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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

O anúncio do orangotango

Se calhar, até já o conhecem, mas eu só hoje o vi; recebi por mail  de uma amiga.
Dizem-me que foi um anúncio censurado na televisão britânica.

Com esta moda das fake news, não sei se será mesmo verdade. Mas, de uma forma ou de outra, vale a pena vê-lo e revê-lo e divulgá-lo.




segunda-feira, 26 de junho de 2017

Publicidade Pingo Doce na Holanda

Eu sei que este vídeo é antigo, mas a pouca vergonha do merceeiro Alexandre continua atual. Depois criou a Fundação - que durante anos foi dirigida pelo Sr António Barreto e pelo seu enorme ressentimento - e pensa que está tudo pago ao país...

O texto é da autoria de Rui Zink.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ainda o Ulisses

E lá fui eu, sem falta, à Bertrand porque recebi uma mensagem que anunciava livros a cinco euros e com descontos até 50% para os dias 26 e 27. Cheguei lá, ontem de manhã, e o maior desconto que vi foram os habituais 10% de desconto em cartão em todos os livros. Eu li bem! Era nos dias a seguir ao dia de Natal e não era só online…

Zanguei-me. Detesto que me/nos enganem. Por isso nem perguntei a nenhuma das pouco simpáticas “colaboradoras” (agora diz-se “colaboradoras”, nada de empregadas e menos ainda funcionárias… politicamente incorrecto, discriminatório, vexante e assim… Tretas!) que por lá se movem.

Ora ainda bem! Até porque tenho montes de livros que ainda não li – e nem sei se chego a ler. Enfim.




Se já terminei o Ulisses? Claro que não! Mas não me preocupo nada. O autor demorou sete anos a escrevê-lo por isso eu tenho ainda muito tempo pela frente para o terminar…

Não há o problema de perder a sequência da ação porque se trata de um longuíssimo texto em forma fragmentária. Não é o tempo que marca a evolução da narrativa, mas o espaço: cada rua, cada beco, cada novo bar ou taverna visitados por Bloom e Dedalus têm a sua própria pequena narrativa com as suas próprias personagens, por isso não se perde o fio à meada, até porque não há meada. Os elementos estruturantes são as personagens principais: Leopold Bloom e Stephan Dedalus que fazem o seu périplo pela cidade de Dublin durante um dia apenas – dezoito horas para ser exata – o dia 16 de junho de 1904. Uma imagem irónica da Odisseia de Homero na qual Ulisses deixa a sua mulher Penélope (aqui redesenhada por Molly, a mulher de Bloom) durante dezoito anos para fazer o seu périplo pelo Mar Mediterrâneo.

Há, no Ulisses de Joyce, fragmentos verdadeiramente poéticos como é o caso por exemplo, da longuíssima e quase enciclopédica referência a Shakespeare - «ele era um lorde da língua…» - e à sua obra, em que o autor nos dá toda a sua visão do que é a arte, a sabedoria eterna, o conhecimento grego. E, embora alcandore Shakespeare ao expoente máximo da literatura, não deixa de fazer passar um ténue ciúme. «Os nossos jovens bardos irlandeses têm de criar ainda uma figura que o mundo coloque ao lado do Hamlet do saxão Shakespeare…»     

Esta rivalidade entre a Irlanda e a Inglaterra aliás está patente ao longo da obra «… referente aos recursos naturais da Irlanda (…) que ele descreveu na sua prolixa dissertação como o país mais rico sem qualquer excepção à face da terra de Deus, muitíssimo superior a Inglaterra, com carvão em vastas quantidades…»

Grandes reflexões sobre a mulher e a maternidade, as inúmeras maternidades que as mulheres têm de sofrer, bem como as grandes evoluções da medicina no campo da maternidade. Se pensarmos que estas reflexões foram escritas no início dos inícios do século XX, veja-se o avanço da mente do narrador (ou terei de dizer “autor”), um judeu e maçon e dos países do Norte da Europa.

Há outros fragmentos, porém, que são quase incompreensíveis de longos e chatos, com uma linguagem muito peculiar e referências culturais que, pelo a mim, me passam muito ao lado.

