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sábado, 20 de junho de 2020

É Verão

Celebremos o Verão 

  • Com a bela imagem do solstício no monumento megalítico




  • Com Sophia
Primeiro vem Janeiro
Suas longínquas metas
São Julho e são Agosto
Luz de sal e de setas

A praia onde o vento
Desfralda as barracas
E vira os guarda-sóis
Ficou na infância antiga
Cuja memória passa
Pela rua à tarde
Como uma cantiga

O verão onde hoje moro
É mais duro e mais quente
Perdeu-se a frescura
Do verão adolescente

Aqui onde estou
Entre cal e sal
Sob o peso do sol
Nenhuma folha bole
Na manhã parada
E o mar é de metal
Como um peixe-espada.

In O nome das Coisas, 1977

***

PRINCÍPIO DE VERÃO

Largos longos doces horizontes
A desdobrada luz ao fim da tarde
Um ar de praia nas ruas da cidade
Secreto sabor a rosa e nardo arde

 in| "Ilhas",1989


  • Com música
 A clássica...




... e a louca...






Nem sei o que vão preferir...
                                    ... talvez isto...





terça-feira, 28 de agosto de 2018

Do ambiente (e da ignorância em geral)

(Pode parecer brincadeira, mas nós ouvimo-lo em primeira mão…)

Sabemos que este mar do sotavento vive em comunhão de facto com o belo sapal, pantanal, viveiro de diversas espécies da fauna e flora que é a Ria Formosa. Por isso não é de estranhar que, assim que entramos nele, tépido e sereno, sejamos assediados por uma massa de pequenos e doces limos que nos acariciam como pequeninos elfos com luvinhas de veludo verde.

Sabemos, de igual modo, como se tem feito (e bem) publicidade de choque sobre as quantidades colossais de plástico que andam à deriva pelos oceanos, fruto da nossa deseducação ambiental que é preciso combater de todas as formas (a senhora Cristas, por exemplo, começou por ir limpar a praia de Cascais, sei lá!...)

Ora um destes dias, quando nos preparávamos para desfrutar da “piscina” que é este mar da Manta Rota (nada de começarem com piadas… agora já não estamos sujeitos a maus encontros…) uma jovem, que se encontrava ali mesmo à beira-mar cheia de dúvidas sobre se iria ao banho, dizia para o companheiro de nariz enrugado e com ar enojado:

- O mar está cheio de plástico…






(imagens da Ria Formosa retiradas da net)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Here we go again!

Here we go agian!

Lá vamos nós outra vez! Algarve, aí vamos nós!!





E, a propósito do título da entrada de hoje, deixo aqui o belo original da canção na voz do portentoso Ray Charles.

Fiquem bem! 





segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Nunca tal tinha ouvido!

Tomei conhecimento hoje no facebook   (admirável mundo novo!) por uma notícia antiga (de 2015): a cidade romana de Balsa de que nunca tinha ouvido. Santa ignorância! Tantas idas ao Algarve e nunca tinha ouvido falar!



Balsa, nome de origem fenícia (a forma inicial seria Baal Safon ou Baal Shaman, epítetos do deus fenício protector dos navegantes, e corresponderia à designação do povoado fenício de Tavira (sécs. VIII-VI a.C) foi a capital do Algarve Oriental na Época Romana, 1100 anos antes de Tavira.

Ao Porto de Balsa chegavam barcos e mercadorias dos mundos distantes de Roma, Cádiz, de Leptis Magna, de Thamusida, de Lixus e de Cartenna. As suas ruínas, soterradas há mais de mil e quinhentos anos, esperam para revelar uma das cidades mais vivas do Mediterrâneo ocidental.

Em 1866, os arqueólogos Estácio da Veiga e Teixeira de Aragão realizaram as primeiras escavações em Luz de Tavira. Mas só em finais dos anos 70 do séc. XX se realizou o único relatório técnico arqueológico. Desde então, a cidade romana de Balsa, um dos mais brilhantes centros urbanos do Portugal romano, caiu no esquecimento.

Manuel Maia, autor do relatóriotécnico, foi um dos arqueólogos que, em 1977, fez parte da equipa que ficou deslumbrada com a descoberta desta cidade romana à beira-mar, na Quinta da Torre D´Aires.

