segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vai uma fatiazinha de bolo de anos?




Este foi o bolo de aniversário da minha filha Marta que fez ontem 32 anos. Não tem um aspecto delicioso? E não tem calorias nenhumas! Só tem umas natazinhas e algum chocolate e um bocadinho de geleia e outras coisinhas assim... Não, não fui eu que o fiz. Mas posso dizer - se me pergutarem -  onde os fazem. Destes e doutros igualmente doces, gulosos e deliciosos.

Para a Marta, como qualquer mãe de caracácá (galinha, claro!) desejo que a sua vida futura seja tão doce e tão boa como aquele bolo de aniversário.

E deixo-lhe/vos também uma música que tantas vezes cantei em sua honra - Martha my dear, dos meus queridos Beatles.





domingo, 3 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil


(IBBY)


Actualmente há dias internacionais de tudo e de mais alguma coisa. Ontem, por exemplo, festejou-se o Dia Internacional do Livro Infantil. Ontem foi, de igual modo, o Dia Internacional da Consciencialização do Autismo que, como foi criado apenas em 2007 sendo celebrado desde 2008, ainda não é tão conhecido.

O Dia do Livro Infantil passou a ser comemorado em 1967 por iniciativa do International Board on Books for Young People (IBBY) e foi escolhido o dia 2 de Abril porque é a data de nascimento de Hans Christian Andersen.

Dei uma volta pela livrarias do Shopping e não vi que tenham sido dadas grandes atenções ao dia em questão. Não havia montras nem grandes mostras de livros infantis e, ainda menos, descontos. Realmente, e mais uma vez, tenho de louvar a Livraria Arquivo (não tenho qualquer comissão, garanto!) que tinha já há alguns dias a montra completamente dedicada aos livros dos mais pequenos.

Há, actualmente, uma tão grande oferta de livros infantis e tão bonitos, tão atraentes, e alguns tão em conta, que quase não é preciso dar especial importância a este dia. Ainda bem! Isto deve-se à (grande) evolução nas mentalidades e na educação. Deve-se ao trabalho das escolas que se desdobram a convidar autores para irem falar aos alunos e a promover as suas próprias Feiras do Livro – a “minha” escola começou a desenvolver estas actividades e iniciativas na primeira metade dos anos 80 – deve-se ao bom trabalho dos professores nos últimos vinte/trinta anos e, mais ainda ao esforço das famílias que tudo fazem para que os seus filhos tenham em casa a sua mini-biblioteca.

E aí vem-me à memória como era nos meus já longínquos anos 50 da minha infância. Eram tão poucos os livros de histórias e tão diferentes dos dos nossos dias! E até eram visados pela “Comissão de Literatura e Espectáculos para Menores”! Eu tive a sorte de ter alguns que eu achava tão bonitos! E pintava-lhes com todo o jeitinho as ilustrações que eram desenhos simples em risco preto. As histórias eram todas muito bem escritas e tinham sempre reis e princesas, fadas e bruxas más e eram mágicas, na tradição dos märchen da Europa do Norte; ou então eram sobre animais e estavam mais na linha dos contos tradicionais portugueses.

Deixo aqui algumas páginas de livros de 1950 e tal, daqueles que eu lia e relia e pintava para me entreter porque já nessa altura eu não era capaz de estar sem fazer coisas... Ah e não se deixem enganar pelos preços. É que 2$50, ou velhinhos vinte e cinco tostões naquele tempo eram bastante dinheiro – basta pensar que um papo-seco custava quatro tostões e um quilo de batatas também... E que a minha mãe ganhava 350$00 por mês para dar aulas nocturnas aos adultos para aprenderem a ler e a escrever e fazerem o exame da 4ª classe...

















sábado, 2 de abril de 2011

Este blog já faz um ano!



E já passou um ano. Trezentos e sessenta e cinco dias. Não foram outros tantos textos, mas deve estar perto disso. É uma obrigação. A minha obrigação diária. Para sentir que estou ocupada. Foi para isso que criei este espaço. Primeiro porque estava habituada a trabalhar muitas horas por dia e a pensar muito e a escrever muito e não podia parar com tudo. Depois porque fui/fomos forçada(s) a sair do meu/nosso trabalho de um dia para o outro, sem que sequer me/nos tivesse sido feita justiça (um dia hei-de explicar tudo aqui) Saí com muitas coisas por dizer e com algumas mágoas por resolver. Muitas dessas coisas já foram sendo ditas mas muito há ainda para dizer. Daí que continue tão ligada às coisas da(s) escola(s) e da educação. Daí os “picos” no nome do blog - é que eu, por vezes, sou um bocado para o agressivo...

Mas tem sido uma ocupação muito agradável e muito divertida. Tenho aprendido muito com as leituras que tenho de realizar e, mais ainda, com os comentários dos meus simpáticos amigos. Tenho feito novas amizades e consolidado outras já antigas. Até comecei a tirar fotografias, coisa que não fazia pelo que me gozavam cá em casa quando tentava fazê-lo!

