quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Regeneração





A exposição de pintura da nossa amiga Clotilde Fava que foi inaugurada no Museu da Mãe de Água em Lisboa, em Abril de 2010, e de que deixei notícia aqui, esteve em exibição no belíssimo Mosteiro de Tibães em Braga, durante o passado mês de Julho. E foi assim.










No próximo mês de Outubro, esta exposição vai estrear noutra cidade do país, um pouco mais a sul,  num belo e recente Centro Cultural que visitámos hoje e que tem este aspecto.





Alguém consegue dizer onde se vai poder visitar a Regeneração a partir de 1 de Outubro?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O galinho da Madeira





Alberto João Jardim, perante os buracos orçamentais que se vão descobrindo lá na sua ilha de contos de fadas, voltou, energúmeno e desbocado como sempre, a brandir as bandeiras da Internacional Socialista e da Maçonaria como principais culpados – tomaria ele ter nível para ser admitido na Maçonaria!

Ele, pobrezinho, não teve culpa de nada! Foram os cubanos do ”Contenente”, especialmente os do governo socialista. E lá veio ontem o comentador de serviço do PSD, pago e apaparicado pela TVI, dizer que o Guterres fez uma lei que favorecia a Madeira, mas o (malandro do) Sócrates foi mauzinho para eles. E, claro, depois de sermos nós, os cubanos do “Contenente” a ter de arcar com as dívidas colossais – já para não dizer que temos de levar com os desmandos e as palhaçadas daquele político da treta na televisão e nos jornais – por ele acumuladas para ir mantendo as suas maiorias eleitorais, ainda vai o senhor primeiro ministro – que, ao referir-se ao “desvio colossal” da Madeira, põe o seu ar mais cândido de menino escuteiro e fala escolhendo o melhor possível as palavras – ajudar ao circo e abrilhantar o comício da próxima candidatura do senhor Alberto João. Dá vontade de dizer aquela frase banal e gasta: “este país não existe”!

A propósito, fica aqui um fadinho corrido que recebi de um amigo e veio mesmo a calhar.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tributo


Hoje estou assim:




Mas ainda dá para vir aqui homenagear um dos meus cantores preferidos que, como eu, não conduzia e adorava gatos, e que, se fosse vivo, faria hoje 65 anos.

Morreu aos 45 anos e tinha uma voz e uma sensibilidade assim:






Ou, se preferirem, assim:





 

domingo, 4 de setembro de 2011

Ritos de Setembro


Na sexta feira foi dia de fazer a marmelada. Foram 13,5 quilos de polme de marmelo e 13 quilos de açúcar com aquela receita antiga da minha mãe que já aqui deixei.

Foi desde as onze da manhã até às oito da noite: descascar os marmelos, cozê-los, desfazê-los em puré, pesá-los, pôr o açúcar em ponto e, por fim, misturar-lhe o puré! Uma verdadeira maratona!  Mas tive ajudas: da filha mais nova e... (sentem-se para não caírem desamparados!) do marido! E assim, ainda deu para dar uma fugidinha até à cabeleireira de tarde.

Hoje fez bom tempo e foi dia de a pôr a secar ao Sol - à antiga portuguesa.



A praia da minha vida



Há mais de um mês que ando a ler, em blogs que gosto de seguir os seus editores escreverem sobre a praia das suas vidas por desafio do blog Crónicas do Rochedo e logo pensei em responder de imediato ao convite. Mas depois, meteu-se isto e mais aquilo e os dias foram passando. Como a época balnear ainda não terminou apesar da chuva e do temporal que se têm feito sentir, vou então meter mãos à obra.

Tenho sempre muita dificuldade em escolher uma realidade de entre várias; foi-me sempre muito difícil dizer qual é o filme, o livro, a música preferidos, o mesmo se pondo para escolher a praia da minha vida.

Podia falar sobre a Praia da Ericeira que foi onde, já fez quarenta e cinco anos, conheci o meu marido.

Podia falar da Praia da Nazaré onde passei os dois melhores Agostos da minha adolescência, com um imenso e variado grupo de amigos agregado ali quase de um dia para o outro pelo cimento da juventude e da louca música da primeira metade dos anos 60.

Podia falar da Praia de S. Pedro de Muel onde passei o mês de Agosto entre os anos 70 e 80 muitos dos quais na amorosa e bem situada Casa do Galo antes e depois de ter sofrido obras. Nesta praia as minhas filhas deram os primeiros passos, tomaram os primeiros banhos, fizeram os primeiros amigos, tiveram os primeiros namoradinhos.