Tanto a dizer acerca do Ulisses de Joyce! Hei de voltar…

De enaltecer a qualidade do texto reescrito em português pelo excelente tradutor Jorge Vaz de Carvalho. Não lhe deve ter sido nada fácil, mas está muito bem conseguido.
…

(A propósito e na esteira do Ulisses de Joyce, não posso deixar de referir «Uma Viagem à Índia» de Gonçalo M. Tavares, uma narrativa igualmente estonteante e estilhaçante ancorada em Os Lusíadas, também em X Cantos.

Hei-de “trazê-la” aqui.)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Mãe previdente

Isto sim, é uma mãe previdente!

Mãe, se tem uma filha adolescente, tenha este filme em atenção!

Jovem, se fores passar a noite a casa da namorada, aprende a utilizar a ferramenta...




sexta-feira, 6 de maio de 2016

Bati no seu carro




(A mensagem tem como objectivo acabar com os estacionamentos indevidos que dificultam a vida a quem tem dificuldade em movimentar-se.)

sábado, 16 de abril de 2016

Dia Mundial da Voz

O Dia Mundial da Voz foi comemorado pela primeira vez em 2003 - lá na Escola, os técnicos e os professores ligados à educação dos nossos alunos surdos promoviam atividades e/ou exposições sobre o tema - e o seu objetivo foi dar visibilidade à voz.

É o que esta senhora também faz:  dá visibilidade à sua voz! (da pior maneira...)

Alguém podia dizer-lhe que se cale?! 

Como dizem os nossos jovens: «ele há com cada anúncio!...»





quinta-feira, 12 de março de 2015

O seu marido bate-lhe?


Muito atual este anúncio - infelizmente!!

Não haveria Favacau d'A Mariazinha que chegasse para tantas mulheres violentadas e assassinadas como as de que há notícia nos últimos anos no nosso país!





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Amanhã é outra vida!

Incomoda-me, desassossega-me mesmo, encontrar pessoas de quem sempre gostei e que, a certa altura, por mera afirmação do seu eu (ou do seu mais recente grupo de eus) me viraram as costas e se fizeram minhas – não direi inimigas, mas tão-somente desamigas.

É que – não sei se por ser do Carneiro (!) – nos sentimentos, não tenho meio-termo: quando gosto, gosto mesmo muito e é para sempre e quando não gosto, afasto-me, desligo-me e é um sossego – passo à indiferença. Quando me sinto contrariada, ofendida, por alguém de quem não gosto, passo ao mero «bom-dia», «boa tarde» ou nem isso, se a ofensa é dura. Mas quando a ferida é provocada por alguém de quem gosto e de quem não espero a afronta, dói muito e dói-me para sempre. Por isso me incomoda cada reencontro com essas pessoas – é que eu continuo a gostar delas.

Hoje encontrei uma dessas antigas amigas. E se nos demos bem! Trabalhámos tanto juntas e com os mesmos objectivos, tanto “brincámos” juntas, “trocámos” filhas nas férias, dávamo-nos muito bem dentro da maior bonomia, numa independência de mãos dadas, numa paridade sem sujeição. Quem me conhece sabe que sou assim nas minhas afeições.

Um dia o elo partiu-se porque o grupo fez força nesse sentido e quebrou pelo lado mais fraco: o dela – desculpe-se-me a imodéstia! O grupo absorveu-a mas não conseguiu absorver-me a mim. (Sou de difícil absorção – e não é que isso seja bom, entenda-se.) O grupo não me perdoou, por me pensar presa fácil e eu, que até, quando calhava ou era preciso, me dava bem no grupo como noutro qualquer que não me desagradasse, passei a ser vista como adversária, «persona non grata».

E aquela pessoa que trabalhou tanto comigo, que juntas tanto «brincámos», que até «trocámos» filhas e que até me admirava (ela é que o disse) passou a ser minha direta adversária. Fez de tudo para me derrubar: permitiu que o grupo se envolvesse – e ela própria, tenho a certeza – nas maiores irregularidades para me tirar de lá.

