domingo, 17 de março de 2019

Ils sont fous ces anglais...



Tradução livre.

Uma breve história da relação da Bretanha com a UE

Reino Unido: queremos mm desconto nas taxas-
UE: Ok.
Reino Unido: Não queremos pertencer ao Euro.
UE: Ok.
Reino Unido: Não queremos pertencer ao espaço Shengen.
UE: Ok.
Reino Unido: Queremos uma restrição dos benefícios até as pessoas trabalhem aqui durante algum tempo.
UE: Ok.
Reino Unido: Queremos deixar de pagar os benefícios às crianças que não estão no Reino Unido.
UE: Ok.
Reino Unido: Queremos expulsar as pessoas que vêm para cá e não querem trabalhar nem têm como se sustentar.
UE: Está bem; também podem.
Reino Unido: Queremos montes de tratamento especial que os outros países não conseguem.
UE: Bem… não podemos dar isso sem a concordância de todos os outros.
Reino Unido: Se não nos dão o que queremos, vamo-nos embora.
UE: Estão a exagerar, mas vocês é que sabem…
Reino Unido: Está bem, então saímos.
UE: Então adeus.
Reino Unido: Agora que estamos de saída queremos tudo o que tínhamos antes.
UE: Bem…. Isso não funciona assim…
Reino Unido: Se não nos dão o que queremos, vamos embora sem nada.
UE: (coçando a cabeça) Ok… er… er… pois…
Reino Unido: Estamos a falar a sério: vamo-nos embora sem nada para vos dar uma lição.
UE: Então adeus (outra vez).





sexta-feira, 15 de março de 2019

Volta Freud...


É assim desde as minhas mais recônditas memórias: este constante medo de que me ralhem…

Poderia Freud explicar isto? Ou Jung, ou Lacan ou sei lá quem...

Raios partam a mente humana!





terça-feira, 12 de março de 2019

Uma dieta equilibrada

Porque é preciso rir.... e porque é importante manter uma dieta equilibrada...

Veja como deve fazer ...




sexta-feira, 8 de março de 2019

Mulher


A Luz que Vem das Pedras

A luz que vem das pedras, do íntimo da pedra,
tu a colhes, mulher, a distribuis
tão generosa e à janela do mundo.
O sal do mar percorre a tua língua;
não são de mais em ti as coisas mais.
Melhor que tudo, o voo dos insectos,
o ritmo nocturno do girar dos bichos,
a chave do momento em que começa o canto
da ave ou da cigarra
— a mão que tal comanda no mesmo gesto fere
a corda do que em ti faz acordar
os olhos densos de cada dia um só.
Quem está salvando nesta respiração
boca a boca real com o universo?

Pedro Tamen, in "Agora, Estar"



A Vénus de Botticelli


sábado, 2 de março de 2019

Deprime-me o Carnaval


Deprime-me a época do Carnaval. E não é por não gostar desta quadra como afirma grande parte das pessoas minhas conhecidas. Eu sempre me considerei uma pessoa divertida e que gosta de se divertir, por isso gosto, ou melhor, gostava de brincar ao Carnaval.

Lembro-me, ainda em Algés, que a minha avó me levava de elétrico ao cinema do Restelo em Belém, às matinées para crianças onde muitas delas estavam mascaradas e onde se atiravam serpentinas e papelinhos de cores bem vivas e os já muito esquecidos saquinhos de serradura que tanto faziam doer em quem eles acertavam… E, claro, as irritantes bisnagas de água com nos molhavam a cara e os cabelos. E eu, que era uma menina educada sozinha com os meus avós, sossegada e tímida, achava tudo aquilo tão divertido, tão fora do meu mundo cinzento…

Depois, Sintra, já na adolescência, no tempo do colégio felizmente misto, vieram as festas em casa desta e daquela, os primeiros bailes dos meus Diamantes, o primeiro baile na garagem não sei de quem lá para baixo para a Rua da Pendoa ou para a Rua da Biquinha, os bailes da SUS, aquela loucura anos 60 – se bem que uma loucura algo permitida, algo dominada – as festas em nossa casa, as mascaradas trapalhonas, os primeiros beijos…. Viviam-se as semanas a estudar muito para restar todo o tempo livre para as festas nos fins de semana.

