terça-feira, 25 de março de 2014

Os Memoráveis

Hoje, uma vez mais, a escritora Lídia Jorge deslocou-se à Livraria Arquivo aqui em Leiria com a sua editora para apresentar mais uma das suas obras: Os Memoráveis.

Ainda não li o livro embora o tenha comprado há já alguns dias – é que ando a ler Memória de Elefante de Lobo Antunes e não gosto de cruzar leituras – por isso nada sei dizer sobre o conteúdo para além de que trata do 25 de Abril, mas deixo aqui algumas linhas de força que a autora, no seu tom sereno e lúcido e o seu olhar límpido, lançou perante uma sala cheia de mulheres (em grande parte) da chamada «peste grisalha» (se bem que bem escondida pelas melhores tintas do mercado…)

Pensou escrever o livro há dois anos e meio de uma ideia que vinha já de há catorze anos. Acabou por escrevê-lo «por urgência sentimental» - há dois anos e meio as pessoas ainda não sentiam necessidade de voltar a cantar a “Grândola”.

 A escrita propriamente dita foi feita em seis meses e até à véspera de entregar o original à editora foi sempre dizendo lá em casa que «não havia livro» porque receava não ser oportuno.

 Na altura em que se celebram, ou melhor, em que as pessoas sentem necessidade de celebrar os 40 anos da Revolução de Abril, a autora pensa que os portugueses querem testemunhos, histórias, episódios e o seu livro não é um panfleto, nem uma representação histórica, não retrata os jovens militares de Abril, antes os recria fazendo não um retrato histórico, mas tão-somente personagens literárias. E quando em entrevistas ou apresentações da obra lhe perguntam quem é a personagem A ou B, foge sempre à identificação das figuras da Revolução.

E avisou que há que ler o livro não como «uma celebração vermelha, mas com muitos contornos». Há que ler o livro para memória e para deixar uma esperança, porque «não há memoráveis se não houver futuro».

Depois de ler o livro, voltarei – daqui a algum tempo porque só leio à noite – para dar a minha modesta opinião sobre a narrativa.

Talvez queiram fazer o mesmo, não?


(Ouvindo ler um excerto do seu último livro)

(Falando sobre o livro)

10 comentários:

  1. Um livro que quero comprar logo que chegue ao Porto.

    Gosto que este livro não seja uma «uma celebração vermelha, mas com muitos contornos».
    Gosto também que seja para avivar a memória e para deixar uma esperança, porque «não há memoráveis se não houver futuro».

    Estou com uma vontade louca de ler este livro assim como de ler a tua opinião sobre ele.

    Boa noite, Gracinha!

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  2. Ainda não o comprei mas vou fazê-lo!
    Lídia Jorge é uma das minhas escritoras de eleição...

    Abraço

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  3. ~
    ~ Uma leitura que vou fazer com o maior praxer. ~

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  4. Vamos ver a esperança a renascer nos homens de hoje.

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  5. A adquirir.
    Já o Lobo Antunes não entra mesmo.
    Não gosto nada!

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  6. A Lídia Jorge vinha todos os anos ao liceu fazer uma palestra e era muito agradável.Gosto muito. M.A.A.

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  7. Eu já comecei a ler o livro e estou a gostar muito. Aliás gosto da maneira como ela sabe narrar os acontecimentos para despertarem o nosso interesse.
    Beijo.

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  8. Acabei de o comprar, mas também estou a ler outro, o último de Isabel Allende.

    Com que então a minha amiga faz anos no mesmo dia que eu ? :)


    beijinho

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  9. Ai é, Fê? Carneirinho de 6 de Abril? Cuidado connosco!

    Beijinhos arianos

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