ato contínuo o candidato ultrapassado apresentou recurso hierárquico para a moribunda DREC e para o implodido ministério. Já passaram três meses e resposta? Nenhuma.
Vivemos num país ao deus-dará, onde não podemos sentir qualquer tipo de segurança, onde não há uma linha de coerência de nenhuma ordem, onde cada um faz o que muito bem entende, bem ou mal ou antes pelo contrário. 

Pois se até o que é decidido pelos tribunais é ignorado e esquecido! Veja-se o caso Macário…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ainda a propósito do Franquelim


Uma vergonha, não é? Esta nomeação de um senhor que esteve intimamente ligado à golpada do BPN para secretário de Estado. E ainda o mais ignóbil foi o senhor presidente dar-lhe posse. Claro! Um amigo, um apaniguado, um facilitador - como não dar-lhe posse? E a quem a imprensa e a comunicação social assaca a responsabilidade desta (e doutras) aleivosia? À oposição, pois claro!... É preciso por todos os meios obscurecer a oposição para desculpar e dar alento a este bando de energúmenos que este povo tristemente sebastianista elegeu para nos "governar".

Não quero porém alongar-me em divagações porque, sobre o assunto, houve quem tivesse escrito muito melhor que eu e não resisto a deixar esse texto aqui.

Tropeçar no vilão

O caso de um membro de uma associação criminosa, chamada SLN, que aceitou integrar a delegação permanente da troika em Lisboa, e que, erradamente, se costuma designar por "governo", está longe de ser um exclusivo português. A crise global tem muitas características. É política. É ambiental. É financeira. É económica. Mas aquilo que a distingue é a sua natureza moral. A crise desfaz as máscaras e rasga os véus. Logo em 2008, ficou claro que, desde há décadas, os governos não passavam de obedientes agentes de uma rede de interesses ligados a uma parte do capital financeiro. O Goldman Sachs, com empregados seus em quase todos os executivos do mundo, ficou como símbolo de uma realidade mais vasta. O problema fundamental não reside só em perceber como as nossas democracias são frágeis e ineficazes. O problema é que a gente que manda, os banqueiros e especuladores que vivem acima da lei, nos casos Monte Branco, Libor, e outros, esses homens que, da UE aos EUA, utilizam o crime como ferramenta de trabalho, essa gente manda, mas não forma uma elite. Uma elite constitui-se em torno de valores comuns. De uma visão da sociedade. De um projeto de futuro. De uma capacidade de diferenciar o bem e o mal. Uma elite, se necessário, será capaz de se sacrificar pelos valores que protagoniza e pelo mundo em que acredita. O melhor exemplo disso foi dado pela elite financeira no naufrágio do Titanic, em 1912. Dos 400 homens super-ricos que viajavam em 1.ª classe, 70% morreram afogados. Há registos, recordados num ensaio de F. Zakaria, que nos confirmam que J. J. Astor, a maior fortuna do mundo de então, acompanhou a sua mulher até ao bote salva-vidas, recusando-se a entrar enquanto existissem mulheres e crianças por salvar. O mesmo fez B. Guggenheim, que ofereceu o seu lugar no bote a uma mulher desconhecida. Se o Titanic naufragasse em 2013, estou seguro de que quase todos esses 400 super-ricos chegariam são e salvos, deixando para trás, se necessário, as suas próprias mulheres e crianças. A gente que manda hoje no mundo acredita apenas no sucesso egoísta, traduzido em ganhos monetários, pisando todas as regras e valores. Os aventureiros que conduziram a humanidade à atual encruzilhada dolorosa não passam de jogadores que transformaram o mundo num miserável reality-show. Tirando o dinheiro, nada neles os distingue da gente vil, medíocre e intelectualmente indistinta que se arranha para participar nesses espetáculos insultuosos para com a condição humana. Quando andarmos pela rua, é preciso ter cuidado. É preciso olhar lá bem para baixo. No meio do pó e da lama, habita a vilanagem que manda no mundo. Cuidado para não tropeçarmos nalgum deles...

Viriato Seromenho-Marques

DN, 4/Fev/2013
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Xana Toc Toc

Acreditam que fui ao Teatro assistir a um espetáculo de «music-hall» para criancinhas?  E o Teatro que tem lugar para mais de 700 pessoas, estava cheio de criancinhas - meninas em grande número - acompanhadas dos paizinhos ou das mãezinhas ou das avozinhas (que foi o caso...) e esgotou a lotação para duas sessões.

