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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Uma canção de abril

Não queria deixar terminar o mês sem lembrar aqui para vós esta bela canção de abril, que foi tema principal da comédia romântica do mesmo nome - April love - um musical norte americano rodado numa fazenda do estado do Kentucky

O filme é de 1957 e em português chamou-se Sol no coração. O cantor Pat Boone (quem se lembra dele?!) foi igualmente o protagonista do filme em parceria com a bela Shirley Jones. 



Vamos então ouvir a linda canção de amor...




... que diz mais ou menos isto:

O amor de abril é para os muito jovens
Cada estrela traz um desejo que brilha para ti
O amor de abril é as sete maravilhas
Um beijinho apenas pode dizer-te que assim é.

Por vezes um dia de abril pode trazer aguaceiros
Chuva que faz crescer as flores para o seu primeiro bouquet
Mas o amor de abril pode escapar-se-te entre os dedos
Por isso se ela for a tal, não a deixes fugir...


domingo, 8 de abril de 2018

Nascido a 8 de Abril

Vejam como o mês de Abril produz gente de valor e de arte!

Jacques Brel, (1929 - 1978) o poeta cantor belga dos idos de 50/60, nasceu em Bruxelas, num dia 8 de Abril, há já 89 anos. 

A sua canção mais conhecida foi, sem dúvida, Ne me quitte pas, uma pungente canção de amor, publicada em 1959, motivada pela sua separação de Suzanne Gabriello, cantora e atriz com quem o cantor manteve uma ligação amorosa.





Esta lindíssima canção de amor correu mundo e foi recriada por cantores de renome como Edith Piaf, Frank Sinatra, Barbra Streisand, Ray Charles, Maysa, Michael Jackson, Celine Dion, Nina Simone, e sei lá mais por quem...


Deixo aqui a versão de Sinatra, que muito me encanta. E a versão portuguesa, por Simone de Oliveira, com letra maravilhosamente adaptada pelo poeta David Mourão-Ferreira, a qual vai transcrita em baixo.

Espero que gostem.










Não me vás deixar
importa esquecer
trata de esquecer
o que há-de passar
esquecer o tempo
dos mal-entendidos
e o tempo perdido
em busca do vento
esquecer de vez
o que sem parar
nos tenta matar
com tantos porquês
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar

Por mim te darei
pérolas de chuva
dum país sem chuva
que nem água tem
deixarei tesouros
depois de morrer
para tudo te encher
de luzes e de ouro
um reino farei
onde a murmurar
de sempre te amar
só tu serás rei
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar

Não me vás deixar
inventar-te-ei
palavras que nem
se podem escutar
e falar-te-ei
de quem por amor
destrói o terror
de todas as leis
e a história de um rei
morto de pesar
por não me encontrar
também encontrei
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar

Já mesmo se viu
do fundo de um mar
que nunca existiu
o fogo brotar
acontece enfim
um campo queimado
dá um perigo mais grave
que o melhor Abril
e ao cair da tarde
vão-se misturar
sob o céu que arde
tantas cores aos pares
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar

Não me vás deixar
nada te direi
nem chorar já sei
vou ali ficar
dali te verei
dançar e sorrir
e escutar-te-ei
a cantar e a rir
até me sentir
sombra de uma sombra
que há na tua mão
sombra do teu cão
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar






quarta-feira, 28 de março de 2018

Crying Time

De facto o astral está um pouco em baixo, talvez por isso me tenha lembrado desta canção das minhas preferidas de sempre.

Sempre me deixei fascinar pelas canções de «fim do amor» - traumas de juventude...

Se puderem, relembrem e apreciem a melodia e a voz.




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Celebrando o Amor

No dia em que se celebra o Amor, deixo aqui convosco uma bela, romântica canção de amor (com proposta de tradução...)




Imagens tuas em tons de azul
Vaporosas, instáveis, ondulando preguiçosas,
Minha querida, tenho tantas saudades tuas.

O tempo passa, não admira que os meus
Sentidos vão vacilando, os teus olhos chamando-me
É o que eu vejo toda a noite.

Quando nos voltaremos a ver? Quando? Quando? Quando?
Quando nos voltaremos ver? Quando? Quando? Quando?

Recordo aqueles dias, dias maravilhosos
Brilhando ternamente, a minha vida parecia
Começar e acabar contigo.

Quando nos voltaremos a ver? Quando? Quando? Quando?
                                  Quando nos voltaremos ver? Quando? Quando? Quando?




Porém, nunca o Amor foi tão bem definido como neste magnífico soneto de Camões.

«Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?»


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Amor para o fim de semana

E hoje lembrei-me desta canção lindíssima dos inícios de 50 (que deixo aqui) para deixar uma onda de amor para o fim de semana.

Notem os requebros românticos da música e imaginem-se a dançá-la.





Anos mais tarde, Júlio Iglesias, com aquela voz linda com que nos apareceu a cantar Gwendolin em 1970, deu-lhe uma nova melodia, um ritmo mais moderno, e cantou-a assim.