“Começámos a escavar às cegas porque à superfície não se via nada. Eu escavei na parte mais baixa e apanhei o esgoto das termas. O Quartim Ribeiro escavou no vale e apanhou-se uma lixeira dentro de uma casa arruinada, com coisas absolutamente espectaculares. A minha mulher (Maria Garcia Pereira Maia) escavou mais abaixo, num complexo de salga de peixe. Cetárias, umas a seguir às outras. Estávamos absolutamente deslumbrados”, descreve.

Na Quinta Torre de Aires há ainda necrópoles, uma parte habitacional, edifícios com mosaicos, balneários, tanques de salga de peixe, cerâmica e moedas.

Fora da zona classificada como património arqueológico e Zona Especial de Protecção haverá ainda aquedutos, necrópoles, fornos industriais, um hipódromo e algumas vilas suburbanas. A dimensão dos vestígios é imensa e não há nada comparável em território nacional.

“Conímbriga ao pé daquilo é uma pequena cidade de província... Mesmo Lisboa era mais pequena. Balsa era uma super cidade portuária”, sublinha Manuel Maia.

Ao longo dos anos, a área com valor arqueológico - muito maior do que o sítio classificado - foi sendo destruída.

Há proprietários de moradias, fora do sítio classificado, que durante a construção, descobriram termas romanas. Estas ou foram destruídas ou que ainda estão nas caves dessas moradias. Outros dão-se ao luxo de ter paredes de casas de banho forradas a pequenos mosaicos romanos.

A estação romana da Luz está numa área sob forte pressão imobiliária - mas não há uma estratégia de salvaguarda.

Os terrenos classificados, propriedade de privados, foram utilizados em agricultura ao longo dos anos. Mas agora, foram destruídos, em parte, com obras de construção de estufas de frutos vermelhos que obrigam a terraplanagens e à instalação de sistemas de rega escondidos em valas de alguma dimensão.

“Abandonaram aquilo”, diz Manuel Maia. “Não sei os interesses económicos que estão por detrás e que estiveram sempre por detrás. Foram autorizadas construções por todo o lado. O que é que está por detrás disso não sei.”

Balsa foi completamente abandonada.

Em 2007, Luís Fraga da Silva apresenta o livro «BALSA, Cidade Perdida», profusamente ilustrado, a primeira obra de divulgação sobre essa importante cidade romana. Nele se revelam alguns dos achados arqueológicos aí descobertos, assim como importantes aspetos da sua história, urbanismo, economia e população.


Deixo aqui a parte inicial de um filme realizado para a RTP2 sobre a acrópole romana de Balsa para quem tiver curiosidade.




quinta-feira, 21 de julho de 2016

Para que não restem dúvidas...

Para evitar confusões trágicas...aquele fatinho de banho verde água ali atrás não é o meu. É da minha filha mais velha com menos 27 anos e menos uns bons centímetros de cintura do que eu...

O meu é mais escuro e... mais amplo...

Se não, vejam:





Diferenças substanciais...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Hotel das gaivotas

De uma vez que fui a Londres nos idos de 90, fiquei num hotel onde um gatarrão com uma ar muito British, muito conceited andava à solta por lá, por cima do balcão da receção e tudo, coisa absolutamente impensável aqui em Portugal e muito menos por essa época.

Apaixonada por gatos como sou, tentei fazer-lhe festas, mas ele, com o seu ar de bonomia altiva tipo Garfield, esquivou-se virando-me o rabo. Perguntei ao rececionista - tão altivo como o gato - como o bichano se chamava ao que ele me responde com um qualquer nome que não entendi bem, mas foi-me dizendo que o gato era o dono do hotel. 

Isto para, comparativamente, dizer que no hotel onde há anos vimos passar uma temporada em Julho aqui no sul bem junto ao mar as donas são mesmo as gaivotas. Senão, vejam!














É tudo delas! Sem qualquer sinal de timidez!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O que eu gosto deste mar!!

Não há dúvidas quanto ao facto de ter ficado apaixonada pela calmaria e pela temperatura do mar do Algarve desde quando, pela primeira vez o vi e o experimentei vai para 44 anos. 

Nada e criada nos "mares" da Linha, lá na minha praia de Algés dos anos 50, e de Santo Amaro de Oeiras e da Torre, e autodidata da natação, não me vejo de bom grado frente ao mar da Vieira ou de S. Pedro de Muel com as suas águas frias  e aquelas ondas alterosas, apesar de toda a sua beleza imensa.

Há uma semana que estou aqui nesta paz de alma, com a praia aqui por baixo e com aquele mar sereno e limpidamente verde,

                                «Diz-me onde te perdes, p'ra t'ir lá buscar
Meus olhos estão verdes de olharem para o mar!!»

