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terça-feira, 7 de julho de 2020

A maldição da formiga e da cigarra




Que fique desde já muito claro que eu sempre fui pela cigarra e que a sonsa da formiga sempre me enervou... 

Trouxe a ideia do blog do Centro Nacional de Cultura que tem sempre textos muito bons e depois lembrei-me que o poema do nosso excelente surrealista Alexandre O'Neill foi cantado pela Amália, cujo centenário de nascimento está a celebrar-se.

Por isso, aí vai:


MINUCIOSAS FORMIGAS, CIGARRAS GAITEIRAS…

«Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.

Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.

Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.

Assim devera eu ser
se não fora não querer».


E agora a Amália  (sem fado...)




O poema de Alexandre O’Neill merece atenção especial, sobretudo neste momento em que o debate lusitano sobre a pandemia Covid-19 se torna uma grande encenação de passa-culpas. Como é hábito antigo, passamos rapidamente dos melhores do mundo para os piores. Do milagre para a maldição… Ora formigas, ora cigarras – e esquecemo-nos que somos, sempre fomos, as duas realidades como toda a gente. Felizmente! E razão tem o Alexandre O’Neill – “Assim devera eu ser / se não fora não querer”. (...)

Temos de cuidar dos exemplos das minuciosas formigas e das gaiteiras cigarras. Ou seja, temos de saber ser formigas gaiteiras e cigarras minuciosas. Que é a arte senão o sentimento e o cuidado?  (...)

Esopo ensina-nos sim que a vida não pode esquecer o outro lado das coisas. Daí as representações pedagógicas do mundo às avessas. Poderia a formiga viver sem a música das cigarras? Poderia a cigarra viver sem o trabalho das formigas? Claro que não. Uma fábula é um paradoxo ilustrado. Temos sempre de a ver o direito e o avesso… (...)

[com o Covid] Tudo pode ser mais simples – se redobrarmos as cautelas e se soubermos ser boas formigas e melhores cigarras…



domingo, 10 de maio de 2020

«Já tenho treze anos!»



A minha neta fez ontem treze anos e está tão esfuziante que não para de dizer que já tem treze anos! Um orgulho ter treze anos!

E a mim só me vem à cabeça esta musiquinha popular aqui tão bem cantada...




quarta-feira, 29 de abril de 2020

Passeio virtual a Sintra

Havia nos idos de 60 uma melodia muito alegre interpretada por Shegundo Galarza e o seu conjunto que se chamava «Passeio a Sintra». Passava muitas vezes na rádio e até na televisão e tinha a toada dos passeios de charrete típicos daquela vila mágica, com o trote dos cavalos. Infelizmente não tem gravação no You Tube para vo-la fazer ouvir e talvez lembrar.

Mas a publicação de hoje não tem a ver com música. Hoje vou levar-vos a dar um passeio virtual (como convém à época de afastamento que vivemos) pela Vila Velha de Sintra, a minha terra do coração, com fotografias belíssimas do meu amigo MJM, grande amante de Sintra e lá nado e criado e tudo!

O espanto que nos pode causar esta visita não são propriamente as belezas da Vila, mas mais a ausência de pessoas. Visita feita em tempo de confinamento, de lojas fechadas, sem gente, sem filas de trânsito, sem  as chusmas de turistas...

A Serra - Monte da Lua - deve sentir-se rejuvenescer...


Vista do Palácio da Vila


Largo da Vila e rampa de acesso à Piriquita

Largo da Vila, a caminho do antigo Hotel Costa e dos Pisões 


Antigo Hospital 


Hotel Central, a caminho do antigo Hotel Nunes (o dos Maias)
e atual Hotel Tivoli


Volta do Duche

Escadinhas e recantos da Vila Velha











Fonte da Pipa






E, por último, mas nunca em último, assinalo a casa onde vivi tantos anos e bons!



Espero que tenham gostado!


Link para a canção. Gentileza do amigo blogger Ricardo Santos:




quinta-feira, 26 de março de 2020

Lonely, lost and sad

Não sei porque tanto me lembro desta canção que era cantada pelos Sheiks.

Quem se lembra dos Sheiks? Dos bons anos 60 musicais. Belos tempos. Musicais.

A formação clássica do grupo contava com Carlos Mendes (voz, guitarra baixo e depois ritmo), Fernando Chaby (guitarra solo), Edmundo Silva (guitarra baixo) e Paulo de Carvalho (voz, bateria). Mais tarde, há de sair o Carlos Mendes e, na sua vez, entrará o Fernando Tordo. Tudo boa gente...

