(Pode parecer brincadeira, mas nós
ouvimo-lo em primeira mão…)
Sabemos que este mar do sotavento
vive em comunhão de facto com o belo sapal, pantanal, viveiro de diversas
espécies da fauna e flora que é a Ria Formosa. Por isso não é de estranhar que,
assim que entramos nele, tépido e sereno, sejamos assediados por uma massa de
pequenos e doces limos que nos acariciam como pequeninos elfos com luvinhas de
veludo verde.
Sabemos, de igual modo, como se
tem feito (e bem) publicidade de choque sobre as quantidades colossais de
plástico que andam à deriva pelos oceanos, fruto da nossa deseducação ambiental
que é preciso combater de todas as formas (a
senhora Cristas, por exemplo, começou por ir limpar a praia de Cascais, sei
lá!...)
Ora um destes dias, quando nos
preparávamos para desfrutar da “piscina” que é este mar da Manta Rota (nada de começarem com piadas… agora já não
estamos sujeitos a maus encontros…) uma jovem, que se encontrava ali mesmo
à beira-mar cheia de dúvidas sobre se iria ao banho, dizia para o companheiro de nariz enrugado e com ar enojado:
Tomei conhecimento hoje no facebook (admirável mundo novo!) por uma notícia antiga (de 2015): a cidade romana
de Balsa de que nunca tinha ouvido. Santa ignorância! Tantas idas ao Algarve e
nunca tinha ouvido falar!
Balsa, nome de origem fenícia (a forma
inicial seria Baal Safon ou Baal Shaman, epítetos do deus fenício protector dos
navegantes, e corresponderia à designação do povoado fenício de Tavira (sécs.
VIII-VI a.C) foi a capital do Algarve Oriental na Época Romana, 1100 anos antes
de Tavira.
Ao Porto de Balsa chegavam barcos
e mercadorias dos mundos distantes de Roma, Cádiz, de Leptis Magna, de Thamusida,
de Lixus e de Cartenna. As suas ruínas, soterradas há mais de mil e quinhentos
anos, esperam para revelar uma das cidades mais vivas do Mediterrâneo
ocidental.
Em 1866, os arqueólogos Estácio
da Veiga e Teixeira de Aragão realizaram as primeiras escavações em Luz de
Tavira. Mas só em finais dos anos 70 do séc. XX se realizou o único relatório
técnico arqueológico. Desde então, a cidade romana de Balsa, um dos mais
brilhantes centros urbanos do Portugal romano, caiu no esquecimento.
Manuel Maia, autor do relatóriotécnico, foi um dos arqueólogos que, em 1977, fez parte da equipa que ficou
deslumbrada com a descoberta desta cidade romana à beira-mar, na Quinta da
Torre D´Aires.
“Começámos a escavar às cegas porque
à superfície não se via nada. Eu escavei na parte mais baixa e apanhei o esgoto
das termas. O Quartim Ribeiro escavou no vale e apanhou-se uma lixeira dentro
de uma casa arruinada, com coisas absolutamente espectaculares. A minha mulher
(Maria Garcia Pereira Maia) escavou mais abaixo, num complexo de salga de
peixe. Cetárias, umas a seguir às outras. Estávamos absolutamente
deslumbrados”, descreve.
Na Quinta Torre de Aires há ainda
necrópoles, uma parte habitacional, edifícios com mosaicos, balneários, tanques
de salga de peixe, cerâmica e moedas.
Fora da zona classificada como
património arqueológico e Zona Especial de Protecção haverá ainda aquedutos,
necrópoles, fornos industriais, um hipódromo e algumas vilas suburbanas. A
dimensão dos vestígios é imensa e não há nada comparável em território
nacional.
“Conímbriga ao pé daquilo é uma
pequena cidade de província... Mesmo Lisboa era mais pequena. Balsa era uma
super cidade portuária”, sublinha Manuel Maia.
Ao longo dos anos, a área com
valor arqueológico - muito maior do que o sítio classificado - foi sendo
destruída.
Há proprietários de moradias,
fora do sítio classificado, que durante a construção, descobriram termas
romanas. Estas ou foram destruídas ou que ainda estão nas caves dessas
moradias. Outros dão-se ao luxo de ter paredes de casas de banho forradas a
pequenos mosaicos romanos.
A estação romana da Luz está numa
área sob forte pressão imobiliária - mas não há uma estratégia de salvaguarda.
Os terrenos classificados,
propriedade de privados, foram utilizados em agricultura ao longo dos anos. Mas
agora, foram destruídos, em parte, com obras de construção de estufas de frutos
vermelhos que obrigam a terraplanagens e à instalação de sistemas de rega
escondidos em valas de alguma dimensão.
“Abandonaram aquilo”, diz Manuel
Maia. “Não sei os interesses económicos que estão por detrás e que estiveram
sempre por detrás. Foram autorizadas construções por todo o lado. O que é que
está por detrás disso não sei.”
Balsa foi completamente
abandonada.
Em 2007, Luís Fraga da Silva
apresenta o livro «BALSA, Cidade
Perdida», profusamente ilustrado, a primeira obra de divulgação sobre essa
importante cidade romana. Nele se revelam alguns dos achados arqueológicos aí
descobertos, assim como importantes aspetos da sua história, urbanismo,
economia e população.
