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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

51 anos

Não! Não sou eu que faço 51 anos... Isso já aconteceu há... algum tempo...

Os «meus» Diamantes, estes...



... fizeram ontem 51 anos de existência. E, uma vez mais, lá se juntaram muitos amigos num simpático almoço-festa para lhes cantarem os parabéns. 

Depois, a habitual animação.






À qual aderimos em massa e em força...







Parabéns, meus amigos!


domingo, 11 de maio de 2014

Uma noite daquelas!

E quando aparecem daqueles jovenzinhos que, quando dizemos que gostamos de ouvir e dançar  música dos anos 60, pensam que nos estamos a referir a musiquinhas tipo baladas e «cançõezinhas para constituir família»? Fico possessa!

Ontem, no Centro Cultural Olga Cadaval (antigo cinema Carlos Manuel) houve música dos anos 60 (e não só) a sério e a valer no concerto dos 50 anos dos meus amigos Diamantes.

Houve Bee Gees.





Houve Shadows.






Houve Beatles, claro!







Otis Redding














E outros e outros, até terminarem com a loucura de Satisfaction! (até a  fotografia ficou tremida...)







Foi uma noite daquelas!

Parabéns, Diamantes!


sábado, 10 de maio de 2014

É hoje!

É hoje que os "meus" Diamantes vão voltar ao Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, desta vez para celebrarem os 50 anos de vida e de música.


Tiveram direito a outdoor no IC 19...




E até a Câmara Municipal lhes atribuiu a medalha de mérito que lhes vai ser entregue durante o espetáculo.

E, claro, eu vou lá estar...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Bodas de ouro

Faz amanhã, dia 25 de Janeiro, 50 anos que eles se estrearam a tocar. Rapazitos do liceu meus colegas a tentarem dar a tal «pedrada no charco» no cinzentismo da época numa vila fechada, suspensa na bruma da Serra. Aparentando os conjuntos de guitarras eléctricas que começavam a aparecer inspirados nos ingleses – que em termos de movidas foram (e vão) sempre à frente.

Foi assim que se apresentaram, transparentes, tímidos, algo inseguros, mas já com aquela aura de quem sabe e quer enfrentar o mundo e que é tão típica da juventude.




Amanhã lá estarão, na mesma sala (da Sociedade União Sintrense) em que principiaram e onde tantas e tantas vezes atuaram, e lá estaremos muitos de nós que os conhecemos e os apoiámos desde muito antes do primeiro dia – que já foi há 50 anos – para os aplaudir, os acarinhar, os homenagear e para lhes pedir que se mantenham juntos por, pelo menos, mais 50 anos…

Os “meus” Diamantes Negros. (um tudo nada diferentes...)




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Festa à anos 60



Sabem o que é isto? É uma jarra que o meu primo-irmão ironicamente me ofereceu quando fiz dezasseis anos e que eu guardo com muito carinho até hoje. É uma pecinha em loiça de Alcobaça com a assinatura RB (Raul da Bernarda) à qual, ele e eu chamámos, na maior brincadeira, «O Vocalista». 

O facto é que eu tive uma daquelas loucas paixões de adolescente pelo “rapazinho” que cantava e tocava naquele conjunto que muitas vezes refiro aqui como “os meus Diamantes”. “Meus” porque andavam comigo no Colégio, porque os conhecia desde sempre, porque lhes ouvia os ensaios e os acompanhei enquanto foram apenas um conjunto à nossa pequena medida da Sintra de 63, 64…

E eram assim...



Depois eles fizeram o seu trajeto “extra-Sintra” e cada um de nós foi à sua vida.

Muitos, muitos anos mais tarde voltei a encontrá-los em 2003 quando atuaram no Centro Olga Cadaval e, quando festejaram os seus quarenta anos, estivemos lá e foi assim:



De então para cá, temo-los acompanhado em grande parte das suas atuações e festas  que são sempre bem animadas.




