sexta-feira, 5 de junho de 2015

A notícia do momento

Todos sabem que a grande notícia do momento aqui no retângulo é a mudança daquele treinador de um lado para o outro da 2ª circular. 

(Por mim, acho que tudo isto foi encomendado pelo "governo" para que o ZéPovo esteja entretido com estas larachas e nem se lembre das facécias com que eles - e os seus  jornaleiros e comentadeiros a soldo - têm mimoseado o povinho, mas...) 

Ora os motivos e as reações não se têm feito tardar e eu já tive acesso a alguns que vou passar a divulgar.














É que é espantoso de mais!....

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Hernando's Hideaway

Para esquecer as patranhas do "programa eleitoral" da espécie de governo que há quatro anos, voraz, se atirou «ao pote» e lá se quer manter;

Para esquecer os pezinhos de lã com que aquela espécie de presidente da República que temos já começou a fazer propaganda eleitoral pelo dito governo;

Para esquecer as trapalhadas que se acastelam lá pelo "meu" Sporting (até estou a pensar seriamente em voltar ao "meu" Belenenses do tempo de Algés...) com a drástica mudança de treinadores;

Para esquecer... para esquecer... para esquecer... lembro-me de músicas, de filmes, de alegrias de antigamente. Por exemplo, de como eram divertidos os musicais da Broadway (depois transformados em filmes) e tão bem montados, tão bem cantados, tão bem dançados...

Quem se lembra da vivacidade e da voz poderosa de Doris Day (ainda viva) que tantos filmes protagonizou desde os anos 40/50?

Hoje recupero a cena do tango Hernando's Hideaway do divertido musical The Pajama Game (1957), cuja protagonista foi Doris Day, se bem que não seja ela quem canta nesta cena.

Talvez não se lembrem, mas sei que vão gostar.




quarta-feira, 3 de junho de 2015

A menina dança?





No tempo dos bailes da nossa juventude, em que os rapazes se dirigiam às raparigas pedindo-lhes para dançarem com eles a próxima música, havia um dito pouco cortês que usámos de brincadeira entre nós, que era assim: «A menina dança, ou já tem gajo?» 

Não é que foi o que se me aflorou à memória ao ver esta foto (ridícula) de um momento do lançamento do programa eleitoral destes dois e que (hipocritamente) tem como tema «Portugal no caminho certo».

Nunca vi tanta hipocrisia e tanta mentira junta!!


terça-feira, 2 de junho de 2015

Automóveis de há cem anos

Na «Leiria de há cem anos» também houve exposição de automóveis de há cem anos.





Há cem anos e hoje.
































Qual seria(m) o(s) vosso(s) preferido(s)?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

No Dia das Crianças

Para celebrar este Dia das Crianças, este ano trago umas sugestões de leituras para e sobre crianças que podem, de alguma forma, ser interessantes para quem por aqui passar.

Primeiro, não posso deixar de referir o livrinho que a nossa amiga poeta Lídia Borges lançou há meio ano e que teve a gentileza de mo oferecer para os meus pequeninos – O Mistério dos Sonhos Roubados – que é um convite aos mais jovens para aproveitarem as delícias da leitura.


Começa assim:

«Chovia. Chovia sempre! Uma chuva miudinha, pingabirrenta que obrigava o Rui a ficar dentro de casa. Ora, ora! Assim as férias não prestavam para nada!

Já estava farto de jogar no computador e de ver televisão. Metido no quarto, riscava com o dedo os vidros embaciados da janela, enquanto se perdia nas lembranças das últimas férias de verão. Divertira-se à grande com o primo Francisco que mora numa cidade, lá para o Algarve. Deitou-se na cama preguiçosamente a recordar esses dias passados na praia entre mergulhos, gelados, risadas e alegrias ensolaradas.

- Quem me dera estar agora com o Francisco! – desabafou em voz baixa.

De repente, a cortar o silêncio do quarto, como que por artes mágicas, ouviu-se uma voz que sussurrava:

- Ei… Ei…. Olha para aqui!

