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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Tributo

Farta de reportagens tolas e de comentários forçados, nada melhor do que a música para prestar tributo às dezenas de inocentes que caíram na passada sexta-feira «sob o céu de Paris».  

É tempo de dizermos todos que «amamos Paris».







quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um monumento especial

No Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios, deixo aqui o registo de esta Igreja e do sítio de Oradour-sur-Gane que, no dia 10 de Junho de 1944, foi palco de um dos muitos crimes hediondos perpetrados pelos soldados nazis contra civis.

Entre as duas e as seis da tarde, uma companhia de soldados alemães entrou na aldeia, reuniu os homens (190) no largo da feira assassinado-os sem motivo. Entretanto, as mulheres e as crianças foram enviadas para a  Igreja tendo, de seguida, tido igual destino.














Nesta Igreja foram chacinadas e queimadas 245 mulheres e 207 crianças. Apenas uma mulher, a Srª Rouffanche, conseguiu escapar atirando-se por uma janela por de trás do altar. Todos os seus filhos bem como o marido morreram às mãos dos soldados nazis.




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Loiça de Limoges

Adoro loiças! Pratos, travessas, leiteirinhas, bules, e então chávenas, nem queiram saber! tenho uma boa coleção delas. A Vista Alegre sempre me encantou desde que pelos meus seis anos o meu tio Belita - o tio rico da família - me ofereceu uma bela chávena de chá da Vista Alegre que ainda guardo com muito carinho. (Hei-de mostrá-la e outras aqui um dia.)

Por isso ia com elevadas expectativas de ver aquelas loiças de Limoges com aqueles motivos que sempre conheci. 

Como estes.




Na vila de Aixe-sur-Vienne, próxima de Limoges, visitámos a Maison de la Porcelaine com loja e fabrica onde já não encontrámos este tipo de decoração tradicional, mas outras decorações mais moderna e variadas e igualmente belas.













Edifício da loja

Aixe-sur-Vienne







Aixe-sur-Vienne s'engage...


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Voltei!



Muito lindo Limoges!
Só um cheirinho...


















Etc. etc. etc.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A tomada da Bastilha








No dia 16 de Julho de 1879, Leonor de Almeida, a Marquesa de Alorna, poderia ter descrito assim no seu Diário, a tomada da Bastilha a que terá assistido.

«O que mais me aflige é a duplicidade, que me envergonha.

Dividida entre os meus ideais, os meus princípios e o temor suspeitoso de poder estar a testemunhar o início da queda do meu mundo, tal como o conheço.

Foi o que senti ao assistir à tomada da Bastilha,

sem saber como lidar com os meus sentimentos divididos, diante das emoções tumultuadas do povo exaltado.

Na madrugada do dia treze tudo parecia ainda amodorrado e duvidoso. Sem nenhuma autoridade civil, Paris aparentava dormitar, apesar do clima de tensão e os nervos arrepiados, à flor da pele da noite, numa espécie de furor assombrado e mal contido.

Madrugada brumosa e fria, a anteceder a manhã luminosa, enganosa, que desponta logo nas primeiras horas do dia catorze.

Saí afoitada para a rua, em busca de uma tranquilidade que mais tarde se iria estilhaçar, fazendo com que o clima aparentemente calmo e amortecido, depressa se transformasse em brasa, enquanto eu seguia arrastada pelo entusiasmo e a coragem das muitas mulheres que, em tumulto, corriam gritando ou cantando com uma vontade inquebrantável. Desde esses primeiros instantes, tão tolhida de medo quanto fascinada pela ousadia feminina, indómita e corajosa, segui sem relutância o trilho da raiva, da exaltação e do desespero a que sempre leva a falta de liberdade, a miséria e a fome.

E acabei diante da Bastilha.

Na noite seguinte, para ir ao salão da pintora Marie Anne Vigée-Lebrun, escolhi um vestido de seda negra com rendas altas e nocturnas a cobrirem-me os ombros, os braços e o pescoço, como se estivesse de luto. No entanto, colocara num dos meus dedos um rubi sanguíneo encastoado a ouro.

Sentia o pulso apressado como nunca, e no meu peito, o coração descompassado exultava.»

Paris, 16 de Julho de 1789

(de “As Luzes de Leonor” por Maria Teresa Horta, 2011)

(se gostarem de romances históricos, de prosa poética e se tiverem pachorra para ler um livro com 1050 páginas, aconselho este, indubitavelmente!)

domingo, 8 de julho de 2012

C'est mon tour...





Lembro-me todos os anos, a propósito do Tour de France, de um trava-línguas que um dos meus professores de Francês no Colégio, o Dr. Vidal – que também foi meu professor de Desenho e de Ciências-Geográfico- Naturais, nos colégios era assim (e talvez ainda seja, sei lá! não obstante terem fama de terem melhores do que a escola pública… ) – nos ensinou para ilustrar como uma só palavra pode ter tantos sentidos de acordo com o contexto, e que era assim:

«C’est mon tour de faire en tour au tour de la tour pour faire un tour à mon frère.» 

Alguém se lembra? Querem avançar com uma tradução? (Claro que esta brincadeira não é válida para os colegas de Românicas…)