No passado sábado festejaram os 49 anos de «conjunto dos anos 60» e, como já se tornou habitual, fomos celebrar com eles, cantar, rir, dançar como loucos, em suma, divertir-nos (quase) como nos anos 60…





E o vocalista  ainda dá um jeito à maneira do da jarrinha, não dá?!...



sexta-feira, 8 de junho de 2012

8. Festas, arraiais e festivais

(Imagem retirada da net)

Festas e arraiais trazem as cores dos santos populares, das marchas de Lisboa, do São João do Porto, dos bailaricos e festas religiosas do Minho por isso nada melhor que evocar o poeta folclorista Pedro Homem de Mello que tão bem pintou as festas deste nosso povo de procissões e de romarias.

(…)
Ai! o vento! a noite! o medo!
E a madrugada? E os poentes?
E as rusgas? E as romarias?
Mocidade! Mocidade!
Capelinha de S. Bento!
Carreirinhos ao luar…
(Por quantos deles não vão
Os homens à perdição
Que logo à morte vai dar?)
Ai! leiras de milho alto!
Videiras! Ai videirinhas!
Canções na pisa do vinho!
Toadilhas de aboiar!
Esfolhadas! Esfolhadas!
Ai! bailaricos na praia
Pelas cortas do argaço!
Tiranas! Viras e gotas!
Verde Gaio! Verde Gaio!
Minha vila brejeira!
Minha harmónica tombada!
Como agora me lembrais!
E aquele pinheiro manso
Ao dar a volta da estrada?
E aqueles beijos contados
Nos dedos daquela mão?
 (…)

Sim porque para mim, festas foram as festas de garagem e de sociedade, as festas de anos, os Carnavais, os bailes de Verão abrilhantados pelos “meus” Diamantes ...


... por conjuntos que agora se chamam bandas, para dançar, dançar, dançar até cair…





sábado, 4 de fevereiro de 2012

Canções francesas


E quando, nas festas animadas  pelos "meus" Diamantes, eu pedia ao meu querido amigo Caínhas, o baterista, para tocarem "Oh, toi qui regrettes" e ele dizia: "O quê? Eu na retrete?..." Ou quando eu lhe pedia para tocarem "Je pense à lui" e ele brincava  "Pensas no Luís?"... Às vezes, lá me faziam a vontade e eu ficava encantada; outras vezes nem por isso e lá ficava eu toda aborrecida. Tolices de adolescente, sei lá! Sei é que gostava muito dessas e de outras canções francesas, românticas desse bons tempos.

E porque hoje é sábado, ficam aqui para relembrar e desejar a todos um bom fim de semana.










quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A festa de fim de Verão




Belo fim de tarde de verão, não obstante ser já outono...


Foi uma festa de fim de verão daquele tipo "assalto" que se faziam nos tempos de juventude em casa de alguns para a qual se convidava uma série de amigos que levavam outros amigos. Cada um levava algo para comer e para beber, dispunha-se tudo muito bem na mesa e depois cada um servia-se a contento. Punham-se discos levados por alguns a tocar no gira-discos e dançava-se até haver comida e bebidas e paciência dos pais da casa para nos aturarem.

No sábado, lá fomos, convidados por uns amigos que se dispuseram a organizar as coisas, a alugar o salão das antigas instalações do Hotel das Arribas na Praia Grande, levando cada um de nós doces e salgados e bebidas. Só que a música era ao vivo e a cores com os amigos Diamantes.

Foi uma festa daquelas! Muito informal, muito divertida, muito completa. Eles tocaram todas aquelas músicas loucas de 60 e 70 – curiosamente tocaram melhor que naqueles tempos – e houve, de igual modo, momentos de grande ternura e de grande emoção.


Cá está o nosso conjunto que contou com a presença do Duarte Mendes (de camisa branca)
Lembram-se dele no festival da Eurovisão em 1975 com a canção Madrugada?



Dançou-se muito


Dançou-se assim



Assim..


... e assim.

Houve o momento de ternura que foi a primeira apresentação da neta do nosso querido baterista e meu amigo Caínhas tocando o itema Smile no seu saxofone


A Carlota, muito compenetrada, tocando o seu saxofone


E também houve lugar a uma breve homenagem ao compositor e poeta recém desaparecido José Niza, quando Duarte Mendes cantou, visivelmente emocionado, a canção de autoria do referido compositor "Com uma arma, com uma flor" que mereceu uma interminável e sentida salva de palmas de todos os presentes.


