quinta-feira, 1 de março de 2018

Para a Luísa

Li não sei onde. Ou tê-lo-ei copiado sei lá de onde. Pode ser que a Luísa até já o conheça, mas hoje a publicação é-lhe dedicada com este pinta-amor...

Espero que goste(m). 



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Miúdos

Miúdos 
A Vida às Mãos Cheias
a infância do Neo-Realismo português



É o título da exposição temporária que o Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira nos oferece e que pode ser visitada gratuitamente até aos finais do próximo mês de setembro.

Posso deixar aqui algumas imagens, mas quer a exposição, quer o museu merecem uma visita atenta e pormenorizada.




































(A Menina do Moinho de Joaquim Namorado)

(Meninos de Nuno San-Payo, 1950)

(Carro na Calçada de Júlio Pomar, 1950)







terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Chove

(e ainda bem, que a seca vai severa e longa por esse país fora)

Chove como sempre. E,
sempre que chove,
as pessoas abrigam-se
(as que não estavam à
espera que chovesse);
ou abrem, simplesmente,
o chapéu-de-chuva - de
preferência com fecho
automático. Porque, quando
chove, todos temos de
fazer alguma coisa: até
nós, que estamos dentro
de casa. Vão, uns, até
à janela, comentando:
“Que Inverno!”; sentam-se,
outros, com um papel
à frente: e escrevem
um poema, como este.

(Nuno Júdice | "Um Canto na Espessura do Tempo", 1992)




domingo, 25 de fevereiro de 2018

Vem lá o inverno!

Anúncios de que esta  prematura Primavera termina hoje e que o Inverno está de volta com chuva, vento e neve nas terras altas...

Por isso elas começaram já hoje a preparar-se para a invernia...








Fazei o mesmo. Boa semana!!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

David Mourão-Ferreira



(24 de fevereiro de 1927 – 16 de junho de 1996)

Faria hoje 91 anos.

Em jeito de homenagem, fica aqui mais um dos seus extraordinários poemas.


Casa

Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior do que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores, cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração.

(David Mourão-Ferreira, Infinito Pessoal, in Obra Poética, 2006.)



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Relembrando José Afonso

Passam hoje 31 anos sobre a sua partida, mas a sua música ficará para sempre.




quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018