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sexta-feira, 5 de julho de 2019

A Capela do Alto de Santo Amaro de Alcântara

Não me estão a ver numa festa de marchas populares, pois não? Eu também não! Mas a Terra todos os dias dá uma volta e, por isso, tudo pode acontecer...

Num belo fim de semana passado em Lisboa com familiares, aconteceu irmos ver desfilar uma pequenina familiar dos meus familiares que veio da Guarda . A sua marcha, do Bairro  da Luz da Guarda fez um intercâmbio com a marcha de Alcântara e foram convidados a virem a Lisboa desfilar.

Claro que não faltaram os comes e bebes com a bela sardinha assada, caracóis e bifanas, como não faltou a musiquinha tipo pimba e assim...  Mas passou-se um bom bocado apesar do vento que se fazia sentir lá no alto.

Havia marchantes de todas as idades, mas todos vertidos a rigor e a cantar alto e bom som.

Foi uma forma diferente de nos despedirmos dos Santos Populares.
















Mas o que valeu mesmo foi ver e visitar a Capela do Alto de Santo Amaro que não conhecia e que tem uma configuração algo diferente. Em redondo, a capela quinhentista é protegida por um corredor circular coberto de lindos azulejos do século XVIII e fechado por pesados portões em ferro forjado.













Capela aberta com os três andores que saíram em procissão

(Santo Amaro)

(A bela vista sobre o Tejo)

(Pórtico de entrada para o adro da capela)

(Alto da escadaria com cruzeiro que desce até ao rio)

(Em forma de quilha de barco - bastante simbólico)

Há quem diga que foi aqui que Vasco da Gama veio rezar antes de embarcar para a sua viagem até à Índia.

Lendas... ou talvez não...

domingo, 5 de agosto de 2018

Onde se estava bem era em Coz

Faz tempo que andamos para lá ir dentro. Já o tínhamos visto de fora, em ruínas. Que pena! Pois fomos mesmo "escolher" o primeiro dia da onda de calor para irmos visitar a Igreja, que foi o que restou do Mosteiro de Santa Maria de Coz, cuja construção remonta, dizem, ao século XIII, para abrigar as senhoras devotas que por ali se juntaram para auxiliar os frades de Cister do Mosteiro de Alcobaça, em tarefas caseiras. Dizem-nos que as senhoras vinham discretamente lavar as roupas dos frades ao rio de Coz, senhoras viúvas e sós que queriam levar uma reservada vida religiosa.

A ordem destas monjas de clausura foi reconhecida pela Ordem de Cister no século XVI, sendo a partir de então que o convento recebe melhoramentos condignos, nomeadamente a construção da Igreja cuja riqueza em azulejo e talha dourada contrasta com a severidade da construção inicial.

Aquando da expulsão das ordens religiosas na primeira metade do século XIX, as monjas retiraram-se para o Convento de Odivelas e as instalações de Coz foram vendidas, tendo sido destruída grande parte das dependências em que as monjas viviam. Resta parte de um dormitório, que ainda está vedado ao público, e a sumptuosa Igreja.

Entra-se para a Igreja por um átrio interior que dá acesso ao convento e ainda sentimos o fresco - diria frio, se estivéssemos em dias de um verão normal e diria gelo, se estivéssemos no inverno - que as monjas teriam de suportar... (Devo dizer que foi bastante agradável, visto que cá fora o calor era já insuportável...)

Passemos às imagens.




Entrada pela portinha castanha


Ruínas




As traseiras do Mosteiro, ao lado do rio de Coz

O rio de Coz

A lindíssima grade em madeira
onde as mojas contactavam com o público


O altar-mor, barroco, em talha dourada

A Sagrada Família: Jesus apresentado como uma criança crescida
o que raramente acontece.







O teto da Igreja todo em madeira pintada


As paredes em azulejo do século XVII



Um quadro da pintora Josefa de Óbidos

O riquíssimo consistório

Porta manuelina no consistório


A sacristia cujas paredes estão revestidas por
azulejos representado a vida de São Bernardo




Um fresco que restou das instalações medievais do convento
e que mostra como as monjas se vestiam naquela época.

É, de facto, um monumento que merece ma visita atenta. (mas não no inverno...

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dia dos Sítios e dos Monumentos

"Só a emoção nos torna responsáveis por um mundo que herdámos e que devemos legar aos vindouros. " - Guilherme de Oliveira Martins, in "Ao Encontro da História"

Todos o conhecemos e identificamos por fora, mas... e por dentro? Um verdadeiro encontro com a História: a nossa, a de Portugal.




Sala dos Cisnes com os cisnes pintados no teto
evocando o casamento de D. Isabel de Portugal com
D. Filipe de Borgonha




A Sala das Pegas com 127 pegas pintadas no teto evocando
o lema de D. João I «por bem»



Azulejos de tradição árabe 

Quarto de D. Sebastião



Sala das Sereias, o antigo guarda roupa, no séc XV

Sala Júlio César

Sala das Galés (no teto)



Sala dos Brasões (das famílias importantes da época) toda forrada a
azulejo











Quarto prisão do infeliz rei D. Afonso VI

A Capela
O bem trabalhado teto da capela - entalhes em madeira


Quarto de hóspedes...

... com sofá-cama

A porta mais antiga do Palácio

A cozinha



A sala dos banhos



E tanto mais que havia para mostrar!