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domingo, 4 de agosto de 2019

A exposição dos 500 anos de Leonardo da Vinci

Foi por um acaso que demos com a exposição dos 500 anos de Leonardo da Vinci, o Inventor, em Lagos, no Edifício Infante - uma iniciativa do Programa Ciência Viva.




Deixo aqui algumas imagens - algumas com pouca qualidade porque era noite e a luz não era muito boa - se bem que, se puderem, vão visitar que vale a pena. Está patente aos público até 27 de Outubro próximo.

Segundo nos foi explicado, os desenhos encontram-se em Espanha, na Biblioteca Nacional e foi tendo em conta esses desenhos que os artefactos exposto foram construídos.






O levantador de colunas




Género tanque de guerra












O carro sintético

A grua torre

O barco de pás

Aparelho voador



O para quedas (desenho descoberto apenas no séc. XIX)

Outros desenhos:

A metralhadora 

A cidade moderna

O robot

Esboço da Virgem, Santa Ana e o Menino

Reprodução da Mona Lisa

Reprodução de um fidalgo 

E por fim, construções para os visitantes se divertirem.


A neta em construção...



sábado, 19 de janeiro de 2019

Exposição de Eça e Os Maias na Gulbenkian

Ontem foi dia de "visita de estudo" com os alunos seniores. Foi tempo de visitar a exposição de «Eça e Os Maias - tudo o que tenho no saco» organizada pela Fundação Gulbenkian.

Mais uma exposição com a qualidade a que a Gulbenkian nos habituou: muito bonita, muito sóbria, muito bem fundamentada, muito ampla naquele espaço amplo e muito bem apresentada pela guia que nos recebeu e acompanhou. 

Nem só de «Os Maias» trata a exposição. A primeira sala dedica-se à «Vasta Máquina» de 1888 que foi o ano da publicação da obra em dois volumes. 

Em carta ao seu amigo Oliveira Martins, Eça dirá : 

«Os Maias saíram uma coisa extensa e sobrecarregada, em dois grossos volumes! Mas há episódios bastante toleráveis. Folheia-os, porque os dois tomos são volumosos de mais para ler. Recomendo-te o começo, as primeiras 100 páginas; certa ida a Sintra; as corridas; o desafio; a cena no jornal A Tarde; e sobretudo o sarau literário. Basta ler isso, e já não é pouco. Indico-te, para não andares a procurar através daquela imensa massa de prosa.» 





A segunda sala mostra o percurso de vida do autor antes de escrever a sua obra prima., nomeadamente as viagens pelo Oriente e que tanto influenciaram toda a sua obra.








Depois falam-nos da «guerra» que Eça e os seus amigos da Geração de 70 declararam ao Romantismo. 






Noutra sala,subordinado ao tema Norma e Desejo, grande destaque para «O Crime do Padre Amaro» com quadros da pintora Paula Rego.





Na Cela
Entre as Mulheres
E muitos outros aspetos do multifacetado e multi viajado escritor.


O dandismo



Os vencidos da vida





A crítica e a ironia

E alguns objetos pertencentes ao escritor.












Vale bem a pena visitar!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Expo'98 - vinte anos depois

(O belo Parque das Nações)

Não fui daquelas pessoas absolutamente deslumbradas pela Expo. Se a visitei? Sim, fui duas vezes. Se gostei? Sim, claro, gostei muito. Mas completamente fascinada e com vontade de lá ir e voltar a ir e voltar a ir e voltar a ir, não.

Foi, de facto, um acontecimento em grande, daqueles que gostamos e precisamos realizar para nos reposicionarmos no mapa da civilidade e da civilização. Sempre com a ajuda do nosso magnífico mar que nunca nos falha e daquele maravilhoso estuário que banha Lisboa.

A requalificação da zona mais feia de Lisboa – Cabo Ruivo, Braço de Prata – com as indústrias mais feias e mais poluentes e os contentores amontoados desde sei lá quando foi uma maravilha. E para além dessa extraordinária e portentosa reconstrução, o Oceanário, o Pavilhão Atlântico, o Pavilhão de Portugal. O tema escolhido não podia ter sido outro – Os Oceanos – e que bem escolhido! A celebrar os 500 anos dos Descobrimentos – palavra que, na atualidade tem dado tanta controvérsia por causa – sempre – da estupidez do nosso temor pelo «politicamente correto»!

Tudo muito bonito, muito bem organizado, cheio de bom gosto e da mais pura inovação sem complexo das «tradições». Reposicionámo-nos no mundo. Demo-nos visibilidade e isso é que foi muito bom.

Mas ir a correr para lá como uma deslumbrada, não me deu para aí. As entradas eram caras: cinco contos de réis por pessoa – vinte contos para as quatro pessoas da casa (que não correspondiam aos atuais cem euros, nem pouco mais ou menos!) mais a deslocação e mais as refeições, ficava um bom bocado para quem ainda tinha as filhas e estudar e tudo. E cansativo: saída bem cedo aqui de Leiria para aproveitar o máximo, o estacionamento, as bichas (não, não me converti às «filas»…) para entrada nos pavilhões, as esperas, as longas caminhadas, aguardar pela noite para assistir ao fogo e tudo e tudo era de mais.

(Agora que tanto gostava de ir rever os Olharapos, não vou! «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades».    (E tudo o que acontece, acontece em Lisboa!…)

Nesse tempo ainda eu não fotografava (complexos…), até porque ainda não havia as câmaras digitais por isso não guardo fotos determinantes dos melhores momentos, das exposições mais atraentes. Não posso esquecer porém, um episódio que agora só dá vontade de rir. O pavilhão de Itália tinha uns guardas fardados, daqueles jovens italianos lindos de morrer. Ora a minha filha mais nova, moçoila para os seus 18 anos, pediu-me para lhe tirar uma foto junto a um deles. E eu tirei… mas com tanto jeito que quase tapei o rapazinho todo com a pega da máquina… Nem queiram saber o que eu tive de a ouvir quando as fotografias vieram de serem reveladas…


Não havia nezezidade zzzz...

Aqui que já não era tão preciso, não me enganei...

O casal tão bem disposto...

Às armas!...

E eu com cara de ... parva...