segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Num bar alentejano


Façam como neste bar ... Falem uns com os outros!!


domingo, 18 de outubro de 2015

Encontro de bloggers

Conforme estava previsto, eu fui! E já lá estavam os amigos do Norte: o Rui e a Lena, a nossa Deusa Afrodite (que veio de avião, vejam só!!) e a Maria; estava o nosso anfitrião  Ricardo; o nosso amigos Kok dos sorrisos, estava o Fatifer e o Rafeiro Perfumado e a sua jove.

Depois chegou a Luísa - que veio expressamente do Algarve, imagine-se!! - veio a Manu diretamente das Caldas da Rainha e, por fim, o nosso outro anfitrião Henriquamigo com a sua charming Raquelamiga. Por último, mas não em último, chegou a Isabel, vinda do Entroncamento e carregadinha de exemplares do seu último livro para nos oferecer. Atenção que também recebemos rosas da nossa Deusa e marcadores e canetas do Algarve e tivemos direito a beber uma ginginha de Óbidos em copinho de chocolate que a Manu trouxe na bagagem...

Muito presentes estiveram os nossos queridos amigo(a)s Tété, Adélia, (para quem enviamos os nossos desejos de rápidas melhoras) a  e o Rogerito (que, à última hora não puderam aparecer) bem como a nossa querida Janita

Imperdoável a ausência dos nossos amigos Pedro Coimbra, Catarina e ematejoca.... (ih ih ih ....)

Agora vejam e... morram de inveja.....











E a fotógrafa estava lá!...



sábado, 17 de outubro de 2015

O Vendaval

Esta manhã o vento enfureceu-se e soprou com fúria. Até fez lembrar o vendaval do 19 de Janeiro do ano passado.

E lembrei-me  do «Vendaval da minha Vida» do grande Tony de Matos - quem se lembra? 

(Ui o que eu e as minha amigas gozávamos na adolescência quando ele ia a Sintra cantar... miúdas tontas que nós éramos...)




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Coitada da Sara!

(Talvez esta história seja já muito conhecida, mas só para admirar a Sara, vale a pena!)

Sara, a jovem esposa desesperada vai ao psicanalista.

- Ah, doutor, eu não aguento mais... Apesar de todos os meus esforços, o meu marido não me dá atenção nenhuma. Desde que nos casamos, ele só fala na mãe, na mãe, e na mãe.
É como se eu não existisse.

- Olhe lá, já experimentou preparar um jantar especial?

- Já. E não adiantou, disse que a comida da mãe dele era melhor que a minha!

- Ouça, tenho uma ideia. Se há um domínio onde a sua sogra não pode rivalizar, é na cama. Esta noite, vista um babydoll preto e calcinha preta. A cor preta é muito sexy e muito excitante. Incluindo uma cinta-liga negra também... Ele não vai resistir!

Sara seguiu à risca o plano, sem se esquecer de nenhum detalhe. De facto, nunca estivera tão sexy...



 Ao fim do dia o marido chega a casa, arregala os olhos e diz .... 

- Sarahhhhh, estás toda de preto... Aconteceu alguma coisa com a minha mãe???

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Gosta de selfies?

Eu, por acaso, não gosto de selfies. Nunca tirei nenhuma, apesar de estar super-na-moda!

Só que as selfies não são de agora. Senão vejam.




E até antes já se faziam...



E os amigos gostam de selfies?

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

É assim que nós somos!

(Página de Diário, Quarta-feira, 28 de Julho de 1999)

«Não se lhe lê na cara nem no modo, bem ao contrário, mas o senhor Vargas é homem de meios. Com sussurros de admiração há quem diga que deve ser a pessoas mais rica da vila, talvez, mesmo do concelho.

Contava ele tempos atrás que começou a trabalhar aos doze anos como marçano e nunca mais parou. Sem festas nem divertimentos. Mesmo agora, a chegar aos setenta, não quer jornal nem televisão, nada o distrai tanto como depois da ceia conferir contas e recibos.

A sua fortuna começou com as camas de ferro. Os concorrentes não compreendiam que o seu preço fosse tão baixo, até que, tarde e más horas, descobriram que ele mandara a fábrica diminuir dez centímetros a todas as dimensões.

- Vendi milhares. Assim à vista ninguém dava conta da diferença, e aí estava o ganho.




Encontrei-o esta manhã, quando saía da esquadra da polícia, sombrio. Um rapazote seu empregado não resistiu à tentação e ontem roubou-lhe o Volvo, novinho em folha. Às tantas, talvez com o vinho, esbarrou-se com ele por uma ribanceira abaixo.

- O filho da puta nem um arranhão sofreu, mas o carro ficou sem conserto, vai para a sucata. E sabe o que lhe digo? A culpa nem é dele, deles, esses madraços que anda por aí à boa vida. A culpa é do governo! Hoje recebe-se sem trabalhar! Doem-te as costas, amiguinho? Aqui tens o subsídio. E assim é que o país vai por água abaixo!

Dou-lhe razão, mas em vez de o acalmar a minha concordância excita-o:

- Sabe o que era preciso? Era fazer como lá nas Arábias, e perdiam o vício! Roubaste? Mãozinha cortada!

Parado na borda do passeio, o senhor Vargas levanta o braço direito acima da cabeça, espalma a mão e, como se fosse um cutelo, «decepa» a outra pelo pulso.

Abano a cabeça que sim, e inesperadamente a cena tem um final burlesco. O senhor Lopes sai da loja de ferragens, caminha para o nosso lado, e ao ver o amigo com a mão sobre o pulso, pergunta contristado:

- Então, Vargas, esse reumatismo não passa?»


(In “Pó, Cinza e Recordações”, José Rentes de Carvalho, Quetzal, 2015)


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Histórias da minha rua (7)

O gatinho da vizinha morreu. Do alto minha imensa experiência de gatos, eu já previa isto. Uma agressiva insuficiência renal, mal a que muitos gatinhos não sobrevivem, mesmo depois de internamentos a soro e medicação injetável. Uma pessoa, porém, bem afeiçoada aos bichinhos, pensa sempre que com os nossos vai ser diferente. E ela pensava isso mesmo: que o gatinho vinha para casa e melhorava. Para grande tristeza da família, o gatinho veio para casa e acabou por se ficar em grande sofrimento. Já tive dois casos idênticos com gatos cá da casa e preferi que lhes fosse aplicada aquilo que para os humanos ainda não é permitido – e bem entendo porquê – a eutanásia.

A filha da vizinha – minha ex aluna mas já adulta – que mantém comigo uma relação algo estreita, telefonou-me tristinha, tristinha a dizer que o gato tinha morrido. Que sentia muito a sua falta. Que era um enorme vazio na casa por todo o lado. Que, que, que… «Bem sei o que isso é» – disse lhe eu – «já passei por isso algumas vezes e sempre me farto de chorar…» «Pois é» – responde-me ela «mas você [adoro quando me tratam por «você»!...] não sente tanto porque tem outros gatos…»

A imposição de nós próprios e das nossas coisas – neste caso do sofrimento – para cima dos outros é coisa que nós, portugueses, gostamos de fazer sem pararmos um momento para pensar que não somos diferentes dos outros, que não somos especiais.


E propus-lhe o seguinte dilema: «Parece-te que se uma mãe de cinco filhos perder um sofre menos do que uma mãe que só tem um e o perde?»