Ontem e hoje (e certamente amanhã) tanto me tem rondado a memória esta canção - Lonely, lost and sad - vá-se lá saber porquê...

Mas oiçam. Vão gostar.




quinta-feira, 30 de maio de 2019

Dia de espiga

Dizem-me que hoje foi a 5ª feira da Ascensão , dia de ir à espiga.

Já ninguém vai à espiga. Já pouca gente se lembra do Dia da Espiga. E desta cançãozinha que se chama Dia da Espiga, alguém se lembra? Dizem-me que nasceu no já longínquo ano de 1924 e que foi um dos grandes êxitos populares. 

Eu lembro-me bem desta musiquinha que a minha mãe cantava - quando ainda tinha alegria e voz para cantar - e de a ouvir no programa Melodias de Sempre que passava na RTP nos idos de 60 e era apresentado pelo muio falador Jorge Alves. (Letra: Maestro Silva Tavares....música: Alves Coelho. Interpretação de Lina Demoel.)

Lembram-se?

Ora oiçam...





A letra descreve bem o que deveria ser uma ida à espiga...

Esta vida é uma cantiga
Este dia de alegria
Vale um ano de aflição

Porque é o dia da Espiga
É o arauto do dia
Em que o trigo há de dar pão

Maria! São teus olhos azeitonas
Cachopa! São teus lábios qual cerejas
E os teus seios cachos de uvas que abandonas
À vindima desta boca que os deseja

Jorra o vinho dos pichéis
Para os lábios das moçoilas
Mais vermelhas que papoilas
Das larachas dos Manéis

E há merendas pelos prados
Gargalhadas pelo ar
E à beirinha dos valados
Ouve a gente murmurar.



Não sei porquê lembrei-me deste outro belo - bem mais belo - poema do nosso poeta impressionista, Cesário Verde (1855 - 1886)




Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!



terça-feira, 16 de outubro de 2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Exposição de José Luís Tinoco

As belas instalações do Banco de Portugal em Leira, depois do encerramento daquela dependência, foram transformadas em espaço para exposições de arte.



Ontem, com tempo que me sobrou de alguns “recados” que tinha para fazer, e também para refrescar do calor do início da tarde, entrei para visitar a exposição “Os Ateliers” do leiriense José Luís Tinoco. Esse mesmo: o da música!

José Luís Tinoco nasceu em Leiria em 27 de dezembro de 1932. (o resto da vida de Tinoco dedicada às artes poderão lê-la aqui)









O amolador noturno

Ceia

Claraboias 





Autorretrato



Sultanas







Jardim

Desenhou muitos selos para os "nossos" CTT.

















E na música






Um verdadeiro artista!


domingo, 10 de junho de 2018

O amigo que eu canto - Portugal

Ainda o Dia de Portugal

A letra é do poeta José Carlos Ary dos Santos e a música de Fernando Tordo.


Desde quando nasci
Que o conheço e lhe quero
Como a um irmão meu
Como ao pai que perdi,
Como tudo o que espero.

É um homem que tem o condão da doçura
No sorriso de água, nos olhos cansados,
É metade alegria, é metade ternura
Nas palavras cantadas, nos gestos dançados,
Nos silêncios magoados.

Tem um rosto moreno
Que o inverno o marcou
E apesar de ser forte,
É um homem pequeno
Mas maior do que eu sou.

Tem defeitos, é certo. Como todos nós.
Sonha, às vezes demais,
Fala, às vezes no ar
Mas quando dentro dele a alma ganha a voz
É tal como se fosse o som do nosso mar,
Se pudesse falar...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Foi capaz de sofrer,
Foi capaz de lutar,
È capaz de ganhar
E perder.

É um amigo meu que às vezes me ofende
Mas que eu sei que me escuta,
Que eu sei que me ouve
E também compreende.
Quantas vezes lhe digo que tenha juízo,
Que a mania dos copos só lhe faz é mal,
Que a preguiça não paga e que o trabalho é preciso.
Ele encolhe-me os ombros num desprezo total,
Este tipo é assim, mas...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Qual o nome final
Deste amigo que eu canto?
Pois é claro que é
Portugal.