Nasci num país de silêncio e luta
E cresci rasteiro
(meu pão era curto)
Não vendi a esperança
Nem pedi meu preço
De tudo o que vi
Nunca mais me esqueço
Fui vivendo à força
De suor e fome
Vi levar amigos
Do meu mesmo nome
Nas balas da sorte
Tive a minha escola
Aprendi a vida na morte
Em angola
Numa lua cheia
Saltei a fogueira
Numa lua nova
Saltei a fronteira
Sofri um país
Calei a razão
Vendi minha pele em frança
Por pão
Calaram-me a boca
Cortaram-me o riso
Mas estava de pé
Quando foi preciso
Em abril, abril
Em abril-sem-medo
Vesti minha farda
Fardado em segredo
Em abril, abril
Em abril-sem-medo
Da raiva e na dor
Do suor sem terra
Deste dó maior
Do lucro e da guerra
Das armas em flor
Nasceram razões
Nasceram braços
Nasceram canções
Nasceram bandeiras
Da cor deste sangue
Que temos nas veias
Que temos na carne
Nasceu meu país
Meu país criança
Em abril, abril
Tempo de mudança
Meu povo, raiz,
Dum cravo de esperança.

Composição: José Niza
Letra: Paulo de Carvalho

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Fim de semana em Sintra





Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?

Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...
                                                             (...)

     (Álvaro de Campos)


Vem este intróito todo para dizer que vamos passar o fim de semana a Sintra. Não vou "ao volante do meu Chevrolet" porque nem tenho um Chevrolet, nem consigo ir ao volante... mas nunca se resiste a um (pedaço de) poema do meu querido Álvaro de Campos, mais ainda se fala de Sintra (e daquela inquietação de quem não está bem onde está...)

Vou a uma festa de fim de verão, lá para a Praia Grande...



... animada pelos meus amigos Diamantes...




... que eram assim quando começaram...




terça-feira, 22 de março de 2011

Os Shadows


Morreu, na passada sexta-feira, com 71 anos, Jet Harris, um dos fundadores daquele famoso conjunto do "nosso" tempo, que quase conseguiam fazer as guitarras falar. Refiro-me, como já perceberam, aos Shadows.

O conjunto foi formado em Inglaterra, em 1958 e tornou-se famoso como acompanhante de Cliff Richards, com quem gravaram o filme Mocidade em Férias que fez as delícias do "pessoal" da minha juventude. 

Parece-me que tenho todos os discos de 45 rotações que apareceram no mercado dos Shadows. E acho que os ouvi centenas de vezes. E, às vezes, ainda oiço (se bem que algo riscados pelo uso e abuso. É que, às vezes, os discos até ficavam, com o velho gira-discos, ao relento naquela varanda de onde se avistava Mafra em dias desanuviados.)  E que bem que tocavam! John Lennon dizia que "antes do Cliff e dos Shadows não havia nada digno de ser ouvido em Inglaterra".

As músicas eram todas lindas, fortes, marcantes. Muitas foram tocadas e (re)tocadas pelos "meus" Diamantes naquelas festas loucas dos seus primeiros tempos.

Esta foi (e é) a minha preferida (e não vou dizer porquê!...)



sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dancing


E pensar que faz hoje uma semana nos divertimos assim!














terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A função vai começar!




Foi assim que os Diamantes começaram. E terminaram. Com Beatles, como foi sempre seu costume. Desta vez começaram assim:







O público estava assim..

 mas logo passou a ficar assim



Houve convidados jovens que tocaram música de vanguarda


 
e houve convidados dos tempos da guerra colonial que cantaram rock e Otis Redding


O "avô" do rock português também cantou. Lembram-se do Daniel Bacelar?...



E até o saxofonista do Quinteto Académico lá esteve e brindou-nos com
uma maravilhosa versão de "Petite fleur"...

Unforgetable! - Não, o Nat King Cole não esteve lá!