terça-feira, 16 de agosto de 2016

From Mijas with love!

Quem não se lembra do filme do 007 «From Russia with love» ainda protagonizado pelo sempre atraente Sean Connery?




Pois... mas hoje o tema é «From Mijas with love»... Não há Sean Connery nem as super sexy Bond-girls, mas há as belas vistas da Sierra de Mijas onde passámos uns belos dias.






(La Ermita de la Virgen de la Peña)




(Charretes e loiça típica)


(Descanso de los burritos...)

(com um cheirinho a xixi!... que nem vos digo!)

Toda a minha gente anda de burrito (menos eu...)






As ruas floridas e muito cuidadas.











A vista do apartamento com o Mediterrâneo ao fundo, sobre Fuengirola.




E tudo sempre subordinado ao tema d'el burrito...




Ora digam lá se não é assim...




(Risos e gargalhadas...)

domingo, 14 de agosto de 2016

Uma certa melancolia

Isto do fim de férias sempre me trouxe uma imensa melancolia. Quando dava aulas e passávamos o mês de Agosto em São Pedro de Muel, a aproximação do dia 31 trazia-me uma enorme angústia: lançar-me num outro ano letivo criava a meus olhos (e nos meus pensamentos) a imagem de me estar a lançar à água e não conseguir alcançar a outra margem. 

Agora que já não tenho de me lançar num outro ano letivo, a angústia vem em forma de dúvida. Será que...  

As férias terminaram e não me apetece falar disso. A música é sempre uma boa forma - a melhor, diria - de transmitir o que estamos a sentir. Daí que me lembrei desta canção tão bela, cantada pelo excelente Aznavour nos idos de 57 - se bem que a tenha conhecido lá para meados de 60.

Muito bonita. Espero que gostem!

Para quem gosta da Amália, deixo mais abaixo a sua versão da canção (1965). Depois darão as vossas opiniões.





sexta-feira, 5 de agosto de 2016

25 anos depois...

Fomos para o sul de Espanha estrear o BX...



Eu cá parecia uma «lagartixa»...



Ele era só bigode e sapatilhas brancas...




Elas em pose florida para a fotografia...



Mas não usámos o Burro-Táxi...




Talvez desta vez...

Até breve!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A Sagres no Rio



Quarenta e três dias depois de ter partido de Lisboa, o navio escola Sagres  (apreciem-lhe a elegância!chegou ontem ao Rio de Janeiro. A embarcação vai ficar na "cidade maravilhosa" até ao final dos Jogos Olímpicos e ser a "Casa de Portugal", apoiando o Comité Olímpico Português e os atletas que vão participar no torneio.




Durante a tarde de ontem, o Presidente da República entregou a bandeira de Portugal ao velejador João Rodrigues que será o porta-estandarte na abertura oficial dos Jogos no próximo dia 6.

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu a bandeira nacional do comandante do navio escola Sagres, levou-a ao peito e entregou-a ao atleta João Rodrigues.




quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sunny

Em dias de muito Sol como têm sido os deste Verão, a lembrança da linda canção de 1966 «Sunny» na poderosa voz do Chér quando ainda estava muito apaixonada por Sonny. Lembram-se da dupla «Sonny and Chér»?





Em versão jazz, mais ao gosto do nosso amigo Ricardo, fica aqui o mesmo tema pela inigualável Ella Fitzgerald acompanhada pelo bombástico Tom Jones.

Vamos ver qual das versões preferem.






terça-feira, 2 de agosto de 2016

Mas que raço de gente são os professores?

Ontem, um senhor juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra decidiu dar provimento a duas providências cautelares propostas por colégios privados da sua área contra a decisão do Ministério da Educação de não permitir a abertura de novas turmas de início de ciclo em colégios que estejam situados na área pedagógica de uma escola pública.



O ME quer ver o dito juiz afastado do processo pelo facto de a sua filha ser aluna num desses colégios (Ançã, onde reside o magistrado) e por ter, em 2012 apresentado ele próprio uma ação contra o ME defendendo para a filha o direito de frequentar o colégio com contrato de associação, beneficiando assim do pagamento do Estado.