...e daí não passei ainda: "de ter os olhos verdes de olharem para o mar»...

É que eu aprecio mais este mar.... amplo, sem ondas, sempre com a mesma temperatura, sem pedras na areia, sem limos nem algas, sem sobressaltos na entrada, nem recuos na saída... - uma delícia!!!  (especial para  "dondocas" preguiçosas, feito eu.... eh eh eh.....)











sexta-feira, 10 de julho de 2015

Au revoir!





Au revoir! 

Vamo-nos (re)vendo por aí!







Au revoir!!!


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Postal de férias

As rotinas (ou a falta delas) são como que uma prisão. Acreditam que estava cheia de saudades de aqui vir?

As falhas de rede, as maravilhas aqui do Sul e os netos a tempo inteiro têm-me afastado aqui deste espaço. Porém, e apesar do aviso que o nosso amigo Carlos do nos fez no ano passado: «por favor, não abandone o seu blog», férias são para isso mesmo: abandonar os hábitos do dia a dia.

E o que temos visto por cá?

Gaivotas, gaivotinhos e gaivotões...






Gatos e gatinhos que andam por todo o espaço do hotel






E depois há os gatões...




Agora vou ali meter-me na água e já volto...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Eu gosto é do verão!

Aí vamos nós!




Amanhã, em correndo tudo bem, estaremos por estas paragens.

Viva o Sol! Viva o Mar!





Mas conto ir aparecendo por aqui...

Até!!
Beijinhos e abraços.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

A "minha" Praia D. Ana

(da net)
Foi assim pequenina e bela que se me deparou quando pela primeira vez a vi, de cima, em Outubro de 71, na minha «lua-de-mel». E confesso que fiquei absolutamente encantada como ficara, dias antes com Vila Nova de Milfontes.

Aquelas águas transparentes, mornas e calmas fizeram os meus encantos e prometi a mim própria que haveria de passar ali umas belas férias.  

E assim aconteceu: a primeira vez que ali passámos férias foi no verão de 78 numa primeira quinzena de Setembro que esteve particularmente quente. 


O pai e a primogénita...

Depois voltámos lá vários anos na década de 90.Impossível não regressar àquelas águas límpidas e serenas.

Brincando na água




Pois ficámos hoje a saber que a "minha" Praia D. Ana, em Lagos, foi considerada pela revista espanhola Condé Nast Traveller a melhor praia do mundo pela “cor turquesa das suas águas que sobressai entre as escarpas naturais”, verdadeiros “fortes onde as crianças brincam durante todo o dia”.


Estivemos lá em Março último e, apesar do mau tempo, estava linda como sempre.




Apesar das escarpas aluídas e o bar da descida destruído pelo avanço do mar.




E do imponente Hotel Golfinho de cinco estrelas nos anos 90 completamente em ruínas.





sexta-feira, 26 de julho de 2013

Adeus! Até para o ano!

E pronto! Logo, logo, chegou a hora de dizer adeus a este nosso tempo/espaço anual... 
Demora tanto a chegar e passa tão rápido!
E uma vez mais vem à ideia: «o que se irá passar até voltarmos?» e aí bate uma branda angústia que todos os anos pesa um bocadinho mais no peito...

Chegou a hora de dizer as estas belezas recorrentes: «adeus, amigas, até para o ano!»











quarta-feira, 24 de julho de 2013

Férias II

Segunda semana de Algarve, infelizmente já a caminhar para o fim, com mudança de convidados, em que o "herói" passou a ser o mais pequenino que não abandona a bola...


... nem rejeita a água, desde que seja ao colo da mamã...


... mas que também gosta de brincar com o pai e com a mana, a Xija...


A Xija é que não dispensa as aulas de natação com o pai!


Bom mesmo era juntar cá todos ao mesmo tempo!



E aí talvez nós tivéssemos de fugir nem que fosse para Fornos de Algodres ou sei lá para onde...


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Os "pestinhas"...

Ora cá estão os nossos "pestinhas" que, por acaso se têm estado a portar muito bem!


Tão amiguinhos que eles estão!

Pestinha Elisa

Pestinha Zé
E alguém me saberá dizer o nome desta doce "visita" que veio ao nosso relvado comer as migalhinhas que todos os dias os pequenos lá espalham para a passarada debicar?


Beijinhos soalheiros cá do Sul!