Quando o leitor não entende o
ponto de um texto é porque o autor não foi suficientemente explícito… E foi o
que aconteceu com o meu texto de ontem. Por isso volto ao tema: poderia
responder directamente aos vossos comentários na entrada de ontem mas, a
avaliar por mim, não estou certa de que tenham o tempo ou a pachorra para aqui voltarem
para lerem possíveis respostas a comentários. E desde já peço desculpas
primeiro por me ter deixado toldar pela ironia e ter-vos induzido em erro;
depois por, de alguma forma, poder ir contra o que expressaram nos vossos
comentários.
A querida Majo – que, pelos
vistos, também frequentou tal como eu o Liceu Maria Amália e isso ela não chegou
a ler numa resposta minha a um comentário seu… - ainda referiu a ironia que
perpassa o texto, mas parece-me que não a captou em toda a sua dimensão. A questão
é que eu, ao contrário do que os meus amigos comentaram, acho ridícula esta
campanha da Secretaria de Estado do MEC para avisar os “meninos” que não são
obrigados a serem praxados. Por isso pus como alvo o meu neto de três anos…
Eu passo a explicar: não sou
propriamente contra as praxes universitárias embora as ache ridículas e sem
sentido. Atualmente não passam de atos selváticos que, muitas vezes, servem apenas
de antecâmara de enormes bebedeiras de álcool e de outras substâncias mais
fortes. Sou definitivamente contra o facto de podermos pensar que pessoas com
18 anos, maiores de idade, pessoas que já têm idade para que lhes sejam
assacadas responsabilidades pessoais e civis, precisem que os avisem – tal qual
meninos de três anos – que não são obrigados a ser praxados e que podem
apresentar queixa de quem os agrida…
Por amor de Deus!! Com 18 anos
quem me haveria de obrigar a sair para as ruas aos berros com um penico na mão
ou na cabeça com um fulano ou uma fulana qualquer a mandar-me rebolar pelo chão
ou a simular um qualquer gesto ou comportamento sexual! Isso é que era bom!! Os
“meninos” dessa idade são tão independentes, tão prafrentex, sabem tanto acerca de tudo, acham que os pais, os
professores e os adultos em geral são DÂ!!! E depois precisam que os avisem
contra o Lobo Mau?!
Não, meus amigos, não posso
aceitar!
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