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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Currículo do governo

Fez emigrar mais de 300.000 portugueses;

destruiu mais de 500.000 postos de trabalho;

encerrou mais de 250.000 Empresas;

favoreceu descaradamente o Ensino Privado pago por nós;

despediu mais de 30.000 professores;

paralisou a construção civil;

distribuiu dinheiro como nunca pela banca e por escritórios de advogados;

recusou decisões do Tribunal Constitucional;

elaborou todos os OE inconstitucionais;

nomeou mais de 10.000 apaniguados para lugares de confiança política;

roubou pensões e retirou subsídios a velhos, a crianças e a minorias;

fez aumentar o desemprego de forma descontrolada;

lançou 20% da população na pobreza;

encerrou Tribunais e Indústrias fundamentais
;
privatizou uma larga centena de Empresas, algumas fundamentais à nossa soberania enquanto Nação;

submeteu o País a toda a casta de humilhações da UE, do FMI e do Comissão Europeia;

fez representar o País por esse Mundo, por gente desqualificada e sem escrúpulos;

interferiu no curso da Justiça na desqualificação do SNS e da escola pública;

 fez subir o Abandono Escolar e impôs exames a crianças de 9 anos;

mandou os jovens emigrar e insultou os portugueses por viverem acima das suas possibilidades e tratando-os como piegas;

conseguiu que médicos e outros profissionais de saúde desertassem para a reforma, para os hospitais privados e para o estrangeiro;

manipulou percentagens e taxas para iludir o país;

mentiu, mentiu, mentiu;

recebeu e fez desaparecer mais de 100 milhões de euros que recebeu da troika;

E agora quer ser reeleito?


E o povo vai fazer-lhes a vontade?




terça-feira, 26 de maio de 2015

Voltemos à política...

Voltemos então à política!

Tem sido notícia mais que repetida. Esta espécie de governo que nos calhou (por culpa de muitos) quer brindar-nos, já em final de mandato, com esta bela notícia: quer cortar ainda mais uma batelada de dinheiro aos velhos. E, para equilibrar o voto para o seu lado, quer que o PS assine por baixo. Pois então!

E o que fazem os partidos da chamada extrema-esquerda? O jeito à direita - tal como fizeram em 2011...

E o que faz a senhora da Apre? Continua a pavonear-se por aí que é o que ela mais gosta de fazer (e não é de agora...) 


(do facebook)

Não há nada que enganar:
Não se esqueçam de voltar a votar neles!!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Abril, mês da prevenção dos maus tratos na infância


Então dizem que Abril é o mês da prevenção dos maus-tratos na infância e que «sendo a protecção das crianças responsabilidade de toda a sociedade, pretende-se com esta comemoração consciencializar a comunidade para a importância da prevenção dos maus-tratos na infância, através do fortalecimento das famílias no sentido de uma parentalidade positiva e ainda do fundamental envolvimento comunitário.»

Muito bem! Esqueceram-se foi de meter o “governo” nisto! Falam das famílias, da parentalidade positiva, da comunidade em geral, mas deixaram os maiores responsáveis de fora! É que os maus tratos não acontecem apenas nas famílias, nem acontecem por acaso.

Quando os níveis de pobreza sobem aos 20% da população e existem 2,6 milhões de pessoas em risco de pobreza ou de exclusão social;

quando os casais em que ambos os cônjuges estão sem emprego se contam aos milhares, muitos deles sem terem comida para dar aos filhos;

quando se contam aos milhares as crianças que se apresentam nas escolas sem terem comido nada desde o dia anterior e para as quais a única refeição de jeito que fazem é na cantina da escola;

quando nas escolas o número de técnicos de psicologia, terapeutas, professores de apoio e de auxiliares de ação educativa – quais «assistentes operacionais», qual carapuça?! – tem sido drasticamente cortado de há quatro anos para cá;

quando os técnicos na Segurança Social e nas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens têm sido dispensados às centenas;

quando os Lares e Instituições de Acolhimento estão atulhadas e funcionam sabe deus como;

quando os Centros Educativos são escassos e sabe-se lá também como funcionam;

quando os hospitais não têm pessoal nem dinheiro para fazer face às necessidades de uma população cada vez mais carenciada de grande parte dos cuidados básicos;

depois de tudo isto e de muito mais, poderemos continuar a responsabilizar a «parentalidade» e a comunidade de todos os males que assolam as crianças?

