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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Para quem gosta do Inverno

Belo, branco e frio, chegou o Inverno! 


No seu movimento de translação em redor do Sol, o nosso planeta Terra dá origem às estações do ano. Hoje aconteceu o solstício de Inverno aqui no hemisfério Norte introduzindo a estação branca.



De bater o dente...



O Google, na sua imensa arte e imaginação, celebrou o solstício deste inverno assim: 




E eu trago desenhos alusivos às festas pagãs (com as suas fadas e bruxas) e às crenças e lendas sobre as quais a Igreja Católica construiu as suas próprias festas e mitos.















Yule = Natal pagão
Tenham um bom Yule!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Não vi a Super Lua!

Dizem-me que teria sido no início da noite de domingo que poderíamos ter visto a Super Lua, a única deste ano. E que, ontem, o bom do nosso satélite continuaria a parecer maior do que de facto é. Não vi!

O Observatório Astronómico de Lisboa explica que a sensação de proximidade é uma mera ilusão de ótica.

A NASA (devem pensar que somos todos burros, ou que ainda vivemos no século XIX...) avisa que o acontecimento, apesar de invulgar, “não causa inundações, terramotos, fogos, erupções vulcânicas, condições meteorológicas extremas ou tsunamis”...

Mas que é bonito de se ver, lá isso é... E eu não vi! 

Para aqueles que, distraídos como eu, não viram, fica aqui um luar como não há outro - o Luar do Sertão . (Catullo da Paixão Cearense, 1914)




quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Desejo-vos uma Lua Azul!

Fala-se em Lua Azul quando num mesmo mês acontecem duas luas cheias. É um fenómeno que não acontece todos os anos e, por ser mais raro, diz-se que traz sorte. 

Sei que não vai acontecer em 2016 porque aconteceu este ano no passado mês de Julho. De qualquer modo, desejo-vos, para o Ano Novo, a magia e a sorte toda que uma possível Lua Azul pudesse trazer.

Tal e qual como diz a cançãozinha anos 60 da qual poucos de vós se lembrarão.

Oiçam que vão achar divertida... e MUITO BOA SORTE no Ano Novo!!


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lua Azul



Hoje é dia de Lua Azul, dizem.

Dizem os jornais que se chama "lua azul" ao fenómeno que se caracteriza pela ocorrência de duas luas cheias no mesmo mês. Hoje é dia de Lua Cheia como já foi também no passado dia 2 já que o mês lunar tem a duração de 29 dias. Trata-se de um fenómeno que acontece de três em três anos mais ou menos e deverá acontecer de novo lá para Julho de 2015. 

Chama-se "lua azul" não porque o nosso satélite ganhe a tonalidade azul, mas tão-somente porque se trata de uma coisa rara tendo recebido o nome da expressão inglesa  "once in a blue moon" que significa algo que acontece às vezes.

Para mim, - e desculpem "a ignorância de macaco" -  a expressão "lua azul" era apenas o título de uma canção. Ou melhor, de duas. A linda balada dos anos 30/40 Blue Moon que foi interpretada por quase todas as excelentes vozes americanas ao longo dos anos e a cançoneta brasileira Lua Azul que me lembro de ouvir aí desde os meus 12 ou 13 anos numa forte voz feminina brasileira de que não me lembro o nome.

E porque gosto muito de música, porque é dia de Lua Azul, porque é fim de Agosto - que significa fim de férias de Verão - porque é fim de semana e porque, e porque... deixo aqui Blue Moon na versão de Ella Fitzgerald.

 


E a cançoneta Lua Azul na única versão que encontrei e que nada tem a ver com a que eu ouvia na minha adolescência.




Bom fim de semana
e
aproveitem bem esta Lua Azul!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Solstício de Inverno



(Sol através de uma pedra do Stonehenge)

 
O Solstício de Inverno este ano ocorre no dia de hoje, 21 de Dezembro, pelas 23.38. Trata-se do momento em que a Terra está mais inclinada em relação ao Sol e, por isso, recebe menos luz. Marca, no hemisfério norte, o início do Inverno e hoje, dia 21, temos o dia mais curto do ano e portanto a noite mais longa. Que bom para quem gosta de dormir!

A partir de hoje dá-se a viragem do domínio da noite, começando os dias a ser progressivamente mais longos até ao Solstício do Verão, em 21 de Junho.

