quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Ave Maria

Na data do fechamento do ano mariano por cá, lembrei-me de trazer aqui a belíssima Avé Maria no Morro que eu tanto gostava de trautear lá nos idos, idos de 60.

Há outras versões brasileiras e não só ( por Andrea Boticelli, Pavarotti e até pelos Scorpions) mas esta é a da minha memória, além de que a voz de Dalva de Oliveira era linda!

Oxalá gostem.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Chuva!



E eu que até nem gosto nada de chuva, já anseio por uns bons pingos a cair ali no quintal...

O pior é que, se chove durante três dias seguidos, começo a resmungar porque as toalhas estão sempre húmidas e o chão não seca e suja-se tudo e mais não sei o quê!

Vá-se lá entender as mulheres!!

Dizem que são preciso muitos estudos e estes cálculos todos para se tentar entendê-las ...




segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Quinta das Lágrimas




Situada a cerca de quinhentos metros do Convento de Santa-Clara-a-Velha, a quinta terá sido, no século XIV, coutada de caça da família real que então residia em Coimbra. 

O documento mais antigo em que a quinta é referida data de 1326, ano em que a Rainha Santa Isabel mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento.



A fonte de onde saía a água para o Convento foi chamada «Fonte doa Amores» por ter presenciado os amores de Pedro e Inês. A outra foi apelidada por Camões de «Fonte das Lágrimas» por ter nascido das lágrimas que D. Inês terá chorado quando foi assassinada pelos três validos do rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro.










Mais tarde passou para as mãos da Universidade. Em 1650, a quinta foi murada tendo a água das fontes sido aproveitada para alimentar as mós do grande lagar de azeite da cidade.

No século XVIII foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, antepassado dos atuais proprietários, e foi então que o palácio foi construído passando a chamar-se Quinta das Lágrimas.




A mata é deslumbrante com árvores seculares de grande porte e de grande beleza.











Foi apenas em 1995 que o palácio passou a ser uma unidade hoteleira com o nome de Hotel Quinta das Lágrimas.







E foi lá que aqui o "jovem casal" foi celebrar os seus 45 anos de casamento...




domingo, 9 de outubro de 2016

Atenção! Muita Atenção, Bloggers!

Já só faltam duas semanas e...


Já temos estes inscritos, mas queremos mais!

 Rui e Maria Helena Espírito Santo - Porto

 Graça e Sidónio - Leiria

Clara - Braga

Maria Araújo – Braga

 Ricardo Santos – Lisboa

 Gabi e Paulo – Porto

 Henrique e Raquel – Lisboa

 Luís Coelho e esposa – Leiria

Adélia e Rodrigo – Marinha Grande

 Kok – Lisboa/Oeiras

 Teté e marido – Lisboa

  Manu – Caldas da Rainha

Elvira Carvalho – Barreiro (?)

O encontro será em S. Pedro de Muel, no dia 23, no Hotel Mar e Sol. (15 euros por pessoas)

Inscrições para o meu e-mail: gracaenator@gmail.com 

S. Pedro é lindo! Se não, vejam!






(A vetusta casa do guarda)



(A "minha" Casa do Galo, onde ficámos Agostos a fio...)








Estão à espera de quê para se inscreverem?! :)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

“Um ultraje e um desastre” – disseram elas!

António Guterres vai ser o nono homem a ocupar consecutivamente o cargo de secretário-geral do Conselho de Segurança da ONU. E elas não gostaram. Foi grande a campanha das feministas que defendiam a necessidade de eleger uma mulher como secretária-geral das Nações Unidas depois de oito homens seguidos a desempenhar o respeitável cargo.

O movimento Campanha para Eleger Uma Mulher Secretária-Geral da ONU, que no seu site destacou  Kristalina Georgieva como "mulher da semana", afirmou que  "é injusto quer para as mulheres e para a Europa Oriental e representa os acordos de bastidores habituais que ainda prevalecem na ONU" (…) "Mais uma vez é um desastre para a igualdade de direitos e igualdade de género". E concluiu o movimento: "Permaneciam sete candidatas mulheres na corrida e no final parece que elas nunca foram seriamente consideradas. Isto é um ultraje!"

Por seu lado, o Center for Women"s Global Leadership, de New Jersey, fez saber na sua conta do Twitter que "o próximo secretário-geral não é uma mulher, mas vamos ter de garantir que ele é feminista".

