domingo, 11 de julho de 2010

Gatices...


A minha gata Ritinha não gosta nada que eu vá de férias. Começa a pressentir uns dias antes, ou então percebe o que dizemos, sei lá! E quando começo a preparar as coisas, mete-se dentro das malas...


Se calhar, pensa que passa despercebida e vai connosco. Mas não. Enxoto-a e ela salta para o lado.


Até que adormece de guarda às malas...



Ficam lá em casa, com os confortos todos, os meus gatos, enquanto venho veranear. E vão tratá-los duas vezes por dia. Não sei, porém, se são eles que sentem mais saudades minhas se eu deles...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Vou de Férias!

Amanhã vou de férias. Ironia!...  De férias estou eu desde finais de Março, quando deixei a escola...
Mas, só para fazer inveja, vou deixar aqui umas fotos do sítio para onde vou.

Voilá!



E à noite, à beira da piscina:



Olhem, e uma daquelas (tontas) posso ser eu...




Algarve, here I come!!!


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Exposição de Pintura de Clotilde Fava



Tenho o prazer de, uma vez mais, anunciar aqui a exposição de quadros Regeneração que será inaugurada no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, no próximo dia 17, às 18.00 horas.

A propósito desta exposição a comentadora Lurdes Féria escreveu o seguinte:

"Nesta maré de guerras, de terrorismos, da espiral de violência a que estamos a assistir, Clotilde Fava sentiu a necessidade de pintar flores. Talvez na intenção de exorcizar a vertigem programada dos tempos. Hibiscos, orquídeas, antúrios, jarros e outras espécies não identificáveis surgem na superfície plástica numa explosão de cor.

Flores a que os livros de botânica atribuem nomes esquisitos, difíceis de pronunciar.

Mas, para mim, estas flores são uma metáfora do corpo, contido nos seus limites e desejos, desafiando a íntima substância do sexo que gera vida. A eterna fusão do masculino e do feminino, o yin e o yang em que assentam os fundamentos da dinâmica criativa da natureza. Para contrapor à noite escura, para sinalizar que a esperança nunca morre. Procurar a claridade é insistir no gesto artístico como pertença a um património humano que se partilha. É insurgir-se contra o alastrar das trevas.

Por vezes as simbologias e as mensagens são traiçoeiras, nem sempre traduzem o que se queria dizer. Um hibisco nos cabelos negros das mulheres havaianas é uma imagem turística que remete para praias fantásticas, promessas de felicidade, conjecturas de amor. A orquídea selvagem, associada a uma ideia da mais pura sofisticação, tem uma vida breve tal como a flor de um vermelho intenso que um jornalista de prosa lírica disse ter colhido num campo da Ramala, entre destroços. Era exemplar único e chamava-se, na terminologia científica, Adónis aestivalis. Mas nem todas as flores são inofensivas. Convém não esquecer as flores devoradoramente carnívoras. Há também flores venenosas, cruelmente vazias e simultaneamente sedutoras, emanando um perfume inebriante e que se assumem como as flores do mal.

Os jardineiros do amor, que sabem escutar a rodopiante sinfonia do universo, não se importam de esperar meses, anos ou séculos, para ver desabrochar a beleza de uma flor que se extingue em poucos dias. Aguardam, com paciência, o ouro alquímico que existe no coração da terra. O fenómeno da regeneração que ninguém pode impedir.

Nesta ambivalência, entre motivações e perplexidades, vivem as telas de Clotilde Fava que, depois de um percurso figurativo com claras ressonâncias do real, enveredou por um caminho mais abstractizante. O seu discurso vem carregado de uma certa melancolia. Mas é no sexo sugerido que o olhar incide e se prende."

Saiu o Calendário Escolar


Saiu hoje o diploma que define o calendário escolar do próximo ano lectivo. É o Despacho n.º 11 120-A/2010 que pode ser consultado aqui. As actividades lectivas iniciar-se-ão entre 8 e 13 de Setembro.  Aqui para nós, esta nova moda de começar o ano lectivo na 1ª metade de Setembro é um tremendo disparate mercê do nosso clima. Começamos as aulas com tempo de praia, muitas vezes em instalações do tipo sueco (anos 70) como é a "minha" escola, com as salas todas envidraçadas e com os alunos (e os professores...) a suspirarem  pelos banhos de mar.

A nossa tradição era começar as aulas a 1 de Outubro, até porque muitas famílias ainda iam e vão de férias na primeira metade de Setembro. E íamos muito a tempo de começar e de aprender tudo o que tínhamos para aprender.

Mas, enfim, manda quem pode e há que aproximarmo-nos das datas europeias!

Saíram também as normas para a organização do ano lectivo no Despacho n.º 11 120-B/2010 que pode ser lido aqui.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Morreu Matilde Rosa Araújo


Aos 89 anos, que fez no primeiro dia deste Verão, morreu a poeta-professora Matilde Rosa Araújo.

