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sábado, 11 de junho de 2016

Somos uns tristes!!

A notícia diz isto:

Renúncia definitiva de Portugal à nau “Bom Jesus” (1533) direitos foi negociada por Paulo Portas quando era responsável pelos Negócios Estrangeiros.

O Estado português renunciou em 2013, ao direito de ficar com o “Bom Jesus”, uma nau portuguesa do século XVI, da Carreira da Índia, cujo tesouro chegou a ser avaliado por arqueólogos entre os 70 e os 100 milhões de euros.

A história sobre o navio histórico, encontrado nos mares da Namíbia e foi notícia da cadeia de televisão americana “Fox News” esta quinta-feira.

A renúncia definitiva de Portugal aos seus direitos foi negociada por Paulo Portas, quando era responsável pelos Negócios Estrangeiros e o memorando de entendimento com a Namíbia foi assinado pelo então secretário de Estado da Cultura Jorge Barreto Xavier.

Ouvido pelo CM, Barreto Xavier diz que “não se recorda dos termos” mas o que quer que tenha assinado, “nunca colocaria o Estado Português em desvantagem”.



Um pouco de História:

«Há cinco séculos, um navio carregado de ouro naufragou ao lado de uma praia cheia de diamantes.

Um navio mercante português do século XVI, carregando uma fortuna em ouro e marfim a caminho de um famoso porto de especiarias na costa da índia, é desviado para longe da sua rota por uma terrível tempestade ao tentar contornar a extremidade austral de África.

Dias mais tarde, castigado e quebrado, o navio afunda-se numa misteriosa costa envolta em nevoeiro, salpicada com mais de cem milhões de quilates em diamantes, uma ironia cruel para os sonhos de riqueza dos marinheiros, que nunca voltaram a casa.

Este conto improvável ter-se-ia perdido para sempre sem a descoberta dos destroços de um navio numa praia a Sul de Sperrgebiet em Abril de 2008.

Trata-se da rica mina de diamantes, famosa pela sua inacessibilidade junto à foz do rio Orange, na costa meridional da Namíbia.

Um geólogo trabalhava na área de mineração U-60 quando encontrou aquilo que, à primeira vista, pensou ser metade de uma esfera de rocha perfeitamente redonda. Curioso, pegou-lhe e percebeu de imediato tratar-se de um lingote de cobre.

O lingote era do tipo utilizado para comprar especiarias na Índia durante a primeira metade do século XVI. Mais tarde, os arqueólogos descobririam 22 toneladas destes lingotes sob a areia, bem como canhões e espadas, marfim e astrolábios, mosquetes e cotas de malha.

E ouro, evidentemente. Mãos-cheias de ouro: nas escavações, encontraram-se mais de duas mil belas e pesadas moedas, sobretudo excelentes espanhóis, com as efígies de Fernando e Isabel, mas também requintados portugueses com as armas de Dom João III, algumas moedas venezianas, islâmicas, florentinas e de outras nacionalidades. São de longe os mais antigos e os mais ricos destroços de um navio naufragado descoberto na costa da África subsariana.



Nenhum dos tesouros inflamou tanto a imaginação dos arqueólogos como o próprio naufrágio: um navio português da armada das índias da década de 1530, o pico dos Descobrimentos, com a sua carga de tesouros e bens comerciais intactos, jazendo, insuspeito, nestas areias durante quase 500 anos.»

(leia mais em  
http://afmata-tropicalia.blogspot.pt/2012/03/naufragio-em-zona-proibida-moedas-e.html


E o irrevogável ministro dos Estrangeiros - que está a preparar-se para fazer o tirocínio para PR - renunciou a tudo isto liminarmente e sem qualquer explicação!

Porque será que me lembrei do Sousa Lara?! Somos unstristes!!

domingo, 13 de março de 2016

Nat King Cole canta em português

Lembram-se de Nat King Cole a cantar em português naquele doce sotaque muito dele? «Eu tenho uma andorinha que me fugiu da gaiola...» 

Mas hoje lembrei-me do «Quero chorar não tenho lágrimas que rolem na face p'ra me socorrer...»

Foi mesmo a propósito daquela irrevogável lágrima de crocodilo que o Paulo Portas quase não conseguia deitar ao despedir-se da direção do CDS...







sábado, 4 de julho de 2015

As frases da semana

Não há dúvida acerca da frase da semana! Foi a pérola lançada por aquela espécie de presidente da República comentando da forma mais frívola - de quem está congelado faz tempo - uma hipotética saída da Grécia do euro. 

«Somos 19 países, se [a Grécia]sair ficam 18

O melhor comentário que li sobre este triste comentário foi o seguinte.




Não pior é a frase que o irrevogável Portas tem repetido toda a semana até à exaustão como leit motiv da sua pré campanha eleitoral.

«Portugal não é a Grécia!»

De facto, não é, não! Porque se fosse, estaria ele em muito maus lençóis...




terça-feira, 1 de julho de 2014

O cúmulo da hipocrisia!

Considero o desemprego uma das piores chagas sociais já que acarreta muitas outras chagas sociais e familiares e todas.

Desde que esta espécie de governo, na sua sede incontida de «ir ao pote», tomou conta do país destruindo-o e vendendo-o a retalho, as vidas de tantas e tantas famílias sofreram o maior trambolhão em muitas décadas com a sua sanha furiosa do empobrecimento das pessoas e o aniquilamento da economia.