(Casa do Galo)

Podia falar da Praia D. Ana, em Lagos, que foi a minha primeira praia do coração no Algarve ou da Praia Nossa Senhora da Rocha onde temos, há muitos anos, as nossas semanas que ocupamos em Julho.

Mas sinto uma quase obrigação, uma como que compulsão que me vem do fundo dos tempos para falar das minhas queridas praias da Linha – Stº Amaro, Torre, Carcavelos – dos meus mais tenros anos de meninice e, naturalmente, Algés, a terra onde nasci e vivi até aos dez anos.

(Praia de Algés)
(imagem da net)
Falar hoje na Praia de Algés dá vontade de rir como, naquele tempo, dava vontade de rir falar na Praia de Pedrouços. Mas, à época, - e estou a falar nos anos de 1950 – era, por força das circunstâncias, uma praia bastante concorrida. Sem sensações remanescentes, foi, todavia, foi a primeira praia que vi e que pisei. Todos os Verões a minha mãe alugava um toldo por três meses e todas as manhãs as passávamos na praia: a minha mãe, o meu primo-irmão M. e outras amiguinhas da escola que já nem lembro bem. O “mar” era lisinho e morno mas nem por isso podíamos ir ao banho por nós próprios. Íamos ao banho – uma fila de miúdos – com o chato do banheiro que (nunca vou esquecer a aflição que sentia) nos punha a mão no nariz e na boca e nos mergulhava de costas na água. Um verdadeiro horror a que as mães nos obrigavam porque fazia bem à saúde e talvez porque estivesse, tal como os bancos de madeira que nos punham diariamente no toldo, incluído no preço do aluguer do mesmo.

Mas lembro, com prazer, os passeios de barco a remos que por vezes dávamos no rio com os pescadores que apanhavam pequenos camarões e outros mariscos de pequeno porte que depois eram vendidos na Praça de Algés a cinco tostões a pá – a medida era uma pá de zinco daquelas que também serviam para apanhar o lixo varrido. Boas eram as brincadeiras na areia, as corridas, os jogos de ringue e à bola, as pás e os baldes de folha com coloridos desenhos pintados. Os tremoços e as pevides que comíamos  compradas às mulherzinhas que as vendiam à entrada da praia depois de atravessada a linha do comboio, os bolos transportados pela praia em grandes caixas de lata por mulheres, ou por crianças até! E nos dias em que aparecia o fotógrafo com aquelas máquinas altas de tripé e com aquele pano preto onde ele metia a cabeça para nos tirar a almejada fotografia que depois ainda tinha de ser revelada e sei lá o que mais. Tenho ideia que levava uma manhã inteira a tirar as fotografias. E ainda tenho uma dessas para deixar aqui.




Repare-se na "elegância" dos fatos de banho que eram feitas de malha ainda sem qualquer percentagem de elástico pelo que, molhados, não aderiam ao corpo nem por nada e a touca de borracha sem a qual ninguém ia ao banho...

Já agora, conseguem reconhecer-me?...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Passos a passos





Gostava de fazer - ou ter feito - uma recolha de afirmações do actual PM quando ainda estava na oposição, na época em que chumbou o PEC IV, por incontida ânsia de "ir ao pote", para logo, logo, propor - ou impor? - o PEC V, VI, VII, ...XXIV e sei lá quantos mais. Não o fiz e em boa hora  porque a crónica de hoje pela jornalista Fernanda Câncio no DN fá-lo de forma exímia. Ora vejam:


"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."

"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"

Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011 (Esta nota final foi rectificada às 19.30 de sexta-feira, 2 de Setembro)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Masculino ou Feminino?


Entra hoje o mês de Setembro. É e sempre foi, para mim, um dos meses mais tristes do ano. Fim de praia, que considerei sempre como fim de festa; início de outra época que sempre me fez sentir como que  impreparada; dias mais curtos e menos brilhantes com a chegada dos matizes tristes do Outono. Era, na minha adolescência, o mês de ficar em casa à espera que chegasse Outubro para ir para o colégio rever os amigos e a cumprir tarefas: bordar, ler obras clássicas de leitura obrigatória; rever matérias escolares.

Mas hoje fica aqui uma das muitas bonitas canções de Setembro. Esta é só uma das que eu gosto mais tanto pela música como pela letra.

Agora cabe-vos decidir se gostam mais de a ouvir no masculino ou no feminino ou até noutra versão.









Oh, it's a long, long while from May to December
But the days grow short when you reach September
When the autumn weather turns the leaves to flame
One hasn't got time for the waiting game

Oh, the days dwindle down to a precious few
September, November
And these few precious days I'll spend with you
These precious days I'll spend with you