Logo veio o tribunal superior em defesa do senhor juiz «porque o juiz está vinculado a deveres de imparcialidade (…) por isso não pode ser considerado suspeito por ter já assumido uma pretensão idêntica em processo anteriormente dirigido a um tribunal.»

Independentemente de esgrimir aqui as minhas (e as dos outros) opiniões sobre este caso (que, por a caso, me cheira a esturro) lembrei-me imediatamente dos professores. De facto os senhores juízes são tidos por (quase) toda a gente como pessoas sempre acima de qualquer suspeita.os professores, desses, coitados, todo o mundo suspeita. De tal modo que, se um professor tiver um parente (mesmo afastado) a frequentar um ano em que haja lugar a exames nacionais, fica proibido de estar ligado a qualquer dos momentos do processo de exames. Lembro-me da minha última vice-presidente (essa sim, pessoa acima de qualquer suspeita, podem crer) que, num ano em que tinha um primo em 2º grau a realizar exames do 9º ano lá na escola, nem assinava as convocatórias dos professores para o serviço de exames para não ser repreendida por uma eventual inspeção.

É que juiz pode decidir «a favor da vidinha da filha» porque «está vinculado a deveres de imparcialidade». Já professor… enfim… há que desconfiar dele sempre!

Ai, ai!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Terrorismo

Nunca suportei a política de «punhos de renda» ou do «politicamente correto». Seja em que circunstância for. É uma verdadeira hipocrisia. Por isso gostei de ler o texto «Tolerância zero» de Paulo Baldaia – se bem que nem sempre goste de o ler – no DN de ontem.

«Se queremos vencer esta guerra onde estamos metidos, temos de nos deixar do politicamente correcto e usar as palavras certas quando relatamos crimes praticados em nome da religião e de Deus. Uma criança de 10 anos que é dada pela família para casamento é pedofilia, não é uma tradição ancestral. Um irmão que mata a irmã porque ela quer viver em liberdade não é um crime de honra, é um assassinato. Uma criança que é mantida em casa e proibida de ir à escola é um rapto.

De igual forma é tão terrorista um muçulmano que mata na Europa como um muçulmano que mata no Iraque ou um cristão que se arma até aos dentes e mata nos Estados Unidos. Não são terroristas os dois primeiros e maluco o norte-americano. Ainda assim, há um problema grave com o islamismo. E não, não tem que ver com o que defende esta religião em comparação com as outras, tem muito mais que ver com a tolerância com que olhamos para os crimes praticados. A começar pelos que são praticados lá longe.

Ninguém pode ser feminista na Europa e não ter tolerância zero em relação ao islamismo. Sou agnóstico e, mesmo que acreditasse em Deus, não seria capaz de viver com a minha racionalidade em nenhuma igreja. Mas, por ser racional, sei que a história nos dá conta de que, enquanto a maioria das religiões se tornou mais humanista, o islamismo teima em tolerar que se cometam crimes em seu nome e em nome de Deus.

Se a atitude passiva que se vê na grande maioria dos líderes muçulmanos tivesse perdurado na história do cristianismo, a Inquisição teria durado muito mais tempo e feito muito mais vítimas. No século da globalização, não é tolerável que uma determinada religião olhe para os crentes das outras religiões como infiéis. Como não é tolerável que considere a mulher um ser inferior.

Na questão do uso das palavras é igualmente um erro, quando falamos do islamismo, falar de líderes moderados em contraponto aos radicais. Não haverá paz enquanto a maioria for radical e os moderados não deixarem de ser moderados. Não chega não advogar a guerra, os moderados têm de se radicalizar, dentro da sua religião, para combaterem os crimes de ódio, os crimes de honra, a escravidão das mulheres. Utilizamos o termo moderado como um elogio e o que ele revela é uma fraqueza.

Vivemos numa sociedade livre, onde até os ateus e os agnósticos são aceites como fazendo parte do reino de Deus. Não podemos aceitar viver com religiões que aceitam todo o tipo de discriminações. E não, não é apenas para nos defendermos, é também para defender os milhões de pessoas que vivem sob o jugo da intolerância religiosa. Contra esta barbárie temos de ter tolerância zero, na Europa e no resto do mundo. Professem a religião que entenderem, mas isso não lhes dá o direito de não respeitarem os outros seres humanos.»


(daqui)