A Faculdade trouxe outra etapa, outros amigos, outro namorado. Adeus Diamantes! As festas de receção aos caloiros no Espelho de Água, os bailes de carnaval nas Belas-Artes, a louca música dos carnavais brasileiros e os próprios dos jovens brasileiros que por cá andavam e estudavam. Tanto divertimento! Tanta emoção!

E já adultos e casados, ainda houve festas de Carnaval e de Passagem de Ano, com muita música e muita dança e muito divertimento. Mas nunca nada de desfiles ou de corsos com aqueles deprimentes carros alegóricos cheios de meninas em bikini a fingir que sambam, mas a tiritar com frio. Esse nunca foi o meu Carnaval.

Porém a vida, na sua inexorável trajetória, começou a descrever o arco de volta inteira (ou de volta abatida, sei lá!) e as festas e as folias deixaram de surgir e de fazer sentido. Ficou a memória e uma certa nostalgia, pois que mais poderia restar.

E são essa memória e essa nostalgia – junto com os primeiros estremeções que a primavera nesta altura do ano dá no ar e este novelo labirinticamente emaranhado em se me move a mente – que me deprimem.

Hélas! 



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Do anedotário pessoal...


O facto é que, como estou já na dita idade do condor: com dor aqui, com dor ali, com dor acolá, dei comigo a dizer que estou um emplastro exatamente porque não me mexo

E lembrei-me …

A minha avó – anos 50 – usava muito os emplastros para as dores nas costas. E eu que vivi com ela até aos meus dez anos, acompanhava-a para todo o lado e também à farmácia Nifo, lá em Algés, onde ela pedia «um emplastro poroso». Como era espanhola, pronunciava muito mal o português pelo que, para mim, durante alguns tempos, pensei que os ditos calmantes das dores se chamavam emplastro por osso – expressão que não me fazia sentido nenhum…

Melhor ainda, foi aqui a menina já no seu 2º ou 3º ano do liceu, quando se jogava muito o jogo das palavras (uma tabela de temas que tínhamos de preencher com palavras começadas por várias letras do alfabeto) andou no dicionário à procura de como se escrevia a palavra «autoclismo». Pois procurei no O (de otoclismo ou de outoclismo) no H (de hotoclismo) e só no fim de muita “investigação” é que descobri a ortografia certa… Mas espantem-se mais! Neste busca, estava acompanhada por uma amiga que já frequentava o 7º ano do liceu (atual 11º)…

E já agora, outra das minhas bacoradas de adolssssente inconssssiente: no meu 3º ano do liceu (atual 7º) a professora de Português perguntou-me que nome se dava (e dá) a uma estrofe com dois versos. E eu, que à época andava mais interessada na bela música emergente dos inícios de 60 do que no número de versos das estrofes, respondi ato contínuo: - Duo ou dueto! Nem queiram saber o que ela se fartou de ralhar!!!





sábado, 23 de fevereiro de 2019

José Afonso (1929 -1987)

Faz já 32 anos que tão cedo partiu. Tinha apenas 57 anos. Vale bem a pena recordá-lo pela voz, pelas músicas que compôs, pelas letras que escreveu e que musicou, pela luta que empreendeu ao longo da vida!





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

«Tenho uma saudade braba»


Passam já 41 anos (fez ontem) sobre a partida do grande senhor da Letras e da Língua e Cultura Portuguesas, meu querido Professor, Vitorino Nemésio. 

Não esqueço nunca a sua erudição, a sua imensa sabedoria, a sua terna sensibilidade nas aulas e nas provas orais a que tínhamos de nos sujeitar obrigatoriamente...

Deixo aqui a minha «saudade braba» do professor e desses tempos de juventude.