Já conto com cinquenta e um amáveis, simpáticos, pacientes seguidores assumidos e alguns mais que eu sei que me lêem habitualmente, o que me dá um enorme prazer. Nem queiram saber a alegria que experimento quando chego aqui e conto com mais um seguidor ou com um novo comentador! É como quem recebe uma prenda. Fico toda contente! (Mimalha que eu sou...)

Resta-me agradecer a todos os vossos comentários mesmo que sejam contrários às minhas opiniões – de facto, esses até poderão dar mais interesse ao blog e mais entusiasmo à autora. Agradecer as vossas visitas, as vossas respostas, as vossas angústias, as vossas graças... e pedir que não desistam de mim.

Um forte abraço a todos.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lídia Jorge



Ontem, ao fim da tarde, fui à Livraria Arquivo assistir à apresentação do último romance de Lídia Jorge, A Noite das Mulheres Cantoras, com a presença da autora. Li umas tantas obras de Lídia Jorge de que gostei bastante e, como também a acho muito bonita e com um ar muito sereno, resolvi estar presente.

Não estava muita gente na assistência: alguns professores, alguns alunos da secundária e pouco mais. De facto, a Livraria Arquivo é a única entidade – talvez com a excepção da Biblioteca Municipal na actualidade – a promover o conhecimento dos (óptimos) autores portugueses trazendo-os vários e amiúde para pequenas conversas com o público. Muito louvável.

A apresentação da autora e da nova obra esteve a cargo de Cecília Andrade da editora D. Quixote e a professora Merecília da Escola Rodrigues Lobo apresentou a obra fazendo a leitura dramatizada de vários excertos do livro. Depois falou Lídia Jorge sobre a criação literária e de como as personagens ganham vida, ganham a sua vida própria mesmo. Falou deste novo romance que se passa nos anos 80 com reminiscências do regresso muitas vezes acidentado e violento dos portugueses da África colonial. Falou da vida nos anos 80 e fez uma brevíssima comparação com a forma como vivemos e como pensamos actualmente. Numa voz firme, grave, serena. E ela, a autora,linda, de uma beleza fresca, de veludo, uma beleza que nos traz à ideia as mulheres do início do século XX, com aquela perscrutadora vivacidade no olhar.

Eu li, em finais dos anos 80 A Costa dos Murmúrios de que gostei. Uma prosa muito boa. Um português muito bem escrito. Uma arquitectura do romance muito rigorosa. Quando saiu O Vale da Paixão, logo o li a adorei! Descrições rudes mas belas de um Algarve rural que (quase) desconhecemos. Depois tive de ler O Vento Assobiando nas Gruas que falas dos Cabo-verdianos que vivem e trabalham em Portugal e ainda li Combateremos a Sombra outra história verdadeiramente inquietante sobre a difícil vida que vivemos na actualidade. Todas as histórias que li são eivadas de um enorme dramatismo que nos transporta para dentro delas e nos envolve e nos emaranha.

Eu gosto muito de ler a Lídia Jorge. E gostei muito de a conhecer: apetece conversar com ela. E eu conversei um bocadinho.


(Lídia Jorge dirigindo-se ao público)



(A Merecília lendo um excerto do novo romance)



(Dramatizando outro excerto da obra; L. Jorge seguindo atenta.)



quinta-feira, 31 de março de 2011

Um acidente


Ontem a minha neta Elisa sofreu um traumatismo no Jardim resultante de um “choque brutal” com um coleguinha da mesma idade. Faço ideia à velocidade a que eles ambos iam! A questão é que ela estatelou-se ao comprido no chão, tendo batido com a cabecita com toda a força no dito chão.

Cresceu-lhe, acto contínuo, um enorme hematoma na zona do occipital e, como se deve imaginar, foi o pânico nas hostes! Valeu que a mãe estava a chegar e assistiu ao acidente e, desanuviada como é, e num daqueles actos de bravura de que só as mães em aflição são capazes, tratou de a levar imediatamente ao hospital.

Felizmente não foi nada de grave e, quando lá chegámos – porque a menina queria muito o avô! (imaginem o que o avô inchou!...) – já tinha sido atendida, radiografada e esperava pelo resultado do exame. Teve de comer para ver se se sentiria indisposta e veio com a recomendação de se estar atento ao seu comportamento durante 48 horas.

Tudo isto para dizer que os actuais serviços hospitalares e de saúde têm uma capacidade de resposta e uma noção de serviço público e de urgência que ainda há poucos anos nem se sonhava que pudessem vir a ter. E não é preciso remontar aos meus tempos de criança; basta pensar no tempo da infância das minhas filhas, finais de 70, anos 80, em que, quando se precisava de serviços de saúde, tínhamos forçosamente de recorrer à medicina privada, quase sem alternativa.

