sexta-feira, 1 de abril de 2016

Todos mentimos, mas eles mentem mais do que elas …

Mentir é errado, dizemos. Porque magoa as outras pessoas, porque o benefício que causa é menor do que o dano que provoca, porque semeia a incerteza nas relações, porque a moral e a ética e o senso comum dizem que é errado. Será? Não mentir pode magoar mais do que faltar à verdade e, sejamos honestos: as relações sociais – todas elas – estariam condenadas sem a mentira. Por isso, e apesar desta ideia generalista de que mentir é errado, talvez, afinal, não seja assim tão errado. Ou, pelo menos, talvez não seja errado sempre. (…)

Os estudos mostram que mentimos entre dez e duzentas vezes por dia, dependendo do perfil de cada um e, sobretudo, da quantidade de relações sociais e interações que temos. Fazemo-lo pelas mais variadas razões. Eis uma delas: da próxima vez que a sua mulher ou o seu marido lhe perguntar «estas calças fazem-me gorda/o?», experimente responder «sim, mas o problema não são as calças, é tudo o que comes». Ou da próxima vez que estiver maldisposto e cheio de problemas, experimente responder com sinceridade a toda a gente que lhe faz a costumeira pergunta: «Então, tudo bem?» (…) Queremos honestidade, mas não sabemos lidar com ela. (...)

Mas atenção: estas teorias não são carta-branca para todas as mentiras. «A mentira que merece elogio é aquela que nos permite relacionarmo-nos com os outros», explica o sociólogo espanhol Ignacio Mendiola, autor do livro Elogio de la mentira, «fora deste elogio à mentira estão as mentiras que fazem do outro um mero instrumento para se alcançar um objetivo». (…)

Mas não queremos só ser enganados, também nos enganarmos a nós próprios com uma perna às costas. Para quê? A maioria dos investigadores defende que é apenas para vivermos mais felizes e chamam a esse mecanismo «ilusões positivas». (…)

Certa, errada, inócua, prejudicial, esporádica ou sistemática, a mentira é uma constante na nossa vida. E negar que a dizemos é apenas dizer mais uma.


ELES VERSUS ELAS

Os homens mentem mais do que as mulheres, diz um inquérito realizado, em 2012, no Reino Unido, pela empresa de estudos de mercado One Poll, depois de entrevistar 3000 adultos. O estudo – encomendado pelo Museu da Ciência britânico – conclui que as mentiras mais frequentes também são diferentes. O top 10 das mentiras de cada sexo para os seus parceiros é este:



HOMENS

1 Não bebi assim tanto.
2 Não se passa nada, estou ótimo.
3 Não tinha rede no telemóvel.
4 Não foi assim tão caro.
5 Estou a caminho.
6 Estou preso no trânsito.
7 Não, o teu rabo não está assim tão grande.
8 Desculpa, não vi a chamada.
9 Sim, perdeste peso.
10 É mesmo aquilo que eu queria.


MULHERES
1 Não se passa nada, estou ótima.
2 Não sei onde está, não lhe mexi.
3 Não foi assim tão caro.
4 Não bebi assim tanto.
5 Estou com dor de cabeça.
6 Estava em saldos.
7 Estou a caminho.
8 Já tenho isto há séculos.
9 Não, não deitei fora.
10 É mesmo aquilo que eu queria.


quinta-feira, 31 de março de 2016

Perguntas inocentes

Tenho esta dúvida há muito tempo: por que razão é que passaram a chamar trench coat a uma simples gabardina?!



E depois assalta-me outra pergunta: quantas destas pessoas que usam o anglicismo «supé-na-moda» dizem cobras e lagartos do novo acordo ortográfico porque defendem a boa utilização da língua de Camões?! 





quarta-feira, 30 de março de 2016

Aurea

Gosto mesmo desta «pequena»... Das suas canções. Da sua forma de cantar.

Que me dizem?

terça-feira, 29 de março de 2016

Vendas pelo telefone



Aborrece-me que tentem vender-me produtos e/ou serviços pelo telefone. E, infelizmente, está sempre a acontecer. Aborrece-me por três ordens de razões (como dizia o Ângelo Correia…): Primeiro porque se eu quiser comprar, informo-me, pergunto, vou à procura. Segundo, porque os putativos vendedores têm de ler aquele arrazoado todo que lhes encomendam e depois tornam-se supinamente maçadores chegando a mostrar-se agressivos. E terceiro porque sei que se trata de assalariados de call centres que têm de alcançar objetivos definidos de forma desmedida pelos empregadores e eu encho-me de “pena” e não sou capaz de ser rude com eles ao ponto de responder mal ou de desligar o telefone.