No dia em que finalmente conseguiu/conseguiram, foi ela própria que, vitoriosa, foi lá para se despedir de mim (ou despedir-me…) e, impante, disse: «Dá cá dois beijos, Graça Maria! Amanhã é outra vida!»

Ainda gosto bastante dela pelo que trabalhámos juntas, pelo que «brincámos» juntas, por termos «trocado» filhas, pela sua jovialidade, pela sua simplicidade, pela sua independência (que perdeu). Mas, e por isso mesmo, incomoda-me encontrá-la!

*********


(Agora imaginem o que me aborreceu quando aquela operadora de comunicações lançou aquela publicidade!.....)



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Um doce Natal

Para me redimir do vídeo assaz violento com desejei um Bom Natal, deixo agora o verdadeiro voto de um Doce Natal...




terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Truques...


 
(copiado do Facebook)

O senhor Soares dos Santos, patrão do grupo Jerónimo Martins, foi dos (muitos) que ajudaram o anterior governo a cair. Tudo levava a crer que, inimigo daqueles, seria um apoiante ou, quando muito, simpatizante dos atuais governantes. Mas não parece. Ontem, porém, ficámos a saber que aquele mesmo senhor que em tempos até disse que «Os truques é para o Sócrates. Eles é que gostam de truques. O nosso sucesso assenta em trabalho.» [sic] passou também a usar de truques e passou 56% do capital do grupo para a Holanda atendendo às vantagens fiscais. Até apetece dizer: Que grande truque! E apetece também dizer que estes são os grandes patriotas que, com o esforço do seu trabalho, vão ajudar a levantar o país que está no estado em que está devido a dois motivos principais: a crise que o governo anterior criou (estendendo-se a toda a Europa e ao mundo...) e as elevadíssimas benesses de que os malandros dos funcionários públicos - cambada de mandriões - auferiam.

Sem se entender o silêncio do governo relativamente ao vergonhoso sucedido, não posso deixar de destacar aqui a posição de António Capucho que disse em plena televisão que nunca mais lá deixaria um tostão. E eu, que não sou ninguém, já tinha dito o mesmo: nem mais um tostão do meu dinheiro lá fica! Se fôssemos muitos a fazer o mesmo, talvez o senhor Soares dos Santos, que em tempos ficou ofendido com o cronista Ferreira Fernandes por, pelos melhores motivos, o ter chamado de merceeiro (por comparação ao senhor Leclerc) pensasse melhor nos truques que utiliza.

 



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fröhe Weihnachten



Lembram-se daquele anúncio de há muitos anos na televisão a uma qualquer marca de chocolate em que o avôzinho comia os chocolatinhos todos perante uma netinha incrédula com o que via, até ao momento em que interrompia a gula do avô dizendo: «Não, não, o coelhinho foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo!»?

Agora a gulodice é outra! O Coelhinho leva-nos a todos com o Paulinho das Feiras e o palhaço do Gaspar de comboio (ou de charola!) ao circo montado pela troika. Ora vejam.





Com votos de Boas Festas da troika!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

All together now


Gosto de publicidade. De boa publicidade, entenda-se. Não me esquecerei nunca do primeiro anúncio do Toddy nos inícios da nossa televisão lá para os finais de 50, brasileiro, cheio de vida, de alegria e de movimento que veio estilhaçar a nossa publicidade estática e provinciana. 

Naturalmente que não aguento aquelas meias horas de publicidade em série e repetitiva com que as televisões privadas nos massacram nos intervalos dos filmes e das novelas, mas este ano, ou melhor, esta season, apareceu nas televisões um anúncio belíssimo, subordinado ao tema "All together now", de um bom gosto e de uma finura extraordinários que, além de tudo, obedece a um desempenho excelente a todos os níveis: em termos de imaginação, de cor, de música, de movimento, de juventude e especialmente de incentivo à agregação das pessoas e dos povos. Especialmente numa altura em que quer as pessoas, as famílias, as estruturas profissionais, nacionais e até supranacionais estão cada vez mais desagregadas e de costas umas para as outras.
Tudo começou assim:



E terminou assim:




Muito bem conseguido!