Tenho uma saudade tão braba
Da ilha onde já não moro,
Que em velho só bebo a baba
Do pouco pranto que choro.

Os meus parentes, com dó,
Bem que me querem levar,
Mas talvez que nem meu pó
Mereça a Deus lá ficar.

Enfim, só Nosso Senhor
Há-de decidir se posso
Morrer lá com esta dor,
A meio de um Padre Nosso.

Quando se diz «Seja feita»
Eu sentirei na garganta
A mão da Morte, direita
A este peito, que ainda canta.

Vitorino Nemésio, in "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"



Obra de V. Nemésio
(foto de Adélio Amaro)

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Hoje é o Dia do Gato!

Por isso, deixo aqui alguns exemplares.

Espero que gostem, suas gatas!!!!










E que tal?!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019



Faz hoje anos, muitos - 54 para ser exata - que os esbirros de Salazar assassinaram o general Humberto Delgado.

Depois de lhe roubaram a eleição para a presidência da República em 1958 da forma mais infame, mataram-no apenas porque era uma ameaça ao regime.

Mais infame foi que, depois da Revolução nada aconteceu a esses e a outros esbirros que atormentaram o povo, prenderam, julgaram e torturam tantos homens e mulheres - e nada de mal lhes aconteceu...

Que povo este...


«Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.»  Miguel Torga


sábado, 9 de fevereiro de 2019

Ai estes nossos magistrados!


Que muitos dos juízes e dos magistrados da nossa praça têm um enorme défice de competência e de formação pessoal não é novidade para ninguém!

Têm dado provas disso às dezenas: no que toca aos políticos então têm sido de uma parcialidade discricionária assustadora e quanto ao binómio homem – mulher, isso então nem é bom pensar! Basta referirmos o hediondo caso do juiz Neto de Moura…

Muito por isso, vamos em início de fevereiro e já foram dez – DEZ – as mulheres assassinadas pelos companheiros ou ex-companheiros.

Este caso do homem do Seixal que assassinou a sogra e a filhita de dois anos é mais um e dos mais horrendos!

Mais doloroso é sabermos que a ex-companheira apresentara queixa na Polícia que, depois de ter feito a sua investigação, se pronunciou como sendo um caso muito grave e deu estatuto de vítima à mulher e à menina.  Só que,  quando o processo chega ao Ministério Público, não sei que magistrado, formado não sei em que escolas e em que família, considerou o caso pouco grave a acabou por arquivá-lo!

Os agressores que perpetram os crimes não deveriam sequer ser considerados pessoas já que carregam toda a espécie de falhas e frustrações psíquicas, comportamentais, sociais e sei lá que mais e, se se deixarem viver, são – ou deveriam ser – judicialmente punidos. Mas estes senhores magistrados não deveriam ser seriamente responsabilizados por, por inépcia ou desmazelo ou seja lá por que for, permitirem que estes crimes aconteçam?!

Vi hoje num telejornal que o MP, no ano de 2018, arquivou 21 mil queixas de violência doméstica!

Assim, bem podemos contar com muitos mais assassinatos de mulheres…




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Homens vs Mulheres

Como não tenho tempo nem grande disponibilidade mental para mais, deixo aqui mais uma imagem que, como (quase) todas as imagens, vale por mil palavras.



Bom fim de semana!

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Os três macacos agora já são quatro!




Cuidado com o uso do telemóvel!
Boa semana.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Grrrrr... está cá um frio!

Claro que está frio! É inverno, que se há de fazer?!

A minha amiga Susie, que vive na cidade de Picton, na margem norte do lago Ontário, enviou-me ontem estas belas imagens...









36º negativos.... Grrr....

Por cá, com a Helena e mais o Gabriel e mais não sei quem, também estamos a ter uns dias bem agrestes com chuvadas fortes, ventos e granizo...

Já mandei fazer um fatinho destes...

Que vos parece?...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Última atuação dos Beatles

30 de Janeiro de 1969.

