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domingo, 24 de junho de 2012

Hipocrisia



Confesso que fiquei perplexa e não compreendi! Então a Câmara Municipal de Guimarães decidiu atribuir a medalha de ouro da cidade a Cavaco por considerar que este pertence a “um pequeno grupo de homens e mulheres de eleição que marcaram de forma indelével a vida democrática portuguesa”? Como?! Que marcou de forma indelével a vida democrática portuguesa?! Marcou como? Fazendo o quê? O que se lhe fica a dever? Ao lado de quem? De um Mário Soares? De um Cunhal? De uma Maria de Lurdes Pintassilgo? De um qualquer capitão de Abril? De todos aqueles homens e mulheres que lutaram e que sofreram nas prisões quando se opunham às manobras assassinas da ditadura, enquanto o dr. Cavaco fazia discretamente os seus estudos em Economia e declarava na PIDE que não pertencia a nenhum partido comunista e que nada tinha a ver com a mulher do pai? 

Não entendo! Ainda por cima vindo de uma Câmara de maioria socialista! Deve ser para ficarem “bem vistos na fotografia” das comemorações da Capital Europeia da Cultura. Mas se assim era, inventavam outra desculpa qualquer que não tivesse a ver com a vida democrática portuguesa! E logo numa altura em que o povo o recebe tão mal onde quer que vá e como aconteceu hoje mesmo na própria cidade de Guimarães.

Que grande hipocrisia!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Guimarães


Habituei-me de pequenina a gostar muito do Minho, especialmente das cidades que melhor conhecia: Barcelos, a cidade natal do meu pai e onde vivia toda a sua família e Guimarães onde vivia parte da família da minha mãe.E, enquanto achava Barcelos uma cidadezinha linda e alegre com todos aqueles jardins floridos, o amplo largo de onde nos debruçávamos como quem se põe à varanda para vislumbrar o riozinho que por ali  serpenteia e a separa de Barcelinhos, e a sua colorida e tradicional feira às 5ªs feiras, Guimarães parecia-me mais escura e mais séria com todas aquelas igrejas e monumentos. Aí pelos meus treze anos, no início da década de 60, fui lá passar duas semanas de férias a casa da irmã da minha avó espanhola (também ela espanhola, claro!) e que divertido que foi! Foi num daqueles cafés do Largo do Toural que comi a minha primeira francesinha - que pouco mais era que aquilo a que hoje chamamos de tosta mista, mas muito picante - com um primo Cipriano que mal conhecia e a quem tratava por "senhor", ao que ele sempre  respondia "o senhor está no céu". E a loucura das "corridas" pela rampa da Senhora da Penha acima no Volkswagen do primo Zeca sempre a acelerar... E os passeios pelo jardim dos Paços do Duque e junto ao Castelo. Ainda lá fui algumas vezes mais, mas depois passaram-se muitos anos sem lá ir e, lamentavelmente, até perdi o contacto com os ditos primos da minha mãe.

No ano passado, em vésperas de do ano em que Guimarães se ia tornar Capital Europeia da Cultura, resolvi ir revê-la e achei-a líndíssima, com recantos muito característicos, especialmente no chamado centro histórico.







Largo Nª Srª da Oliveira





Praça de Santiago

 Museu Alberto Sampaio




Igreja de S. Gualter
(de onde decorrem as Festas Gualterianas)


  Sociedade Martins Sarmento

 Praça do Toural (ainda em obras)


Prédio antigo no Toural

 Ainda no Largo do Toural


Tenho muitas mais belezas de Guimarães para mostrar. Numa próxima talvez.