sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sábado de chuva

Chovia desalmadamente, mas não podia nem queria deixar de ir à Marinha Grande assistir ao concerto de piano do João Costa Ferreira, que recentemente foi galardoado com o prémio “Melhor revelação artística” em Paris (e que, por acaso foi meu aluno ali na “minha” D. Dinis.)

Com apenas 29 anos, detém o Diplôme Supérieur d’Exécution em piano da Ecole Normale de Musique de Paris e é mestre em Música e Musicologia pela Sorbonne, sendo professor no Conservatório Georges Bizet de Paris.



Neste concerto de Ano Novo que realizou no renovado Teatro Stephens, o João apresentou, pela primeira vez em Portugal, cinco rapsódias inéditas de José Vianna da Motta descobertas e por si estudadas e trabalhadas. Para além destas interpretações, presenteou-nos com um Noturno do pouco conhecido compositor português porque desaparecido aos 21 anos - palavras do pianista – António Fragoso e ainda a belíssima Sonata ao Luar de Beethoven e o romântico Noturno nº 9 de Chopin.

Interpretações de elevado nível de execução, com momentos de enlevo e outros de verdadeiro arrebatamento, sem pauta, e em que as mãos do pianista quase voavam por cima das teclas mal lhes tocando. Muito bom. Ou pelo menos eu gostei muito.



Enquanto esperávamos pela hora do concerto, e apesar das bátegas de água que teimavam em cair furiosamente, ainda entrámos no edifício da Antiga Fábrica de Resinagem, também ela, tal como o Teatro Stephens, recentemente restaurada, onde assistimos ao fabrico de algumas peças de vidro.














A propósito, deixo  aqui a imagem de um baixo-relevo da autoria do escultor Luís Fernandes  que vi no Teatro Stephens e que ilustra a produção do vidro no tempo do Egito Antigo.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

São nêsperas, senhor!!

Nêsperas em Janeiro?! 

A nossa nespereira sente-se algo confusa com o Inverno primaveril que se tem feito sentir. E então, depois de se encher de frutos em Novembro, pensando que já está em finais de Março, está a amarelecê-los...

O milagre das rosas pode ter-se dado aqui por Leiria, poiso do nosso Rei-Poeta (que por acaso era um bom "vadio") e da sua paciente Santa Esposa. Então porque não dar-se agora o milagre das nêsperas?!






terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mudança de paradigma

Aqui d’el rei que o novo (novíssimo) ministro da Educação acabou com os exames dos 4º e 6º anos sem dizer nada a ninguém! O DN não para de escrever sobre o assunto nas suas páginas quase dia sim, dia não. Que não foi feita uma avaliação do sistema de avaliação por exames, que as pessoas não foram consultadas, que os professores não concordam, que não sei o quê, não sei o que mais…

«Conhecidas» – porque se fizeram conhecer – professoras do ensino secundário afirmam no facebook que não concordam nada com esta mudança abrupta e que não viam mal nenhum em que se fizessem exames no 4º ano; outros respondem-lhes que voltamos à promoção da ignorância.

Ignorância é realmente continuar a acreditar que os alunos ficam mais educados, mais instruídos, mais aptos para a vida só pelo facto de fazerem umas quaisquer provas de exame logo aos 10 anos. Provas para as quais os professores gastavam aulas e aulas a mecanizar os alunos em detrimento de aulas planeadas para o desenvolvimento das mentes e das matérias.

Não me lembro que o ministro (C)rato tenha consultado ou informado ou posto à discussão pública a sua política de educação, de triste memória, nem que tenha realizado estudos para que ela fosse adotada! Lembro-me que escreveu um livrinho com um título que pretendia trazer infâmia sobre o paradigma educacional baseado nos estudos realizados pelas Ciências da Educação de que foi «pai» o excelente ministro Roberto Carneiro tendo encomendado os célebres e bem gizados Documentos Preparatórios de que já ninguém se lembra e que, infelizmente, poucos professores leram e estudaram. Nesse livrinho, que por acaso também poucos professores leram, o ministro (C)rato deixou claro o estilo de organização e avaliação de conhecimentos que defendia para a Escola e como pretendia fazê-la regressar aos tempos anteriores a Veiga Simão e que quase ia conseguindo.

Já o disse aqui antes e por mais de uma vez que os pseudo-elitistas deste país aplaudiram de pé e foram muitos os professores que o fizeram, embora depois, muitos deles tenham entendido o logro em que tinham caído.

Hoje o novo (novíssimo) ministro da Educação veio a público dizer apenas aquilo que é a mais simples das verdades: que as mudanças agora introduzidas no sistema de avaliação do ensino básico têm um só propósito que é repor o conceito de Escola como uma escola inclusiva, uma escola para todos e não como uma escola seletiva!

É só isso (o que não é nada pouco!) Quem não entende, paciência. É porque ainda está a viver ou com o pensamento posto no 24 de Abril.






segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Canções de Amor (7)

Sempre influenciada pelos gostos musicais do meu pai, grande apreciador e conhecedor da música dos anos 40 e 50, as minhas primeiras preferências em termos de música ligeira e de canções de amor foram para a belíssima e sensual música sul americana - boleros e tangos. 

"A" canção dos meus pais era o Besame mucho (seguida do Begin the Beguine). Um dos meus primeiros "encantos" foi mesmo o Sabor a mi pelo trio Los Panchos, bolero que aqui deixo nesta interpretação mais atual.



Outra das lindas canções que cedo me encantaram foi o El dia que me quieras, tango que já teve mil interpretações, mas que deixo aqui no seu original pelo Carlos Gardel.




Boa semana musical!

domingo, 10 de janeiro de 2016

Chove que se farta!!!

E que tal aproveitar da melhor maneira a oportunidade que nos é dada?! (mas cuidado com as constipações...)



sábado, 9 de janeiro de 2016

Cuidado, amigos!!

Nada de enganos!!!


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Are you lonesome tonight?

Não, não é nenhum tipo de convite para sairmos hoje à noite... 

É que hoje é/seria o dia de aniversário do Rei Elvis (8 de Janeiro de 1935 - 16 de Agosto de 1977) e, como nunca me esqueço deste meu ídolo da minha juventude, deixo aqui a minha canção preferida (ou uma das minhas preferidas, que isto do grau superlativo é muito relativo...) na sua belíssima voz.

(E que lindo que ele era?!... Ui!)

Espero que gostem.