Deveremos continuar hipocritamente a «comemorar» todo o mês com encontros e debates, desdobráveis pintados com frases bonitinhas e balõezinhos coloridos? Ah! E com conversinhas com a inefável Jonet e com o balofo presidente da União das Misericórdias… 

Poupem-nos!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Vendam também o Palácio de Belém!

Na sanha de «melhorar» o país e de serem os «bons alunos» da Europa - mesmo que a dívida pública ascenda aos 132% do PIB e que mais de dois milhões de portugueses estejam a viver abaixo do limiar da pobreza, na grande maioria crianças, jovens e velhos e que o desemprego real ronde os 20% - esta espécie de governo que, por incúria de muitos, tomou conta do poder tem vendido o país aos pedaços. Das empresas nem vale a pena falar - já só falta a TAP. Agora viram-se para o património. 

Este é o forte que querem alienar. O forte de São Miguel Arcanjo na Nazaré que data do tempo de D. Sebastião.












Um dia destes poderão querer alienar também o Castelo de São Jorge, a Torre de Belém, a Torre dos Clérigos, a Universidade de Coimbra e ...

... até  Palácio de Belém, sei lá! Com inquilino e tudo!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vamos contar mentiras

No seu início, lá para os idos bem idos dos anos 60, a RTP transmitia semanalmente uma peça de teatro. Nunca fui grande amante de teatro, até porque nesse tempo, o teatro era muito declamado – geralmente dramas de autores russos e outros do género – o que tornava os espectáculos muito pesados e muito aborrecidos.

De vez em quando, lá davam uma boa comédia com bons atores portugueses e essas eu não perdia. Lembro-me particularmente de uma que se chamava “Vamos contar mentiras” com os meus queridos atores Henrique Santana (filho do grande Vasco Santana) e Armando Cortês em que a protagonista representada pela ainda jovem Florbela Queirós tinha o hábito de estar sempre a dizer mentiras e dizia tantas que se convencia de que eram verdades em que todos acreditavam. Uma das mentiras recorrentes era telefonar para a mãe a fazer queixas do marido e a dizer que era muito infeliz. Depois de choramingar o habitual «Ai, mãezinha, sou tão infeliz!», desligava o telefone e, ato contínuo, começava a cantar e a dançar o Perompompero…

É esta cena que sempre me vem à cabeça de cada vez que me acontece ouvir na televisão estes pantomineiros – que não atores formados no Conservatório – do “governo” e os seus acólitos a debitarem mentiras em cima de mentiras pensando que o pessoal, a quem consideram como papalvos, come todas as suas trapaças. Quando desligam os microfones, talvez não cantem o Porompompero, mas devem ficar muito contentes a pensar: «Pronto, já os enganámos outra vez!»

Lembrei-me uma vez mais da boa da comédia hoje, ao ouvir as palavras tartamudeadas pelo governador do Banco de Portugal sobre o caso BES.

E já agora, lembram-se do Perompompero? 




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Notícias e comentários

«(…) Rui Machete é apenas mais um que não sai pela porta pelo seu pé nem é defenestrado porque Passos Coelho não vê, Paulo Portas não ouve (está sempre muito longe, desesperado a tentar ouvir a chegada dos sapatos milionários de Carlos Slim nesta sua viagem ao México de "sucesso e pêras"... e esperas, acrescento eu). E Cavaco Silva não fala, penando, em fim de carreira, como uma maldição, a autoria da frase mais descortês e cruel que foi dita nos últimos 40 anos sobre um Presidente da República, no caso, Mário Soares: "Vamos ajudar o senhor Presidente a terminar com dignidade o seu mandato." Deus não dorme, dizem os crentes. Mas seja Deus, Osíris ou a Ísis de Machete, alguém está a fazer Cavaco Silva beberricar em colherezinhas o seu próprio veneno: ninguém o ajuda a terminar com dignidade o mandato; não fala, tartamudeia, mastiga em seco, engrola palavras e ideias, dá-se a fanicos, enfim, quem com ferros mata...» (Óscar de Mascarenhas, 1/11/2014)

«Desde que as aulas começaram, pelo menos 5140 professores já mudaram de escola. E a dança das cadeiras parece estar longe do fim.» (2/Nov/2014)

«Os concertos do Tony são a única coisa que me move para sair de casa!» (3/Nov/2014)

«Durão Barroso recebeu a mesma condecoração que Mandela, Walesa e Xanana. E Salazar.» (4/Nov/2014)

«Merkel diz que Portugal tem licenciados a mais.» (5/Nov/2014)