terça-feira, 24 de abril de 2018

E depois do adeus

Otelo Saraiva de Carvalho revelou-se um estratega capaz dirigindo as operações militares que resultaram na revolução de 25 de Abril de 1974, mas não se pode dizer que a estratégia musical empregue na escolha das senhas da revolução tenha sido delineada de forma igualmente brilhante pelo militar. Quarenta anos depois da revolução dos cravos, Paulo de Carvalho explica à BLITZ que "E Depois do Adeus", o tema com que venceu o Festival RTP da Canção realizado a 7 de março de 1974, esteve para não ser a primeira senha do 25 de Abril: "sei hoje que houve uma reunião no Apolo 70 entre o Otelo, o Costa Martins, que foi Ministro do Trabalho no tempo de Vasco Gonçalves, e o [radialista] João Paulo Diniz [que à altura trabalhava nos Emissores Associados de Lisboa e no Rádio Clube Português]. A ideia do Otelo era que a primeira senha fosse o "Venham Mais Cinco", do José Afonso, mas foi o João Paulo Diniz que o convenceu de que essa canção, de um autor proibido pelo regime, poderia levantar suspeitas. E foi ele também que sugeriu o "E Depois do Adeus", que poderia ser tocado sem fazer soar nenhum tipo de alarme".

Num documento secreto onde se explicava aos comandantes operacionais a estratégia para a madrugada de 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho indicava as duas senhas de transmissão radiofónica que espoletariam as operações militares da revolução que se seguiria: "Às vinte e duas horas e cinquenta e cinco minutos (22H55) do dia 24 Abr 74 será transmitida pelos "Emissores Associados de Lisboa" uma frase indicando que faltam cinco minutos para as vinte e três horas (23H00) e anunciado o disco de Paulo de Carvalho, "E Depois do Adeus"". O tema de José Afonso deveria ouvir-se mais tarde: "entre as zero horas (00H00) e a uma hora (01H00) do dia 25 Abr 74, através do programa da Rádio Renascença, será transmitida a seguinte sequência: Leitura da estrofe do poema "Grândola Vila Morena" "Grândola Vila Morena / Terra de fraternidade / O povo é quem mais ordena / Dentro de ti ó cidade"; Transmissão da canção do mesmo nome interpretada por José Afonso".



´


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Lembrando a nossa epopeia

Sei que a época dourada da nossa História durou apenas uma dinastia - a segunda - e pouco mais de 60 anos - o tempo das descobertas. Mas não há como não relembrá-la e homenagear aquele povo corajoso e louco que "inventou o mar".

Impossível que me foi encontrar aquela canção cujo refrão diz e repete mais ou menos isto: «quem inventou o mar, sem naufragar, sem naufragar...» e de que tanto gosto, deixo os «Sete Mares» em dois momentos, se bem que pela mesma banda.

Recordemos.







quinta-feira, 30 de novembro de 2017

In memoriam

(Reeditado, por erro meu...)





Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés e uma das figuras mais queridas da música portuguesa, morreu hoje, aos 61 anos. O músico faleceu em sua casa, em Lisboa.


Nascido a 14 de setembro de 1956 em Lisboa, José Pedro Amaro dos Santos Reis formou, aos 22 anos, os Xutos & Pontapés, em cuja formação se manteve sempre, como guitarra ritmo.




Que descanse em paz.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Gisela João

Li por ai que a menina faz anos hoje - 34. Um escândalo! Quem é que tem 34 anos?! E como é natural de Barcelos - terra do meu pai e de toda a sua família - resolvi trazê-la aqui...

Vejam, que a miúda é bem divertida e tem boa voz...

(A canção é do saudoso Carlos Paião e também foi cantada por Amália)




terça-feira, 22 de agosto de 2017

A Barca dos Amantes

Uma - entre outras, muitas - parceria que deu belos frutos. Este é um deles. A lindíssima canção «A Barca dos Amantes» com a música dolente de Milton Nascimento e a letra romântica do nosso Sérgio Godinho.

Hoje lembrei-me de vo-la deixar aqui na interpretação de um e de outro. Lindo mesmo é quando a cantam a par, mas não encontrei o vídeo.

Façam a vossa escolha, se puderem...










segunda-feira, 10 de julho de 2017

Saudades de Lisboa

É dos melhores programas da rádio - mas eu oiço pouco - A Cena do Ódio, ao domingo de manhã, na Antena 1. Trazem temas de sempre numa perspetiva diacrónica geralmente em volta de um determinado tema.

Ontem, depois de passarem o poderoso Dans le port d'Amesterdam pelo inimitável Jacques Brel, recordaram o fado Lisboa à noite que estreou na revista «Não faças ondas» nos anos 50 na voz da saudosa Milú acompanhada por Francisco José, o dos «Olhos Castanhos».

Aqui passa na voz de Amália e depois, para comparação ou contraponto, na voz arrebatada de Tony de Matos.







É nestas alturas que me dá cá uma saudade de Lisboa...
















terça-feira, 13 de junho de 2017

Marchas de Lisboa

E que tal darmos uma vista de olhos pelas marchas de Lisboa do antigamente?
Que diferença!!