O Rui levantou-se de um pulo, muito assustado.

- Não tenhas medo. Sou eu, aqui, na prateleira de cima…»


Outra leitura interessante é O Senhor Pina de Álvaro Magalhães que é uma enternecedora homenagem que o autor faz ao poeta, jornalista, escritor Manuel António Pina desaparecido há dois anos. 

Começa assim:

«O senhor Pina queria escrever uma história para a Ana e para a Sara, que fosse diferente e tão divertida que pusesse as palavras na brincadeira. E, já agora, que não fizesse muito sentido, ou que fizesse sentido de outra maneira.

Era terça-feira, que não era o melhor dia para começar esse género de história, talvez de escrever poesia, mas nunca se sabia. Por isso, ele espreitou para a rua pela janela do escritório e viu um rapazinho a fazer o pino no meio da relva do jardim. Depois, veio outro e fez o mesmo e a seguir um terceiro, que também tentou, mas desequilibrou-se e caiu no meio de um canteiro.

O senhor Pina pôs-se então a pensar num país onde as pessoas andassem todas de pernas para o ar. Era, talvez, uma boa ideia para a tal história, apesar de ser uma terça-feira. Como pensaria uma pessoa de pernas para o ar? Não o mesmo que pensaria se estivesse de pernas para baixo. Com toda a gente a pensar como toda a gente, ninguém pensava nada diferente.»

A minha terceira sugestão, de crianças tem apenas o título – Meninas, de Maria Teresa Horta, uma série de contos de alguma forma ligados entre si cujas protagonistas são todas meninas quase todas negligenciadas, quando não abandonadas e maltratadas, que se entregam à imaginação, à magia ou à leitura salvadoras.

"Meninas que são ela, mas que também são outras, inventadas ou recriadas, mas sempre reflexo do que se tem feito ao longo dos séculos a quem nasce mulher."



(Sobre este grande pedaço de crua prosa poética falarei quando acabar de o ler.)



domingo, 31 de maio de 2015

Canções de Amor (2)

Hoje, a rubrica Canções de Amor é dedicada à música francesa, sempre tão bela, tão doce, tão romântica.

Espero que gostem da minha seleção.



Les fueillies mortes  (1951)





L’hymne à l’amour  (1957)




Ne me quittes pas  (1959)








Il faut savoir  (1965)





sábado, 30 de maio de 2015

A Leiria de há cem anos

Amigos, vejam-se transportados à Leiria de há cem anos!

A notícia veio no jornal «O Século de Leiria» do dia 30 de Maio de 1915 e dizia assim:

«ACTUALIDADES LOCAES

Festas da cidade

É nos dias 30 e 31 de Maio que se realizam estes festejos que prometem atrair a Leiria inúmeros forasteiros.
Além das solenidades religiosas e bodo aos pobres na Igreja do Espírito Santo, haverá iluminação, tiro aos pombos, theatros, 2 touradas, no sábado à antiga portugueza e no domingo começará a tourada por uma ferra de novilhos, rancho de tricanas, fogo do minho, etc. etc.
Para o público apreciador de theatro há boas notícias, pois vem da capital a Companhia de Theatro Éden, já com dois annos de reconhecida existência.
Em boa hora a Companhia evita os distúrbios na capital e estreia peça na cidade do Liz, com Palmira Bastos, Augusto Melo, Robles Monteiro e Amélia Rey Colaço no elenco. 
A estadia na cidade serve ainda de preparação para evento igualmente magestoso em Braga, na cidade Augusta.
A comissão dos festejos pede aos habitantes da cidade para decorarem durante os dias de festa, as fachadas de suas residências, o que agradece...»

(Nota da editora:o texto segue a ortographia do antiquíquíquíssimo Acordo Ortográfico....)

De facto, hoje, 30 de Maio de 2015, exatamente cem anos passados, não houve tourada, nem bodo aos pobres, nem teatro com a Companhia de Robles Monteiro, nem fogo do minho... Mas viu-se muita gente daqueles tempos.... Ora reparem.












































Uma enorme azáfama!!