«(…) Vim falar desta frase: “Acreditar que os estudos superiores são o caminho de uma carreira de sucesso é uma ideia errada, da qual devemos continuar distantes, senão não conseguiremos convencer países como Espanha e Portugal, que têm demasiados licenciados, quanto aos benefícios do ensino profissional.” E vim falar de quem a disse: a chefe do governo alemão. E onde: às associações patronais alemãs. O quê, quem e em que circunstâncias – é disso que falo. Ora, a percentagem europeia de licenciados é de 25,3 e a da Alemanha ligeiramente inferior, 25,1. Para defender os méritos do ensino superior, Merkel diria: “Patrões alemães, temos de fazer um esforço.” Se fosse o contrário, ela diria: “Patrões alemães, já temos licenciados que cheguem.” Mas não, ela trouxe portugueses (17,6 % de licenciados) para a conversa. Só há uma explicação, ela estava a dizer aos seus: “Com essas ilusões das universidades, os cafres não andam a mandar os serralheiros de que vocês precisam.”» (Ferreira Fernandes, 5/Nov/2014)

(sublinhados meus)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Não há machado que corte...

Depois de ter sido mandado calar no DN, Baptista-Bastos escreveu na semana passada, no Jornal de Negócios, a crónica que aqui transcrevo hoje e que devemos ler com atenção.



A voracidade destrutiva do grupo de Passos Coelho é a maior tragédia que tombou em todos nós, os que trabalham, desde o 25 de Abril.

A sociedade portuguesa está cada vez mais pesada e trágica. A entender o que diz, ou sussurra, ou omite o Orçamento do Estado, a miséria vai aumentar para os mais desprotegidos, e a reposição de 20% dos cortes aos funcionários não passa de uma decisão ultrajante. O Governo está a cair aos pedaços fétidos e não pára de ferir fundo aqueles de nós, como eu, com perdão da palavra, que têm de continuar a trabalhar ou a biscatar para sobreviver.

A voracidade destrutiva do grupo de Passos Coelho é a maior tragédia que tombou em todos nós, os que trabalham, desde o 25 de Abril. Temos de repetir esta evidência até que a voz nos doa. Agora, alguns dos patrões que enriqueceram com as benesses e as facilidades propiciadas por este Executivo, já começam a recalcitrar. A própria direita, corporizada em Paulo Portas, percebe que o chão lhe está a fugir, mas metem nojo, por exemplo, as declarações de Lobo Xavier, um dos homens de mão do Belmiro de Azevedo, ou as patetices de Nuno Melo (parece ser assim o nome do desenvolto) quando proclama a melhoria de vida dos portugueses. O Governo está em estilhaços, as malfeitorias que pratica não cessam, e o Orçamento do Estado constitui um ultraje ignominioso, a crer nos economistas e em toda a oposição. O próprio António Saraiva, patrão dos patrões, começa a não poder esconder o mal-estar que se lhe apossou, independentemente de estar visivelmente doente.

Mas a questão central continua a mesma: e depois de Passos, que decisões tomará o novo Governo, ante este caos económico, moral, social e cultural?

Às vezes, muitas vezes, penso quais serão as conversas que o primeiro-ministro terá em família? E a família ficará infensa à gritaria, aos protestos, ao caudal de desemprego, de fome de miséria que se estende pelo País?

Claro que o futuro de Passos estará sempre garantido, e o espectro do desemprego não tocará nunca no batente da sua porta. Deixa, atrás de si, um país que destruiu, e cujos escombros são a trágica afirmação de uma prática governamental pautada pela mais atroz incompetência. Os seus amigos serão a senhora Merkel, o senhor Juncker e o sinistro dono das finanças alemão, cujo nome me causa engulhos, e que foi o grande patrocinador desta macabra experiência político-económica. O ministro Gaspar já está arranjadinho, e só não passa à história como biltre porque os portugueses são esquecidos, fazem-nos esquecer ou negligenciam a sua pessoal sobrevivência.

A preguiça mental e social e a cobardia nascida da indiferença são as causas gerais da nossa decadência. Há restos de dignidade e de decência, como a que corresponde a atitude de Maria Teresa Horta, grande poetisa e grande carácter, que recusou receber, das mãos de Pedro Passos Coelho, o prémio da Casa de Mateus, enquanto um "escritor" inexistente, arfante de alegria, foi medalhado pelo dr. Cavaco, com esfuziante entusiasmo e pouca-vergonha a condizer, servindo de berloque à direita mais sórdida.

