domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Lugar da Mulher


Recebi hoje de uma amiga este guia de 1953 que vou deixar aqui para rir, ou talvez não...  Com o caminho de regresso que as coisas estão a levar, nunca se sabe... ...





























sábado, 4 de fevereiro de 2012

Canções francesas


E quando, nas festas animadas  pelos "meus" Diamantes, eu pedia ao meu querido amigo Caínhas, o baterista, para tocarem "Oh, toi qui regrettes" e ele dizia: "O quê? Eu na retrete?..." Ou quando eu lhe pedia para tocarem "Je pense à lui" e ele brincava  "Pensas no Luís?"... Às vezes, lá me faziam a vontade e eu ficava encantada; outras vezes nem por isso e lá ficava eu toda aborrecida. Tolices de adolescente, sei lá! Sei é que gostava muito dessas e de outras canções francesas, românticas desse bons tempos.

E porque hoje é sábado, ficam aqui para relembrar e desejar a todos um bom fim de semana.










sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A nossa Justiça






Ainda bem que os ex ministros de Cavaco não roubaram um shampoo e uma embalagem de polvo, senão estavam tramados!.... É que a nossa Justiça não perdoa!


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Temos um artista na família...


Depois de ter sido considerado um dos finalistas do Plus Grand Concours Photo du Monde 2011, o meu genro Francisco foi o único português a ganhar um dos dez primeiros lugares, a nível mundial, na Open Competition da Sony Photography Awards 2012 na categoria de Arquitetura, com esta fotografia.



Temos ou não um verdadeiro artista na família?

E, já agora, são capazes de dizer onde tirou ele esta fotografia? 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O pobre Cavaco



Todos conhecem bem a minha especial antipatia (para não dizer pior!) pelo senhor presidente. Também sabem que quase não resisto a uma boa crónica do jornalista-escritor Baptista-Bastos. E então se, por força do destino, se juntam ambos os parâmetros, então é o delírio! 

Recebi um dia destes um texto escrito por BB no Jornal de Negócios que alude à última triste gaffe do senhor presidente (da qual ele nunca teve a humildade de se desculpar junto do povo que precipitadamente agrediu) e, se bem que já um pouco atrasado, não consigo deixar de a transcrever para aqui pela sua atualidade e pela sua verdade. Concordo com cada uma das palavras que compõem a crónica à exceção do seu "piedoso final".

O pobre Cavaco

«A pátria, estarrecida, assistiu, nos últimos dias, à declaração de pobreza do dr. Cavaco, e aos ecos dessa amarga e pungente confissão. O gáudio e o apoucamento, a crítica e a repulsa foram as tónicas dominantes das emoções. Os blogues, aos milhares, encheram-se de inauditos gozos, e a Imprensa, grave e incomodada, não deixou de zurzir no pobre homem. Programas de entretenimento matinal, nas têvês, transformaram o coitado num lázaro irremissível. Até houve um peditório, para atenuar as suas preocupações de subsistência, com donativos entregues no Palácio de Belém. Porém, se nos detivermos, por pouco que seja, no dr. Cavaco e na sua circunstância notaremos que ele sempre assim foi: um portuguesinho no Portugalinho.

Lembremo-nos desse cartaz hilariante, aposto em tudo o que era muro ou parede, e no qual ele aparecia, junto de um grupo de enérgicos colaboradores, sob o extraordinário estribilho: "Deixem-nos trabalhar!" Cavaco governava pela primeira vez e os publicitários colocaram-no e aos outros em mangas de camisa arregaçadas. Os humoristas de serviço rilharam os dentes, de gozo, mas a época não era propícia à ironia. O País tornou-se numa espécie de imagem devolvida do primeiro-ministro: hirto, um espeque rígido, liso, um carreirinho de gente cabisbaixa.

O respeitinho é muito lindo: essa marca d'água do salazarismo regressava para um país que perdera a noção do riso, se é que alguma vez o tivera. Cavaco resulta desse anacronismo que fede a mofo e a servidão. É um sujeito de meia-tijela, inculto, ignorante das coisas mais rudimentares, iletrado e, como todos os iletrados, arrojado nas afirmações momentâneas. As suas "gaffes" fazem história no anedotário nacional. É um Américo Tomás tão despropositado, mas tão perigoso como o original.

Manhoso, soube aproveitar o momento vazio, no rescaldo de uma revolução que também acabou no vazio. Os rios de dinheiro provindos de Bruxelas, e perdulariamente gastos, durante os infaustos anos dos seus mandatos, garantiram-lhe um lugar de aplauso nas consciências desprotegidas dos portugueses. Este apagamento da verdade está inscrito, infelizmente, numa Imprensa servida por estipendiados, cuja virtude era terem o cartão do partido. Ainda hoje essa endemia não foi extirpada. Repare-se que, fora alguns escassos casos isolados, ainda não foi feita a crítica aos anos de Cavaco e das suas trágicas consequências políticas, ideológicas, morais e sociais. Há uma falta de coragem quase generalizada, creio que explicada pela teia reticular de cumplicidades, envolvendo poderes claros e ocultos.