Não sou nada a favor deste tipo de feminismo moderno. Este feminismo funciona como uma forma de machismo. Entendo e aceito os movimentos feministas do início do séc. XX que lutavam por direitos que nunca tinham sido consentidos às mulheres, bem como os dos anos 60/70 aqui em Portugal que lutaram contra os padrões clericais e salazaristas impostos às mulheres, mas este pseudo-feminismo que defende que «há que pôr lá uma mulher porque já foram muitos homens para mim, não colhe. Como nunca aceitei muito bem o modelo das quotas de mulheres na elaboração das listas de candidatos às eleições legislativas. As mulheres, tal como outros grupos ditos minoritários, devem ter acesso aos cargos por mérito e não por razões de género, ou de cor, ou de incapacidade física, ou da cor dos olhos …

Também considero que teria sido muito constrangedor para os eleitores se tivessem escolhido a senhora Kristalina depois de ter sido apresentada da forma mais atabalhoada e menos cristalina quase no final do processo.

Por mim, tenho de concordar com o Presidente Marcelo (imagine-se!!) quando afirmou que escolheram «o melhor» de todos os candidatos.

António Guterres foi sempre muito bom, foi sempre o «o melhor». Porém, e bem à maneira portuguesa, só agora, depois de ter sido reconhecido mundialmente, é que vêm todos “tecer loas” a Guterres… Outrora era a «picareta falante», o homem que «deixou Portugal num pântano», o homem que se enganou a fazer uns cálculos numéricos…

Ele é o homem que, feminista ou não, escolheu sempre «As pessoas em primeiro lugar» e cujas primeiras palavras são de «gratidão e humildade para servir».

Não é para todos…




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

E o Viagra é o quê?

Um africano pergunta ao médico branco:

- E o Viagra é o quê exatamente?

O médico:

- São umas pílulas que lhe permitem fazer amor oito vezes por dia...

O africano:

-Ah! É um calmante...



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

5 de Outubro - Viva a República!

Museu Republicano e Maçónico de Pedrogão Grande

Para homenagear a Implantação da República, lanço mão de parte do discurso proferido hoje pelo nosso amigo Acácio de Sousa, ilustre leiriense estudioso da História do país, licenciado em História pela U. de Coimbra e doutorado em Ciência Política pela U. Nova de Lisboa.

E disse ele: «… Em Portugal, entre os séc. XIX e XX o confronto entre quem mantinha privilégios de linhagem e quem labutava para fazer riqueza e aspirar a outras oportunidades levou à proliferação das ideias republicanas, sobretudo, nos profissionais liberais, comerciantes e militares.

Esta gente com interesses muito diferentes mas com o objetivo comum de acabarem com os privilégios de alguns num país arruinado e permitirem a igualdade de acesso às mesmas oportunidades clamava pelo ensino e pela cultura para todos e pretendia denunciar o caciquismo eleitoral. Assim nasceu o Partido Republicano, uma amálgama de gente diferente que tinha um objetivo comum: o fim da monarquia.

Por isso nem tudo correu bem depois do 5 de Outubro de 1910. (…) Os interesses mais específicos de vários grupos levariam ao fracionamento do Partido Republicano e ao aparecimento de novos pequenos partidos, o que seria natural num processo democrático. Mas os Republicanos tornaram-se autofágicos entre si, na luta pelo poder central e na luta pelos pequenos poderes e cometeram erros:
  •    Afrontaram, sem o cativar, o povo rural;
  •    Ficaram-se pelo eleitorado citadino;
  •   Impediram as mulheres de votar;
  •  Preferiram o voto capacitário e não arriscaram o voto universal.

Além disso, apanharam o choque da Grande Guerra; apanharam a nova república sidonista e a reorganização dos monárquicos/católicos; apanharam a revolução bolchevique; apanharam Fátima e o novo centro de irradiação da mensagem mariana, mas também de “cruzada contra os que haviam desprezado” os valores cristãos.

A República entrou em agonia: as tentativas de golpe começaram a ser permanentes e tivemos governos que duraram dias. Republicanos da velha guarda como Mendes Cabeçadas, para não falar em Machado dos Santos, barbaramente assassinado em 1921, ansiavam pela reposição da ordem! O golpe de 28 de Maio de 1926 foi recebido com alívio por muitos republicanos. (…)

Quer isto dizer que o 5 de Outubro de 1910 e a 1ª República de nada valeram? Não!

  • O ensino teve um incremento fantástico desde as camadas infantis até às mais idosas, coisa que o estado autoritário fez regredir;
  • O poder dinástico ou os poderes de linhagem findaram em definitivo;
  • O ensaio democrático permitiu a apresentação de uma Constituição das mais humanizadas do mundo de então, onde estava consagrado o ideário da «liberdade, igualdade e fraternidade.                                                                                                                        
            Não foi integralmente cumprida? As fraquezas são humanas e os tempos não o permitiram, mas ficou o gérmen para o regresso à democracia e perpassou até hoje o gérmen da regeneração permanente da ideia republicana, laica e democrática.»

              Viva a República!!