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sábado, 20 de junho de 2020

É Verão

Celebremos o Verão 

  • Com a bela imagem do solstício no monumento megalítico




  • Com Sophia
Primeiro vem Janeiro
Suas longínquas metas
São Julho e são Agosto
Luz de sal e de setas

A praia onde o vento
Desfralda as barracas
E vira os guarda-sóis
Ficou na infância antiga
Cuja memória passa
Pela rua à tarde
Como uma cantiga

O verão onde hoje moro
É mais duro e mais quente
Perdeu-se a frescura
Do verão adolescente

Aqui onde estou
Entre cal e sal
Sob o peso do sol
Nenhuma folha bole
Na manhã parada
E o mar é de metal
Como um peixe-espada.

In O nome das Coisas, 1977

***

PRINCÍPIO DE VERÃO

Largos longos doces horizontes
A desdobrada luz ao fim da tarde
Um ar de praia nas ruas da cidade
Secreto sabor a rosa e nardo arde

 in| "Ilhas",1989


  • Com música
 A clássica...




... e a louca...






Nem sei o que vão preferir...
                                    ... talvez isto...





segunda-feira, 20 de abril de 2020

Ainda sobre o tempo, agora em música

Por muito que façamos e que inventemos para fazer escoar o tempo que medeia entre o nascer e o pôr do sol, para quem é e sempre foi muito ativo e para quem está confinado em casa e sozinho há seis longas semanas - sozinho e afastado do seu mundo de todos os dias - não é fácil.

Conhece bem a situação quem está na mesma.

(E depois a vergonha, o remorso por nos sentirmos neste vazio de alma, quando sabemos que há tantos milhares de pessoas que se encontram em situações mil vezes piores... mas que se há de fazer?!

Um dia destes li um cartaz que nos exortava a não nos queixarmos da solidão e do isolamento e que nos lembrássemos que Mandela aguentou isso durante 27 anos. E senti-e envergonhada. mas...)

Nestas e noutras alturas em que ando à bulha com o tempo, lembro sempre esta maravilhosa canção tão bem interpretada pelo infeliz Otis Redding e que, com a sua toada, dá mesmo a sensação da solidão e do isolamento.

Querem ouvir?




As palavras são mais ou menos estas:

«Sentado a apanhar o sol da manhã
Estarei sentado quando o entardecer vier
A ver os barcos a chegar
E depois a vê- los partir outra vez

Estou sentado sobre a baía
A ver a maré a descer
Estou sentado sobre a baía
A passar o tempo

Deixei a minha casa na Geórgia
E dirigi-me para a Baía de S. Francisco
Porque não tinha do que viver
Parece que nada me acontecerá, por isso

Estou só sentado sobre a baía
A ver a maré a baixar
Estou sentado sobre a baía
A passar o tempo

Parece que nada vai mudar
Tudo parece ficar na mesma
Não posso fazer o que os outros me dizem  
                             que faça
Por isso parece-me que vou ficar
Sentado sobre a baía (…)»


sábado, 22 de junho de 2019

Summertime

É sempre uma enorme tentação de cada vez que chega o Verão - recordar a lendária canção «Summertime» que integra a ópera «Porgy and Bess» escrita por G. Gershwin nos anos 30 do século passado. 

As bandas de jazz trataram-na, adaptaram-na e logo se tornou um enorme sucesso. Como melhor a conhecemos é pelo saxofone de  Louis Armstrong e na voz da Ella Fitzgerald.

Mas hoje vou deixá-la aqui nesta versão anterior.



Se bem que o original na peça de teatro era este - que é uma verdadeira delícia.

Ora deliciem-se!




domingo, 14 de abril de 2019

Domingo de Ramos

E uma vez mais, um trecho de um dos filmes da minha vida, hoje que a Igreja celebra o Domingo de Ramos.

(pena a má qualidade da imagem...) 





terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Hoje é o aniversário do Rei!

Elvis Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935. Faria hoje 84 anos.

E eu, fiel aos meus hábito, deixo aqui mais um pequeno tributo ao Rei. 

Atendendo a que não posso - não devo - lembrar todos os anos o «Are you lonesome tonight?» que é a minha preferida de todas as que ele cantou - deixo uma bela canção de 1956 que também sempre me encantou - «Love me tender»

(Sou uma romântica, que se há de fazer?!...)



terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Despertando a criança que há em nós!

Numa época em que os quase nos forçamos a que os nossos corações transbordem de alegria e de bondade - oh como me vem à cabeça aquele poema de um Gedeão mais desencantado que dizia «Hoje é dia de ser bom» - trago aqui uma representação, decerto já vossa conhecida, mas que pode despertar a criança que há em cada um de nós.

