quarta-feira, 26 de junho de 2013

Os meus óculos de Sol

Cuidado! Com o calor que faz (ainda na semana passada dormia de cobertor e pijama de inverno) e com os ultravioletas em alta (ainda não foram cortadas pela Fitch, nem pela Standard and Poor's...) há que ter muito cuidadinho e nunca sair sem os nossos óculos de sol.

Bem faz a minha neta que até na dança da festa de fim de ano usou os seus óculos de sol...


É que esta manhã, ao ouvir a previsão das temperaturas pata hoje, veio-me à cabeça aquela cançãozinha dos velhos anos 60 "Os meus óculos de sol". Quem é que se lembra?

Oiçam, recordem e divirtam-se...


terça-feira, 25 de junho de 2013

Desconsolo

A velha D. Dinis



Bem sei que já saí da “minha” escola há três anos e que nada me dá o direito de criticar o que se lá passa; como já em nada me adianta comentar e arguir as – ia dizer «as políticas», mas nada há de política(s) nas ações do “governo”, nomeadamente do ministro (C)rato – despolíticas no que toca à Educação. O certo é que foram dois terços da minha vida metida até ao pescoço nestas coisas da Educação enquanto mais de metade da minha vida foi passada naquela dita escola, orgulhando-me de ter ajudado a escrever a sua história. 

Por isso me doeu, mas doeu fundo mesmo, saber que a “minha” escola foi a única do concelho – e há muitas neste concelho que, como todos sabemos, é tradicionalmente “laranja” – a “minha” escola, dizia eu, foi a única em que as reuniões de avaliação foram todas realizadas! É que nem nas escolas secundárias, com as sabidas responsabilidades acrescidas dos exames finais e dos acessos ao superior, as reuniões de avaliação foram cumpridas! 

Que professores são aqueles que lá estão? Que direção? Que contratados? Que QZP(s)? Que pressões terá havido? Que terá, de facto, acontecido? Quantos lerão as patacoadas do Ramiro Marques? (Se quiserem saber o que esta «sapiência» pensa sobre as greves às avaliações, leiam as notas que deixou hoje no jornal…)

Tomou-me uma vergonha, um desconsolo, uma pena, um vazio, ao saber disto, uma coisa que não tem explicação! 

Três anos em que se deu a saída galopante de (quase) todos os professores que durante anos ajudaram a fazer dela uma escola de referência na zona – juntamente com uma direção fraca que lá chegou mediante mentiras eleitorais e as manigâncias que as chefias intermédias deste país (leia-se DREC) tacitamente permitiram – foram o suficiente para subverter toda a lisura e prestígio daquela instituição que conta já 45 anos a formar jovens.

Numa relação microcosmo/macrocosmo, o mesmo está a acontecer, também com grande vergonha e pena minha – e não só minha, tenho a certeza! – na Educação a nível nacional. Bastaram dois anos, dois aninhos apenas, para que este ministério dito da Educação tenha trucidado tudo o que com tanto esforço se fez, já não digo desde o tempo do extraordinário ministro Veiga Simão, mas desde o igualmente progressista ministro Roberto Carneiro. 

É mesmo um desconsolo, um grande desconsolo!


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Quadras para o São João




Na véspera de São João

Vai p’ra rua a noite inteira

Pega o arquinho e o balão

E vai saltar a fogueira!



Garotas namoradeiras

Que qu'reis subir ao altar

Deixai-vos de brincadeiras

Com o Santo popular.



É que o Santo é maroto

E gosta bem de brincar

Vede se o vosso garoto

Desiste de se casar!



São João, São Joãozinho,

Padroeiro lá do Porto.

Olha cá para o povinho

Que está quase, quase morto.



Quase morto, é bem verdade

Por causa deste governo

Que de maldade em maldade

Faz-nos da vida um inferno.



Ó meus santos populares,

Santinhos da tradição,

Que rodem os calcanhares

E que nos larguem da mão!


 Bom São João!

domingo, 23 de junho de 2013

Exposição do Mundo Português

Li nas efemérides do jornal que foi a 23 de Junho que se inaugurou a grandiosa Exposição do Mundo Português em 1940, evento que Salazar quis levar a cabo com a nacionalista finalidade de celebrar o aniversário da fundação de Portugal (1140) e o aniversário da Restauração da Nacionalidade (1640). Seria uma magnificente exposição ao jeito das Exposições Mundiais que, desde a segunda metade do século XIX, se realizavam nas grandes cidades civilizadas – a primeira realizou-se em Londres, em 1851 – mas que à época não chegavam às cidades portuguesas. Curiosamente, uma dessas exposições mundiais, a quarta, aconteceu na cidade do Porto, no ano de 1865, no tempo do Rei D. Luís, voltando a calhar em Portugal apenas no ano de 1998, com a Expo’98. 

Primeiro Palácio de Cristal construído para a Exposição


Mas o que Salazar quis foi mostrar ao mundo “as malhas que o Império” teceu e como a sua governação era florescente e então resolveu pôr o saber, a garra e a imaginação do Engº. Duarte Pacheco em ação que meteu ombros à obra. (Se puderem e gostarem, leiam o romance “A Cova do Lagarto” de Filomena Marona Beja sobre o tempo e a vida de Duarte Pacheco. É muito bom.)

Não era nascida nem sequer estava pensada quando esta Exposição se realizou, mas lembro-me muito bem de ouvir a minha mãe falar sobre o acontecimento. Não admira: a viver em Algés havia muitos anos, adolescente irreverente com um padrasto querido que lhe fazia as vontades todas e com um irmão mais velho que a acompanhava para todo o lado, assistiu de muito perto quer à construção, quer à continuidade da dita exposição já que esta teve lugar na zona ribeirinha de Belém. O evento lá deve tê-la marcado, não posso dizer a que nível, porque sempre falava desse acontecimento com emoção, especialmente por três motivos: primeiro pelo que por lá se divertiu (imagino os namoricos…); depois pela grandiosidade do empreendimento; e por fim pela pena que sentiu dos nativos e dos animais que vieram de todas as colónias para mostrar a diversidade e a vastidão do Império porque passaram muito frio e muita falta de condições de toda a ordem.

Daí o fascínio que esse acontecimento a que não assisti e que conhecia apenas de ouvir falar sempre exerceu sobre mim. Por isso, assim que soube da mostra fotográfica da Exposição do Mundo Português no Padrão dos Descobrimentos nos primeiros meses deste ano, aí fui eu ver. 

Deixo aqui algumas fotografias das fotografias pedindo desde já desculpa pela pouca qualidade das mesmas por não ser fácil fotografar fotografias que estavam pregadas muito alto e mais ainda pela falta de habilidade da fotógrafa…

Para um melhor visionamento das fotos da Exposição sugiro uma visita ao blog Restos de Colecção







  





















 O homem era ou não era megalómano?