Hoje, porém, consegui irritar a “senhora” do Círculo de Leitores. Cá em casa associámo-nos ao CL quando nos casámos, ainda antes do 25 de Abril, tendo retomado a figura de associados nos anos 80 depois da desorganização do Círculo que aconteceu à época da Revolução. É por isso, pelos laços criados pelo tempo, que ainda nos mantemos ligados àquela editora mesmo que já não nos apeteça muito comprar-lhes livros. Temos uma óptima relação com o assistente que conhecemos há anos e ele já conhece bem os nossos gostos e não gostos.

De vez em quando, liga-nos uma senhora da editora como que a avaliar o trabalho do assistente e aproveita sempre para tentar vender mais uma coleção.

Foi o que aconteceu hoje. A dita senhora ligou, perguntou como ia o nosso contacto com o assistente afirmando à partida que já sabia que ia bem como de costume e depois perguntou-me que género de leituras eu preferia: «romance, cultura geral…» Como não se trata de uma call centre girl, tratei de ironizar: «cultura geral não existe… gosto de romance, de poesia de autores portugueses…» 

Então a senhora muda de estratégia e diz-me que o CL está a comemorar mais um aniversário pelo que resolveu oferecer um grande desconto na coleção Rainhas de Portugal, mas apenas para as pessoas sorteadas e eu tinha sido uma delas!! [Admirável memória a minha!! Ato contínuo lembrei-me que esta senhora já tentara vender-me as “Rainhas” noutro telefonema!...] Que a coleção era de excelente qualidade e até tinha sido apresentada pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa, não sei se sabe – dizia a senhora. «Pois, de facto, não gosto muito desse senhor, não costumava ouvi-lo.» - respondi sobriamente. Aí, a senhora ficou furibunda e disse: «Não estamos aqui para saber se a senhora gosta ou não gosta do Professor Marcelo!» «Claro! Mas eu não costumava ouvi-lo e, como já conversei com o meu assistente, não tenho vontade de fazer mais coleções» - respondi cortesmente… «Então não está interessada nesta oferta, pois não?!» - quase vociferou a senhora… «Não, muito obrigada.» - respondi jovialmente…

Deus do céu! Mas esta gente pensa que somos todos uma cambada de burros


segunda-feira, 28 de março de 2016

Adam and Eve

Há pouco renovei a imagem do meu mural do facebook colocando este amoroso desenho  naïf .



E logo uma amiga comentou dizendo que se não se tratasse de gatinhos, até parecia uma cena de Adão e Eva no paraíso, com maçãs e tudo...

Aí lembrei-me de um desenho louco que tinha guardado para dedicar ao Pedro Coimbra ... e que deixo aqui hoje.



(Se o Adão e a Eva fossem chineses, ainda estaríamos no Paraíso porque ele teriam comido a cobra em vez da maçã...)


E como já conhecem bem as minhas «associações musicais», logo me veio à cabeça uma daquelas "minhas" canções de 60: «Adam and Eve» pelo meu querido Paul Anka!

Lembram-se?




domingo, 27 de março de 2016

Vila Sassetti

A fingir que hoje fui dar este belo e reconfortante passeio...

Podem contar-se pelas centenas as vezes que, em tempos, passei junto a este portão, agora aberto e feliz, mas nesse tempo sempre fechado e com um ar macambúzio, a caminho do Parque das Merendas, para me encontrar com a minha amiga «Lena do Parque», ou simplesmente para a brincadeira com o meu grupo de amigos, sem que me tenha dado conta desta entrada, desta quinta. Adolescentes... que se há de fazer? 

Atualmente, pertencendo ao Grupo Monte da Lua, a quinta está aberta ao público e dá acesso aos caminhantes até ao Castelo dos Mouros.























(A Regaleira, lá em baixo)

(A casa do Caseiro)

(Outra vista da casa do Caseiro)

(E depois, entre o arvoredo, esta vista...)
A Vila Sassetti, um palácio da Lombardia em Sintra, como lhe chamavam, foi construída por Luigi Manini (arquiteto do Hotel Palace do Buçaco e do palácio da Regaleira) para o seu amigo Victor Carlos Sassetti que, apesar da sua ascendência italiana, nasceu em Sintra, terra que amava sobremaneira. 

Sassetti foi dono do Hotel Victor no antigamente chamado Largo do Victor (por causa do hotel) e do Hotel Braganza em Lisboa, um dos melhores da Lisboa do século XIX, onde se hospedavam embaixadores, reis, sultões e enviados do Papa, poiso predilecto dos Vencidos da Vida – grupo de intelectuais e políticos de que faziam parte Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro ou Eça de Queirós – hospedaria de luxo por onde chegou a passar a popular actriz francesa Sarah Bernhardt.

(para saber mais sobre a Vila Sassetti e a Quinta da Amizade, consultar este site)


sábado, 26 de março de 2016

Logo, quando for para a cama...

Logo à noite, os meus amigos podem escolher ir para a cama assim:



Assim:



Ou mesmo assim:



Mas, não se esqueçam de adiantar a hora...