Deixa mais de vinte livros para crianças – histórias e poemas – tendo-se sempre, ao longo da sua vida, dedicado à problemática da infância.

A primeira vez que ouvi falar da escritora foi no meu ano de estágio que foi o meu primeiro ano no ensino oficial. Fiz estágio em 1973 na Escola Preparatória de Paula Vicente e o livro de textos de Língua Portuguesa adoptado para os 1º e 2º anos do Ciclo Preparatório (actual 5º e 6º anos) era a selecta LER, da autoria de Matilde Rosa Araújo (e outros), também ela professora do recém-criado Ciclo Preparatório do Ensino Secundário, como então se chamava.

Uma escolha criteriosa de belos textos sobre temas variadíssimos, de bons autores da língua portuguesa como Sophia de Mello Breyner, Rui Cinati, António Gedeão, Sebastião da Gama, Cecília Meireles, Neves e Sousa, Manuel Ferreira, Albino Forjaz Sampaio, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, ela própria, entre muitos outros. Que bem se trabalhou com aquele manual! Durante anos fui lá retirar textos para outros alunos, para outros fins.

Lembro-me da visita de Matilde Rosa Araújo, há mais de vinte anos, à minha escola, aqui em Leiria, como escritora, a convite das professoras de Português e da Biblioteca. Uma senhora. Muito meiga, muito doce, com um jeito natural para a interacção com as crianças. Uma simplicidade – que é, aliás, apanágio das pessoas de grande nível.

Deixo aqui um poeminha da autora, que fui retirar da selecta atrás referida, e que aparece logo nas primeiras páginas – no 1º ano do ciclo (actual 5º ano) é pelos animais que conquistamos o afecto e a confiança dos nossos alunos logo a partir das primeiras aulas.

Pastor

Meu cão:
Seus olhos castanhos
Tamanhos
De compreensão.

Meu cão:
Seus olhos castanhos
Tamanhos
De mansidão.

Seu nome é Pastor;
Seus olhos castanhos
Tamanhos
De Amor.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Parques de Sintra



Repreendida (e bem) pelo meu amigo e seguidor de Sintra, o Gato Preto, por ter exposto aqui os parque de Londres antes de falar dos parques da minha adolescência, dos parques de Sintra, vou, de alguma forma, emendar a mão, copiando para aqui algumas fotos (recolhidas na net) daqueles frondosos parques que em nada, mas mesmo em nada, ficam atrás dos que expus ontem, muito até pelo contrário.

E quantos de nós conhecem os de Londres e desconhecem os de Sintra? O roteiro que deixo aqui é o da minha juventude: o parque da Liberdade, outrora chamado Dr. Oliveira Salazar, que para mim é o mais belo de todos porque era o meu parque de todos os dias: lá estudei horas a fio, lá namorei e passeei, lá assisti a espectáculos de bailado maravilhosos e até a treinos de hockey-em-patins dos meus colegas de escola e a desafios dos craques dos anos 60.







Depois vem o Parque das Merendas, lá bem perto da casa onde morei, passado o chamado Largo do Vítor e onde íamos muitas vezes ter com as amigas que lá viviam e ao musgo para fazermos o presépio de Natal.

                                     

                                              


                                     

 Grupos de rapazes e raparigas, no primeiro dia das férias de Natal, munidos de cestos e de facas pela estrada da Pena, Fonte dos Amores, Monserrate naquele misto de névoa, de mistério e de frio que só há em Sintra, para trazermos enormes postas de musgo verde para o presépio.




(Fonte dos Amores)

Por fim, os parques da Pena e de Monserrate – belíssimos, num matizado de mil verdes que nem nos quadros a ponto de cruz... Estes mais para turista visitar.


(Parque da Pena)

(Parque da Pena - águas da chuva)

(Fetos no Parque da Pena)

(Palácio de Monserrate)

(Parque de Monserrate)
(Parque de Monserrate)

Vale bem a visita, não vale?


domingo, 4 de julho de 2010

Porque hoje é Domingo


(St. James's Park)

Hoje é Domingo e está um calor incrível. Finalmente está bom para ir para a praia aqui na costa oeste onde as manhãs têm acordado húmidas e cheias de nevoeiro e em que o Sol faz a sua aparição breve lá para o meio-dia.

Somos um país de praias e cultivamos e bem essa tendência. Não temos a tradição de ir para o parque. Aí os ingleses são exímios e que belos parques eles mantêm no meio das cidades e por todo o lado e que bem os aproveitam em todos os momentos livres que têm, para ler, para descansar, conversar, descontrair,  admirar os esquilinhos aos saltos...

Deixo aqui algumas fotografias tiradas em parques de Londres.






(brincando nos relvados de Westminster Abbey depois da chuva)

(foto cedida pelo F. Mendes)

(foto cedida pelo F. Mendes)


(foto cedida pelo F. Mendes)


(Hyde Park)