Um familiar nosso muito próximo teve, no final do passado ano, um problema gravíssimo que o manteve internado no nosso hospital de Santo André durante quase dois meses, tendo sido submetido a duas operações com risco de vida. Felizmente, ao fim de grande sofrimento dele e de grande pânico nosso, o nosso querido familiar conseguiu superar os seus males e hoje, quase de boa saúde, diz que foi tratado com todo o desvelo, todo o profissionalismo e com todas os melhores medicamentos e terapêuticas. Quando já estava quase recuperado, o médico que o acompanhou ter-lhe-á dito em tom de brincadeira que se fosse embora para casa rapidamente se não levava o hospital à falência...

Outro amigo nosso que teve, há uns anos, um gravíssimo problema num pulmão que quase o levava deste mundo e que o manteve uns meses nos hospitais centrais de Coimbra, diz, para quem o quiser ouvir, que nem que trabalhasse o resto da vida só para isso, não conseguiria pagar a despesa que fez no hospital.

Para que os nossos hospitais, tal como as nossas escolas, entre outros bens, se tenham posto em trinta anos ao nível europeu em que de facto estão, teve – e tem – realmente de se fazer um enorme esforço de toda a ordem. E (por enquanto) são para todos e praticamente gratuitos!

Não me venham dizer que o Serviço Nacional de Saúde não serve. Não me venham dizer que estamos pior que no tempo do Salazar!



quarta-feira, 30 de março de 2011

Selos


Amavelmente, recebi três selos de uma queridas bloguistas que, de vez em quando, vêm aqui espreitar.


Agradeço do fundo do coração. Quem não gosta de receber miminhos, prendinhas, algum reconhecimento?

Agora tenho de cumprir as condições impostas pela recepção dos referidos selos.

Vamos ver se consigo!


 

I - selo Stylish blogger foi-me oferecido pela R. do Once upon a time a quem agradeci, de imediato – 1ª condição.


2ª condição: divulgar sete coisas sobre mim. Haveria tanto a dizer... mas, lá vai!

· Sou do Carneiro;
· Não consigo estar sem estar a fazer coisas;
· Não gosto de ser contrariada;
· Adoro música e ler autores portugueses;
· Quando gosto, gosto muito; quando não gosto, não gosto mesmo nada!
· Sou (algo...) exagerada e tendenciosa;
· Tenho um amor secreto...

3ª condição: passar o selo a 15 bloguistas (tantos!) e avisá-los. Aqui vão:

Rosa dos Ventos

Cor e Pinceladas

Janelas de Oportunidade

O meu vizinho é pior que o teu

Rua Fresca

Sexo prozac e outras coisas mais

Turista Acidental

Contempladora Ocidental

Rio das Maçãs

Espaço do João

Amiguinhos do Lis

A Carraça

Rafeiro Perfumado

Baunilha e Chocolate

As Ilhas Encantadas





II – selo Meme Literário foi-me oferecido pela Manuela, a Turista Acidental, a quem também já agradeci.


Antes de indicar os 10 bloguistas a quem o vou passar, tenho de responder às seguintes questões, que não são muito fáceis, já que, dada a imensa oferta de livros, as minhas escolhas hoje podem ser estas, mas no próximo mês poderiam ser outras.


1ª - Referir um livro que você leria muitas vezes sem se cansar – a Poesia de Álvaro de Campos.

2ª - Escolher apenas um livro para ler o resto da vida – o Livro do Desassossego de Bernardo Soares.

3ª - Escolher um livro para recomendar aos outrosA História do Cerco de Lisboa de José Saramago.

Os dez bloguistas a quem passo este selo são:

Horizontes sem Hora

A Casa da Mariquinhas

Reflexos

Dispersamente

Ti-MaMaRiso

Tinta com Pinta

Pequeno Jardim com Gatos

Espaço do João

Pin Gente

A minha Travessa do Ferreira

 




III – o selo Esse blog não é uma escola ... mas me ensina muito oferecido também pela querida R. do once upon a time que tenho de passar a mais 10 bloguistas que são:


O que eu posso fazer por Portugal

Rouxinol de Bernardim

Contempladora Ocidental

O meu vizinho é pior que o teu

Rio das Maçãs

Largo da memória

Fantasiando com palavras e imagens

Corvo Dinis

Ortografia do olhar

Pérola de Cultura

 
Com muita amizade para todos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Primavera em flor



O meu amigo JL mandou-me umas belas  fotografias da Suiça, do local onde ele guarda o seu pequeno iate, com a indicação de que a Primavera já lá tinha chegado.
Eis aqui duas delas:





(Lindo, não?)

Retribuo-lhe dedicando-lhe a publicação de hoje, dedicando-a de igual modo à Catarina, a Contempladora Ocidental, que vive também num país bem frio que a Suiça - o Canadá.  Deixo-lhes ( e a todos)  aqui as minhas flores preferidas (depois das rosas, claro!) que já floriram aqui em Leiria por todo o lado excepto no meu mini-jardim que não é tão frio como o Canadá, mas quase...


(Glicínias lilases)


(Glicínias brancas, muito mais invulgares)


(Chuva de glicínias brancas)


(E as magnólias também já floriram)