Desfrutem! E, já agora, Boas Festas!




quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O dinheiro

É indiscutível o poder do dinheiro! O dinheiro tudo pode e não vale a pena estarmos com devaneios e pensamentos ingénuos. No fundo, no fundo, todos temos o nosso preço...

Já o dizia o poeta João de Deus, em cujo "Dinheiro" tropecei hoje, por acaso.

O dinheiro é tão bonito,
Tão bonito, o maganão!
Tem tanta graça, o maldito,
Tem tanto chiste, o ladrão!
O falar, fala de um modo...
Todo ele, aquele todo...
E elas acham-no tão guapo!
Velhinha ou moça que veja,
Por mais esquiva que seja,
                            Tlim!
                            Papo.

E a cegueira da justiça
Como ele a tira num ai!
Sem lhe tocar com a pinça;
E só dizer-lhe: «Aí vai...»
Operação melindrosa,
Que não é lá qualquer coisa;
Catarata, tome conta!
Pois não faz mais do que isto,
Diz-me um juiz que o tem visto:
                            Tlim!
                            Pronta.

Nessas espécies de exames
Que a gente faz em rapaz,
São milagres aos enxames
O que aquele demo faz!
Sem saber nem patavina
De gramática latina,
Quer-se um rapaz dali fora?
Vai ele com tais falinhas,
Tais gaifonas, tais coisinhas...
                            Tlim!
                            Ora...

Aquela fisionomia
É lábia que o demo tem!
Mas numa secretaria
Aí é que é vê-lo bem!
Quando ele de grande gala,
Entra o ministro na sala,
Aproveita a ocasião:
«Conhece este amigo antigo?»
— Oh, meu tão antigo amigo!
                            (Tlim!)
                            Pois não!

João de Deus, in 'Campo de Flores' 


E a propósito, esta excelente cena de Cabaret.




quinta-feira, 16 de agosto de 2018

In memoriam

Não me canso de repetir a frase que li de um amigo meu: «O século XX está a deixar-nos.»

E de lágrimas nos olhos.

Hoje foi a vez da cantora soul Aretha Franklin (1944-2018)

Resta-nos recordar a sua atribulada vida (aqui)

E dizer uma pequenina oração com ela, por ela e para ela.

Descansa em paz!




sexta-feira, 27 de abril de 2018

Uma canção de abril

Não queria deixar terminar o mês sem lembrar aqui para vós esta bela canção de abril, que foi tema principal da comédia romântica do mesmo nome - April love - um musical norte americano rodado numa fazenda do estado do Kentucky

O filme é de 1957 e em português chamou-se Sol no coração. O cantor Pat Boone (quem se lembra dele?!) foi igualmente o protagonista do filme em parceria com a bela Shirley Jones. 



Vamos então ouvir a linda canção de amor...




... que diz mais ou menos isto:

O amor de abril é para os muito jovens
Cada estrela traz um desejo que brilha para ti
O amor de abril é as sete maravilhas
Um beijinho apenas pode dizer-te que assim é.

Por vezes um dia de abril pode trazer aguaceiros
Chuva que faz crescer as flores para o seu primeiro bouquet
Mas o amor de abril pode escapar-se-te entre os dedos
Por isso se ela for a tal, não a deixes fugir...


quarta-feira, 28 de março de 2018

Crying Time

De facto o astral está um pouco em baixo, talvez por isso me tenha lembrado desta canção das minhas preferidas de sempre.

Sempre me deixei fascinar pelas canções de «fim do amor» - traumas de juventude...

Se puderem, relembrem e apreciem a melodia e a voz.




quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Para combater o frio...

Nada de camadas de roupa! Nada de cobertores, mantas ou edredons! Nada de lareiras ou salamandras!

Faça como este elegante rapaz dos seventies e vai ver que fica logo a transpirar...

Quem não se lembra de Grease ou de Saturday's Night Fever? 

Vamos rever e... apanhar a onda disco...



domingo, 21 de janeiro de 2018

Pretty Woman

Hoje dei-me «ao desfrute» de (re)ver o filme Pretty Woman dos idos de 90 com o jovem e lindo Richard Gere (Uh!) e a esbelta Julia Roberts, a do sorriso romântico.

Gostei de (re)ver - quem não gosta de ver um conto de fadas? Mas do que gostei mesmo, mesmo foi de voltar a ouvir a canção - uma das minhas canções - Oh, Pretty Woman, na sua versão original de 1964, pelo seu compositor . cantautor, como se diz agora - Roy Orbison.

Lembram-se dele?



Deixo ainda mais outro enorme êxito de Roy Orbison (1936 - 1988) - You Got It.




(Peço desculpa aos meus amigos bloggers por não responder aos vossos comentários, nem comentar nos vossos blogs. Isto deve-se à imensa demora na publicação dos comentários.)

Boa semana!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Parabéns, Elvis!