Tonto que baste, diga-se. Mas o que os miúdos adoraram e gritaram e cantaram!







Tonto que baste, mas valeu quanto mais não fosse, para registar expressões como estas... (a dançar em cima da cadeira...)






sábado, 2 de fevereiro de 2013

A última ceia...

Há dias encontrei esta versão d' A Última Ceia de Renato Casaro no blog da Teté que achei engraçada.



E não é que me lembrei de uma outra versão que vi por aí e que é ainda mais engraçada?




Mas vejam o que aconteceu quando o Gaspar passou o IVA da restauração para 23%!



Divirtam-se!
Tenham um excelente fim de semana!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Felicidade



O mundo ocidental tem destas coisas. Em finais de 90 apareceu a «qualidade de vida». Entrou na escola devagarinho, naquele tempo em que – decorrente dos estudos incluídos nos Documentos Preparatórios da excelente Comissão de Reforma do Sistema Educativo, encomendados pelo ainda mais excelente ministro Roberto Carneiro – a modernidade entrava na escola para, discretamente, ser absorvida pelos alunos (coisa que o atual ministério “gloriosamente” implodido pelo “garboso” (C)rato não faz a mais pálida ideia do que se trata). Lembro-me bem da novidade que foi quando vi essa noção introduzida num livro de textos do 9º ano de Inglês e de como com essa temática ganhei um projeto Comenius de intercâmbio de ideias e trabalhos de alunos da “minha” escola com três outras escolas europeias: Milão, Nottingham e Umeö. 

Ao princípio, era uma noção ligada às condições de vida em termos ambientais ao bem-estar físico dos cidadãos. Depois foi-se alargando ao bem-estar emocional, psíquico, social, cultural das pessoas, tudo enfim que tivesse a ver com as condições de vida em geral.

Sabemos como nós, portugueses, por influência do que vem de fora ou por manifesta falta de vocabulário – embora a nossa língua tenha um léxico riquíssimo, desconhecido embora de grande parte de nós – usamos até à exaustão um termo ou uma expressão que se nos cole ao ouvido, por isso não é de admirar que a expressão esteja um bom bocado estafada. Além de que, para expressão, também está bastante enrugada e demodée… Por isso urge encontrar outra igualmente forte, simples, se possível importada e que alegre o pessoal (que tão deprimido anda!) E ela aí está: FELICIDADE. Importada de uma tal organização a Global Happiness criada há alguns anos na Suécia (que por acaso é um país e um povo iguaizinhos aos nossos…) E até já temos presidente para a nossa delegação promotora da felicidade… Diz o senhor presidente que «as pessoas têm cada vez mais consciência de que o mundo precisa de mudança ao nível económico e social e de que no próximo paradigma de sociedade terão de ser analisados parâmetros como o grau de felicidade dos povos.» 

Ora o «grau de felicidade» dos portugueses, penso eu, subiria rapidamente se se vissem livres deste governo desnorteado, deste primeiro-ministro pedante e ridículo que na Assembleia usa aquele tom pseudo-grandíloquo que deve pôr o Camões às voltas na tumba, deste presidente da República com aquele ar empalhado que diz que não, que não, mas depois assina todas as leis sejam ou não inconstitucionais, do (in)Seguro chefe da oposição, daquele rei mago «mais escurinho» e dos outros, do Gaspar, do Ulrich, do Borges e do Soares dos Santos, do BPN e do Banif, da Jonet, do Relvas, da Teresa Caeiro, do Godinho Lopes, do Marcelo e da Judite de Sousa e por aí fora …

O «grau de felicidade» dos portugueses subiria em flecha se lhes fossem restituídos os seus empregos, os seus ordenados e as suas reformas completas, os seus apoios sociais, a confiança na continuidade do seu trabalho, o seu poder de compra…

É que o dinheiro não traz a felicidade, mas ajuda muito… E é aí que me vem à cabeça uma cançoneta francesa bem tonta que há muitos anos passava na rádio e que começava assim: «L’argent ne fait pas le bonheur…» e aqui o locutor interrompia e dizia: «mas ajuda muito!»

Oiçam a cançoneta – se conseguirem… 

 E, já agora, citando o nosso saudoso Solnado: «Façam o favor de ser felizes!»