A mediocridade da personagem é cada vez mais evidente. E se, no desempenho das funções de primeiro-ministro, foi sustentado pela falsa aparência de el dourado, devido aos dinheiros da Europa, generosamente distribuídos por amigos e prosélitos, como Presidente da República é uma calamidade afrontosa. Tornou o lugar desacreditante e desacreditado.

Logo no primeiro dia da sua entrada no palácio de Belém, o ridículo até teve música. Um país espavorido assistiu, pelas televisões, sempre zelosas e apressuradas, àquela cena do dr. Cavaco, mãos dadas com toda a família, a subir a rampa que conduz ao Pátio dos Bichos, e ao interior do edifício. Um palácio que não merecia recolher tal inquilino. Mas ele é mesmo assim: um portuguesinho no Portugalinho, um inesperadamente afortunado algarvio, sem história nem grandeza, impelido para o seu peculiar paraíso. A imagem da subida da ladeira possui algo de ascensão ao Olimpo, com aquelas figuras muito felizes, impantes, formais, intermináveis. Mas há nisto um panteísmo marcadamente ingénuo e tolo, muito colado a certa maneira de ser portuguesinho e pobrezinho: tudo em inho, pequenininho, redondinho.

Cavaco nunca deixou de ser o que era. Até no sotaque que não perdeu e o leva a falar num idioma desajeitado; no inábil que é; no piroso corte de cabelo à Cary Grant; no embaraço que sente quando colocado junto de multidões ou de pessoas que ele entende serem-lhe "superiores." Repito: ele não dispõe de um estofo de estadista, e muito menos da condição exigida a um Presidente da República.

O discurso da sua pobreza resulta de todas essas anomalias de espírito. Ele tem sido um malefício para o País. É ressentido, rancoroso, vingativo, possidónio e brunido de mente. Mas não posso deixar de sentir, por este pobre homem, uma profunda compaixão e uma excruciante piedade.»

Baptista-Bastos

 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

No Hostital de Leiria



A minha neta saiu hoje do hospital. Apesar de ter sido vista e tratada pelo médico ortopedista que lhe pôs o gesso depois de anestesiada ainda no domingo, ficou internada para verificarem se o gesso estaria mesmo bem colocado. Este procedimento já por si demonstra bastante cuidado por parte do serviço, mas de destacar é o excelente atendimento que ela, bem como os pais, tiveram por parte de médicos e enfermeiros desde que chegaram ao hospital até que de lá saíram.

De registar que, para além dos cuidados médicos de qualidade, as crianças internadas tiveram hoje animação por parte dos músicos dos Concertos para Bebés da SAMP e ontem contaram com a presença de animadoras da Biblioteca Municipal. Não sei se este tipo de animação é diária, mas contam também com uma Educadora a tempo inteiro que faz o acompanhamento diário dos doentinhos. Isto sim é um verdadeiro serviço público.


Não vale a pena comparar este atendimento com o que era feito há quinze ou vinte anos atrás nos hospitais públicos. E menos ainda se me lembrar de quando parti uma clavícula nos idos de 67. Houve necessidade de ser operada mas no pequeno Hospital de Sintra (da Misericórdia) nem pensar que pudessem operar; levada para a Clínica do Telhal – que à época não era apenas clínica psiquiátrica, não pensem! – tive de esperar pela cirurgia cinco longos dias cheia de dores e no fim o meu pai teve de pagar cerca de dez contos, o que era uma despesa enorme, se pensarmos que, por exemplo, a minha mãe, que era professora , ganhava um conto e quinhentos por mês!

E depois, venham-me os “velhos do Restelo” ou sei lá de onde dizer que o 25 de Abril foi em vão e que no tempo do Salazar é que a economia era bem gerida e que os cofres do estado estavam cheios de ouro!


domingo, 29 de janeiro de 2012

A minha Elisinha


Que bela tarde de sábado passámos ontem a minha neta e eu! Fomos à Hora do Conto na Biblioteca Municipal ouvir contar uma história (sobre isso hei de falar noutra altura) e que feliz que ea ficou quando, ao chegarmos, encontrou duas amiguinhas da sua escola!

Estiveram a pintar para fazer tempo.




Depois da hora do conto, ainda brincou mais com as amiguinhas




E ainda pintou mais sobre a história que ouviram.



Depois fomos lanchar à Praça Rodrigues Lobo e aí ela ainda deu uns passinhos de dança!













Bom fora que o dia de hoje tivesse corrido com a mesma alegria! 
Com toda a sua vivacidade, foi, depois do almoço, andar na sua bicicleta, caiu e... partiu o bracinho direito.
Está no hospital onde já a operaram e lhe puseram gesso. Vai lá passar a noite, devendo sair apenas na 3ª feira.
Que triste como as coisas acontecem assim, de um momento para o outro!