Deixo aqui a parte inicial de um
filme realizado para a RTP2 sobre a acrópole romana de Balsa para quem tiver
curiosidade.
Para evitar confusões trágicas...aquele fatinho de banho verde água ali atrás não é o meu. É da minha filha mais velha com menos 27 anos e menos uns bons centímetros de cintura do que eu...
De uma vez que fui a Londres nos idos de 90, fiquei num hotel onde um gatarrão com uma ar muito British, muito conceited andava à solta por lá, por cima do balcão da receção e tudo, coisa absolutamente impensável aqui em Portugal e muito menos por essa época.
Apaixonada por gatos como sou, tentei fazer-lhe festas, mas ele, com o seu ar de bonomia altiva tipo Garfield, esquivou-se virando-me o rabo. Perguntei ao rececionista - tão altivo como o gato - como o bichano se chamava ao que ele me responde com um qualquer nome que não entendi bem, mas foi-me dizendo que o gato era o dono do hotel.
Isto para, comparativamente, dizer que no hotel onde há anos vimos passar uma temporada em Julho aqui no sul bem junto ao mar as donas são mesmo as gaivotas. Senão, vejam!
Não há dúvidas quanto ao facto de ter ficado apaixonada pela calmaria e pela temperatura do mar do Algarve desde quando, pela primeira vez o vi e o experimentei vai para 44 anos.
Nada e criada nos "mares" da Linha, lá na minha praia de Algés dos anos 50, e de Santo Amaro de Oeiras e da Torre, e autodidata da natação, não me vejo de bom grado frente ao mar da Vieira ou de S. Pedro de Muel com as suas águas frias e aquelas ondas alterosas, apesar de toda a sua beleza imensa.
Há uma semana que estou aqui nesta paz de alma, com a praia aqui por baixo e com aquele mar sereno e limpidamente verde,
«Diz-me onde te perdes, p'ra t'ir lá buscar
Meus olhos estão verdes de olharem para o mar!!»
...e daí não passei ainda: "de ter os olhos verdes de olharem para o mar»...
É que eu aprecio mais este mar.... amplo, sem ondas, sempre com a mesma temperatura, sem pedras na areia, sem limos nem algas, sem sobressaltos na entrada, nem recuos na saída... - uma delícia!!! (especial para "dondocas" preguiçosas, feito eu.... eh eh eh.....)
As rotinas (ou a falta delas) são como que uma prisão. Acreditam que estava cheia de saudades de aqui vir?
As falhas de rede, as maravilhas aqui do Sul e os netos a tempo inteiro têm-me afastado aqui deste espaço. Porém, e apesar do aviso que o nosso amigo Carlos do nos fez no ano passado: «por favor, não abandone o seu blog», férias são para isso mesmo: abandonar os hábitos do dia a dia.
E o que temos visto por cá?
Gaivotas, gaivotinhos e gaivotões...
Gatos e gatinhos que andam por todo o espaço do hotel
Foi assim pequenina e bela que se me deparou quando pela primeira vez a vi, de cima, em Outubro de 71, na minha «lua-de-mel». E confesso que fiquei absolutamente encantada como ficara, dias antes com Vila Nova de Milfontes.
Aquelas águas transparentes, mornas e calmas fizeram os meus encantos e prometi a mim própria que haveria de passar ali umas belas férias.
E assim aconteceu: a primeira vez que ali passámos férias foi no verão de 78 numa primeira quinzena de Setembro que esteve particularmente quente.
O pai e a primogénita...
Depois voltámos lá vários anos na década de 90.Impossível não regressar àquelas águas límpidas e serenas.
Brincando na água
Pois ficámos hoje a saber que a "minha" Praia D. Ana, em Lagos, foi considerada pela revista espanhola Condé Nast Traveller a melhor praia do mundo pela “cor turquesa das suas águas que sobressai entre as escarpas
naturais”, verdadeiros “fortes onde as crianças brincam durante todo o dia”.
Estivemos lá em Março último e, apesar do mau tempo, estava linda como sempre.
Apesar das escarpas aluídas e o bar da descida destruído pelo avanço do mar.
E do imponente Hotel Golfinho de cinco estrelas nos anos 90 completamente em ruínas.
Segunda semana de Algarve, infelizmente já a caminhar para o fim, com mudança de convidados, em que o "herói" passou a ser o mais pequenino que não abandona a bola...
... nem rejeita a água, desde que seja ao colo da mamã...
... mas que também gosta de brincar com o pai e com a mana, a Xija...
A Xija é que não dispensa as aulas de natação com o pai!
Bom mesmo era juntar cá todos ao mesmo tempo!
E aí talvez nós tivéssemos de fugir nem que fosse para Fornos de Algodres ou sei lá para onde...
Ora cá estão os nossos "pestinhas" que, por acaso se têm estado a portar muito bem!
Tão amiguinhos que eles estão!
Pestinha Elisa
Pestinha Zé
E alguém me saberá dizer o nome desta doce "visita" que veio ao nosso relvado comer as migalhinhas que todos os dias os pequenos lá espalham para a passarada debicar?