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sábado, 18 de agosto de 2018

Quem não tem cão...

... treina gatos... o que não há ser fácil. É que sabemos bem que os gatos (e as mulheres...) só fazem o que querem...

Vale a pena ver!



Bom fim de semana!

sábado, 21 de abril de 2018

Dia da Terra

Mostrando a força e a beleza do nosso Planeta - Terra!

Cuidemos dela, porque não há outra igual...


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Aparências

Tive umas tantas cadeiras com ele – ele em Românicas e eu em Germânicas (entrámos na Faculdade no mesmo ano, 1966) a primeira das quais, «Introdução aos Estudos Linguísticos», regida pelo pai, o saudoso Professor Lindley Cintra. Nesse tempo, ninguém falava nas aulas, pelo que quase nem me lembro de lhe ouvir a voz ou notar a atitude (ao contrário do Júdice, o poeta, que por vezes era solicitado pelo professor.)

Como não sou pessoa de teatro (desculpe-se-me a insensibilidade ou a incultura) nem apreciadora das fitas de Manoel de Oliveira, não lhe segui a carreira, sabendo de longe que era gente de vulto na “alta cultura”, contracenando com os grandes lá de fora – a linda e sensual Deneuve, o Malkovich, o da voz de veludo – e pouco mais.

Soube que vinha aqui ao Mosteiro da Batalha numa noite de Outubro fazer a leitura do Livro Eclesiastes na tradução do nosso infeliz humanista do século XVI Damião de Góis e lá nos abalámos para o ouvir.







Muito bem lido, muito bem representado, mas devo dizer que não gostei da atitude, da distância que manteve do muito público que ali se deslocou – como se tivesse provido de uma máscara. Grega. Vim algo desiludida.

Hoje li por alto – não gosto de ler entrevistas – uma longa entrevista que deu ao Jornal de Leiria e continuei e ficar com um sentimento de não simpatia pelo que afirma, ou melhor, pela forma como afirma, como transmite as suas ideias, as suas opiniões. Sempre de cima para baixo – parece-me – sempre com uma ponta de sobranceria, um pouco pedante até.

«Acho o livro Eclesiastes particularmente adequado a um recinto sobre a vaidade, um mosteiro erguido em honra de um rei para festejar uma vitória militar sobre outras pessoas.»

«Não voto porque acho evidente que o sistema político e eleitoral é uma farsa. As próprias pessoas que votam neles não lhes reconhecem autoridade como representante. Pessoas da minha geração que sonharam que o sistema político corresponderia a uma mudança sentem-se tristes, desconsoladas. No meu caso, fiquei sempre de fora, recusei tudo. Como sou artista, acho que faz mais sentido colaborar intervindo individualmente (…)»

E diz que voltou a ser católico – agora que foi envelhecendo e ficando doente – «com uma espécie de raiva por não ter entendido que era uma estupidez afastar-me da igreja.» E que se revê no Papa Francisco «pela simpatia, pela simplicidade, pela negação de tudo o que são acrescentos moralistas à verdade essencial.»

Pois eu fico com a sensação que o Luís Miguel Cintra é – ou pelo menos aparenta ser – tudo o que o Papa Francisco não é.


O pai dele, esse sim, terá sido bem mais parecido com o atual Papa. Pela sua simpatia, pela sua simplicidade, pela generosidade das suas atitudes, das suas crenças, dos seus valores, dos seus comportamentos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Xana Toc Toc

Acreditam que fui ao Teatro assistir a um espetáculo de «music-hall» para criancinhas?  E o Teatro que tem lugar para mais de 700 pessoas, estava cheio de criancinhas - meninas em grande número - acompanhadas dos paizinhos ou das mãezinhas ou das avozinhas (que foi o caso...) e esgotou a lotação para duas sessões.

Tonto que baste, diga-se. Mas o que os miúdos adoraram e gritaram e cantaram!







Tonto que baste, mas valeu quanto mais não fosse, para registar expressões como estas... (a dançar em cima da cadeira...)