António Costa, presumível primeiro-ministro, vai estar em terreno armadilhado. Só o apoio das forças de esquerda poderá impedir o que se prevê. A imprensa está a mudar de donos, e criaturas estipendiadas são colocadas em lugares-chave da comunicação social, perante a impávida disposição das Redacções.

Apesar deste caos moral e social, e das minhas apreensões ante o panorama, continuo a acreditar que possuímos forças suficientes para enfrentar a avalanche. Não podemos é desistir. Desistir, nunca, e em circunstância alguma.



NOTA A TEMPO - Aproveito para agradecer aos leitores que se interessaram pela minha saúde, na semana passada. E, também, a todos aqueles, às centenas, indignados com um percalço de que fui protagonista. A saúde foi um transtorno passageiro. No outro caso, recorro a Carlos de Oliveira: "Não há machado que corte / a raiz ao pensamento."




terça-feira, 14 de outubro de 2014

Que preguiçosos, os portugueses!


A senhora Merkel, na sua sanha de (re)ganhar pela asfixia económica a guerra marcial (passe o pleonasmo) e étnica que o seu antepassado Hitler perdeu, lançou, conjuntamente com os povos lá bem do Norte – certamente invejosos do esplendoroso sol e da alegre luminosidade do sul – a patranha de que nós éramos um povo de preguiçosos, que não tínhamos ânimo para o trabalho, e por isso não conseguíamos manter a nossa economia acima da linha de água tudo por causa da nossa baixa produtividade.

Não tardou muito tempo para que o polidor de sapatos ao serviço da dita senhora, o “nosso” primeiro-ministro, pegasse nessa deixa da sua aureolada mentora e cortasse feriados centenários, aumentasse o número de horas de trabalho semanal dos funcionários públicos ao mesmo tempo que lhes baixava os vencimentos enquanto cortava drasticamente nas vagas necessárias para o, não digo bom, mas pelo menos razoável funcionamento das instituições públicas. Tudo em nome da bendita produtividade que não conseguimos por causa da preguiça.

Partindo desta (germânica) premissa, nem sei como explicar o meu espanto quando li, há dias, no jornal que o pessoal médico e de enfermagem está próximo da exaustão pelo esforço despendido para conseguir dar nos seus postos de trabalho a resposta que o público espera deles e a que estava habituado.

Quando leio que aquela espécie de ministro (C)rato promete aos quatro ventos que os alunos prejudicados pela hecatombe (palavra minha, não estou a citar…) criada pelos disparates em cacho na colocação dos professores contratados vão ter aulas de compensação, já estou a ver daqui que quem vai ser obrigado a leccionar essas aulas vão ser os professores que já estão a trabalhar com os seus horários completos, alguns com oito e nove turmas de vinte e muitos alunos para reger e mais não sei quantas horas de apoios e sei lá de que mais que as direcções lhes queiram dar.

Outros grandes preguiçosos são os auxiliares de acção educativa – que agora de chamam assistentes operacionais – muitos dos quais são contratados temporariamente a 2.90 euros a hora num máximo de quatro horas por dia e que dão horas e horas do seu tempo para que os alunos, muitos dos quais tão novinhos que não podem ser deixados sozinhos, tenham de facto alguma assistência (nem que seja operacional…)

Com preguiçosões destes – e de outros – que só querem esticar-se ao sol e viver de subsídios, como pode realmente a nossa produtividade aumentar por forma a elevar a economia do país?

Sim, que a responsabilidade por este caos não pode ser assacada às políticas do “governo”, nem aos vergonhosos roubos de banqueiros e outros poderosos da área do “governo”, nem da inépcia e falta de conhecimento e de saber dos nossos empresários, nem da falta de honestidade e de visão na aplicação por parte dos governantes e dos influentes dos milhões que jorraram da Europa desde a nossa adesão e que deveriam ter renovado toda a indústria e desenvolvido a nossa riqueza natural!


A culpa é toda deste povo de preguiçosos!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Este é o Estado a que chegámos

« (…) Menos Estado e melhor Estado foi a divisa de quem nunca soube o que era uma junta de freguesia e passou a assinar como primeiro-ministro; de quem passou de gestor de uma empresa de formação de técnicos de aeródromos e heliportos, em que nenhum formando obteve certificação, para a aparente chefia do Governo; do ressaibo de quem não digeriu a autodeterminação das colónias e a queda da ditadura, para líder de um partido fundado por democratas e confiscado por suspeitos que o empurraram para as funções.