Mais um ano que passa sobre o nascimento de Elvis Presley e mais uma vez - como de costume neste espaço - aqui fica a lembrança daquele que revolucionou a música rock e a prestação dos seus cantores em palco. Mais uma vez aqui fica a lembrança de uma das vozes mais bonitas (e dos homens mais bonitos) da música norte americana. 


Este era o "meu Elvis".




Mas esta era, sem dúvida, a minha canção do Elvis! A mais bela. A mais romântica. A mais bem interpretada. A que mais me dizia...




Faria hoje 83 anos.

Partiu há quase 41 anos


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Bali Hai







A inesperada entrada em erupção do vulcão Agung na ilha de Bali trouxe-me à memória uma belíssima canção do filme musical daqueles muito românticos Ao Sul do Pacífico, de 1958, e que eu vi em inícios de 60. Nunca mais me esqueci da canção e são muitas as vezes que trauteio o refrão.

Bali Ha'i é o nome dado a uma ilha mítica que se avista no horizonte mas que é inalcançável. No filme tem uma conotação mágica, romântica. O filme passa-se no tempo da Segunda Guerra e a ilha encontra-se ocupada  pelas tropas americanas. A matriarca da ilha vende produtos aos soldados que lhe chama Bloody Mary.

Suponho que ninguém se lembrará, mas a canção é tão bonita e está tão bem cantada pela misteriosa Bloody Mary!  Ora vejam.




terça-feira, 21 de novembro de 2017

Prenda de anos para o Ricardo





Esta canção, que é das minhas favoritas, e então com o entusiasmo com que é cantada e tocada, vai diretinha para o meu/nosso amigo Ricardo Santos que faz aninhos hoje e é um tremendo fã de jazz...

Oxalá ele goste!


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Alguém se lembra de Ricky Nelson?

Foi-me recordado por um amigo daqueles tempos. Foi um daqueles cantores que "apaixonou" as meninas dos anos 50, com aquela carinha inocente, aqueles olhos muito azuis e aquela voz tão docemente romântica, tão apreciada à época.




Deixo-vos com uma canção romanticamente bela.
E depois com outra mais «country» e talvez mais vossa conhecida - «Hello, Mary Lou»

Logo dirão qual preferem.








Para saberem mais sobre Ricky Nelson: 



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Hoje digo uma pequena prece ...

Sabe quem me conhece bem que não sou pessoa de rezas ou de comportamentos próprios da religião, seja ela qual for. Mas não é por isso que me considero menos humana, menos sensível ou estou menos pronta para a ajuda, o apoio, a compaixão pelo meu próximo.

Neste luto emaranhado de ódio e más-vontades que se está a viver no país, mas de muito sofrimento para tantos,  e no meio de toda a angústia que me aperta o coração e a garganta, lembrei-me de uma «pequena prece» que a Aretha Franklin diz tão bem.

Por todos e para todos - e no dia de aniversário do nascimento do meu pai, que faria hoje 98 anos se a morte não o tivesse surpreendido aos seus breves 49 - uma pequena prece - A Little Prayer for you!




terça-feira, 26 de setembro de 2017

September Song

Ainda me arrisco a deixar Setembro chegar ao fim sem publicar esta canção deliciosamente romântica sobre o mês em que as folhas das árvores se tornam amarelas, vermelhas, castanhas...

Jáa  publiquei  em vários Setembros, mas quando chega outro Setembro, não resisto e vou à procura de outras versões.

Hoje deixo-a na voz quente de Ella Fitzgerld.

E depois... outra vez com o Sinatra... com letra - que a letra é toda ela deliciosa.

(Quando nos começamos a repetir,e porque deve estar na hora de fecharmos o blog...

Sei não...)









segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Porque hoje é 2ª feira...

É isso, porque hoje é 2ª feira, lembrei-me desta musiquinha dos sixties (1966) ...

Monday, Monday,
So good to me...


Quem se lembra?




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Oiçamos o Boss!

Recebi de um amigo com esta nota:

«Tudo corria bem no show de Bruce Springsteen, em Leipzig, na Alemanha. Até ao momento em que ele pegan o cartaz de um fã, que pedia para eles tocarem “You Never Can Tell”, clássica canção de Chuck Berry, que embala a mitológica cena de dança de John Travolta e Uma Thurman em “Pulp Fiction”.
Detalhe: a canção não faz parte do repertório. O que torna esse vídeo ÉPICO é o facto de Bruce tentar encontrar o tom na frente de 45 mil pessoas, com os elementos da banda boquiabertos, sem saberem o que fazer! Num mundo onde "artistas" utilizam playback "The Boss" mostra como se faz! Impressionante.O resultado só podia ser ESPECTACULAR!»




E depois deste festival de excelente música, não há como não (re)ver a cena de dança acima referida do mítico filme Pulp Fiction.