Na maioria das civilizações antigas, o Solstício de Inverno marcava o momento em que o astro-rei iniciava um novo ciclo sobre a terra derramando a luz portadora da esperança, símbolos de renovação, oportunidade de ampliação da luz interior de cada ser.

As celebrações do Solstício de Inverno assumiam grande importância na vida das comunidades. Constituindo-se como momentos agregadores de grande alegria e de transmissão de conhecimento. Eram , de igual modo, momentos propícios à reflexão ancestral e, por intermédio desta, determinantes na escolha dos objectivos para o novo ciclo que se iniciava. – Quem não estabelece, ainda hoje, novos objectivos no início de cada ano?

Eram, pois, ocasiões de partilha de sabedoria nas quais se manifestava a força resultante da comunidade e em que se festejava com muita beleza.

Não foi por acaso que a data da festa do nascimento de Cristo foi escolhida para esta altura tão próxima do início de um novo ciclo de vida.

(A partir de um belo texto do meu amigo FS)



(Stonehenge)



(Celebração do Solstício de Inverno junto ao Stonehenge)

sábado, 14 de agosto de 2010

Estrelas cadentes



Estavam anunciadas para a noite de 12 para 13 e com bons auspícios: “este ano, a chuva das estrelas cadentes chamadas Perseídas –– devem o seu nome à constelação de Perseu – poderá ser uma das mais espectaculares dos últimos anos porque quase coincide com a Lua Nova” (...) Pelas 21.00 horas é tempo de observar os planetas Vénus, Marte e Saturno, que estão alinhados no céu. Depois, pode deixar de lado telescópios e binóculos. Os meteoros são mesmo para ver a olho nu.”

Grande expectativa! A questão é que ando há anos para conseguir observar uma chuva de estrelas! É que, mau grado meu, nunca vi nem uma – uma única que fosse! - estrela cadente, eu que desde sempre adoro observar o céu à noite!

O céu estava limpo e estrelado e eu lá me pus de nariz no ar para ver as poeiras que o cometa de 1992 deixou espalhadas e que, ao entrarem na atmosfera ardem e brilham como se de verdadeiras estrelas se tratassem. Pois! Mas não houve poeiras incandescentes para ninguém. Pelo menos a olho nu ... Parece que foram vistas em Espanha e no Stonehenge e por aí.  Grande decepção!

Fez-me lembrar de uma outra chuva de estrelas nos idos de 90, anunciada com grande estardalhaço nos jornais para a zona do Algarve, também, se possível, em local em que a poluição luminosa fosse menos presente. E nós, que passávamos a nossa habitual quinzena de férias de praia em Lagos, lá nos deslocámos com filhas e tudo, às tantas da noite, para a belíssima Ponta da Piedade, apetrechados de almofadas e de mantas para nos deitarmos no chão a desfrutar da beleza de um céu negro riscado de brilhantes linhas brancas. Pois! Nem uma dessas linhas se desenrolou nos céus! E, nós, completamente decepcionados (mas superdivertidos...), lá voltámos para as nossas camas sem termos visto as estrelas!


É minha sina não vislumbrar estrelas cadentes – deve ser para não cair na tentação de pedir um desejo inalcançável ...

A propósito, não posso deixar de referir um belíssimo poema de que sempre me lembro ao pensar en´m estrelas cadente, escrito por John Donne, no século XVI, na áurea época Tudor, em Inglaterra e que se chama “Go and catch a falling star” que, apesar de não abonar nada a favor das mulheres (diz ser mais fácil apanhar uma estrela cadente do que encontrar uma mulher verdadeira e boa...) tem a musicalidade e a beleza das estrelas cadentes...

Fica aqui para quem apreciar:

GO and catch a falling star,
Get with child a mandrake root,
Tell me where all past years are,
Or who cleft the devil's foot,
Teach me to hear mermaids singing,
Or to keep off envy's stinging,
And find
What wind
Serves to advance an honest mind.

If thou be'st born to strange sights,
Things invisible to see,
Ride ten thousand days and nights,
Till age snow white hairs on thee,
Thou, when thou return'st, wilt tell me,
All strange wonders that befell thee,
And swear,
No where
Lives a woman true and fair.

If thou find'st one, let me know,
Such a pilgrimage were sweet;
Yet do not, I would not go,
Though at next door we might meet,
Though she were true, when you met her,
And last, till you write your letter,
Yet she
Will be
False, ere I come, to two, or three.