Indústria e comércio passaram a fechar portas dia após dia e o chamado funcionalismo público sofreu (e continua a sofrer) cortes inauditos. Nos Centros de Emprego as filas de desempregados nunca mais pararam de crescer e a emigração voltou aos níveis numéricos dos tristes anos 60 em Portugal.

As taxas de desemprego subiram a números nunca pensados sem que houvesse preocupação e muito menos estratégia por parte dos «governantes» para, a bem das pessoas, tentarem inverter a trágica situação das pessoas. Antes tem havido – ah lá isso tem! – um aproveitamento ao nível do nojento por parte do «patronato» para usarem de força, chantagem e abaixamento de salários e de benefícios. E quanto a criação de novos empregos, zero ou menos do que isso.

E agora, como que por milagre de alguma outra santinha da Ladeira, as taxas de desemprego descem, descem e continuam a descer… até o Eurostat vem corroborar. Como é que o desemprego desce sem que o emprego aumente? Só há uma explicação numérica, objectiva: os desempregados emigram ou então – que é pior – acaba-se-lhes o direito ao subsídio e são cortados das estatísticas. Passam à categoria de indigentes e pronto – é um alívio, um sossego para os “nossos” mui competentes “governantes”!

E aí vem o trampolineiro, o teatral, o irrevogável Paulinho das Feiras, amigo dos velhinhos que estão nos lares e não sei que outros apodos hei-de usar nele, exultar berrando aos sete ventos que «a descida do desemprego é um sinal de esperança».

É o cúmulo da hipocrisia!!




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O guionista



Passos Coelho arranjou uma tarefa adequada para o seu Vice-Primeiro: fazer guiões! O dr. Portas está para apresentar o guião da reforma do Estado, que anda a escrever desde Novembro de 2012. Que esteve para ser apresentado em Fevereiro, que esteve para ser apresentado antes das férias de verão, depois do regresso da birra e agora é que é. Era para ser amanhã mas fica para a próxima quinta-feira. Quem já esperou um ano pode esperar mais uma semana. Estamos todos em pulgas para ler o guião de Paulo Portas…. Isto é, para ver como ele safa o rabo que Passos Coelho lhe espetou, ao associar o seu guião da reforma do Estado, com a realidade da austeridade.

(ideia aproveitada do facebook)




domingo, 7 de julho de 2013

Irrevogável


Se fosse numa prova de exame, este exercício de escolha múltipla estaria muito mal elaborado porque todos as hipóteses são verdadeiras não havendo lugar a distratores, mas no nonsense que é o momento atual da política portuguesa tudo é possível e todas as hipóteses são verdadeiras e distratores a um tempo.

Para o dr. Paulo Portas, irrevogável foi mesmo "ir ali e já volto" e, mesmo junto daqueles que verdadeiramente votaram nele, ele fica efetivamente muito mal visto. Fez umas birras e agora volta para o governo como se nada se tivesse passado.

A não ser que, como disse há pouco o patrãozinho Nuno Melo, o dr. Paulo Portas tivesse usado a palavra irrevogável sem ter mentido porque saiu de ministros dos Negócios Estrangeiros e volta na figura - triste figura, digo eu - de vice-primeiro-ministro.
 
Dá-me vontade de pedir emprestado aquele poema de Pessoa "Autopsicografia" e apresentando-lhe todas as desculpas possíveis, parafrasear e escrever assim:


   O político é um fingidor.
   Finge tão completamente
   Que chega a fingir que é dor
   A força com que nos mente.

E todas estas paráfrases e perífrases e perifrásticas e esquemas periférico que aconteceram ao longo desta semana  bem como irrevogável e irreversível desfecho que se adivinha só acontece devido ao peripatético presidente que temos.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

We all live in the yellow submarine!


We all live in a yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine,
We all live in a yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine.

And our friends are all aboard,
Many more of them live next door,
And the band begins to play.

É assim que nós andamos todos no país: num submarino amarelo ao sabor das ondas e com fortes probabilidades de bater no fundo.

No tempo do governo de Durão Barroso/Paulo Portas (2002/2004), este, enquanto Ministro da Defesa, comprou à Alemanha dois submarinos.

A empresa alemã admitiu que terá pago "luvas" no valor de 62 milhões de euros a Portugal e à Grécia para garantir o negócio faca a empresas concorrentes, tendo o governo português pago mais de mil milhões de euros pela interessante compra.

Paulo Portas fotocopiou 61 mil documentos confidenciais quando, em 2005, deixou o Ministério da Defesa. (Porquê? Para quê?)

Dois gestores da empresa alemã já foram condenados por suborno.

O ex-ministro grego já foi preso por corrupção.

E em Portugal, o que se passa? Nada! Quem aceitou as ditas "luvas"? Não se sabe!

O Ministério Público, que está a investigar o caso da compra dos submarinos, afirma, pela pena de um dos seus procuradores, que «Apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos respetivos serviços [da Defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação». 

O atual Ministro da Defesa, entretanto, afirma que não sabe de investigação nenhuma e que ninguém lhe perguntou, ou aos serviços, pela documentação...

Não me digam que não vivemos mesmo num submarino amarelo, ao sabor das ondas e sem timoneiro!

Entretanto, o atual número dois (ou será número três, ou mesmo quatro?!) passeia-se alegremente (ou direi impunemente?) e à nossa custa pelo mundo inteiro....