terça-feira, 20 de março de 2018

Fado primavera

À procura de um poema à Primavera - menina de algumas horas apenas - no livro de David Mourão-Ferreira, fui dar com esta beleza triste que só faz jus à doce e alegre estação que agora se inicia por nos ser "lido" por vozes tão frescas  como estas que aqui vos deixo.

Depois digam-me das vossas preferências. Eu tenho a minha...







segunda-feira, 19 de março de 2018

Hino à ironia ou do jornalismo que temos

Sei bem que alguns dos amigos que aqui passam não gostam muito que comente sobre questões político-partidárias.

Atendendo, porém, a que este é um blog do estilo «web-log», à maneira dos “diários de bordo” e porque a comunicação social hoje acreditada no nosso país teima em mostrar diariamente e minuto a minuto como os portugueses são mal tratados pelas instâncias governamentais – coisa que não acontecia no tempo do governo anterior! – não resisti a transcrever este texto que li hoje na página do facebook do meu amigo Carlos Esperança e que é, de facto, um verdadeiro hino à ironia… 


Saudades do governo de Passos Coelho e Paulo Portas

Naquele tempo, que Cavaco Silva desejou esticar, corriam rios de mel, e só não havia virgens à espera das vítimas porque era outra a devoção em Belém e S. Bento.

As matas eram então incombustíveis, à prova de pirómanos, as urgências dos hospitais aguardavam doentes para quebrarem o tédio aos enfermeiros e médicos, a banca estava capitalizada e sem créditos malparados, o emprego era pleno e os portugueses viviam felizes com a sobretaxa do IRS e divertidos com os orçamentos de Estado à espera dos retificativos.

Os vírus não matavam, o sarampo não era epidémico e a bastonária dos enfermeiros não se oporia à vacina obrigatória aos seus membros, para exercerem a profissão no Estado, se acaso ocorresse ao governo a prudência e o bom senso a ela.

As pessoas podiam andar deprimidas, mas as vacas dos Açores sorriam com a presença do casal presidencial, e as cagarras das ilhas Selvagens acolheram ruidosamente a visita do PR, preocupadas com a ausência da prótese conjugal.

O país vivia feliz, espoliado dos feriados identitários, 1.º de Dezembro e 5 de Outubro, e até o cardeal andava sossegado com o fim dos feriados que a Igreja impôs à República e a intimidade dos cônjuges recasados, sem precisão de apoiar manifestações de colégios privados onde a sua Igreja lucra mais do que com o negócio das almas.

Então, até os carrilhões de Mafra se seguravam às torres de onde ameaçam agora soltar-se, com a força com que o senhor D. João V se agarrava à madre Paula, em Odivelas, e ao ouro do Brasil para enviar ao Papa e obter dele o irónico e caro epíteto, Fidelíssimo.

A imprensa de reverência vivia em harmonia com o poder, designando a incompetência do PM por coragem e por institucional a cumplicidade entusiasta do PR.

Ditosos tempos! Os cravos de Abril tinham sido exonerados das lapelas do PR e do PM e o ordenamento jurídico era uma incómoda referência da Constituição que juraram, a ilustrar o adágio: «quem mais jura, mais mente».





domingo, 18 de março de 2018

Abençoadas águas de Março!

Os noticiários não se cansam de nos mostrar o enchimento de grande parte das barragens que, ainda há um mês, estavam quase vazias.

Aquela ponte que reapareceu naquela barragem alentejana e que eu mostrei aqui, felizmente encontra-se de novo submersa.

E até o nosso «formoso Rio Lys» que seguia tão tristinho quase num fio de água, rebentou na nascente e vem serpenteando sinuoso e impante pelos campos das Cortes. 

Ora vejam. 

(As fotografias foram retiradas da página do facebook da minha ex colega Elisabete Pinheiro, a quem agradeço.)

(Nascente seca)
(Nascente mais recentemente)














E despeja-se assim no meio da cidade.



E depois disto tudo, como poderia eu não recordar aqui, uma vez mais, as belas «Águas de Março» nas vozes de Elis e Jobim?...




sábado, 17 de março de 2018

Vestidos de verde

No mundo anglo-saxónico, hoje é dia  de vestir de verde. Festeja-se o São Patrício que, no século V, cristianizou a Irlanda (dizem...) tendo, para isso, usado um trevo de três folhas.


Daí a tradição de se vestirem, de se pintarem de verde, de porem tudo verde - até, por vezes, os rios - de beberem cerveja verde e... de esperarem ter a sorte de ficarem ricos.

Hoje deixo  aqui umas imagens vintage, wearing the green...

E desejo-vos muito boa sorte!!





















quinta-feira, 15 de março de 2018

É por isso que não gosto de festivais

Já aqui disse não sei quantas vezes que gosto muito - e sempre gostei - das canções da Françoise Hardy.

Fiquei hoje a saber que concorreu pelo Mónaco ao Festival da Eurovisão no ano de 1963 com esta canção absolutamente encantadora, tendo ficado apenas  em 5º lugar.




Em primeiro lugar ficou a canção dinamarquesa «Dansevise» - alguém se lembra?




Por isso não lido bem com estas coisas de festivais, óscares, prémios literários e outras competições artísticas. A arte - como quase tudo na vida - não foi "inventada" para ser  comparada e classificada.

Posso parecer um bocado "estranha", mas não suporto a competição...

terça-feira, 13 de março de 2018

Too tired...






É assim que estou! Desculpem-me qualquer coisinha... (especialmente de não usar a nossa bela Língua) 

Nem sei já se se trata de cansaço, se falta de imaginação para escrevinhar...

segunda-feira, 12 de março de 2018

Para começar bem a semana

Porque é preciso elevar os ânimos, (pelo menos os meus...) aqui fica uma pequena seleção de imagens divertidas desta bela senhora do cinema acompanhada por alguns belos senhores...

Espero que se divirtam.