Não resisti à ternura da marchinha de Vasco Santana e Beatriz Costa na Canção de Lisboa, 1924. Uma delícia!

E depois um mix das marchas de 1940 - o ano auge da propaganda do auto-proclamado Estado Novo. 

Muitos recordarão ainda algumas das músicas.








quinta-feira, 25 de maio de 2017

No dia da espiga

Eu podia hoje falar do trágico ataque terrorista que aconteceu na cidade de Manchester – mais um! E quantos mais poderão acontecer?

Poderia, por outro lado, lamentar as trágicas mortes inúteis dos tantos milhares de sírios, de afegãos, de iraquianos (e crianças, senhor!) por força daquelas “primaveras” árabes de tão triste memória. E as crianças e as famílias que sucumbem naquelas travessias lúgubres da Líbia para a Itália em precários barcos de borracha?

Poderia comentar a balbúrdia instalada em Brasília por um presidente que, ávido do poder, conspirou e destituiu a sua antecessora e que agora se vê na mesma situação, agarrando-se, frágil e temeroso, ao posto do comando, prometendo – ou ameaçando – não sair!

Poderia ainda ironizar, zombar, escarnecer as cenas façanhosas daquele presidente tartufo que o povo americano escolheu – ou se lhe impôs, sei lá! – nas suas rústicas visitas a Moscovo, ao Vaticano e hoje na NATO.

Poderia, tão-somente, deixar aqui o pensamento que me tem assolado o espírito ultimamente sobre o número de greves que têm sido convocadas para a função pública – convenientemente marcadas para as sextas-feiras, note-se! – número mais elevado, parece-me, no espaço de tempo em que o atual governo está em funções do que nos quatro longos anos do governo anterior que, esse sim, deitou por terra grande parte dos benefícios dos ditos funcionários…

Mas não!... Hoje foi o dia da espiga – tradição tão nossa, tão simples e primaveril, que dá vontade de reler Cesário Verde e trautear música popular de qualidade…

«Espreitam-te, por cima, as frestas dos celeiros;
                O sol abrasa as terras já ceifadas,
                E alvejam-te, na sombra dos pinheiros,
                Sobre os teus pés decentes, verdadeiros,
                As saias curtas, frescas, engomadas.(…)

Exótica! E cheguei-me ao pé de ti. Que vejo!
                No atalho enxuto e branco das espigas
                Caídas das carradas no salmejo,
                Esguio e a negrejar em um cortejo,

                Destaca-se um carreiro de formigas(…)»

("De Verão", Cesário Verde, 1887)





Votos de muita farturinha para todos!




segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dia de...

Deus do céu!!! Fiquei agora a saber que o dia de hoje é, para além (da pepineira) do Dia do Abraço – o facebook e os telejornais estão cheios de pessoas a darem abraços apenas porque é o dito dia deles – é também o Dia do Autor Português (o que me parece bastante louvável, se servir para celebrar os autores portugueses) – e é também do Dia da Biodiversidade – não me perguntem porquê.

Será que os dias do ano já não chegam para comemorar mais Dias de? Ou foi só porque sim, porque calhou? Será que não há nada de mais importante e substancial para entreter o pessoal ou assim fica mais barato e ajuda a manter-nos levezinhos e simples (leia-se simplórios…)?

Sei, não! O que sei é que o facebook e os telejornais bem se encheram com imagens tolinhas de pessoas a correr com cartazes no ar a pedir e a querer dar abraços, mas quanto aos Autores Portugueses e à Biodiversidade, nem palavra! – É que essas realidades não são divertidas, nem servem para manter o pessoal levezinho e simplório… (Ui, o que eu vou levar na cabeça pelo que estou para aqui a dizer! Mas é assim que penso, que se há de fazer?!)

Lembram-se do fado do Zé Cacilheiro (1966) cantado pelo José Viana, ator do teatro de revista, cantor e desenhador? Pois veio-me à memória parte da letra que dizia qualquer coisa como:
«eu vi ou então sonhei
que os braços do Cristo-Rei
estavam a abraçar Lisboa»

que é uma imagem lindíssima da nossa lindíssima Lisboa.

E assim dá para celebrar o Abraço (a Lisboa), os Autores Portugueses (que escreveram a canção: César de Oliveira e outros) e a Biodiversidade (com todos os seres vivo, micro e magro organismos que se adivinham no Tejo e nas lindas margens que o abraçam…





Ah! Mas há mais: é que hoje é também o Dia da cidade de Leiria, toda ela abraçada pelo Lis, sob o olhar vetusto e atento do Castelo…