O Estado, exonerado de estadistas e de servidores públicos, ficou entregue a paquetes de ex-dignitários que têm passado pelos negócios e traficâncias em absoluta impunidade. O País está em estado comatoso. A ética evaporou-se. A competência entrou de greve e a dedicação à causa pública foi de férias.

O ensino, onde as aulas, durante anos, começaram com assinalável precisão, com todos os docentes colocados no primeiro dia, está em estado ruinoso; as finanças conseguiram passar de um défice de 90% para 134%, e alcançaram o estado de saturação fiscal; as Forças Armadas dirigem-se para o estado de inoperacionalidade; a saúde vai a caminho do estado caritativo; a segurança social, tal como o País, ameaça o estado de falência; a justiça está em estado de Citius e o Governo a caminho do Estado Novo.»


Carlos Esperança, in facebook




quarta-feira, 4 de junho de 2014

Calimero em versão nacional

Até há uns meses atrás a culpa de tudo o que acontecia de mal neste país era imputado ao Sócrates. Agora, depois de inventarem que ele ia para a cama com outros homens (e se fosse, qual era o crime?); depois de inventarem todas as trapaças e mais algumas sobre roubos, contas off shore e desvios orçamentais colossais que nunca conseguiram provar, o homem foi finalmente deixado um pouco em paz e preterido pelo Tribunal Constitucional.

Portugal foi considerado hoje o 2º país da Europa com menos apoio às famílias – culpa do Tribunal Constitucional!

Bruxelas e o FMI reviram em baixa o crescimento da economia portuguesa – culpa do Tribunal Constitucional!

Portugal é visto como um país de empresas de baixa facturação – culpa do Tribunal Constitucional!

O número de pessoas e famílias a viver no limiar e abaixo do limiar da pobreza aumenta em velocidade de cruzeiro – culpa do Tribunal Constitucional!

A taxa do desemprego vai descendo não por criação de emprego, mas porque os desempregados vão deixando de ter direito ao cada vez mais encolhido subsídio de desemprego passando à qualidade de indigentes – culpa do Tribunal Constitucional!

São cerca de 40 mil professores que se candidataram a um número diminuto de mil e novecentas vagas do quadro – culpa do Tribunal Constitucional!

Até o ministro da Saúde vem dizer «vamos lá ver se não temos de fazer cortes na Saúde» - tudo por culpa do Tribunal Constitucional!

O “nosso” primeiro queixou-se de que a sua governação foi posta em causa – culpa do Tribunal Constitucional! (é que foi a primeira vez que tal aleivosia aconteceu!)

E por fim, o “nosso” primeiro teve de cancelar a visita ao Brasil para assistir ao encontro inaugural da Selecção – culpa do Tribunal Constitucional, claro!!

São duas as inferências que se me assomam à ideia:   
                                                                               
Primeiro, que o “nosso” primeiro é uma vítima de todas as malvadezas e estão todos contra ele, coitadinho! Como dizia o Calimero (quem não se lembra dele?) «It’s not fair!!»



Depois, em modo bem mais duro que nada tem a ver com o boneco animado do tempo das minhas filhas, só me apetece citar o ex-secretário de Estado da Cultura: «Vão tomar no cu!» (Desculpem-me o vernáculo, mas estou a citar um conhecido escritor da praça.)



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Que vergonha!


Até a minha gata se envergonha!


Ainda nem um, nem unzinho dos orçamentos elaborados por esta espécie de "governo" e promulgados por aquela espécie de presidente da República que muitos ajudaram a eleger conseguiu ser feito de acordo com as normas da Constituição da República!

Que fazer? Num país civilizado, sustentado em critérios democráticos e com um povo forte e bem educado e bem formado, já tinham sido todos erradicados (para não dizer corridos).

Mas nós continuamos formatados pelos requerimentos em papel selado dirigidos a Sua Excelência muito respeitosamente e ficamos à espera do deferimento. Indefinidamente...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sinais de (re)toma

Agora que os donos da Europa e do FMI permitiram que a ministra Swap «se conseguisse livrar» da troika e obrigaram o “governo” à suja «saída limpa», começam a despontar os primeiros sinais de alívio, os primeiros «sinais de retoma».