De qualquer modo, quer se goste mais de uma ou de outra versão,  tenham um fim de semana cheio de Amor, Amor, Amor...

sábado, 8 de julho de 2017

Mais uma bela canção de amor

Esta foi uma das primeiras canções de amor da minha vida de jovem adolescente. Dos longínquos, mas ternos anos 50. Daquelas que nunca mais esqueci.

Lembram-se?



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Indian Love Call

Lembrei-me desta linda canção de amor, não sei bem porquê. Do tempo (que não o meu, mas do tempo do meu pai que assobiava estas maravilhas lá por casa) das operetas na Broadway no início do século passado, esta era a canção principal do musical Rose-Marie. A história desenrola-se nas Montanhas Rochosas do Canadá e conta a história de uma rapariga canadiana que se apaixona por um mineiro que vai ser acusado de um crime.

Foi o musical dos anos 20 do século passado que mais tempo esteve em cena na Broadway e acabou por ser adaptado ao cinema por mais de uma vez.

Apreciem o momento em que o mineiro se afasta de Rose e ela canta a canção que era de ambos: Indian Love Song.





terça-feira, 10 de maio de 2016

Palavras

Nada seríamos sem as palavras. São o grande prodígio da criação humana. Uma arte. Como arte é saber usá-las. Para o bem e para o mal.

«Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem.» (Raul Brandão)

«As palavras são a nossa condenação. Com palavras se ama, com palavras se odeia. E, suprema irrisão, ama-se e odeia-se com as mesmas palavras!» (Eugénio de Andrade)


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Canções de Amor (7)

Sempre influenciada pelos gostos musicais do meu pai, grande apreciador e conhecedor da música dos anos 40 e 50, as minhas primeiras preferências em termos de música ligeira e de canções de amor foram para a belíssima e sensual música sul americana - boleros e tangos. 

"A" canção dos meus pais era o Besame mucho (seguida do Begin the Beguine). Um dos meus primeiros "encantos" foi mesmo o Sabor a mi pelo trio Los Panchos, bolero que aqui deixo nesta interpretação mais atual.



Outra das lindas canções que cedo me encantaram foi o El dia que me quieras, tango que já teve mil interpretações, mas que deixo aqui no seu original pelo Carlos Gardel.




Boa semana musical!

domingo, 11 de outubro de 2015

Canções de amor (6)

As canções de amor de hoje são todas marcadas pela dança. Que falta sinto daqueles tempos em que havia festas e bailes e dançávamos, dançávamos...

Para quem gosta de dançar de carinha encostada, aqui fica uma excelente versão do velhinho Cheek to Cheek.





Para a "rapaziada" da minha idade, deixo o Cliff acompanhado pelos incomparáveis Shadows com o Do you wanna dance?

      


Ou uma composição do meu querido Beatle George Harrison
Happy just to dance with you 

 


A geração de 80 pode preferir dançar ao som da excelente voz da malograda Whitney Houston, I wanna dance with somebody!





Ou, se preferirem, podem dançar Dancing in the Dark com o Boss - o vigoroso Bruce Springsteen!





E por hoje chega de dança! 

Tenham uma boa semana!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Canções de amor (5)

Foi a primeira canção do dia e fiquei apaixonada como se fosse a primeira vez que a tivesse ouvido.

Que belo poema de amor do O'Neill!

Até apetece dizer «Tomai lá do O'Neill»!




Bom fim de semana!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Canções de amor (4)



Não sei nada de associação de ideias nem de como elas acontecem. O facto é que, quando esta manhã abri a porta da frente e me dei com esta florzinha linda perlada de gotinhas de chuva, veio-me à cabeça uma das minhas canções dos tempos da adolescência na voz romântica do malogrado Agostinho dos Santos e que começava assim:

«Luz dos meus olhos desejo em flor
Que mal conhecem o que é o amor»...

(Versão brasileira de «My little one» de Frankie Laine de 1955.)


Querem ouvir? É lindo de mais...




sábado, 20 de junho de 2015

Canções de Amor (3)

Mais umas das minhas escolhas da série Canções de Amor.

Espero que gostem.









domingo, 31 de maio de 2015

Canções de Amor (2)

Hoje, a rubrica Canções de Amor é dedicada à música francesa, sempre tão bela, tão doce, tão romântica.

Espero que gostem da minha seleção.



Les fueillies mortes  (1951)





L’hymne à l’amour  (1957)




Ne me quittes pas  (1959)








Il faut savoir  (1965)





domingo, 24 de maio de 2015

Canções de amor

A entrada de hoje é especialmente dedicada à nossa amiga Afrodite para que ela não fique com a impressão de que gosto mais de política do que de música...

E porque se trata de uma deusa do Amor, aqui vão umas lindas canções de amor. 

Espero que ela - e todos os que por aqui passarem - goste(m).

















Hei de voltar com outras mais...

Tenham uma boa semana!