Foi exatamente há 50 anos que o grupo formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr subiu, de surpresa, ao topo do prédio onde ficava a Apple Corps, empresa da própria banda que, entre outras coisas, era também estúdio de gravação e tocou pela última vez em público.

E depois de dizerem e repetirem  que não os deixássemos down... foram eles que nos deixaram mesmo down.....

Que saudades!




terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Adivinha

Hoje vai uma publicação ao estilo do meu/nosso querido amigo Rui da Fonte: saberão os meus amigos dizer-me aonde pertence esta bela foto antiga?

É bem fácil...




sábado, 26 de janeiro de 2019

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Aviltamento


Enquanto portuguesa, cidadã, professora de Português e grande apreciadora do poeta dos vilancetes cem glosados, das cantigas de filigrana, dos sonetos perfeitos e da grande, enorme, luminosa epopeia portuguesa, sinto-me dececionada (não com o presidente que esse nunca nem por um dia me criou ilusões), humilhada, aviltada pela escolha que o atual presidente fez para presidir à celebração do Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades. 

Camões deve estar "aos saltos na tumba"! E qual é o português, quais são as comunidades que se reveem em alguém que nunca deu provas em nenhum campo da ciência, da escrita ou do conhecimento em geral, alguém sem qualquer tipo daquela grandeza necessária para nos representar, num simples fazedor de palhaçadas de mau comediante (sem ofensa para os palhaços nem  para os comediantes de profissão, naturalmente!)?



Recolhendo as sempre bem escolhidas palavras do escritor Mário de Carvalho, transcrevo a sua opinião expressa na sua página de facebook, com a qual não podia concordar mais.

«Admitindo que o actual Presidente da República visse conveniência em nomear para o 10 de Junho, Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, uma personalidade de direita, não lhe faltariam, em alto nível, cientistas, médicos, professores, arquitectos, artistas, escritores dessa tendência... Assim evitaria o desprestígio do acto. O achincalho. O desconforto do popularucho.»

Tenho para mim que, numa febre de popularidade, Marcelo está a perder o auto controlo...


sábado, 19 de janeiro de 2019

Exposição de Eça e Os Maias na Gulbenkian

Ontem foi dia de "visita de estudo" com os alunos seniores. Foi tempo de visitar a exposição de «Eça e Os Maias - tudo o que tenho no saco» organizada pela Fundação Gulbenkian.

Mais uma exposição com a qualidade a que a Gulbenkian nos habituou: muito bonita, muito sóbria, muito bem fundamentada, muito ampla naquele espaço amplo e muito bem apresentada pela guia que nos recebeu e acompanhou. 

Nem só de «Os Maias» trata a exposição. A primeira sala dedica-se à «Vasta Máquina» de 1888 que foi o ano da publicação da obra em dois volumes. 

Em carta ao seu amigo Oliveira Martins, Eça dirá : 

«Os Maias saíram uma coisa extensa e sobrecarregada, em dois grossos volumes! Mas há episódios bastante toleráveis. Folheia-os, porque os dois tomos são volumosos de mais para ler. Recomendo-te o começo, as primeiras 100 páginas; certa ida a Sintra; as corridas; o desafio; a cena no jornal A Tarde; e sobretudo o sarau literário. Basta ler isso, e já não é pouco. Indico-te, para não andares a procurar através daquela imensa massa de prosa.» 





A segunda sala mostra o percurso de vida do autor antes de escrever a sua obra prima., nomeadamente as viagens pelo Oriente e que tanto influenciaram toda a sua obra.








Depois falam-nos da «guerra» que Eça e os seus amigos da Geração de 70 declararam ao Romantismo. 






Noutra sala,subordinado ao tema Norma e Desejo, grande destaque para «O Crime do Padre Amaro» com quadros da pintora Paula Rego.





Na Cela
Entre as Mulheres
E muitos outros aspetos do multifacetado e multi viajado escritor.


O dandismo



Os vencidos da vida





A crítica e a ironia

E alguns objetos pertencentes ao escritor.












Vale bem a pena visitar!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

What now?

E agora, Mrs May, o que se segue?