O grande «grito do Ipiranga» foi dado pelo “governo”: realizou uma reunião de conselho de ministros (acho que até falaram em inglês…) em que aprovou um documento em inglês (“para inglês ver, claro!) pirosamente chamado «The Road to Growth» para atrair investidores para Portugal. E já vieram engalar em arco dizer que, para combater o emprego jovem, a McDonald’s vai criar 600 novos empregos nos próximos três anos. Que belos empregos! Duradores, muito bem pagos e com fortes perspectivas de futuro… …

No dia seguinte ao do conselho de ministros, o Eurostat veio com a notícia de que Portugal tem a sexta taxa de emprego mais baixa da zona euro, afastando-se pelo quinto ano seguido do objectivo europeu de 75% até 2020 e que a taxa de emprego entre os portugueses com idades entre 20 e 64 anos caiu em 2013 pelo quinto ano consecutivo para os 65,6.

No mesmo dia, o INE publicou as Contas Nacionais Trimestrais em que mostra que a retoma que o governo decretou existir não passa de uma (recorrente) ficção: no primeiro trimestre de 2014, quando comparado com o trimestre anterior, a economia caiu 0.7% em termos reais.

O PIB tem caído em cadeia (diz que é por causa do encerramento de uma refinaria da Galp e da diminuição da produção da AutoEuropa) e o investimento caiu mais de 30% desde o início do programa de ajuda externa.

E hoje ficámos a saber que o preço que pagamos pelo gás e pela electricidade é dos mais altos da EU.

São ou não são uns extraordinários sinais de (re)toma? Robustos e fiáveis…

Uns bons tomas (sem «re») é o que este “governo” precisa!!





quinta-feira, 13 de março de 2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Campanha eleitoral



A rapaziada do “governo” entrou em campanha eleitoral. E não se pense que o alvo dessa campanha é a eleição dos deputados portugueses para o Parlamento Europeu que terá lugar em finais de Maio próximo. De facto, em finais de Janeiro, ainda nem se conhecem os nomes que irão integrar as listas dos diversos partidos para essa eleição.

Não! Quando digo que o “governo” está em campanha eleitoral, refiro-me às legislativas (que terão lugar lá para Outubro de 2015) e até às presidenciais (que serão realizadas lá para Janeiro de 2016).

Primeiro vieram com os sinais positivos da economia (mesmo sem dizerem quais) e com a descida da taxa do desemprego que, sabemos bem, tem diminuído porque grande parte dos desempregados deixaram de ter direito ao respetivo subsídio passando a não contar como desempregados já que passaram à triste categoria de indigentes. Quanto a este assunto a nossa atemorizada comunicação social nunca diz que esses cidadãos passaram a não contar para nada, antes diz, da forma mais eufemística, que «deixaram de procurar emprego», empurrando para eles a responsabilidade dessa situação. Por outro lado, esconde-se o exorbitante número de pessoas que, não conseguindo trabalho cá no país, emigram fazendo também baixar a percentagem do desemprego.

Agora, como moeda de troca com o «criado de libré» a quem a «taluda» da guerra no Afeganistão arranjou um lugar como presidente da Comissão Europeia e a quem Passos Coelho prometeu lançar na corrida a Belém, vêm os seus “subordinados” ajudar à campanha interna fazendo o constante elogio da acção deste “governo”, dizendo que Portugal pediu o resgate tarde de mais – discurso que vem espevitar aquela ideia tão grata a este povo de que os socialistas estiveram, estão e estarão na origem de todos os males que lhes acontecem – declarando que a dívida pública portuguesa baixou não sei quantos pontos, e agora anunciando até que o défice para este ano ficará 1% abaixo do negociado com a troika.

Entretanto, o PM e apaniguados que até há poucas semanas ameaçavam o povo com um segundo resgate vêm agora apregoar que vamos sair deste resgate “limpinhos, limpinhos” (onde é que já ouvimos isto?!) como a Irlanda. A continuarmos neste ritmo, ainda passamos à frente da Alemanha!...

Apoiando a campanha em curso, a nossa comunicação social, seja com reportagens, notícias, debates, cometários escolhidos, todos os dias repete até à exaustão (e apenas) estes e outros logros ardilosos. Ainda há pouco, o telejornal do canal governamental pretendeu fazer um balanço da atuação dos três anos do “presidente” da República e para tal convidou algumas figuras absolutamente insuspeitas a pronunciarem-se: Proença de Carvalho, Francisco Van Zeller, Nicolau Breyner… (Nem os ouvi!)

Por último, mas não em último, um grande apoio da (vergonhosa) campanha do “governo” é o secretário-geral do maior partido da oposição que, segundo consta, se move pelo país mas em sapatinhos de lã para não dar muito nas vistas, não levanta aquela vozinha de menino de coro para nada, limitando-se a dizer, com muito pouca convicção, que o “governo” não pode contar com o PS para não se sabe muito bem o quê, e não se assume abertamente perante o país como uma verdadeira e forte alternativa.


