quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Não te rendas

(in esquerda.net)

Não te rendas, meu povo. Não te rendas
às mãos de quem te quer voltar a ver
cativo e desgraçado. Não te vendas.
Aqui nada mais temos a vender.

Não te cales, meu povo. Que a saudade
já não pode doer dentro de nós.
Se o teu punho constrói a liberdade
levanta ainda mais a tua voz.

Não te rendas, meu povo. Não te rendas.
Que já nos querem sós. E divididos.
Que já nos querem fracos. E calados.

Não te cales, meu povo. Não te vendas.
Que quando nos quiserem já vencidos
hão-de ter-nos de pé. E perfilados.




(Joaquim Pessoa, in AMOR COMBATE, 1976)

17 comentários:

  1. ESTIMADA AMIGA GRAÇA SAMPAIO,
    Infelizmente o povo português é calmo e sereno, por mais que cante a Grandola Vila Morena, ou outra canção, os dirigentes não ligam e o povo esse vai sofrendo.
    O mundo está de mudança, veja-se a Ucrânia, Tailândia aqui desde novembro que os serviços está paralisados ou a trabalhar em locais impróprios e a meio gás, Venezuela aquilo por lá anda quente, em Portugal até as temperaturas andam baixas e com muita chuva, é assim o que temos.
    Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.
    Confúcio
    Abraço Amigo

    ResponderEliminar
  2. ~
    ~ Não conhecia o poema.
    ~
    ~ É incrível a enorme oportunidade que tem!
    ~
    ~ Sabemos que foi escrito a favor dos monárquicos contra os republicanos.
    ~
    ~ Mas o que conta, são os valores de liberdade que defendemos, tão bem expostos neste tocante soneto, do nosso genial mestre.
    ~
    ~ Obrigada por estes belos e sentidos momentos. ~
    ~
    ~ Não nos calaremos!
    ~
    ~ Não nos renderemos!

    ResponderEliminar
  3. "Que já nos querem sós. E divididos.
    Que já nos querem fracos. E calados."

    Cheguei ao Ministério da Saúde, à hora de dali sair e de muitos saírem de outros lugares. Encontraram-se três correntes e desfilaram, unidos e não calados.

    O poeta tem razão, olhando aquele edificio situado no Rato!

    ResponderEliminar
  4. Desconhecia tão belo e contundente poesia! Vai muito bem para nossa situação política. Obrigada!
    Abraço.

    ResponderEliminar
  5. Num poema-manifesto o poeta mostra o caminho.

    ResponderEliminar
  6. ~
    ~ São lamentáveis os comentários de quem não respeita o pluripartidarismo.
    ~
    ~ É devido a estes sectarismos facciosos e extremistas, que o país está no estado em que está; porque consensos e alianças, são impossíveis de praticar.
    ~
    ~ Não lhes basta defenderem os seus valores, têm que arrasar com os valores dos que consigo convivem.
    ~
    ~ É ter olhos e antolhos, que apenas permitem alcançar uma única direção!
    ~
    ~ E afirmam categoricamente serem ""democráticos"", quando não respeitam uma das mais elementares
    regras de convívio em democracia!

    ResponderEliminar
  7. Vamos ver o que diz o povo em Maio, Graça...
    BFDS!!

    ResponderEliminar
  8. Estou aproveitando a minha visita desta vez para te desejar um excelente carnaval,aproveita e diverte-te bastante nestes dias de maxima folia!! Tudo de bom para ti. Muitos beijinhos,fica com deus e até breve!! http://musiquinhasdajoaninha2.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  9. É um grito de alerta, que todos temos de ouvir e a que temos de responder!

    ResponderEliminar
  10. Não conhecia este poema . É bonito e oportuno , mas... " o povo é sereno " , já dizia o outro...
    M.A.A.

    ResponderEliminar
  11. ~
    ~ Não é só fumaça, Graça. Trata-se de pura agressão a muitos dos que colaboram com o seu blogue.

    ~ Tenho o hábito de volver ""serenamente"" as costas, quando me agridem, mas não o faço, sem ripostar, veentemente, a minha indignação. ~

    ~ ~ ~ Boa noite, Graça e viva a democracia! ~ ~ ~

    ResponderEliminar

  12. É um belo soneto e faz sentido neste momento!
    Sereno, mas não "mole".

    Um beijo

    ResponderEliminar
  13. Assim o esperamos, Lídia... Pode não ser mole, mas está a ser um pouco lento - de mais!!

    Viva a democracia, Majo! Mesmo!!

    ResponderEliminar
  14. Desculpem o lapso, deveria constar, "veementemente".

    ResponderEliminar
  15. poesia-arma!

    e um enorme Poeta.

    abraço

    ResponderEliminar