Estamos feitos!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pensamento




Para quando um novo




Muito a propósito recomendo um saltinho ao crónicas do rochedo...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vizinhanças

Para quebrar a fiada de críticas às atuardas desbragadas destes "governantes" pedantes e às suas constantes medidas inconstitucionais e de lesa-população, hoje deixo aqui  umas imagens de uns novos vizinhos que nasceram na casa aqui mesmo em frente da nossa e que, ao contrário dos ditos "governantes" são uma coisinha verdadeiramente fofa. 

Ora vejam.









Agora reparem bem no ar de espanto da minha Branquinha, do lado de cá, ao ver aquelas «adolessentes inconssientes» que, por acaso são iguaizinhas a ela...




domingo, 6 de outubro de 2013

Que nos matem a todos!!

Contava hoje deixar aqui uma breve mostra do que foi ontem em Leiria o evento «Há Música na Cidade». Mas perante a pirâmide de vergonhas - ou melhor, de poucas vergonhas - que este "governo" que ninguém despede nem põe para correr despejas sobre todos nós dia após dia e até mesmo aos domingos, não posso deixar de transcrever grande parte de um texto que li no facebook e que mostra bem o desespero e o desencanto que já viveu tantos anos sem nunca esperar chegar a esta dolorosa situação.


(…) «Hoje, a desconhecida idosa, triste e vacilante, recebeu um choque de monta quando ainda não tinha tomado o seu café e a torrada preparada com as mãos trémulas. Ouviu e mal podia acreditar nas palavras que os seus ouvidos recebiam. O governo vai retirar 100 milhões de euros às pensões de sobrevivência de todos os regimes de reforma. 

Já lhe tiraram muito com a hipócrita taxa de solidariedade e com os novos escalões de IRS, aumentaram-lhe o IMI do pequeno apartamento adquirido há quase 50 anos, aumentaram a eletricidade tão preciosa para os dias frios de inverno, o gás e a água e agora ainda vão ao que resta. 

Na padaria, a idosa queixou-se que, pelas suas contas, vai ficar com menos do que ela recebia quando o marido era vivo e reformado. Já quase não vê de uma vista e da outra apenas uns 50% e tem de ir a Coimbra à consulta do médico que a operou de um glaucoma causado pela diabetes. 

Que nos matem a todos, disse a octogenária. A senhora Merkel que mande através da troika instalar as câmaras de gás que os seus compatriotas tão bem souberam construir durante a guerra. Nós, os idosos, somos os novos judeus da Europa, querem a nossa liquidação final, querem-nos mortos sem tratamentos e à fome e ao frio.

Na verdade, foi um golpe tremendo anunciado pelo Portas, o tal que era contra todos os aumentos de impostos. O egoísmo totalitário instalou-se em todas as sociedades globalizadas. A Igreja Católica nada diz porque a austeridade assassina vem de dois partidos ditos democratas-cristãos e Francisco, como os seus antecessores, acha bem tudo o que tem o nome de Cristo sem se insurgir contra a hipocrisia máxima dos que fingem nele acreditar para roubarem sempre mais.

(…)

Quanto tempo é que isto vai durar? Perguntou a idosa na padaria aos poucos anciãos que ainda se arrastam até ali para comprar pão e eventualmente tomar um café. Todos discutiam a notícia, todos lamentavam a sua falta de forças para se revoltarem e um deles disse: “pois é, ninguém se revolta por nós; julgam que nunca chegarão a velhos. Não me refiro aos políticos que esses roubam o suficiente para a sua velhice, mas aos honestos cidadãos trabalhadores e às classes médias”. Ficaram todos mudos e quedos, fixando os raios solares que hoje entravam alegremente na padaria, mas que nada tiravam da tristeza daqueles que trabalharam toda a vida para NADA.»

sábado, 31 de agosto de 2013

Levando o governo ao colo


Não é novidade para (quase) ninguém que os media estão a fazer de tudo para levar os portugueses a voltarem a votar na vergonhosa direita que tomou o poder de assalto (com a conivência de igual modo vergonhosa dos partidos lá da esquerda do fundo, diga-se). O nosso amigo do cronicasdorochedo escreve sobre este assunto hoje e mais não ouviu – e fez ele muito bem! – o omnisciente “comentador” Luís Marques Mendes que ainda há pouco perorou sobre o chumbo pelo TC da lei da mobilidade especial – vulgo despedimento em massa – dos funcionários públicos.


Foi a primeira vez que me deu para o ouvir e, garanto, fiquei “vacinada”. Calhou passar para a SIC para evitar a carochinha de serviço ao Jornal da TVI e um qualquer programa supercretino que um qualquer garotelho também supercretino apresentava na RTP1. Pois o senhor em questão, aluno incondicional do “saber de experiência feito” do senhor presidente e do estilo inconfundível do supercomentador da TVI, falou dos juízes do Tribunal Constitucional e da sua atuação com um desbrido  tom de desapreço e de desconsideração mencionando a idade em que se podem aposentar e o facto de não terem interrompido as férias «como faz o primeiro-ministro e o presidente», “paleio” que realmente agrada a uma determinada camada de pessoas e sempre manipulando-lhes as vontades. Por outro lado, foi acicatando outra camada de pessoas no sentido de lhes avolumar o odiozinho que sentem pelos “benefícios” de que gozam os malandros dos funcionários públicos!

“A decisão do Tribunal Constitucional tem de ser respeitada, mas merece ser criticada. No sector público não se pode despedir, mas pode despedir-se no privado. Na Constituição não está esta distinção”, acusou. “O que está aqui em causa não é uma lei da Constituição é um princípio e o princípio é subjetivo. Se fossem outros juízes se calhar a interpretação era outra”, reiterou. E depois ainda ameaçou com novo aumento de impostos se os “incompetentes” dos juízes do TC chumbarem os cortes nas pensões!

É de facto abjeta a forma como este e todos os outros comentadores de direita manipulam, mentem, inventam para levarem este “governo” ao colo!

Dramática, porém, a forma como este povo se deixa manipular e convencer por gente tão pequena como esta!

Comentadores da direita


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

É a Isabel!

Pronto! temos mais uma mulher no "governo"! É a Isabel. Será que é irmã do José?





Do José Castelo-Branco, claro!...




terça-feira, 30 de julho de 2013

O inimigo público nº um!



Na sexta-feira ao fim do dia, o ministro das Cratinices enviou às direções das escolas a rede escolar com um brutal corte no número de turmas propostas pelas escolas. Os diretores estrebucharam mas não tiveram tempo nem sequer de reclamar para cima porque ontem, 2ª feira, até às seis da tarde, tinham de colocar na plataforma do ministério o número de professores com horários zero (que entretanto aumentou devido ao corte no número de turmas, não sei se estão a ver…) No desnorte a que o chamado ministério da Educação, ora implodido por vontade do ministro (C)rato, nos tem já habituado, os diretores lá receberam mais 24 horas de prazo para darem conhecimento do número de professores a descartar.

Entretanto, foi também dada ordem para os organismos públicos declararem até 4 de Agosto os funcionários a mandar fora. Li este título na net onde não era referido se haveria critérios bem definidos para os chefes procederem a esses levantamentos. Espero sinceramente que sim (embora ponha as minhas dúvidas).

A maioria parlamentar que apoia o “governo” aprovou ontem na Assembleia o aumento semanal de horas de trabalho para a função pública, bem como a possibilidade de despedimento (a esmo, a bem ou a mal e custe o que custar) porque é preciso descartar 15 000 funcionários.

Este pseudo-primeiro-ministro, na sua proverbial falha cultural, pessoal e humana, refere-se publicamente aos funcionários como se de gado se tratasse.

Os funcionários públicos ao ativo bem como os que já ganharam o direito são o material inútil e descartável no entender destes “meninos”, estes “escuteirinhos em calções” (a fazerem lembrar a juventude hitleriana que o “nosso” ditador tão bem copiou) sem formação política nem de nenhuma outra ordem que não seja a de se defenderem pessoalmente e à sua baixa e abjeta ideologia.

Por outro lado, e por incrível que pareça, não se ouvem vozes – com exceção para os políticos da oposição e para os sindicalistas – que se oponham marcadamente a este desvario e esta sanha contra a função pública. Houve sempre, mesmo no tempo do “nosso” ditador, um odiozinho mais ou menos calado contra quem trabalhava para o Estado e agora, parece, os detentores dessa mentalidade mesquinha e ciumenta estão a ter, finalmente, a sua vingançazinha interior.


Os funcionários públicos ao ativo bem como os que já ganharam o direito são/somos, de facto, o atual inimigo público nº um do país!